Notas iniciais
Curiosos???????
boa leitura!

O julgamento seguiu em ritmo intenso, com acusação e defesa atuando de forma ágil e agressiva. Diego e Joseph foram interrogados, buscavam a simpatia do júri, mas isso começou a não dar mais certo quando Jack Stuart sentou no banco das testemunhas, devido ao acordo feito com a promotoria, e contou em detalhes como funcionava o esquema das drogas e há quanto tempo comprava a mercadoria com Serpas e Demiris. Já era possível ver que os jurados estavam inconformados com a atuação dos dois acusados.

Mas tudo realmente ficou mais claro para os jurados quando Casey, apesar dos protestos de Kevin, que foram negados pela juíza Petrovsk, mostrou as imagens da cena dos crimes e os corpos de Mary e Lana. Não tinha como não se comover com a cena. Olivia percebeu que Sara não conseguiu terminar de ver as imagens, desviou o olhar e parecia querer que aquilo terminasse logo.

- Como ele consegue ficar olhando isso? – Sara sussurrou para Olivia – olha como ele observa as fotos... Está... ele está sorrindo – estava indignada.

Benson olhou para Joseph e viu que ele realmente parecia deliciado, embora tentasse disfarçar. Mas ele era um estuprador, não consegui mascarar os instintos.

- Ele está adorando... desgraçado – respondeu Olivia, sem conseguir tirar os olhos do acusado.

- Esse sorrisinho vai acabar assim que ele chegar na prisão e descobrirem o que ele fez – falou Stabler.

- Ele é nojento – Sara balançou a cabeça e voltou a fazer anotações.

Chegou o momento final, a última chance de convencer os jurados. Kevin foi o primeiro a falar. Andou de forma calma até o júri, deu um suspiro e começou a colocar em prática a arte do convencimento, e sabia que tinha que ser muito bom, pois a pena para o crime cometido por Joseph era alta. Se o júri votasse culpado pelos estupros e mortes, ele pegaria a prisão perpétua. Se votassem inocente por esses crimes e culpado pelo tráfico de drogas, pegaria apenas vinte anos e ainda tinha a chance de recorrer e diminuir a pena. O momento era esse.

- Senhores jurados, eu não vou tentar convencê-los de que aquilo que o meu cliente fez está certo – olhou para o cliente e depois encarou o júri – não está. É claro que ele precisa pagar. Mas também não é correto fazer com que ele passe o resto da vida atrás das grades – olhou para os dois jurados mais novos, tinha que convencê-los, fazer com que se colocassem no lugar do seu cliente — ele está disposto a passar por todos os tratamentos necessários e fazer tudo o que for preciso para ser uma pessoa melhor e capaz de viver no meio de nós, sem causar mais mal algum – falava com emoção – Esse rapaz tem um futuro pela frente – olhou para cada uma dos jurados ao dizer a próxima frase – Não passem o resto das suas vidas se sentindo culpados por acabarem com a vida dele. Peço que o inocentem dos estupros e mortes.

Kevin voltou para o seu lugar e deu um sorriso confiante para Joseph, que retribuiu com um aceno de cabeça.

- Exatamente o que eu sabia que ele falaria... sempre previsível – pensou Casey.

O Dr. Stuart foi o próximo. Tinha um ar mais agressivo e impaciente, tentando fazer com que tudo parecesse sem tanta importância.

- Senhores, O meu cliente, Diego Serpas, agiu por pura inocência. Queria apenas ajudar o amigo, Joseph. Por isso manteve-se em silêncio – olhou para Benson e Stabler – ele viu a forma como os detetives trataram Joseph na faculdade, então ficou com medo de contar o que sabia, medo que seu amigo fosse tratado de uma forma mais agressiva quando estivesse sozinho com aqueles dois – Stabler deu um suspiro e Olivia teve que pedir discretamente para que ele se acalmasse diante da acusações – Senhoras e Senhores – voltou a olhar para o júri ,e dessa vez o seu olhar transmitia serenidade – o meu cliente está sendo acusado de ser cúmplice, mas o que ele fez foi unicamente tentar proteger a integridade física do seu amigo. Afinal, se Joseph errou ou não, isso não pode ser decidido através de agressão física e era justamente contra isso que o meu cliente estava lutando – olhou intensamente para os jurados – Peço que o inocentem da acusação de cúmplice dos dois crimes.

