– Tudo bem, onde é que fica?

– Deixe eu lhe acompanhar. — Disse Luke.

– Não, pode deixar que eu a levo. — Disse Effy. — Vamos.

O quarto era bem bonito, havia duas beliches bem confortáveis, tinha uma televisão que aparentemente não estava funcionando muito bem.

– Nossa, esse quarto é maior que toda a minha casa. — Falei.

– Também acho um exagero, mas Luke acha pouco. — Disse Effy. — Deite-se.

Me deitei e nunca me senti tão bem na minha vida, estava tão gostosa que não sei se algum dia eu sairia dali.

– Eu realmente posso... — Falei.

– Claro. — Disse ela sorrindo. — Vou ir chamar Jesse, você formam um ótimo casal

– Jesse é só meu amigo. — Falei corando, mas ela correu.

Deitei um pouco e acabei dormindo, quando acordei, já estava de noite.

– A bela adormecida resolveu acordar. — Disse Jesse sorrindo.

– Luke precisa de sua ajuda. — Disse Effy.

– O que está acontecendo? — Perguntei.

– Os zumbis invadiram

– Achei que isso não acontecia.

– Raramente acontece, tipo uma vez na semana. — Disse ela.

– Está bem, vou pegar minha Sniper. — Falei me levantando rapidamente. — Vou ficar no telhado.

Subi por uma escada que estava lá fora.

Dei um tiro na cabeça do zumbi que estava chegando perto de Luke.

– Doce, você está aqui! — Gritou Luke.

– Estou! Você tem munição para uma Arctic Warfare Magnum? — Gritei.

– Tenho, lá no porão!

Olhei para Jesse, ele concordou, e saiu correndo para o porão. Ainda tinha tipo, 30 zumbis. Pulei do telhado e cai atrás de Luke

– Você tá louca, é? — Gritou ele atirando nos zumbis. — Ao menos me ajude, doce.

Coloquei meu rifle no chão, peguei minha pistola e comecei a atirar.

– Jesse! Cadê você? — Gritei.

Ele chegou correndo com umas caixas e esbarrou em cima de mim.

– Me desculpa. — Ele disse.

– Está bem, venha me ajudar aqui! — Falei. — Cadê a Effy?

– Não sei! — Gritou Luke.

– Mate aqueles ali! — Gritei apontando para 5 zumbis. — Vou procurar a Effy.

Entrei no outro lado da Floresta e estava lotada de zumbis.

– Effy?

Não escutei nada além dos zumbis se aproximando de mim, corri adiante e nada. Escutei gritos perto da casa e voltei correndo.

– O que está acontecendo? — Perguntei.

– Não sei! — Disse Jesse.

– Effy se foi. — Disse Luke chorando.

– Não, não pode ser! — Gritei. — Talvez ela tenha fugido!

– São poucas probabilidade, Elly. — Disse Luke, desta vez, ele não me chamou de Doce.

Estava chegando mais zumbis, eu queria continuar procurando por Effy.

– Luke, precisamos ir. — Falei

Ele não reclamou e estávamos dirigindo de volta para Los Angeles. Estava com neblina, e consegui ver zumbis. Ele atropelou, não ligou muito. Fiquei triste, eu tinha gostado dela. Me lembrei do nosso juramento de amigas, acho que falhei. Jesse dormiu no meu ombro novamente, não reclamei. Ele parecia cansado. E Luke parou o carro, e lá estava uma cidade pequena, mas movimentada. Não parecia ter zumbis. Descemos.

Luke estava chorando mais ainda, o abracei.

– Eu conseguiria salvar ela! — Disse ele.

– Não, ninguém sabia onde ela estava. — Falei.

– Elly tem razão, Luke. — Disse Jesse.

Luke se recuperou depois de um tempo, e seguimos em frente. Tinha uma placa que dizia: Bem vindo a Vincenty.

– Nunca ouvi falar dessa cidade. — Falei.

– Estamos juntos, Doce. — Disse Luke.

– Então, vocês tem um apelido carinhoso? — Perguntou Jesse.

Luke ignorou e seguiu em frente, estávamos atrás dele. A cidade não era tão pequena como eu havia imaginado, e era bem limpa.

– Vamos pedir ajuda. — Falei.

– Parece uma ótima ideia. — Disse Jesse. — Não parece abandonada, de fato.

– Eu sei porque. — Falei apontando para a loja de armas. — As pessoas aqui são prevenidas.

Entramos na loja, com esperança de achar alguém, de preferência não apontando um arma.

– Tem alguém aqui? — Disse Jesse.

– Sejam bem vindos a Gun's n Store. — Gritou um senhor com uma roupa de caça, ao seu lado havia uma garota de cabelo preto e olhos verdes.

– Vocês sabem de algo chamado Apocalipse Zumbi? — Perguntei.

– Sabemos. — Falou a garota. — Sou a Rachel e esse é o meu irmão.

– Que irmão?

Um garoto igual a sua irmã aparece:

– Oi, tudo bem? — Disse ele sorrindo.

– Melhor agora. — Disse Luke.

O garoto ficou corado.

– É óbvio que estou falando de sua irmã, idiota. — Luke disse.

O garoto saiu da loja deprimido. Ri muito com Jesse, mas o pai e a Rachel pareceram não gostar.

– Bem, querem comprar o que? — Disse Rachel.

Luke explicou toda coisa que havia acontecido e ela ficou assustada.

– Nossa, fiquem a vontade, temos um hotel aqui na cidade. — Disse Rachel.

Ela nos acompanhou para o Hotel, estava em ótimo estado igual a cidade, ela deu a Jesse um pouco de dinheiro.

– Queremos um quarto para 3 pessoas. — Falei.

– Hum, não consegue decidir com quem vai ficar, né? — Disse a senhora. — Isso já aconteceu comigo.

Eu fiquei com vontade de esganar-la, mas ela era apenas uma senhora. Luke ficou rindo. Subimos e entramos no nosso quarto.

– Uau, é bem limpo. — Disse Jesse.

– Verdade, comparado com o que estávamos... — Falei.

– Estão falando sobre a casa do meu pai? — Disse Luke.

– Não, ficamos em um hotel muito antes disso. — Falei.

Ele me ignorou e deitou na cama, e começou a chorar. Jesse ficou conversando com ele, e desci para comprar alimentos na cidade. Andei até uma padaria, senti o cheiro de pão, e quase desmaiei. Encontrei um garoto loiro com olhos azuis. Ele me olhou assustado.

– Você é nova aqui?

– Cheguei faz 30 minutos, o que dá pra comprar com 20 reais? — Falei.

– Tudo. — Ele disse sorrindo, ele era bonitinho.

– Ótimo. — Falei sorrindo. — Eu quero isso! E isso! Não, isso aqui! Espera, aquilo.

– Te dou tudo de graça por hoje, ok?

– Obrigada, sério, obrigada!

Aproveitei da minha sorte, peguei alguns pães, e um refrigerante e corri para o Hotel.