Notas iniciais
Mais um capítulo!
Ótima leitura!

- E a Sara, como está? Vai voltar na próxima semana ou vai dar um jeito de prolongar a viagem? – perguntou Elliot, com um tom carregado de ironia.

Ele conhecia Sara há alguns anos e passou a ter mais contato com ela depois que Serena morreu e ela veio morar com Olivia. Ele achava impressionante a capacidade que ela tinha, desde muito nova, para convencer alguém de algo que ela queria. E o mais impressionante era ela conseguir aplicar essa “técnica” a Olivia, que todos conheciam e sabiam que era uma mulher durona e determinada nas suas decisões, mas que parecia dar uma “amolecida” quando o assunto era a irmã. Era engraçado, pensava Elliot, ver sua parceira enfrentando um assassino e sendo enérgica com ele, e depois ver essa mesma pessoa sendo “dobrada” por uma menina de quinze anos, idade que Sara tinha quando ele próprio presenciou a sua atuação inacreditável ao convencer Olivia a ir a um show junto com ela, pois só poderia ir se estivesse com um responsável, e claro que a mãe havia dispensado a programação. Ele disse a si mesmo que jamais esqueceria aquela cena: Olivia saindo apresada do trabalho e falando com a irmã ao telefone, tentando fazer com que ela se acalmasse e garantindo que elas não chegariam atrasadas ao show. Ele achou legal a atitude da parceira que mesmo nunca tendo ouvido falar da tal banda, acompanhou a irmã e ainda foi além, pois no dia seguinte Sara apareceu na delegacia e mostrou as fotos que elas tiraram no Show. Nelas, Olivia estava abraçada com Sara e vestida com a camiseta da banda.

Mas é claro que ele sabia o motivo dessa ligação entre as duas: elas passaram por muitas coisas juntas e quando Serena morreu, Olivia se viu sozinha para cuidar da irmã. Ele lembrava-se até hoje do estado em que Olivia ficou quando teve que dar a notícia a Sara, e pior ainda, a fase que se sucedeu depois disso. Sara ficou completamente abalada e, em um raro momento, Stabler viu sua parceira completamente desesperada. Ela se esforçava para tentar compensar agora os anos difíceis e experiências não muito boas que a irmã teve que passar durante toda a infância até a adolescência, e o pior era que ele sabia que sua Benson se achava culpada por tudo o que havia acontecido, principalmente no que se relacionava ao comportamento de Serena.

- Não, Elliot. A Sara não me convenceu do contrário, se é o que está pensando. Por isso, pode tirar esse sorrisinho dos lábios – respondeu ao notar a ironia no ar — Na verdade, ela chegou ontem. O dia foi tão tumultuado que acabei esquecendo de falar. Mas ainda não tivemos tempo de conversar direito, vamos fazer isso hoje quando eu chegar em casa – respondeu enquanto digitava algo no computador.

A conversa foi interrompida com a chegada do capitão.

- Vocês dois estão dispensados. Podem sair mais cedo para descansar. O dia, aliás, a semana foi muito intensa e vocês merecem esse descanso. Fin e Munch já foram embora e Casey foi para a promotoria para preparar as coisas para o julgamento – olhou seriamente para os dois – Ela está tão determinada que está me assustando.

- Ela assunta qualquer um. Aqueles dois estão perdidos – comentou Elliot.

- Os dois? Eu diria os três – Don balançou a cabeça com preocupação – o outro que parece estar perdido é Kevin Miller – esclareceu – Ela está levando isso para o lado pessoal. Só queria entender o motivo dos dois estarem sempre se atacando...

- E quanto ao Jack Stuart? – questionou Olivia rapidamente. Não queria começar a discutir a relação dos dois, não achava certo. Porém, por mais que Novak não tenha contado, ela sabia que tinha algo a mais ali.

- Esse pelo menos verá a luz do dia novamente. Casey fez um acordo com ele para que testemunhe contra Joseph e Diego, já que compra drogas com eles há quase dois anos. Isso vai ajudar a enfraquecer a defesa dos dois. Ele vai pegar três anos de prisão – respondeu Don.

- Bom, agora só temos que aguardar o julgamento na próxima semana – disse Olivia, enquanto arrumava sua mesa para ir embora.

- Mas é claro que nós já sabemos o resultado. Novak não dá ponto sem nó – comentou Elliot também preparando-se para sair.

- E nem a minha equipe – falou Cragen, dando um sorriso – Já falei com Munch e Fin antes deles saírem, mas ainda não tinha tido a oportunidade de falar com vocês – ele olhava para os dois – Todos vocês fizeram um ótimo trabalho e se esforçaram ao máximo para concluir este caso. Estou orgulhoso da minha equipe – concluiu.

- Obrigada, Capitão – respondeu Olivia.

- Obrigado, Capitão – respondeu Elliot.

- E agora, vão embora e aproveitem o final do dia. Até amanhã – disse Don, retirando-se da sala.

Os dois retribuíram o cumprimento e pegaram suas coisas para sair. Olivia olhou o relógio e viu que ainda estava cedo, levando em consideração que geralmente saíam depois das 20:00h.

- E aí, como você vai aproveitar o tempo extra? – perguntou Benson. — Vou levar Kathy e as crianças para comerem uma pizza – respondeu com um grande sorriso – E você?

- Bom, acabou de me dar uma boa ideia. Vou sair com a Sara para dar uma volta e podemos jantar fora – respondeu, pegando sua bolsa e sorrindo ao pensar nos planos para o final do dia.

- Então, até amanhã e bom final de dia. Ah, mande lembranças para Sara– despediu-se Elliot e saiu da sala.

- Aproveite também e até amanhã – respondeu Olivia.

Ela saiu da delegacia e pegou um táxi para poder chegar mais rápido em casa. O céu ainda estava com o sol tímido, típico do final do dia. As nuvens não estavam mais tão pesadas e cinzentas. Agora traziam consigo um tom rosado e alaranjado, bem suave, aquele que causa uma certa melancolia. Olivia observava as pessoas nas ruas, indo e vindo; algumas apressadas, outras calmas; umas felizes, outras nem tanto. Pensou em Mary Parker e Lana Sheldon. Duas jovens que poderiam estar no meio da multidão, nesse momento. Ela tentava mudar seus pensamentos e focar em outra coisa, mas a verdade é que ela não conseguia, o caso mexeu muito com ela. Tentava entender como as duas jovens se envolveram assim com as drogas. Por que procuraram isso? Não chegaram nem mesmo a usar, mas foi essa busca que as levou a morte. Pensou em Sara e uma pergunta pairou sobre sua cabeça. Ficou pensando nisso enquanto olhava o trânsito de Nova York pela janela do táxi...

Notas finais
Nossa, já estamos no capítulo 24. Estou tão feliz! o/o/
Espero que estejam gostando.
O que acharam do capítulo?
Aguardando comentários.
Bjsssss!