Notas iniciais
Bom dia, não fui a escola hoje e estou postando o primeirissimo e mais novo capítulo. Espero que gstem, mandem Reviews.

Bom, estou num avião a caminho de Londres numa cidade ou bairro chamado Putney(pouco me importa), o que tem um lado ruim e um bom: O lado bom é que vou ficar longe das ordens do ser humano sem sentimentos que eu chamo de robô(Okay, é meu pai). O ruim é meu ódio severo de aviões, isso tem mesmo que balançar tanto?

Ah, eu poderia estar bem triste, talvez eu esteja um pouco, mas a única pessoa que me entende nessa família idiota e esnobe é meu Tio James, geralmente ele nunca está sóbrio, mas assim como eu ele odeia as regras da família, sendo assim meu pai não se importou em juntar as duas ovelhas negras longe dele.

No momento estou fazendo uma lista mental de coisas boas e ruins de morar em Putney. A primeira e pior coisa que me veio a cabeça foram “ah, cidade pequena, todos se conhecem”. Sobrinha do velho bêbado e rico James. O fato é que cansei de ser titulada em nome da minha família, talvez se me virem não me reconheçam como a filha do GRANDE Hayden Chadwick, talvez, se eu ficar na minha nem descubram meu nome, é isso, não vou sair de casa, vou apodrecer tirando fotos dos lençóis do meu novo quarto.

Eu poderia dizer que não dormi de tanto medo, mas seria muita, muita mentira da minha parte, dizer que fiquei quase 12 horas definitivamente acordada, sendo assim, eu confesso, dormi 8 horas (O que?eu fiquei a madrugada toda arrumando as malas, e que malas). Agora estou saindo do avião e seja o que Zeus quiser. OBVIAMENTE meu tio não veio me buscar, o que é muita crueldade porque só tenho 16 anos e não faço a mínima idéia de onde achar um taxi. *também posso confessar que meu inglês é péssimo para pedir informações, mas o orgulho não deixa*. Depois de quase uma hora sendo ignorada por funcionários euzinha descubro que todo aeroporto tem uma linha de taxi ao lado ‘-‘. Okay vamos ignorar esse fato até por que meu pai sempre tinha um carro com seguranças o esperando u.u;

Talvez eu tenha tirado um bem pequenino cochilo durante a viajem de taxi, porque acordei com um “Ok Princesa, chegamos, agora pague e saia do meu taxi” do meu simpático motorista. Doeu? Claro que doeu, mas isso não impediu que eu mostrasse meu belo dedo médio depois de pagar e sair do taxi.

Entrei na enorme casa, que era um pouquinho menor que a do meu belo pai e dei um suspiro de alivio por ver que a casa não era cheia de quadros de pintores famosos e estranhos, ou esculturas malucas que se você tocar fica dois anos de castigo. Mas a casa era esbelta, a sala tinha um tapete preto que a cobria toda, um sofá vermelho grande em forma de U virado pra uma televisão de tela plana de sei lá quantas polegadas, uma parede com um vidro tipo embutido na parede com bebidas que você conhece e desconhece (típico do tio James).A casa dele era perfeita, as cores alternavam de preto, vermelho, cinza e branco. Eu disse que tínhamos o gosto igual. Meu quarto não era diferente, no momento parecia quarto de motel dos caros. Ri sozinha com isso. Ela era preto e tinha um closet branco, ao lado uma posta que dava num banheiro. Varanda que dava pra ver o bairro, deu pra ver uma parque lindo. Nota mental: Ir lá pra fotografar depois. Minha cama era linda, lençóis vermelhos e travesseiros e almofadas brancos, vermelhos e pretos.

Como eu odeio ficar detalhando as coisas arrumei minhas coisas no closet, o que deve ter demorado quase horas, tomei um banho coloquei uma jeans preta, allstar branco, camiseta branca também e soltei o cabelo. Sabe meu estilo é meio gótico, deve ser por isso que não tenho amigos, não, é culpa do meu pai mesmo. Meu cabelo é muito vermelho, tipo muito mesmo, me chamavam de colorau no colégio, mas okay.

Como meu tio não estava em casa (mais típico do tio James) fui dar uma volta naquele parque. E lembra do que eu pensei sobre as pessoas talvez não me reconhecerem? Esquece. Pra contar até agora, em 5 minuitos duas senhoras já me pararam com as típicas perguntas “Como está seu pai?”, “sua carreira vai ser como a dele?”, “Algum sinal de sua mãe?”

