Depois de uma tarde na sorveteria com a mamãe, fomos para casa. Enquanto ela descansava eu fiquei pensando no jantar de mais tarde. As atividades na escola já deviam estar acabando, e eu queria falar com as meninas.

Fui para o meu quarto por falta de alguma coisa pra fazer. Ao deitar na cama comecei a pensar no Bruno. Peguei a foto dele que ainda permanecia embaixo do travesseiro e fiquei observando. Em meio às lágrimas, sorri ao ficar pensando em como o Bruno reagiria se percebesse que furtei uma foto sua. Ao sorrir, voltei a ficar triste de novo.

Porque eu tinha que me apaixonar por ele desse jeito? Porque eu tinha que me entregar? Odeio quando eu tenho essas minhas recaídas e fico deitada na cama chorando por aquele insensível.

Coloquei a foto dele sobre o peito novamente e as lágrimas caíam mais depressa. Levei um susto com o meu celular tocando. Era o Vitor.

Chamada: Vitor → Fatinha

- Oi amigo. – eu disse com a voz triste.

- E aí Fatinha, tudo bem?

- Tentando ficar bem e você?

- Estou aliviado porque a Ana foi embora hoje cedo!

- O que aconteceu?

- Primeiro me conta o que houve com você. Que voz tristinha é essa?

- Acho que agora tá caindo a ficha as poucos esse lance do Bruno, sabe? Eu sei que não deveria pensar nem querer, nem chorar, mas não consigo. Quando eu fico sozinha eu choro e fico me sentindo mal. Dói muito. Não sei mais o que fazer pra controlar isso.

- Se eu tivesse perto de ti, certamente conseguiria te dizer algo, mas pelo telefone realmente é muito difícil. Não gosto de te ver assim e você sabe.

Tentei amenizar a dor que eu sentia naquele momento falando do Bruno e pra conter as lágrimas, mudando de assunto.

- Eu te amo muito.

- Também te amo e você sabe disso.

- Me conte sobre a Ana. O que houve?

- Pedi pra que ela fosse embora e não me procurasse mais e disse que estava apaixonado por outra pessoa.

- Sério? Mas você está mesmo?

- Não, né. Só disse isso pra ela ir embora. A gente não tem nada a ver. Ela fica enchendo o saco toda hora. Já não aguentava mais.

- Entendi.

- Depois conversamos mais, vou tomar um banho e deitar. Estou exausto.

- Tudo bem amigo, qualquer coisa me liga. Te amo muito.

- Também te amo, se cuida.

- Fim da chamada -