Dias de chuva

6 Um tão na doce beijo.


Notas iniciais
Oie leitores, obrigada pelas visualizações.

O dia seguinte era um feriado qualquer e como sempre eu estaria entediado em casa sem ter o que fazer. Decidi colocar a minha vingança em pratica. Laís iria me pagar pelo vexame que ela me fez passar e eu sabia bem como.

Convidei os garotos para virem passar o dia comigo, sei que eles morriam de tédio e iriam gostar de vir aqui em casa. E queria também que o Kevin viesse junto.

— O Kevin? Você pirou ou o que? – dizia Renan do outro lado da linha.

— Calma, na vou fazer nada de mais, apenas quero reunir os meus amigos para um dia bem agradável ao meu lado.

—Huum,sei...- ele duvidou de mim do outro lado da linha.

— Serio. Não seja desconfiado.

Ele concordou e as oito eu esperaria todos aqui. Eu sempre acordava cedo por causa do costume da escola. Já minha irmã não. Ela fazia questão de dormir o quanto pudesse. Eu sabia que ela iria acordar antes das onze horas. E por isso fiz algo bem interessante. Laís tinha um velho costume de que assim que acorda pega o celular e olha as suas mensagens.eu sabia que ela iria fazer isso, então eu fui sorrateiramente até seu quarto e peguei o seu precioso e levei pro meu quarto.

Logo os meninos chegaram, todos vieram. Kevin estava sem jeito quando entrou aqui em casa, mas logo quando minha mãe o recepcionou ele ficou mais aliviado. Aquela mulher fazia qualquer um se sentir bem.

Fomos pro meu quarto. Eu liguei o meu x Box one e trouxe uns sanduíches de patê de frango com refrigerante para nós. Comemos e ficamos conversando sobre qualquer coisa.Exceto o Matheus. Ele trouxe um livro. Isso mesmo, um livro. E ao invés de ficar conversando conosco ele começou a ler. Ele era o que menos falava, alias eu não me lembro nem de quando foi a ultima vez que eu ouvi a sua voz. Sei que isso se deve a um trauma de infância, por isso eu respeito e continuo amigo dele.

O tempo estava passando e teve uma hora que ficamos em silencio.

— Vocês pegaram aquela chuva? – Daniele disse a fim de quebrar o gelo.

— Eu peguei carona com uma colega de sala da Laís. – disse querendo logo despistar esse assunto.

— Eu cheguei ensopado em casa. – Renan disse enfiando um pedaço de pão na boca.

— Eu estava na escola. Esperando uma pessoa. – Kevin disse. Nossa ele não precisava dizer uma pessoa. Que idiota. Todos sabemos quem era.

Como sempre Matheus ficou calado e o relógio marcava onze e meia. Era a hora de minha irmã acordar.

Deixem me explicar, Laís dorme com um short minúsculo e uma camiseta quase transparente que deixa ver a cor do seu sutiã. E ela sempre esta com os cabelos desgrenhados. Uma verdadeira cena.

— Leonardo. – é ela. – você viu o meu celular?

Ela vinha como eu lhe falai, só que como ela sempre acorda sonolenta a cena foi hilária. Estava coçando os olhos, quando se escorou na porta. Como ela estava sem lentes de contato na notou que eu estava com o quarto cheio de gente. Quando ela realmente abriu os olhos e viu todos os garotos. Nossa, nessa hora eu não me agüentei. Comecei a rir dela, que saiu correndo para seu quarto. Todos pararam o que estavam fazendo, até Matheus olhou para ela. Kevin e Daniel ficaram corados e baixaram a cabeça depois. E eu? Rindo, rindo como se não houvesse amanha.

Para completar minha maldadezinha, peguei o celular dela e joguei nas mão de Kevin.

— Toma, vai entregar pra ela por favor. – ele me olhou com uma cara de surpresa.

— Eu? – ele quase não fala.

— Sim, você. Vai logo que uma irmã linda como a minha não pode esperar. – ironizei ignorando o nervosismo do rapaz.

