Dias de chuva

1 Um garoto nada dramático


Notas iniciais
Muito obrigada por lerem esse desafio que me foi proposto, o primeiro capitulo é uma introdução, porém mais coisas estarão por vir, então por favor não desistam dela ao primeiro olhar.
A opinião de vocês é muito importante, então fiquem a vontade.

Ela colocou um ponto final na nossa historia. Seus olhos verdes me olharam de maneira gentil e eu pude ver a ponta de sua saia balançar quando ela se virou e foi embora. Trazia um sorriso no rosto digno de uma grande sádica, seu cachecol vermelho era afagado carinhosamente enquanto meu coração estava sendo espancado. A saia cor vinho que estava combinando com uma blusa branca com um laçinho e o casaco preto que ela tanto gostava combinando com as botas da mesma cor. Sua roupa ficou gravada na minha mente, assim como os brincos de coruja, a pulseira com a torre de paris, os lábios cor de rosa.

Eu posso ser o que for, mas não entendi o porque do fim, o porque daquelas lágrimas escorrerem apenas em meu rosto. Eu fiquei parado com as benditas flores na mão. Vesti a roupa que ela queria, a calça jeans preta combinando com a blusa da mesma cor com um pequeno emblema da marca da mesma. O casaco grosso bege, os sapatos da mesma cor do casaco. Sem ela eu não sabia nem me vestir quem dirá viver.

Seus olhos não iriam mais encontrar os meus? Como podia isso, como esse sobro de vida pode escapar? Eu na tinha forças para caminhar, minhas pernas não respondiam e eu não sabia mais nem quem eu era. Apenas chorava, as flores escavaram de minha mão e eu ainda pude observar sua silhueta sumindo no horizonte. Se eu estivesse em algum filme de Hollywood acenderia um charuto, encostaria em um balcão e pediria uma musica lenta, alugaria o ouvido do balconista e choraria por ela tomando um whisky. Mas eu nunca bebi em meus dezessete anos, nunca entrei em um bar apesar de ser chamado de fraquinho pelos meus amigos.

E muito menos amei tanto em minha vida quanto eu amei ela. Ainda me lembro de cada detalhe do dia em que ela cruzou a minha vida, de quantas vezes fui chamado de idiota de quantas vezes o meu amor por ela foi tarjado como bobo.

Todos diziam, ela vai te abandonar, mas eu não queria nem ouvir tais palavras. Era como estar cego e enxergar, estar surdo e escutar. E naquele momento, naquela avenida movimentada, todos os barulhos estavam altos para todos, menos para mim. Meu mundo congelou, meu coração estava passivo a parar. Drama? Sim, pode ser? O que tem de mais um rapaz ser dramático? Se as mulheres podem, por que eu não poderia?

Podem rir, por favor, eu deixo. Eu queria rir de mim se essas lágrimas não parassem. Creio que as pessoas me olhavam,mas eu não ligava. Queria fugir dali, queria sumir. Queria colocar os sentimentos que um dia senti em um poço e jogar terra neles.

Mas de que adiantava tudo aquilo? Superar? Eu sei que sim, todos superamos. O tempo ia ajudar, eu sabia bem que meus amigos iriam dizer isso. Sabia que eu seria tarjado como um idiota. Mas quem liga pra isso quando o coração esta manchado de dor?

Eu acho que nunca mais vou conseguir amar.

Notas finais
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