Digi-Shots
1 Digi-Shot I: A Espera
Notas iniciais
Se vocês conseguiram ler todas as notas da história, meus parabéns! Sobreviveram ao meu falatório interminável para se deparar com algo de menos de 700 palavras... Perdoem-me. Apenas aguardem, com o desenrolar da fic, ela ficará mais viciante de se ler, tornará-se algo contínuo! *__*
Aproveitem!
Eles esperavam.
Simples assim; um círculo na grama de pequeninos seres que aguardavam seu destino. Não havia outra coisa a se fazer senão olhar para o céu azul brilhante, fantasiando quando as almas humanas que eram compatíveis seus dados cairiam. Eles sabiam que, quando o momento chegasse, nada mais seria igual até o dia de suas mortes. Essa realização e o anseio pela aventura descomunal que os envolveria, dava-os força para esperá-los com paciência.
E animação.
Essa espera valia a pena, claro, não lhes faltava essa certeza. E, além disso, não deveriam permanecer ali por tanto tempo após o nascimento, quando saíram do ovo. Sete crianças não seriam capazes de tamanha demora! Sim, apenas sete — ei, um momento, não faltava alguém? Não faltava um companheiro ali? Uma ausência quase imperceptível estava a lhes incomodar levemente. Será que um ovo havia sido perdido no caminho?
Não. Deveria ser apenas impressão. Sete era o número certo.
A ilha cuja montanha parecia ser infinita os cercava, amedrontando-os e, ao mesmo tempo, fascinando-os. Criaturas tão pequenas num local tão grande! Era uma bela ilha, não era? Perguntavam-se o quão imenso seria seu território, e quantos perigos poderiam residir nele.
Mas, o pensamento de sair do pequeno círculo para uma tentativa que — até seus cérebros ingênuos poderiam concluir — seria mal sucedida e catastrófica, não passava por suas cabeças; ficariam ali, seguros. Na grama. Na ilha.
A Ilha que arquivava sonhos.
Após um tempo longo, distraíam-se e se preparavam arremessando aqueles estranhos aparelhos para cima, em direção ao céu — o portal que os faria passar. Era apenas um instinto, de qualquer maneira. Mas, que objetos eram aqueles? Pequenos, com uma forma estranha, que emitiam pequenos “bipes” contínuos vez ou outra. Era evidente que cada um pertencia à uma criança, ainda que o motivo fosse desconhecido. Cada ser ali possuía seu próprio parceiro, e estava perto de construir seu próprio legado junto à ele.
“Como será que eles são?” Perguntou um.
Ninguém respondeu o ser rosado com orelhas compridas e olhos vermelhos que uma vez já fora uma bolinha negra de olhos amarelados. Não havia como saber a resposta — as personalidades de seus parceiros podiam apenas ser especuladas. Os nomes, no entanto, não saíam de seus pensamentos e já haviam sido compartilhados alegremente com todos nos momentos de conversa distraída e animada: Taichi, Yamato, Sora, Koushiro, Mimi, Jou, Takeru e...
E...só?
Realmente, não faltava ninguém? Aquela maldita sensação do bichinho que lembrava um hamster branco com dentes pontiagudos! Ah, que idiotice. Convenceu-se de que ele se preocupava à toa e esqueceu o assunto por completo. Estavam todos ali.
Esperando.
Resolveram se conhecer melhor, então.
“Meu nome é Koromon!” Disse o que fizera a pergunta, alegre. Algo os fazia pensar que talvez, um dia, quem sabe, ele pudesse ser um bom líder.
“Tsunomon...” Ah, como aquela bolinha laranja e bege era tímida! Pra nada lhe servia o chifre cinzento em sua testa.
“Sou Piyokomon.” Falou a adorável criatura rosa com o que parecia ser uma flor azul na cabeça. Amorosa, sem dúvidas.
“Prazer, Motimon.” O monstrinho com uma forma meio gelatinosa apresentou-se, sorindo.
“Tanemon!” Cantarolou a que parecia uma planta, de olhos vermelhos.
“E eu, Pukamon!” Exclamou a figura peculiar que lembrava um pequeno animal marinho com uma estranha mecha ruiva no alto da cabeça.
“Tokomon!” Exibiu um sorriso bem infantil e cheio de dentes que poderia assustar qualquer um, aquele que tivera o pressentimento de um companheiro esquecido. Devidamente apresentados, voltaram seus olhares para cima por um pequeno momento — algo estava prestes a começar.
Todos entreolharam-se; um laço inquebrável havia se formado.
E esperaram, até que gritos foram ouvidos e as Crianças Escolhidas despencaram do céu.
Notas finais
Então, o que vocês acharam sobre a minha visão dos Digimons aguardando as crianças? Como vocês sempre imaginaram esse momento?
Peço que desconsiderem a passagem de tempo correta mostrada do anime sobre eles os esperando; anos, meses, isso não importa realmente - a questão é o momento captado!
Provavelmente, foi notado o meu uso de aspas em vez de travessões. Foi proposital, e realmente indicaram falas. É uma experimentação, e eu gostei, acho que continuarei assim! :D Devo postar o próximo hoje mesmo! Não sei o que aguardo dos reviews - foi uma introdução curta e leve. Anway...
Espero que tenham gostado! Até mais!! :*
Fale com o autor