Diet Mountain Dew
1 Único
Notas iniciais
Ele não a fazia bem, e ela sabia disso. Mas era ele que ela queria.
Cidade de Nova York, baby!
Certamente, nunca existira garota tão bonita, apesar de ela não te nenhuma beleza exuberante… Seus olhos castanhos escuros brilhavam tão intensamente quanto à lua no centro do céu limpo daquela noite de verão. Verão sempre foi a estação favorita de Elizabeth, apesar do calor que fazia, às vezes. Ela gostava de olhar para o céu e ver o Sol, sempre lá, brilhando sem parar. Leonard fazia com que ela mudasse a cor de seus cabelos a cada dois meses, em salões diferentes, com pessoas diferentes. Mas, dessa vez, suas madeixas estavam tingidas de um loiro vivo com mexas claras.
Ela bebia uma lata de Diet Mountain Dew quando ele entrou pela porta da casa.
— Coloque seus óculos, Elizabeth, vamos dar um passeio – Leonard pegou as chaves de casa e calçou seus tênis de corrida. Ela colocou seus óculos em forma de coração, ela sempre tinha que usar óculos, independente de que horas seja, ou como esteja o tempo, pois, em volta daqueles olhos brilhosos e sedutores havia hematomas que o tempo nunca esconderia.
Ela tomou o último gole de seu refrigerante, e eles saíram para a rua. Apesar de o dia estar um tanto quente, ela vestiu uma jaqueta grossa e negra, que escondia os hematomas em seus pulsos e braços.
Um silêncio sorrateiro tomava conta da rua deserta.
— Você acha que nós nos amaremos para sempre, Leonard?
— Mas é claro, Elizabeth!
Como Elizabeth é tola! Ela estava sempre tão disposta a esquecer do terrível passado para ama-lo incondicionalmente, e sempre pronta para mais mentiras.
— Eu não vou escutar o que o passado tem a dizer, Leonard. Eu vou esquecer-me de tudo! Você vai ver. – Ele deu mais uma tragada em seu cigarro, com um ar de desdém. – Eu tenho esperado toda noite.
— Vamos para casa. – Eles mal tinham caminhado, e deram meia volta. Alguns metros depois, estavam de volta em casa. – Vá para o quarto. – Ele mandou, e ela obedeceu. Como de costume. Ele caminhou até a cozinha e tomou um copo de Vodca, pura. Caminhou devagar até o quarto, soltando a fivela do cinto. Puxou o cinto e o segurou com firmeza. Entrou no quarto, fechou a porta e a surrou. Ele gritava, a xingando, por ela ter sido uma vadia. Depois eles fizeram amor.
Amor...
Depois eles fizeram sexo!
Leonard não tinha amor. Nem por Elizabeth, nem por ninguém, nem por nada, nem por ele mesmo. Apenas pelo seu copo de Vodca.
Mas ela o amava.
Ele a tratava mal e não lhe dava carinho. Ele mostrava que ela é uma propriedade dele. Exclusivamente. Ele dizia nomes sujos. Ele a batia.
Mas ela o amava.
Ela gostava dessa montanha russa. Em um minuto ele a surrava, e no outro ele a amava. Na droga que era o amor dele, ela estava sempre dopada. Ela não ligava para todas as drogas e diamantes que ele lhe dava.
Mas ela o amava, de verdade.
Mas ele... Ele só achava mesmo que ela era a garota mais bonita de Nova York.
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