Differences in common
2 Capítulo II
Notas iniciais
– Não precisa agradecer, Anna. — Disse Erick.
– Erick, já vou indo! Minhas amigas estão ali me esperando. Tchau, Anna! — Disse Alva, correndo na direção de 3 garotas.
– Erick, quantos anos vocês tem? — Perguntei. Droga, que tipo de pergunta, havia tempo que nossa conversa tinha iniciado, e vim perguntar isso agora.
– Eu tenho 17 e Alva, 16. — Disse ele.
– Hum, também tenho 17. — Disse sorrindo para ele, forçando meu lado simpático.
– Bem provável que caia em minha sala. — Ele disse, me levando até a secretaria. — A mulher que estará na secretaria é a Vivian, ela é inglesa e você precisará muito dela.
– Bom dia, Erick. Posso ajudá-lo ? — Disse a tal Vivian, sentada com um óculos, olhando para nós, em frente ao seu computador. — Essa deve ser a Srta. Bianchi.
– Bom dia, Vivian. Está é a Anna. Apenas viemos para saber de qual sala ela pertence.
– Por favor, seu nome completo. — Exigiu ela.
– Anna Caterina Bianchi. — Respondi.
– Vamos ver, Anna Caterina Bianchi... Ela pertence a sua sala, Erick. — Disse ela fechando os arquivos. — Boa aula, vão rápido!
– Obrigada. — Respondi.
Saímos da sala e estávamos andando em um corredor, estava me sentindo ridícula tendo que depender de Erick. Não queria ocupar seu tempo. Enquanto caminhávamos havia 3 garotas vindo em nossa direção nos encarando, me assustei.
– Oi Erick. — Disse a tal menina o cumprimentando com um selinho. — Quem é essa? — Disse ela abraçada nele.
– Oi Kristina. Está é Anna, minha amiga e mais nova vizinha. Anna, está é Kristina.
– A namorada dele! — Disse ela piscando.
Fiquei sem graça por uns instantes, e só pude acenar e dar um sorriso de lado para ela.
– Erick, vamos comigo. Anna, licença. — Kristina disse levando Erick pela manga de sua blusa.
– Anna! Me desculpe... — Disse ele lamentando.
Ele havia me deixado no meio da escola, sozinha. Não conhecia ninguém lá, e nem onde deveria ir. Estava andando meio sem rumo no corredor. Eu estava segurando meus dois livros, mas não tinha noção de para onde estava indo, então pensei em retornar a secretaria e perguntar onde ficava minha sala, quando dei meia volta, esbarrei em alguém.
– Me desculpe! Eu não vi! — Disse imediatamente e olhando para baixo.
– Não se preocupe. Eu estava distraído, você é nova por aqui, não é? — Perguntou. Olhei para a pessoa, e era um garoto. Continha cabelos castanhos e olhos bem verdes.
– Sou sim. Me chama Anna. — Disse sorrindo.
– Sou Lucas. Qual é sua sala? — Perguntou ele.
– Ahhh, não sei. Eu estava com o Erick, mas, ele saiu com sua namorada, apenas sei que sou da mesma sala que ele. — Afirmei.
– Erick Sutter. Ele é da minha sala, bom, você também. Quando ele está com a Kristina, não tem quem o faça largar, esquece de tudo. Mas ela é apenas mais uma patricinha deste colégio. — Ele disse me acompanhando e guiando.
Eu havia ficado realmente chateada com Erick, dizia-se meu amigo, e me largou em um lugar desconhecido. Lucas, apresentou-me a seus amigos, Ebba, Oliver, Marie e Anders. Fiquei a todo momento com eles. Na saída fui sozinha.
– Anna!
Escutei alguém me chamar quando estava próxima a ponte. Me virei e era Lucas.
– Anna, vai sozinha? — Perguntei ele parando na minha frente.
– Sim, eu moro aqui perto. Por que? — Perguntei.
– Ia lhe oferecer uma carona, gostaria? — Sugeriu Lucas.
– Não precisa, Lucas. Obrigada! Mas eu moro bem perto, é apenas atravessar a ponte.
– Tudo bem, eu te acompanho, pode ser? — Insistiu.
– Por mim, tudo bem! — Aceitei.
Fomos caminhando até minha casa, estava uma tarde bem nublada. Ficamos conversando sobre diversas coisas, e nunca acabava o assunto. Lucas era extremamente divertido, conseguia me fazer rir e etc! Desde que Erick saiu com Kristina, eu não o via.
– Bom, já vou indo, Anna. Já está em casa! — Lucas disse na porta de minha casa, despedindo-se com um beijo no meu rosto.
– Até amanhã, Lucas! — Falei.
Cheguei em casa e meu pai estava dormindo em seu quarto, que era ao lado do meu. Guardei minhas coisas, e fui comer algo. Estava totalmente exausta e decepcionada com Erick. Não conseguiu desviar o pensando de Kristina o levando e ele deixando-me. Deveria aceitar o fato de que eu era uma amiga recente de Erick, e não tinha tantos direitos sobre ele quanto sua namorada, mas eu o considerava um amigo o suficiente, afinal, era meu único. Lucas então demonstrou-me para não importar-me tanto, ele era fantástico. Após terminar de me perder em turbilhões de pensamentos, fui para meu quarto, voltar a terminar de ler meu livro.
– Anna! — Ouvi meu pai gritar.
– Oi pai! Estou aqui no quarto! — Gritei.
– Eu vou sair, chego depois das nove! Tranque tudo.- Retrucou ele.
Esperei ele sair, e tranquei as portas, como pedido. Assim que ele saiu, e o perdi de vista da janela de meu quarto, voltei a ler. Até que escutei a campainha tocar. Quem seria, meu pai havia acabado de sair, era apenas sete horas. E, francamente, eu não conheço ninguém que viria bater aqui, em Winner, e ainda mais, acertando em cheio o endereço.
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