Mais um dia eu sobrevivi sem o Bruno. Tudo bem que foram 4 dias, mas tá. A gente continua se falando. Oi e Tchau e nada mais. Ele não me provoca e eu também não provoco ele.

Minha mãe chega hoje e eu vou buscá-la no aeroporto. Falei com a Ju e com a Lia que não vou hoje pro Quadrante, pois quero ficar com a minha mãe. Avisei a Isabella e ela disse que não teria problemas.

Vou aproveitar esse final de semana, já que segunda eu começo a trabalhar. Tomei um banho, vesti a roupa. Quando abri a porta do apartamento pra sair, o Bruno também estava saindo também.

Que droga. Se eu tivesse demorado mais um pouco, talvez não encontrasse ele aqui.

- Bom dia Fatinha. — ele disse.

- Bom dia. — eu disse e sorri.

- Está indo pro Quadrante?

- Não. Vou buscar minha mãe no aeroporto.

- Depois vai pra escola?

- Não vou hoje não. — disse e a porta do elevador se abriu.

- Ata. — ele disse entrando no elevador junto comigo.

Ficamos em silêncio total. Ninguém se olhou, nem se provocou. Chegamos na portaria.

- Tchau Bruno.

- Tchau. — ele disse tão baixo que quase não ouvi e ficou me olhando.

Respirei fundo. Meu coração batia muito forte. Mas foi bom conseguir sobreviver e não me atirar em cima dele.