Diferentes idades

20 Eu queria acordar!


Notas iniciais
Espero que gostem!

– Mãe!? – Gritei.

Assim que ela atravessou a porta, abracei-a com força.

– Oh mãe! – As lágrimas começaram a escorrer pela minha cara, mas não pelo meu eu em espirito, mas sim no meu verdadeiro corpo!

– Minha pequenina, como estás grande. – Ela enxugou as lágrimas, tal tenha pensado que fosse uma reação do corpo.

Neste momento eu queria muito acordar. Queria muito abraça-la. Abraça-la de verdade!

– Eu sempre te amei, eu juro que não me esqueci de ti. Nem por um segundo! Perdoa-me por me ter vindo embora. Mas eu tive um grave problema de saúde e não queria que vocês sofressem por minha causa. – Ela sentou-se na cadeira.

– Problema de saúde? — Sentei-me no chão e encostei-me à cama.

– Uns dias antes de me ir embora, fui ao médico, que me contou que eu tinha um tumor no cérebro… eu não queria que estivessem tristes por minha causa… mas acho que acabaram por ficar tristes na mesma.

Como estava enervada! Eu queria acordar! Queria acordar agora!

Um grande zumbido soou na minha cabeça. As máquinas à minha volta começaram a apitar. O meu corpo estava quieto.

A minha mãe ficou muito assustada, levantou-se num salto da cadeira e ficou sem reagir.

Três médicos entraram a correr no quarto. Entubaram-me para manter a minha respiração, e começaram a tentar reanimar-me, com a minha mãe a assistir a tudo.

Ouvi alguém chorar alto, era Sammanta.

– Por favor! Eu preciso de falar contigo! Fica! – Ela entrou no quarto e gritou.

As lágrimas caíam com duas torneiras abertas.

Tudo parou. As máquinas pararam de fazer barulho, os médicos afastaram-se, e eu deixei de ver. Estaria a acordar?

– Da próxima vez que ocorrer algum imprevisto carreguem neste botão de imediato. — Ouvi uma médica falar.

Porque não conseguia ver?

– Desculpe entrar assim. – Disse a Sammanta.

– Não te preocupes. Ela acalmou-se porque tu entraste.

– Acredita mesmo que ela nos pode ouvir?

– Acredito.

Senti um grande aperto no coração, queria abraçar Sammanta, queria dizer-lhe que lamentava e ao mesmo tempo queria abraçar a minha mãe, dizer-lhe que tinha saudades.

– Eu vou deixá-la acabar de falar com a sua filha.

– Não, não. Eu acho que já disse o essencial, podes falar com ela.

– Muito obrigada.

Calculo que a minha mãe tenha saído do quarto, apesar de eu não conseguir ver. Ela será sempre a minha mãe, nunca a irei tratar de uma outra forma…

– Clarissa eu não te vou pedir desculpa… eu pedir-te que acordes! Acorda por favor! Eu sinto a tua falta! — Comecei a ouvir o seu choro de novo. – Eu fiquei tão magoada com o que fizeste com o Daniel, queria-te morta! Mas agora já não quero. Eu perdi-te a ti e perdi o Daniel! Ele afastou-se de mim, eu culpei-te por isso. Mas a culpa foi minha! Eu não parava de falar de ti, em como eras horrível! Mas agora percebo que eu sentia só a tua falta. E ele foi-se!

Notas finais
Já não falta muito para terminar fic, talvez mais dois capítulos. Comentem e acompanhem! Espero que se preparem para o fim!