Dies Illa
26 Capítulo XXIV - Dos Condenados - Parte 2
Notas iniciais
Simon ouvira seu garoto chegando e foi abrir a porta para ele. Já tinha um sorriso de malícia nos lábios e o recebeu com mais beijos, tinha planos de enchê-lo de mimos para que no final aceitasse sua proposta. Nenhuma de suas vítimas resistira por tanto tempo. O garoto das pintas o envolveu em seus braços e uniu novamente seus lábios num longo e caprichoso beijo, deixando Rihito sem ar. Ele também parecia ter esquecido de respirar, portanto afastou o rosto e, arfando, perguntou:
– O que você queria me falar?
Simon delineou de leve o contorno da boca do menino com o dedo médio.
– Eu já estou te falando.
Rihito sentiu um frio no estômago quando ele o levou para sua cama e deitou-o nela. Ele lhe fazia carinhos em várias áreas de seu corpo, lentamente, cautelosamente, enquanto encontrava caminho para começar a despi-lo e despir a si próprio. Abriu a camisa do menor, expondo-lhe os mamilos. Simon salivava, era sua comida, afinal.
– Si--Simon... — Ele chamou — Você está fazendo muito barulho hoje, o que deu em você..?
Onde quer que o pálido garoto sugasse ou beijasse, fazia questão de permitir que sons lúbricos e molhados escapassem. Aquilo adicionava um certo desconforto ao baixo-ventre de Rihito, que já sentia-se perigosamente extasiado, mas achava algo errado. Era como se Simon estivesse monopolizando-o, fazendo tudo sozinho daquele jeito enquanto ele mais lembrava um manequim estirado no lençol. Mas como agir nessa situação?
Não possuía experiência alguma, era virgem ainda. Virgem. Essa palavra ecoou em sua cabeça, amedrontando-o. Talvez fosse melhor parar por aqui.
– Simon, eu--- Ah! — Ele tentou interromper.
Seu amigo agora apalpava suas intimidades, mesmo por fora das roupas, dando leves apertões e arranhando-lhe com suas unhas, quase como quem quisesse coçá-lo. Um doce arrepio percorreu seu corpo e nosso garoto botou as mãos nos cabelos ondulados do outro. Era inútil tanta resistência.
– Hng...
Que cabelos lindos ele tem...
Simon beijava sua cintura, os ossos de sua costela e quadris, seu umbigo e todo mais centímetro de pele que visse pela frente. Removeu suas calças e as de seu menino também, o som do tecido farfalhando soava alto demais para os ouvidos do nissei, que sentia uma vergonha latente no âmago de seu ser e um ventinho morno que entrava pela janela.
Quando ambos vestiam apenas as cuecas, o garoto das pintas posicionou-se entre as pernas de Rihito.
– N--nn... Não... Faça isso... — Ele pediu, seus olhos azuis como os de um cãozinho assustado.
– Calma... — Simon espalmou sua mão sobre o tórax do outro e esfregou vagarosamente seu peito — Você nem sabe como é que eu vou fazer.
Ouvir a voz dele àquela altura já o deixava zonzo. O menino de aparência enferma então prendeu os dedos na beirada da cueca do outro e foi abaixando-a, mas abruptamente mãos desesperadas puxaram-na de volta para cima.
– Não, não... É sério, eu tenho vergonha! — Exclamou Rihito.
– Hein? Eu te vi pelado outro dia!
– E-- eu sei! Mas agora é diferente, você vai ficar reparando e eu não me sinto bem com isso! Eu tenho vergonha...
– Vergonha de quê? — Sua voz era profunda.
Rihito abaixou o olhar, encolhendo-se.
– Vergonha que... Meu... Que meu... — Suas bochechas queimavam.
Simon o encarou de olhos semicerrados. Ele parecia bravo. Não encontrando palavras sutis, o garoto proferiu:
– Eu tenho vergonha que meu pinto é pequeno, entendeu!? — Ele dizia alterando o tom de voz durante a frase, acentuando bem as palavras mais marcantes e as sílabas tônicas.
Admitir aquilo foi como tomar uma facada. Ele cobriu o rosto com as mãos e bateu a cabeça no travesseiro, respirando pesado. Logo após sentiu uma coisa quente e molhada envolvendo sua parte mais sensível e abriu os olhos, assustado. Era Simon, praticando sexo oral nele. Sua língua rastejava da ponta até a base, deixando uma trilha de saliva por onde passava. Ele realmente nem ligava para o que lhe diziam...
– Ehh!! Tira a boca daí que eu--- Ah! Ah! Solta, me solta! — Rihito tentava afastá-lo, um fiozinho de saliva já escapava-lhe dos lábios.
Simon parou por um momento, liberando o pênis do garoto de sua boca que, uma vez do lado de fora do caloroso abrigo, foi rapidamente em direção a barriga de seu dono de tão duro que estava.
– Cala a boca, que você não sabe o que diz. — Ele agarrou novamente o membro enriste de seu namorado - Olha para isso aqui, olha bem... Com uma cor tão bonita, tão quentinho e ensopado...
