Notas iniciais
Mais um capítulo de presente para minhas leitoras.
Esse interrogatório promete... estão curiosas?
Boa leitura, queridas!

O suspeito aguardava sentado na sala de interrogatório. Do lado de fora, era observado por Elliot, Olivia, Munch, Casey e Cragen através do vidro espelhado.

- Já disseram que ele tem o direito de prestar esclarecimentos na presença de um advogado? – perguntou Cassey.

- Já, mas ele disse que não precisa de um. Afirma que não tem motivo, já que não fez nada – respondeu Olivia.

- E é claro que ele está mentindo – disse Stabler enquanto verificava a ficha do caso.

- Isso é o que vamos descobrir agora. Comecem o interrogatório – disse o capitão dirigindo-se a Olivia e Elliot.

Os dois fizeram um sinal positivo com a cabeça e entraram na sala.

- Bom, como aceitou colaborar com alguns esclarecimentos, vamos começar – disse Olivia ao suspeito.

- Ok – respondeu Joseph.

Olivia sentou-se em uma cadeira ao lado do suspeito, virou-se para ele e perguntou:

- De onde conhece Mary Parker?

- Já disse que nunca ouvi falar nesse nome – respondeu calmamente.

- E onde estava ontem entre 19h40 e 21h30? – perguntou Elliot que estava em pé próximo a janela.

- Estava estudando com um amigo – respondeu encarando o detetive.

- E esse amigo tem um nome? – perguntou Olivia

- Sim. É Diego Serpas. Estudamos juntos na casa dele para as provas dessa semana – ele não desviava o olhar de Olivia.

- É claro que você sabe que vamos verificar o que acabou de dizer, não é? – perguntou Stabler

- É claro que eu sei! – Joseph respondeu irritado.

- E mesmo assim você mantém essa versão? – insistiu Elliot.

- Sim – disse entre dentes.

Os detetives se olharam.

- Engraçado – disse Olivia enquanto pegava uma pasta que estava em cima da mesa e retirava alguns papeis de dentro dela – porque tenho algumas informações aqui que dizem que você não só conhece Mary Parker, como também esteve com ela antes de acontecer isto – pegou as fotos da cena do crime e as colocou sobre a mesa.

Na foto, a vítima aparecia jogada no chão, o vestido estava rasgado, sujo de sangue devido ao corte no pescoço e a calcinha estava ao lado do corpo. Ela estava com os olhos abertos.

Joseph olhou as fotos com cara de espanto, levantou-se da cadeira e começou a falar.

- Como podem pensar que fiz esse tipo de coisa com essa mulher? Nunca a vi antes! Vocês são surdos? – falava de forma agressiva, porém pausadamente e sem gritar.

- Olivia, acho que temos que ajudar este jovem a lembrar o que realmente fez ontem à noite – disse Elliot enquanto pegava as cenas em que ele aparecia com Mary e que haviam sido impressas – Sabe Joseph, você virou artista. Nós vimos a filmagem em que você aparece com Mary ontem à noite, justamente no horário em que disse que estava estudando.

A expressão do universitário mudou.

- Isso é impossível – respondeu.

- Imagino que você pense assim, porque sabia que não havia câmeras nas redondezas, porém você não contava que naquela noite um homem estava filmando em um carro próximo ao local em que você abordou a vítima e que vocês dois apareceram nas imagens – disse Olivia ao mesmo tempo em que Elliot colocava as imagens na frente de Joseph.

Existiam cerca de dez imagens impressas, cada uma registrava um momento, desde o homem caminhando na calçada até a parte em que eles se encontram e ele pousa as mãos no braço de Mary.

- Isso é uma prova? – Joseph deu uma gargalhada – a resolução é péssima e o rosto desse homem nem aparece.

- Mas é agora que a coisa fica interessante – disse Olivia – Vê essa imagem? – apontou para a cena em que apenas uma parte do rosto podia ser vista – Graças ao nosso técnico de informática, a resolução foi melhorada e isso nos permitiu fazer uma busca no sistema. E adivinha? – deu um sorriso – Chegamos até você.

Ao dizer isso, Olivia mostrou a imagem que já tinha uma boa resolução e uma outra em que o computador criou o rosto completo. Era claro que nas duas, tratava-se de Joseph. Ele ficou estático.

- E aí, Joseph? O gato mordeu a sua língua? – perguntou Elliot sentando-se ao lado do suspeito e dando aquele grande sorriso sínico que só ele sabia.

- Não responda nada! – disse um homem que entrou na sala.

- O que é isso? Quem é o senhor? – Olivia levantou-se.

- Sou o Dr. Miller, advogado de Joseph – respondeu o homem.

Kevin Miller era alto, corpulento, cabelos grisalhos cuidadosamente penteados, grandes olhos pretos e tinha 53 anos. Era o tipo de homem que jamais passaria despercebido, seja pela sua beleza e austeridade ou pelo seu jeito firme e decidido.

Foi nesse momento que a promotora entrou na sala.

- Eu não acredito. O que você pensa que está fazendo? – perguntou Novak.

- Vim defender o meu cliente, Cassey – respondeu o advogado com uma malícia na voz.

- Ele disse que não queria um e está apenas prestando esclarecimentos, Kevin – respondeu a promotora de forma firme.

- Mas agora eu quero! Estão tentando me acusar de algo que não fiz! – Joseph olhava de forma suplicante para o advogado.

- Viu, promotora? Vou defender esse pobre rapaz. Vejo que não foi por acaso que fui chamado por um amigo de Joseph que o viu sendo levado da faculdade com uma, digamos... uma certa ameaça por parte dos detetives aqui presentes – disse isso olhando para Stabler e depois para Benson.

— Nós não ameaçamos ninguém – respondeu Elliot olhando de forma séria para o advogado.

Ele pareceu não se importar e olhou para Novak.

- Suponho que não tenha provas contra o meu cliente.

- Não temos provas de que ele cometeu as mortes, mas temos imagens que dizem que ele esteve com a última vítima uma hora antes de sua morte – respondeu Casey já sabendo onde isso iria parar.

- E a arma do crime? – perguntou fingindo um ar de perplexidade.

- Ainda não foi encontrada – respondeu a promotora visivelmente irritada.

- Então não podem ligar o meu cliente as mortes, não é mesmo? – perguntou encarando Casey.

- Por enquanto não – falou tentando manter o controle.

Kevin deu um sorriso para Casey e virou-se para Joseph.

- Você tem alguém que possa confirmar que não estava na cena do crime no horário que tudo ocorreu? – perguntou o advogado ao seu recente cliente.

- Sim, Diego Serpas! Estava estudando com ele ontem à noite – respondeu.

- Então sugiro que verifiquem a informação e caso ela seja confirmada, agradeceria se liberassem meu cliente – disse Kevin dirigindo-se a promotora.

- De acordo. Vocês ficam aqui na sala enquanto os detetives vão falar com o Diego Serpas para saber se a versão confere – concluiu Novak.

- Muito bem, Casey! Sabe que é o certo a ser feito – falou dando um sorriso presunçoso.

Novak estava tensa e todos da equipe puderam perceber.

Os detetives pegaram o endereço do álibi de Joseph e saíram da sala juntamente com a promotora.

Notas finais
Ih, esse Kevin Miller parece que será uma pedra no sapato da equipe... e por que será que Novak ficou tão tensa com a presença dele?
O que vocês acham?
E o amigo de Joseph, será que vai confirmar a versão que ele deu? Nossa, são muitas perguntas... rsrsr
Aguardo comentários para postar o próximo capítulo.
Um ótimo 2013 para todas as minhas queridas leitoras!!!
Bjs!