Dias Sombrios
1 Desespero.
Notas iniciais
Em uma manhã chuvosa, o vilarejo encontrava-se quase deserto; por conta da forte tempestade da madrugada a maioria das lojas estava de portas fechadas.
O clima frio faz com que os civis prefiram passar o sábado no conforto de seus lares, junto com seus familiares; porém a maioria dos ninjas não deixavam seus postos protegendo a vila.
Em um quarto de hotel uma jovem seguia dormindo aparentemente tranquila; parecia indiferente ao barulho da chuva, e ao homem agitado que andava de um lado pro outro dentro do quarto.
Seu subconsciente lançava imagens desconexas dos últimos acontecimentos que tumultuou sua vida; em um dado momento se lembrou do motivo de estar tão longe de sua nova casa.
E seu sono que parecia tranquilo se tornou agitado; mais antes que o homem ali presente pudesse fazer algo seus olhos se enchem de lagrimas e bruscamente ela se levanta gritando:
— SEIKI!?!?!?
Ao abri os olhos percebeu que não era só um pesadelo, realmente toda aquela tragédia de fato aconteceu; seu precioso filho adotivo havia sido sequestrado e tinha a suspeita de ser por pessoas da vila a qual agora pertencia.
Por seus olhos as lagrimas desciam cada fez mais forte, seu corpo começou a tremer descontroladamente e inevitavelmente os soluços começaram.
O Homem que há poucos segundos tinha sentado no bando de madeira do quarto, se levanta com o semblante triste; era desesperador ver sua mulher que outrora era viva e pulsante tão desesperada e fragilizada. O pior de tudo era que não sabia como consola-la, afinal se sentia da mesma forma.
Ele se levanta devagar, aproxima-se da cama e coloca as mãos sobre os ombros da jovem e de forma calma os massageia e sem parar os movimentos senta por trás dela e calmamente a abraça.
Fazia algumas horas que tinham chegado a Konoha, e quatro dias que o pequeno Seiki fora sequestrado, estava um pouco mais calmo agora, pois desde o ocorrido era a primeira vez que sua mulher tinha tido algumas horas de sono; e isso o tranquilizava um pouco pois ela não era igual ele que sofria de insônia.
E enquanto um confortava o outro mesmo sem palavras, sentiam ressurgir uma ponta de esperança e a dias não sentiam.
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