Different Vision
2 Here without you
Notas iniciais
No capítulo anterior:
A ficha caiu, meu gato estava realmente morto, não conseguia conter a lágrima em meus olhos, não queria acreditar que meu pequeno havia ido embora de uma maneira tão ruim, desnecessária.
Até que enquanto eu pensava comigo mesmo em meu quarto, ouvi um barulho...
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Era muito similar a um gato, mas sabia que não era, era a coruja que ficava no topo da minha rua, só que dessa vez ela me chamou atenção, por que o barulho estava diferente do normal dessa coruja? Fui lá ver.
Era a coruja que já ficava aqui normalmente todos os dias, mas ela parecia um pouco diferente, por que seu "pio" se parecia um filhote de gato? Me aproximei, coisa que nenhuma coruja permitiria. Ela não voou, porém ficou me encarando como se me conhecesse. Seus olhos brilharam, uma luz forte azul, o que aquilo poderia representar? Como uma coruja consegue fazer seus olhos brilharem? Naquele brilho azul vi a imagem de Blacky, a coruja praticamente se comunicava comigo, ela já havia conhecido meu gato, não sei como nem onde, mas vejo que já.
Ela pousou em meu ombro, de cor amarronzada, não muito grande, porém diferente, essa coruja era especial. A coruja? Ou eu estou diferente? Eis a questão. Não quero pensar nisso agora, só não sei o que fazer para esconder de meus pais que eu estou praticamente me comunicando com uma coruja, sem palavras, porém, seu olhar diz tudo.
Me despeço da coruja, não sei ainda como me comunicar com o olhar, ela deve ter me achado uma idiota enquanto eu fazia caretas tentando ver se ela entendia alguma coisa, só sei que aquela coruja me entendia, não me pergunte como, mas ela compreendeu que teria que ficar ali em cima, não poderia descer até minha casa. Eu voltaria na noite seguinte.
Depois de um dia lotado, irritante, cheio de estudos, a van me deixa na portaria do condomínio, então subo a pé, olhei para o poste, onde vi aquela coruja na noite passada. Chego em casa, preparo o almoço, minha preguiça grande de cozinhar algo, então faço um simples ovo mexido. Deito-me um pouco após o almoço e acabo cochilando. Acordo quando meu pai já está em casa, tomo um banho, coloco uma roupa de ficar em casa mesmo, e subo até o poste, vejo que a pequena coruja não está lá. Olho para trás, no parquinho, lá ela está, em cima do brinquedo de madeira.
Sento-me no balanço, a coruja pousa em minha perna, tem algo de especial, acho que ela representa meu gato, bom, pelo menos sei que não estou sozinha, ela parece ter a alma do meu gato, porém, ela também tem a sua. Seus olhos me mostram que Blacky está em um lugar melhor, e que eu estou me preocupando demais, mas também mostra que algo está por vir, até que outra coruja chega, seus olhos brilham vermelho para mim, isso não é bom...
Eu não estou entendendo mais nada, agora tem duas corujas, uma boa uma ruim? Eu estou acordada mesmo? O que está acontecendo? A coruja que me conhecia espanta a outra, e me olha com uma cara de "desculpa aê". Ela de algum jeito entra na minha mente e se comunica comigo. Me passa vários flashes, milhões de imagens quando percebo que o problema não é a coruja, ou Blacky, sou eu.
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