Diga que me quer.

63 Vamos viver (..) o que importa é nossa alegria ♪


Eu estava deitada na cama quando ouvir o barulho de alguém bater na porta. Olhei e era o Vitor. Ele perguntou se podia entrar, fiz que sim com a cabeça e ele entrou.

- Como você está se sentindo?

- Muito bem amigo.

- Cheguei em casa agora e sua mãe falou que o Bruno esteve aqui.

- Sim.

- E você contou à ele?

- Contei amigo.

- E ele falou o que?

- Foi o Bruno de sempre. Ficou apavorado. Perguntou de quem era o filho e perguntou com quantos eu fiquei depois dele, já que a gente sempre usou proteção.

- Não acredito. Esse cara é um covarde, um canalha.

- É. Hoje eu tive certeza disso.

- Mas vamos esquecer desse babaca, tá? Eu estou aqui agora e não vou deixar ele te magoar mais.

- Esperei por esse dia, amigo. E ainda bem que você chegou. Te amo. — eu disse e o abracei.

- Vou me arrumar e depois vamos dar uma volta, ok?

- Sim. Já tomei banho, só vou colocar a roupa e depois vou chamar as meninas.

- Te espero lá na sala então.

Fui até o armário e escolhi uma bermuda jeans, uma blusa branca cheia de corações pequenos e meu all star rosa escuro. Quando coloquei a roupa na cama fazendo o look ri de mim mesma. Achei estranho eu não estar escolhendo a roupa mais curta do meu armário e pela primeira vez na vida, pensei em comprar roupas novas e montar meu gurda-roupa de novo.

Terminei de me arrumar e fui até o banheiro fazer os cachos nas pontas do cabelo. Amei o resultado, fiquei com cara de "meiga". Fui até a sala e a mamãe estava vendo filme. Falei com ela e pedi para o Vitor esperasse eu ir chamar as meninas.

Fui até o apartamento da Ju e quando cheguei na porta, apertei a campainha sem nem pensar em quem atenderia. Meu coração não acelerou, pela primeira vez. Fiquei calma e muito tranquila. E depois de alguns segundos o Bruno veio atender. Ele usava uma bermuda degrade cinza com preta e estava sem camisa.

- Oi Fatinha. — ele parecia surpreso ao me ver.

- Oi Bruno. A Ju está aí?

- Está no quarto. Pode ir até lá.

- Pode me dar licença? — disse para que ele saísse do meio da porta.

- Sim, desculpa. — ele disse saindo de frente de mim.

- Obrigada. — eu disse ignorando-o e fui até o quarto da Ju.

Quando cheguei lá ela estava se maquiando. Ela pediu (como sempre) pra me maquiar, no começo não gostei muito da ideia, mas acabei deixando. Pedi que ela fizesse algo mais leve. Enquanto me maquiava e conversávamos, a Lia chegou.

- Amiga, o Dinho mandou mensagem dizendo que já está no Rio.

- E você falou o que? — eu disse abrindo a boca.

- Nada. Nem respondi.

- Que bom. Porque hoje você vai encontrar alguém que vai mudar a sua vida inteira da noite pro dia. — eu disse e sorri.

- Valeu Thiaguinho. — a Juliana disse e nós três caímos na gargalhada.

- Fatinha, para de bobeira. Você me deixou morrendo de vergonha hoje no café da manhã, vê se não apronta mais. Por favor.

- Prometo que vou tentar. — eu disse sorrindo.

- O Vitor é lindo demais, meus deus. — a Ju disse e a Lia voltou a ficar sem graça.

- Gente, a Juliana vai estar com o Gil, a Fatinha com o Vitor e eu pelo jeito vou ficar sozinha? — a Lia disse fazendo bico.

- Quem vai segurar vela hoje, sou eu. — eu disse olhando pra Lia que soltou um sorriso espontâneo.

- Nem vou falar nada. — ela disse irritada.

Ficamos rindo e falando sobre algumas coisas. A Ju por fim, terminou de nos maquiar até que Bruno bateu na porta do quarto.

- Oi maninho.

- Juliana, o Gil já chegou.

- Já estou indo. Pede pra ele esperar.

Terminando de dar os últimos retoques e fomos para a sala. Chegamos lá a Ju foi direto dar um beijo no Gil. Até que a campainha tocou de novo. O Bruno foi abrir, era o Vitor. Vi que eles se falaram mas não deu pra ouvir o que era.

- Perdão por ter feito você esperar. — eu disse indo até ele e o dando um beijo na bochecha.

- Tudo bem. Mulheres... sempre atrasadas.

- Eu que o diga. — o Gil respondeu.

O Bruno me olhava com uma cara tão feia parecia irritado.

- E aí, vamos de táxi? — o Gil perguntou.

- Se quiser eu levo vocês de carro. — o Bruno perguntou, oferecendo ajuda.

- Não precisa cara, eu estou de carro. Eu vou junto com eles. — o Vitor disse e o Bruno fez mais cara feia ainda.

A Lia e a Ju riram da situação e eu segurei meu riso. Foi engraçada a cara que o Bruno fez quando viu o Vitor falando aquilo.

- Tchau maninho. — disse Ju a Bruno.

- Tchau Juliana. Juízo. E Gil, cuida dela.

Todos se despediram do Bruno e foram saindo. Segurei o braço do Vitor e saímos juntos. Quem não gostou muito de ver a cena foi o Bruno, que ficou me olhando com uma cara que eu nem sei explicar de que. E a Lia também que não parava de nos olhar. Fomos até o carro e partimos para o cinema.