– Não fale assim..!
Simon prendeu a pele dele entre os lábios e puxou delicadamente.
– Wah!! — O menino de óculos gritou sem querer, atirando a cabeça para trás.
Com apenas mais algumas de suas habilidosas chupadas, Rihito ejaculou, liberando uma piscina de sêmen. Não conseguiu avisar o parceiro de antemão.
– Ora, oras... Que rapidinho que você é! — O híbrido disse num tom cínico de piada que se assemelhava muito ao de Norman.
Nosso menino apanhou sua camisa para limpar o queixo do outro, desculpando-se veementemente, mas este a recusou, dizendo:
– Por que limpar se não é sujeira?
Rihito ficou em silêncio. Nunca havia gozado tão bem na vida, era impressionante.
Um pouco recuperado mas de joelhos ainda trêmulos, ele viu Simon procurando pelo seu próprio pênis e removendo-o das cuecas. A tão temida hora havia chegado, ele iria querer algo em retorno. Seus olhos azuis se abriram de espanto, era absurdo o tamanho do órgão dele, que alcançava o umbigo e até o ultrapassava. No vestiário já tinha percebido que era bem maior que o seu, mas desta vez tinha a impressão dele ser maior ainda.
"Não vai caber!!!"
Sua ereção muito provavelmente estava em seu estado final de excitação. Era simplesmente impressionante. O garoto-vampiro se aproximou, posicionando seu membro na entrada do outro menino, que novamente interrompeu.
– Não, por favor! — Ele tampava o ânus com a mão — Isso não, isso não! Isso dói muito, por favor, não!
– Eu vou tomar cuidado, Rihito...
– Não, você não entende! Isso é diferente do resto, eu não posso fazer isso! — Ele implorava desesperado.
Sua garganta estava seca. Simon, parecendo muito revoltado, hesitou. Pensou em estuprá-lo.
É, por que não? Poderia estuprá-lo de uma vez, fazê-lo sangrar não só através de mordidas mas também através do sexo. Por um instante a imagem viva de seu pênis sendo lavado no sangue de Rihito parecida tão atraente que seu membro até latejou. Seus olhos negros e arregalados em transe numa expressão impossível de se ler observavam o frágil menino da cintura para baixo. Sim... Ele queria estuprá-lo mais de uma vez, de novo e de novo até saciar-se por completo...
Rihito encostou a mão em seu peito e o encarou, de olhos vermelhos. Tinha uma cara lamentável de quem estava prestes a chorar e isso era o que Simon mais odiava. Nosso inocente menino não fazia ideia mas caso se mostrasse fraco, se lamentasse ou pior ainda, chorasse, Simon facilmente tomaria aversão a ele, como aconteceu com Morgan. Nem ele queria isso.
– Grr... Está certo... — Ele suspirou pesado, voltando à realidade e apertando as pálpebras — Dessa vez você escapa.
O menino se deitou aliviado. Suas pernas foram cruzadas e erguidas até que suas panturrilhas alcançassem os ombros pintados do híbrido.
– O que é isso, agora? — O passivo indagou — Wah!
Antes de qualquer resposta, Simon enfiou sua ereção no vão entre as coxas apertadas do menino de óculos e iniciou uma espécie de "penetração" sexual, empurrando vigorosamente sua pélvis contra suas pernas fechadas. Do outro lado, um Rihito de faces enrubescidas observava o pênis de seu parceiro indo e vindo em sua direção.
Era constrangedor demais, quase como ter uma visão interna do ato sexual regular. Podia ver como ele se comportava, seus movimentos e tudo o mais. Estranho o suficiente, o tímido menino embevecido das pintas de seu amante, teve o ímpeto incontrolável de tocar nele, primeiro em sua ponta, molhada e cor de carmim, depois em todo seu luxurioso comprimento. Talvez fosse devido àquele perfume de virilidade masculina que preenchia o quarto, mas Rihito sentiu vontade de ter aquele órgão enfiado, empurrado em sua boca. Abriu-a, inconscientemente, colocando seus dedos melados dentro dela, desamparado.
– Eu estou... Quase lá... — Avisou Simon, com sua respiração severamente irregular.
Seu membro pulsava e quando assistiu àquela cena e àquelas menções, ejaculou, pintando o abdômen do outro de branco. Ele gemia seco e baixo.
Depois de recuperar o fôlego, abaixou-se sobre Rihito e lambeu-lhe a barriga, recolhendo um tanto do esperma liberado por ele em sua língua.
– Ah, Simon... Un... Isso me faz cócegas! — Ele sorria.
Gradualmente apoiando o peso de seu corpo sobre o menino, Simon deitou-se em Rihito e o beijou, entregando-lhe seus resíduos amargos diretamente em sua boca. Este os saboreava com um prazer afrodisíaco, era aquela sensação única que somente o vampiro podia lhe proporcionar. Enrolando os dedos nas ondas de ébano de seu cabelo, o menino dos olhos glaciais sussurrava, de lábios úmidos:
– Eu quero contar todas as pintas do seu corpo, meu Simon...
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