Chamada: Vitor → Fatinha

- Oi amigo. Como você tá?

- To bem e por aí? Alguma novidade? Você não me ligou esses dias.

- Tudo bem. Mamãe chegou hoje. Desculpa amigo, eu tava mal sabe? Mas tenho um monte de coisa pra te contar.

- Eu entendo. Aquele dia que você me ligou dizendo que o Bruno foi aí e terminou tudo, a Ana quase pegou a gente no telefone.

- Sério? E ela, ainda tá aí?

- Tá. Disse que vai embora semana que vem.

- Por mim ela podia sumir do mapa. E vocês, se acertaram?

- Eu juro que tentei, mas ela fica falando o tempo todo de você e do Bruno, sabe? Ela é muito mimada. Acha que o mundo tem que ser do jeito que ela quer. Não dá não.

- Ela me ama, né. É muita inveja. — eu disse e sorri.

- Né. Então ela tá saindo do banho, vou desligar antes que ela pergunte com quem eu estou falando.

- Tudo bem, amigo. Até mais.

- E olha, se cuida viu? O Bruno não merece você, não fica se lamentando por ele. Já já eu to aí pra cuidar e de você, e aaaah, o Pablo mandou um presente pra você pela sua mãe.

- Pode deixar amigo, não quero mais saber do Bruno. Vou me valorizar e muito daqui pra frente. Vou ver meu presente. Diz pra ele que eu mandei um beijo. E pode dar meu telefone pra ele. Ta? Beijo amigo. Te amo.

- Também te amo. Até mais.

- Fim da chamada. -

O Pablo sempre foi um fofo comigo. Todo mundo diz que ele deixou de ser ''galinha'' por que se apaixonou por mim. A gente ficou um tempinho juntos, mas eu nunca consegui me apaixonar do jeito que eu me apaixonei pelo Bruno. Quero logo que o Vitor venha morar aqui comigo, se a mamãe pudesse morar aqui de novo comigo, seria muito bom. Mas agora é pensar no meu futuro e esquecer essa coisa de ficar correndo atrás de alguém que não te dar valor.