O advogado voltou andando energicamente para o seu lugar. Agora era a vez da promotora.

- Realmente toda essa tentativa e artifício da defesa foi algo muito interessante de se ouvir – aproximou-se da bancada dos jurados e olhava para cada um deles – interessante no sentido de ver que a morte brutal de duas jovens foi transformada em simplesmente nada – caminhou na direção dos acusados e apontou para eles enquanto continuava a falar com o júri — esses exemplares estudantes com um futuro brilhante pela frente, como a defesa os descreveu, são dois monstros. Os senhores viram as fotos das cenas dos crimes. Viram a forma como Joseph deixou as vítimas, a brutalidade, a crueldade. Isso não é algo que um jovem tão promissor faz – falava intensamente – E quanto ao Diego? O crime dele não foi menos terrível. Ele sabia das mortes e simplesmente se calou porque “não queria prejudicar os negócios com as drogas” – apontou para Serpas – e não se esqueçam que essas foram palavras ditas por ele! Li os autos para os senhores, lembram-se do que ele mesmo falou. A Lana Sheldon não tinha família e a mãe de Mary está tão abalada que nem veio ao julgamento. Conseguem imaginar a dor que essa mãe está sentindo? – olhava para as mulheres do júri, iria pegar o lado fraco delas agora – Todos nós temos escolhas, senhores. Os advogados falam como se fosse nossa obrigação pensar no futuro dos seus clientes, Joseph e Diego, mas a obrigação era deles, porque era o futuro deles que estava em jogo. Mas não se importaram com isso, não é mesmo? – olhou para os acusados – se o tivessem feito, não teriam cometido tantas barbaridades. Logo, se eles não se importam com isso, porque nós devemos? – voltou a encarar os jurados — Temos que nos importar são com as vítimas e que a justiça seja feita por elas! A defesa tentou a todo momento transformar até os detetives Stabler e Benson como os vilões de tudo isso, quando na verdade o que eles fizeram foi dar tudo de si durante esse período para que esse caso tivesse uma solução e não saísse impune. Eles se excederam? – olhou para a dupla que estava na platéia – talvez – voltou para os jurados – mas quem não agiria assim diante de tanta frieza? Isso só mostra que apesar da rotina de trabalho, das barbaridades que vêm todos os dias e dos absurdos que escutam, ainda assim eles conseguem manter a humanidade, coisa que os acusados desconhecem – colocou as mãos na bancada e olhou diretamente para cada uma dos jurados – a defesa pediu ao final de sua apelação que os senhores considerassem seus clientes como inocentes. Bem, eu não vou pedir que votem o acusem de serem culpados. Vou apenas fazer uma pergunta e deixar que os senhores pensem – estava nervosa, sabia que era sua última chance. Era tudo ou nada – e a resposta será a decisão dos senhores para esse caso – fez uma pausa – Pois bem, o Dr. Miller pediu que os senhores absolvessem Joseph, pois segundo ele, se o acusarem poderão passar o resto de suas vidas se culpando por acabar com a vida dele – ela via que os jurados estavam atentos, compenetrados. No tribunal, o único som era o de sua voz – a questão é: Vocês preferem sentir culpa por colocar uma pessoa que estuprou e matou outras duas na prisão perpétua, onde é o lugar dele, ou preferem deixá-lo livre disso e passarem o resto de suas vidas sentindo culpa por terem dado a chance dele voltar às ruas e cometer o mesmo crime com as filhas, netas, sobrinhas, irmãs dos senhores? A mesma tese se aplica ao Diego – olhou mais uma vez para os jurados – Espero que pensem bem ao responder essa pergunta.

E assim, Casey Novak encerrou a sua atuação no Tribunal com um pequeno sorriso nos lábios. Kevin não viu essa cena, pois estava de olhos fechados e com os punhos cerrados.

Notas finais
A Casey é terrível!!! rsrsrr
O que acharam?
bjssssssssss!