Diarios De Um Sobrevivente.
2 Achando um novo abrigo.
Capitulo I: Um fim e um começo.
Bem vou me apresentar antes de tudo, meu nome é Augusto e eu estou escrevendo este diario em honra ao meu falecido amigo Marcos, ele teve uma ideia de relatar tudo o que acontece a nossa volta, ele morreu durante o ultimo ataque...
Bem entao vou contar minha historia ate agora e continuarei escrevendo neste diario, talvez algum dia alguem chegue a ler. Cinco dias atras nosso abrigo foi invadido por uma grande horda de zumbis, nos estamos na sala conversando e planejando nossos proximos passos quando derrepente escutamos o barulho do portao frontal caindo, eu rapidamente corri para a porta e gritei para o Jorge, meu tio, me ajudar empurrar os moveis para bloquear a porta da frente de nosso abrigo, eu sabia que aquilo era inutil que mt em breve eles iriam entrar e matar a todos nos. Enquanto estavamos empurrando o segundo sofa para a porta a porta começou a rachar e entao percebemos que nao havia mais escapatoria, eu gritei para todos correrem para as portas do fundo, o muro de tras do lote era baixo era possivel pular o mesmo e sair pela casa de tras, eu esperei todos passarem para a cozinha ate ir no momento que eu pisei na cozinha eu lembrei do Marcos, ele estava no andar de cima no seu quarto, talvez escrevendo no seu diario eu nao sei, eu so sabia que eu tinha que ir la pegar ele. No momento que eu pisei na sala novamente a porta sedeu e o primeiro zumbi passou pela porta, num piscar de olhos ja tinham mais de 10 zumbis na sala todos olhando diretamente para mim, eu sei que vou me arrepender do que eu fiz pelo resto da minha vida mas foi nescessario, eu simplesmente me virei e sai correndo em direçao as portas do fundo, neste momento eu soube que o Marcos nao teria mais chances, eu o abandonei la... Eu fui um covarde.
Capitulo 2: Escapando por um triz
Quando eu passei pelas portas do fundo eu vi Jorge, meu tio, sua filha Sofia e minha namorada Alana todos me esperando, todos esperando que Marcos estivesse comigo, mas eu nao tinha tempo de ficar pensando no que deveria ter feito ou no que poderia, eu tinha mais 3 vidas pra salvar ali, eu poderia chorar a morte do Marcos mais tarde, entao eu gritei no mesmo momento para todos pularem o muro de tras, meu tio Jorge foi primeiro para garantir que nao teria ninguem ou nada do outro lado, ele gritou que estava limpo, neste momento eu ouvi a priemira batida na porta atras de nos, eu senti um calafrio no mesmo momento, peguei Sofia e a ajudei a passar pelo muro, ao mesmo tempo Alana pulou o muro, quando eu terminei de ajudar minha prima eu ouvi a porta quebrando, eu nem olhei pra tras, tomei folego corri e comecei a pular o muro, eu senti algo segurando minha perna, eu ja sabia q era a morte tentando me puxar, mas eu ainda nao podia morrer eu ainda tinha que ajudar meus amigos, com a mesma perna eu chutei o que quer que fosse que estava me segurando e cai do outro lado do muro. Pra nossa sorte a casa vizinha estava limpa, nenhum sinal de nenhum zumbi por la, nos saimos o mais rapido o possivel pela porta da frente, pulamos o muro frontal com facilidade, ja estavamos acostumados a fazer isso, nos tinhamos que pular muros quase todo dia para conseguir se movimentar pela vizinhança. Enquanto corriamos para longe eu escutei um grito, eu soube na hora quem era, meus olhos se encheram de lagrimas eu nao queria que ele me visse chorando nao agora, nao na ultima vez que eu o veria, aquele grito de boa sorte me deu esperanças com ele eu soube que ali nao seria o fim de nenhum de nos, apenas o dele... Eu levantei o braço em sinal que eu o tinha ouvido, eu queri gritar por desculpas, mas eu nao tinha este luxo, nos tinhamos sorte de ainda termos sidos percebidos pelos zumbis, entao eu continuei correndo e levei a todos pra um lugar seguro, pelo menos foi o que eu pensei...
Capitulo 3:Casa Mau Assombrada !?
