Diary Of A Espectator

3 Última página...Covardia


Notas iniciais
Último capítulo...obrigado a quem leu.
e Minha princesinha de maracujá,espero que tenha gostado.
Kissus

Pelas minhas lembranças,as poucas que me restaram,ao em vês de dizer o quanto eu o amava,eu simplesmente...fugi.

Sim,eu fugi,saí do quarto sem nem ao menos pedir um com licença e fugi.

Eu me sinto...tão covarde,talvez eu seja realmente,mas não foi só isso que fez aquele dia,o Último dia ser mais confuso.

Toda aquela dor que eu sentia me fazia mais fraca,mas impotente,mas ao mesmo tempo eu me sentia bem,pois afinal de contas eu tinha uma ideia totalmente diferente de felicidade,minha felicidade era ser invisível,era que ninguém notasse minha presença,isso!

Eu nunca conseguia fazer as pessoas a minha volta felizes e isso me irritava.

Exatamente por esse motivo,por tanto tempo me fechei para o mundo e tudo que pertencia a ele.

Senti as lagrimas quentes molharem meu rosto,e me encostei na parede suspirando fundo.

- Senhorita — chamou-me a voz que eu já conhecia,Sebastian — Está se sentindo bem?

Eu o olhei,seu olhos rubros me fitavam.

Eu pensei em assenti como sempre,mas a reação do meu corpo foi outra,totalmente diferente.

- Não — eu disse firme,me surpreendendo — Eu não estou bem.

A segunda reação teimosa do meu corpo foi puxar o mordomo confuso a minha frente,em uma abraço depressivo e sem nexo.

Eu estava extremamente corada,molhando seu fraque com minhas lágrimas.

Ele não retribuiu,continuava quieto,mas também não me afastou,o que eu realmente não entendi o motivo,eu havia ariscado fazendo algo tão idiota.

De repente senti sua mão em meu cabelo,meus olhos se arregalaram,eu não poderia imagina-lo fazendo aquilo.

Afinal de contas,o que estava acontecendo com as duas pessoas mais frias que eu conhecia?

Naquele dia fui beijada pela primeira vez...

E no dia seguinte,demitida.

Eu realmente nunca entendi ao certo o que me fez ser demitida,talvez influencia ou,por fazer meu chefe gostar de mim sem nenhum esforço.

Depois de algumas semanas,eu soube que o Conde Phantomhive havia morrido e seu mordomo,desaparecido.

Saber da morte do meu pequeno mestre me fez saber o que a covardia pode fazer na vida de alguém.

Por causa dela,eu não consegui completar meu diário,mas sempre vou me lembrar com clareza do período que trabalhei na mansão Phantomhive.

Nunca vou esquecer dos rostos e as pessoas que eu recebia ali.

Nunca vou me esquecer do meu primeiro amor e do meu primeiro beijo.

Tudo que sei é que de certa forma,acho que tirei algum proveito da beleza dos dois...

Hoje,eu é meu aniversario de 85 anos,e eu moro no asilo de Marry Sanders na Inglaterra.

Eu me casei com Ichijou Takamura e tive uma filha chamada Samanta.

Minha vida foi gratificante e agradeço todos os dias por ela.

Desculpem-me por não consegui terminar o que comecei,mas infelizmente a ideia deste diário me veio tarde demais.

Espero que você,caro leito,possa passar isso para alguém um dia,a covardia é muito traiçoeira.

O covarde não é capaz de ver o que quer,e nem de realizar o que deseja,apesar da minha família ser perfeita,eu com minha nova sabedoria,acho que se eu não tivesse sido tão covarde,eu e meu pequeno mestre com certeza estaríamos juntos agora.

Espero que tenham aprendido a lição,de uma velha amiga.

Com amor,A ESPECTADORA.

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A anônima chamada espectadora,foi identificada anos mais tarde como Kotori Nana.

O seu pequeno diário de três folhas foi achado,desprezo do caderno dentro do livro Persuasion da autora Jane Austen,um dia após sua morte,em cima de sua mesinha de cabeceira.

Dizem parentes próximos que em seu enterro,um jovem usando um tapa-olho,e um mordomo colocaram em cima de seu caixão um boquê de rosas brancas.

Fim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!