E eu com as típicas respostas prontas de meu pai. “Ele está ótimo, sua carreira vem avançando cada vez mais”, “Claro, pretendo fazer administração e tomar seu lugar, logo ele vai se aposentar e precisa de alguém pra administrar seus negócios”, “Não, estamos a sua procura, as esperanças de achá-la ainda estão de pé.”

Bom, depois disso ninguém mais me parou, sentei em baixo de uma linda árvore e comecei a fotografar, casais sorrindo, crianças correndo, vendedores de balões conversando com as mães felizes. Sabe, por mais que eu não seja uma pessoa com muitos motivos para ser feliz, eu sorrio, sorrio vendo pessoas que superaram as dores da vida, vendo crianças inocentes com tanto para aprender e viver aproveitando enquanto possa, eu fotografo os momentos felizes, porque sem eles a dor nos derruba, quando alguém esquece esse momento, uma foto pode salvar uma vida caindo aos pedaços, mostrando que tudo pode melhorar. Eu amo fotografar esses momentos porque eu nunca tive um.

Nunca fui a um parque com meus pais, nunca ouvi um eu te amo de alguém, nunca recebi um gesto de amor e nunca tive um dia divertido com amigos. Sempre fui uma pessoa meio fria, distante, prefiro não manter amizades. Gosto de conversar com criancinhas pois a inocência delas me faz ver que podemos encarar tudo de um modo positivo.Gosto de conversar com pessoas velhas porque podemos ver que nenhum sofrimento é pouco, ou muito, gosto de pontos de vista diferentes do da adolescência, gosto de observar tudo a minha volta.

Resolvi pegar um sorvete e sentar num banco ao lado de um senhor.

–É bom ver quanto o mundo mudará depois da guerra, todos parecem felizes, o olhar de medo passou. – me disse o senhor.

–O senhor foi pra guerra?-Perguntei, meu avô me contara tanto, era como se eu estivesse lá.

–Não, eu não pode querida, era o único homem da família, cheguei a ser recrutado, mas me mandaram de volta com a noticia da morte do meu pai.

–Eu sinto muito, a guerra é o maior erro do ser humano. –Admiti suspirando, muitos riem quando vêem pessoas mortas peladas jogadas na guerra, mas eu penso se riria se a pessoa morta fosse um familiar.

–Talvez esteja certa minha jovem , nunca vi uma jovem tão inteligente, outros adolescentes diriam “ahan” e sairiam andando. Ouvir é muito melhor que falar querida, mas tem que escolher uma pessoa inteligente para ditar.

–O senhor lembra meu avô, ele dizia o mesmo. –Talvez eu goste de falar com pessoas velhas porque eles também gostam de mim. ‘-‘

–Isso vem de um ditado espanhol, não me lembro bem, não me culpe, estou velho. –Disse sorrindo.

–Caralho vô achei que tinha te perdido. -Chegou um garoto alto de cabelo preto. –Sabe o que minha mãe faria se eu te perdesse?

Não gosto dele.

–Matthew, seja educa por uma vez, cumprimente a garota. –Assim que percebeu minha presença me fitou de cima a baixo.

–Olá.- disse simplesmente e encarou o avô novamente –Vamos, tenho que sair.

–Eu sei chegar em casa Matthew, não sou tão velho.- Disse como uma criança marrenta.

–A claro, e levar uma bronca da Dona Karen? Nunca, vamos logo. O senhor já “tomou o seu ar”.

Como eu sabia que aquilo ia durar e o senhor não iria me ofereci.

–Com licença, eu posso levar o senhor se esse é o problema.

–Pronto, feito, a garota me leva. –Matthew me encarou de novo com cara de poucos amigos.

–Tudo bem, se ela agüentar seu papo de velho. –Eu sussurrei um “babaca” e parece que ele ouviu mas ignorou.

...

Ontem meu tio voltou e foi direto pra cama, então ainda não tive a oportunidade de falar com ele, descobri que o senhor Simon é meu vizinho...Estou indo me matricular em um colégio aqui perto.

...

Notas finais
Gente, é só um começo, sei que tá um lixo, uma merda, uma titica, mas eu adoraria que comentassem dizendo o que esperam da história porque ela não se escreve sózinha e eu preciso que me deêm força pra continuar.Kisses;