Nos fugimos mais uma vez, mas e agora, precisavamos de um abrigo os zumbis claramente ficavam mais ativos de noite, eu nao sei o motivo ainda nao parei para pensar sobre isso, mas o fato e, nao podiamos ficar na rua de noite, nao enquanto a maior parte da cidade era composta de zumbis assassinos. Mas eu ja tinha um plano reserva, eu ja sabia pra onde iria caso algum dia nosso abrigo seguro nao fosse mais tao seguro. No bairro nobre da cidade havia uma casa grande o suficiente para todos nos, ela tinha uma area frontal ampla, era cercada por muros altos e no fundo da residencia havia uma quadra de tenis com uma piscina do lado. Era perfeita para montar uma base segura, nos dirigimos para a mesma, no caminho nao encontramos muitos zumbis e os poucos que nos encontramos nao nos perceberam por sorte, chegando na casa Alana e Sofia ficaram de fora esperando eu e meu tio Jorge fazermos uma inspeçao dentro da casa. Nos pulamos os muros e entramos no lote, antes de entrarmos na casa nos pegamos nossas "armas" que encontramos no caminho para ca, eu tinha um pedaço de madeira de entulho, e meu tio empunhava um pedaço de cano de metal, inspecionamos silenciosamente a area frontal da casa, nenhum sinal de mortos vivos, entao fomos olhar as janelas, de inicio nao vimos nada, apenas a penunbra que dominava a parte interna da casa. decidimos entao passar pro proximo "nivel" fomos abrir as portas frontais, eram duas portas gigantes, deviam ter pelo menos uns 3 metros eram feitas de uma madeira escura e o vernize da porta estava todo arranhando na parte de baixo, o que claramente indicava a presença de um cachorro na familia que ali residia. Claro que a porta estava trancada entao meu tio a abriu com alguns dos clips que ele sempre mantinha nos bolsos, eu nunca fui muito amigo desse meu tio, na verdade eu so estava com ele porque no dia que os mortos fugiram do hospital eu encontrei Sofia, minha prima perdida num parque, eu sempre achei que esse meu tio era algum tipo de criminoso e pelas habilidades dele, eu acho que eu estava certo. Quando ele finalmente abriu a porta entramos no maior silencio o possivel, se nao tivessemos saido correndo de nosso antigo abrigo eu poderia ter pego minha mochila, teria lanternas e pilhas la dentro, mas como saimos a pressa nao tinha nada em maos, entao avançamos na penumbra, eu avisei meu tio para tomar cuidado, mas como sempre as coisas nunca saem como planejado comigo, enquanto passavamos pela sala escutamos um barulho no quarto ao lado, meu tio se virou rapidamente e derrubou um vaso no chao, quando o mesmo se estilhaçou o som ecoou pela casa inteira, foi como tocar um sino pro almoço, ecutamos varios passos vindo em nossa direçao, dois descendo do segundo andar indo na direçao das escadas e um do quarto ao lado, eu me virei para o barulho do quarto e gritei pro meu tio se preparar na escada, quando terminei de falar, vi o vulto correndo na minha direçao, era um pouco menor que eu, deduzi que era um corpo feminino mas nao tive muito tempo para analizar somente bati com o pedaço de madeira no que parecia ser a cabeça da criatura, a madeira quebrou com o impacto mas felizmente o cranio da criatura tambem, ela caiu nos meus pés, entao eu corri no meu tio, chegando la eu ainda consegui ver os zumbis descendo as escadas, um deles era muito gordo e o outro muito atletico, o gordo caiu e desceu as escadas rolando, ele parou na base das escadas e enquanto tentava se levantar meu tio acertou o outro na cabeça, na mesma hora ele perdeu o equilibrio e caiu, se nao fosse eu ali ele com certeza teria morrido, o zumbi mais atletico caiu emcima dele, felizmente meu tio sabia como acabar com a cabeça de uma criatura dessas, ele ja estava imovel mas o maior ja estava quase de pé, e claramente meu tio nao conseguiria se levantar a tempo, eu peguei o primeiro objeto ao meu lado, um vaso de cristal, muito bem decorado, e pelo acabamento muito caro tambem, taquei ele na direçao da criatura enorme, mas eu errei, nesse momento meu tio se levantou e o zumbi estava ao seu lado, eu fiz a unica coisa que poderia na hora, eu corri e joguei meu corpo em cima do corpo da criatura, ele caiu junto comigo, eu me levantei rapidamente, meu tio pensou rapido e acertou a cabeça do zumbi com o cano, mas na hora eu relamente achei que ele nao estava ligando com o fato de me acertar, eu acho que ele teria me acertado se fosse preciso, foi entao que eu percebi que ele nao tava ali por mim, muito menos por ele, ele so estava vivo pra proteger sua filha, e faria qualquer coisa para que ela continuasse viva.