Ele levantou com muito custo e caminhou pro quarto dela, sem ele perceber eu fui atrás. O quarto da minha irmã ficava no fim do corredor e ela tinha um banheiro só dela. Um detalhe, esse banheiro tinha duas portas de acesso. Uma no fim do corredor e uma dentro do quarto dela. Quando ela queria que ninguém usasse, apenas trancava por dentro a porta que dava acesso ao corredor, deixando aberta apenas a sua. Por sorte, naquele dia ela estava aberta e eu me escondi no banheiro para ver tudo.

Por favor, na pensem que sou um fofoqueiro qualquer. Apenas saiba que não há como narrar as coisas sem vê-las.

Ela estava já trocada, um short maior e uma blusa preta. Sentada na cama escondendo o rosto com as mãos. Ele entra devagar e ela o olha. Kevin fecha a porta atrás de si.

— Leonardo me pediu para te entregar. – ele dá o celular a ela, que pega o objeto e o encara de cabeça baixa.

Ele se senta na cama ao lado dela e baixa igualmente a cabeça.

— Por que a Larissa? – ela o olha agora. – Ela é o amor do meu irmão. Apesar de eu não ter gostado dela nenhum pouco, ela o fazia feliz. E você é o melhor amigo dele. Sei que ele confiava em você mais do que em nós que somos sua família.

— Eu precisava fazer isso. Não podia deixar meu amigo assim.- que canalha. Assim como? Ele fala como se ela fosse algum mal ou algo assim.

— Assim como? Você por acaso sabe de alguma coisa que eu na sei? – boa Laís. Essa é minha irmã.

Ele ficou calado. Quis dizer algo, mas parou antes de dizer. Ela apenas o olhou com um semblante triste e quis se levantar. Mas foi impedida por ele que puxou seu braço, fazendo –a sentar em seu colo.

— Eu te amo. – ele disse e beijou minha irmã na cara de pau. E ela? O que ela fez?

Correspondeu. Idiota.idiota.idiota.

Fiquei vendo eles se beijarem como se fosse o ultimo dia da vida deles. Sai do meu esconderijo e dei a volta. Bati na porta do quarto dela.

Quando entrei ela estava sentada na cama, com a mão no peito, como quem quer impedir que o coração saia dali de tanto bater. Ele estava de pé de costas pra ela, como quem na fez nada, com cara de idiota. Passou por mim de cabeça baixa.

Eu me segurei para não encher a cara desse garoto de porrada. Fui até minha irmã que me olhou com um sorriso tão obvio. Parecia que tinha escrito na sua cara: Ele me beijou!

Disfarça Laís.

— O que houve? – eu me fiz de tapado.

— Na-nada. – ela tentou disfarçar. Haaa, ela gaguejou. Quando percebeu a burrada que fez ao gaguejar ela suspirou.

Se há uma coisa que eu e ela temos é que não sabemos esconder as coisas um do outro.

Ela se virou para mim e disse:

— Eu e o Kevin nos beijamos! – sabia sua lenta.

— Olha, ele esta namorando a minha ex-namorada. Mesmo que eu confiasse muito nele, agora eu não sei mais.- baixei a cabeça.

Ela apenas fez o mesmo na disse mais nada. Quando eu a olhei os seus olhos estavam marejados. Antes que ela chorasse eu a abracei.

— Vamos tirar essa história a limpo, não é? Se ele te ama de verdade ele vai te assumir. Até hoje eu não sei como começou tudo isso, mas eu vou saber e você será a primeira a quem eu vou contar.

Ela deu aquele sorriso.

— Obrigada Leonardo. Eu vou tomar banho agora.

Sai do quarto e deixei ela tranqüila, quando cheguei no meu Kevin estava caído na cama, como se tivesse enfartado. Matheus lendo e Daniel e Renan olhando pro loiro com cara de quem não entende nada.

Entrei e fiquei encarando todos aleatoriamente.

— Tenho certeza que alguma coisa aconteceu e é hora de colocar as cartas na mesa. – para minha surpresa essa frase foi dita por Ma-the-us. Que parou de ler e nos encarou. Estávamos tão surpresos que não conseguimos dizer nada.

Notas finais
O que acharam?