Diga que me quer.
10 Bruno diz a Fatinha que vai ficar noivo de Ana.
Fatinha levou Bruno para dentro do apartamento e o beijou. Levou ele até o sofá e voltou para trancar a porta.
Bruno: — Sua maluca, tá fazendo o que?
Fatinha: — Calma gato, só estou fechando a porta. Vai que alguém entra aqui e vê nós dois juntos.
Bruno: — Eu não quero ficar com você. Eu deixei isso bem claro quando você foi viajar e você também pediu pra eu não ir atrás de você. Me explica, o que aconteceu que você mudou de ideia?
Fatinha: — Eu quero ficar com você de qualquer jeito. Aceito do jeito que for. Ninguém precisa saber. Eu sei que você também quer. — disse beijando-o.
Ao tentar falar alguma coisa Bruno foi interrompido. Fatinha não o deixava falar nada. Eles ficaram se beijando, até que Bruno levou Fatinha para o quarto. Chegando lá a jogou na cama e tirou a blusa que estava usando. Fatinha também foi se despindo até que o celular de Bruno tocou.
Chamada: Ju → Bruno
J: — Bruno, onde você tá?B: — Oi Ju, eu já to indo pra casa. Me espera aí. — disse com a voz ofegante.
J: — Eu queria saber onde você ta. Ta com a Ana ainda?
B: — Não Ju, a Ana já foi embora. Eu fiquei na rua tomando um ar e pensando em umas coisas aqui. Já vou pra casa daqui a pouco.
J: — Bruno, que voz é essa? Aconteceu alguma coisa?
B: — Não aconteceu nada não Ju, daqui a pouco eu to chegando aí. Tchau.
Fim da Chamada.
Bruno voltou aos beijos com Fatinha. Os dois se despiram e se entregaram um ao outro mais uma vez.
Bruno: — Porque você faz isso comigo, garota.
Fatinha: — Porque eu sei que você não consegue resistir.
Bruno: — Mas isso não é certo. Eu to traindo a Ana e eu gosto dela.
Fatinha: Aproveita enquanto eu ainda quero ficar com você, porque depois quando a Ana te der um pé na bunda e você vier atrás de mim, eu não vou querer você. — disse puxando ele para mais um beijo.
Bruno: — Fatinha não começa a viajar. Eu e a Ana voltamos, mas conversarmos muito. Nós vamos noivar.
Fatinha: — Vocês o que? — disse parando de beijá-lo na hora e se afastando dele.
Bruno: — É isso mesmo que você ouviu. Eu pedi a mão da Ana. Mas acho que casar ainda tá muito cedo, então a gente decidiu que vamos noivar primeiro. Depois da faculdade a gente casa.
Fatinha: — Mas você não pode fazer isso, Bruno.
Bruno: — Não só posso como eu vou fazer. E vai ser bom.
Fatinha: — Bom pra quem? Pra você? Cai na real. Essa garota não te merece.
Bruno: — Não fala assim da Ana. Você disse que topa ficar comigo do jeito que for, não foi? Então, eu vim aqui e a gente ficou. E é só isso Fatinha. Eu não me meto na sua vida e nem você na minha. Eu amo a Ana, coloca isso na sua cabeça e eu nunca vou amar nenhuma outra pessoa. E vai ser melhor porque só assim eu vou me controlar mais e não ficar com você. Isso é errado, eu sei que não consigo me controlar, mas quando eu colocar a aliança de compromisso no dedo da Ana eu vou ter que respeitá-la e não vai ser você que vai me fazer mudar isso. Agora que você me trouxe até aqui, vai continuar ou vai parar?
Fatinha: — Você ainda vai se arrepender muito disso tudo.
Bruno: — Já me arrependi de ter levado você pra cama na primeira vez Fatinha, mas eu levei não foi? Então, agora eu vou até o fim com isso. Aliás, o fim tá próximo, porque eu quero ficar noivo da Ana o mais rápido possível. Só que até lá se você quiser ficar comigo, eu fico com você, mas sem falar mal da Ana, por favor. — disse e logo voltou a beijar Fatinha, que o empurrou e limpou a boca. — O que foi agora?
Fatinha: — Eu sou fácil, burra, maluca e todas as coisas que você quiser me xingar, mas você não devia me tratar assim. Me colocando pra baixo. Mas escuta bem o que eu vou te dizer: eu vou te deixar procurar em todas, o que você só vai encontrar EM MIM. — disse já com os olhos cheios de lágrimas;
Bruno: — Desculpa se eu te coloco pra baixo, mas é que eu me torno uma pessoa que eu não me orgulho nem um pouco de ser quando estou com você. É bom ficar contigo, mas essa sua capacidade de tentar ver coisa onde não tem me irrita, e se for pra você ficar se iludindo achando que um dia a gente vai ter alguma coisa, me esquece. Tchau Fatinha. — disse indo embora.
Fatinha ficou ali, deitada naquela cama enorme, sozinha. Vendo Bruno vestir a roupa e saindo do quarto. Ao ouvir o barulho da porta, deu uma fisgada muito forte no peito, como se ele ao bater a porta com tanta intensidade tivesse levando um pedaço dela, junto com ele. Na verdade, ele estava. Estava levando não só um pedaço, como uma metade.. uma metade que deixou um vazio ao ir embora.
Ao chegar em casa..
Ju: — Ih, o que houve?
Bruno: — Nada não.
Ju: — Pra que bater a porta desse jeito? Ela te fez alguma coisa?
Bruno: — Ela quem Juliana? Não viaja.
Ju: — BRUNO EU TO FALANDO DA PORTA. ELA FEZ ALGUMA COISA PRA VOCÊ BATER COM TANTA FORÇA ASSIM?
Bruno: — Vou pro meu quarto, tchau.
Ju ficou sem entender porque Bruno chegou tão estressado em casa. Quase quebrando a porta, mas decidiu deixar pra conversar com o irmão no outro dia.
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