Capitulo 4:Porto Seguro.
Nos nos instalamos na residencia, nao demorou muito para nos organizamos no novo abrigo, nos dormimos nesse dia, na manha seguinte nos removemos os corpos, achamos as chaves da casa em um deles e nos organizamos na casa, eles tinham comida de sobra pra durar pelo menos 2 semanas, a casa era composta de uma sala que dava direto na entrada frontal, nesta sala existiam 3 portas, uma dava a uma sala de TV, a outra na cozinha e a outra numa outra sala que tinha uma saida para os fundos. Da conzinha existia mais uma porta que dava de encontro com a area de serviços que levava tambem aos fundos da casa. Nos ainda nao tinhamos visitado os fundos da casa mas dava pra ver que bem no fundo existia uma churrasqueira e uma area propria para festas, alem da piscina e da quadra de volei, no segundo andar da casa existiam 3 quarto somentes todos ligados por um longo corredor, eu me alojei no quarto com a cama de casal junto com Alana, meu tio ficou com o outro quarto e sofia quis ficar com o quarto infantil que havia la em cima, a dona daquele quarto deveria ser muito mimada, pelo numero de brinquedos que havia no quarto. Nos nos recolhemos por mais um dia e nos reorganizamos, planejamos ja como conseguir mais comida, tinhamos que tambem conseguir veiculo e combustivel, estavamos conversando sobre isso quando Sofia veio perguntar ao seu pai onde estava a garotinha dona daquele quarto, ele respondeu que nao sabia, que ela devia estar na casa de algum parente ou coisa do tipo, bem eu queria realmente que fosse isso.
Capitulo 5:Porto não tão seguro.
No terceiro dia decidimos abrir os fundos e preparar uma rota de fuga caso acontece-se o mesmo que antes passamos pela piscina que estava vazia e cheia de lixo no fundo, cascas de arvores e folhas criaram uma camada extra no fundo da piscina fomos ate a churrasqueira e encontramos alguns mantimentos la, enquanto voltavamos minha prima Sofia estava brincando com um carrinho da barbie de controle remoto, o mesmo caiu dentro da piscina e ela começou a chorar, meu tio foi correndo ver o que estava acontecendo, chegando la ele decidiu que iria descer pra pegar o novo brinquedo da filha dele, ele desceu e eu me sentei pra consolar Sofia, no momento que ele colocou a mão no carrinho, uma pequena mão apodrecida o agarrou, e antes que eu pudesse sequer pensar em pular na piscina uma cabeça se levantou da camada de sujeira da piscina e mordeu o braço de meu tio, ele gritou de dor eu queria ter sido mais rapido talvez ele nao tivesse sido mordido, eu so consegui pular na piscina e chutar a cabeça do pequeno zumbi ate ele largar o braço de meu tio, ele me olhou nos olhos e nao precisou dizer nada, eu entendi na hora, eu terminei de matar o pequeno zumbi, subi, peguei sofia no colo, ela nao se mechia, parecia em choque, ela ja estava nesse mundo a tempo suficiente pra saber o que ia acontecer, eu a levei pro quarto e a coloquei na cama, quando eu desci meu tio ja estava se despedindo de Alana, ele caminhou ate minha direçao, olhou nos meus olhos, e disse segurando um choro, "Cuide dela", ele subiu as escadas, eu pude ouvir o choro de Sofia, entao depois de alguns minutos ele desceu e sem falar mais nada saiu pela porta frontal, Alana gritou em prantos para eu o impedir, mas ela tambem sabia q ele nao podia mais ficar conosco, que em pouco tempo ele se transformaria, mas esse nao era o pior, o pior era saber o que ele ia fazer, eu sabia que ele nao iria se dar a chance de morder sua propria filha, ele pensou nela no momento que decidiu ir embora pra se matar sem que ela ficasse sabendo disso.
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