Notas iniciais
Segundo dia da Tortura.

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05 de Junho de 2012


No dia seguinte, Nadine acordou com uma sensação de que tudo havia sido apenas um sonho, mas, essa sensação passou rapidamente quando ela pegou seu celular para ver as horas e viu as fotos dela na Coréia. Ela precisava desabafar. Ela não queria incomodar ninguém com isso, mas precisava desabafar com alguém. Ela pensou então em Kris, mas não sabia se deveria usá-lo para essa satisfação própria. Ela tentou se controlar, mas ligou para o mesmo. Perguntou imediatamente:

- Oi, Kris! Bom dia... É... Tem como a gente sair hoje?

Do outro lado da linha, Kris, que tinha acabado de sair de seu banho, andou pelo apartamento de toalha para atender o telefone e se surpreendeu com a ligação de Nadine.

- Oi. Bom dia. Sim, claro, Nadine. Você anda meio sumida, não sei o que está acontecendo. Vai ser bom poder ver você hoje.

Então os dois combinaram o horário e o local, então foram se arrumar. Nadine colocou uma roupa simples. Uma calça jeans escura, uma sapatilha vermelha com detalhes em dourado, uma bata branca e um bolero preto. Saiu do quarto com sua bolsa e percebeu que Tao ainda estava dormindo. Foi até o quarto de hospedes, olhou para ele por alguns segundos, saiu antes que desistisse de se encontrar com Kris.

Ao chegar a cafeteria em que combinaram, Kris estava esperando pela garota. Ela então chega no horário combinado, o maior se levanta para cumprimenta-la. Eles se sentam e depois de pedir uma xícara de café para Kris e um copo de suco de morango para Nadine, Kris pergunta:

- Mas e então? Onde você se meteu, menina? Nunca mais tive notícias de você. Achei que tivesse me esquecido! – Ele forçou a brincadeira.

Nadine colocou açúcar em seu suco e com uma pequena colher de plástico, começou a mexer o açúcar no suco. Ela estava com um olhar cabisbaixo, mal conseguia olhar nos olhos de Kris. Deu um sorriso amarelo e forçado ainda sem tirar os olhos do copo. Deixou a pequena colher de lado e olhou nos olhos do maior por alguns segundos. Sorriu meio que sem graça e disse:

- Era sobre isso que eu queria conversar com você.

Kris então ficou olhando nos olhos da menor esperando ela continuar o que tinha a dizer.

- Eu precisava contar isso para alguém. Você sabe que é meu melhor amigo. É a única pessoa em quem eu posso confiar de verdade... – Ela parou alguns segundos. Estava difícil até pra ela mesma assumir tal coisa. – Eu estava em Seoul.

Antes que pudesse continuar o que iria dizer, Kris a interrompeu:

- Em Seoul? Poxa, que legal! Por quê foi pra lá? Poderia ao menos ter me convidado, não é? – Ele riu no final, mas não era isso que ele realmente queria ter dito e feito.

- É... Eu sei. Mas é esse o problema. Eu fui me encontrar com Chayeol.

Parecia que naquele momento o tempo havia parado. Kris ficou sem reação. Preferia ter ouvido qualquer outra coisa, menos isso. Mas e agora? O que fazer? Ela foi se encontrar com o cara que ele mais odiava. Sempre Kris tinha que competir para ganhar um pouco da atenção de Nadine. Quando não era Tao, agora era Chanyeol? Doía aquilo. Nada do que ele fazia parecia mexer com o coração dela. Mesmo assim ele se manteve calado e na posição de melhor amigo. O que fazer? Era o único jeito de poder tê-la ao seu lado de alguma forma.

Kris então, ainda sem responder, esperou que ela continuasse:

- Eu sei... Você não gosta dele. Mas, me entenda. Eu precisava contar isso para alguém. Eu não sei o que deu em mim. Ele me chamou e eu simplesmente fui. Agora eu me sinto culpada.

- Está me dizendo que traiu Tao com Chanyeol? É isso?

- Bom... – Ela estava sem graça.

- Ok, Nadine. Você sabe porquê eu não gosto dele. Sabe que ele estragou o meu único sonho. Mas deixando isso de lado. Como você acha que o Tao se sentiria se soubesse?

- Eu sei, eu sei. Mas, Kris, eu preciso que você me ajude. Eu não consigo tira-lo da minha mente. Você entende como é isso?

Ela olhou diretamente aos olhos do maior e os mesmos pareciam tristes e ao mesmo tempo conformados. Kris sabia exatamente do que ela estava falando. Como é ter uma pessoa na cabeça e não conseguir tira-la.

- Sim... Sei exatamente do que você está falando. – Ele respondeu a ela, não querendo julga-la.

- Então... Eu não sei o que fazer. Eu estou desesperada. – Ela respondeu, com as mãos inquietas.

Ele então segurou suas mãos, olhou nos olhos dela, sorriu de canto, tirou o cabelo da mesma do rosto e disse:

- Ei! Não importa o que aconteça, eu vou estar sempre aqui com você. Como sempre, certo?

Nadine balançou a cabeça positivamente e corou ao sentir as mãos de Kris tocando nas dela. Sorriu. Eles terminaram suas bebidas e saíram conversando até a casa dela. Nadine havia mandado uma mensagem no celular de Tao avisando que tinha ido se encontrar com Kris e que não era para ele ficar preocupado. Mas Kris ainda estava aflito. Ele escondia isso bem, mas tinha medo do que poderia acontecer depois.

Notas finais
Quais seriam os verdadeiros sentimentos de Kris? O que será que aconteceu para que ele odiasse tanto Chanyeol?
Obrigada por ler! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.