Diarios De Blaine Anderson 1: Blam
5 29/12/12
Notas iniciais
29/12/12
Hey Sam continuando o que eu estava a dizer. Sam não estava tão feliz com a Brittany e por mais que ele a amasse algo estava o chateando. Brittany andou agindo diferente comigo após o inicio da relação Bram, mas continua sendo minha amiga. Não quero vê-la triste mas também não quero ver o Sam triste. É insuportável pra mim só a ideia de vê-lo triste. Bom, naquela noite jantamos até as 9 da noite eu me ofereci pra pagar a conta mas o Sam disse que ele havia me convidado então ele pagaria a conta (me senti em um jantar romântico) e resolvemos ir pra outro lugar depois. Fomos a um parque de diversões o que foi muito legal! Brincamos muito e o Sam conseguiu vomitar na minha roupa e estragar meu sapato de camurça com todo aquele vomito. Que nojo! Mas tirando isso foi muito divertido! Fomos em um brinquedo que se chamava carrocel do amor e ele rodava muito rápido e a velocidade fazia com que quem estivesse no lado direito cair sobre quem estava do lado esquerdo. Foi tão divertido quando o Sam começou a cair em cima de mim e fazer uma cara de medo por pensar que estava me machucando! Hahaha, eu apenas me divertindo com isso! Não sabia que o Sam era tão medroso assim. Ele tinha medo de altura, segundo ele, mas não deixei ele ficar sem ir em nenhum brinquedo. O arrastei comigo em todos. Estava ficando muito tarde, não que tínhamos um horário pra chegar em casa e tal, mas eu pretendia locar um filme pra assistirmos. Passamos na locadora e locamos “O chamado” que eu nunca havia assistido e muito menos ele, que morria de medo dessas coisas! Chegamos em casa por volta de 01:15 da manhã e é logico que minha mãe estava me esperando porque até onde ela sabia eu iria jantar e voltaria pra casa. Expliquei a ela o que havia acontecido e que havia trago Sam pra dormir aqui em casa. Ela disse que da próxima vez era pra eu levar meu celular e então jogou o celular em cima de mim. Quando olhei no celular percebi que havia mil ligações do Kurt, mas resolvi que não iria retornar. Não hoje pois o Sam estava aqui e eu queria aproveita-lo! haha. Eu estava com um cheiro de vomito insuportável e então decidi ir tomar banho o que não demorou muito, mas enquanto eu tomava banho fiquei imaginando o que Sam estaria fazendo sozinho no meu quarto. Talvez ele estivesse vendo minhas fotos de quando eu era criança, ou talvez estivesse deitado na minha cama pensando na vida, ou até poderia estar revirando minhas gavetas. Bom mas isso vai ficar só na minha imaginação por que quando sai do banheiro ele estava na porta do banheiro com uma toalha no pescoço. Eu sai e ele entrou no banheiro. Dei uma olhada e vi que tudo estava no lugar e não havia nenhum sinal de que ele havia mexido em algo! Eu me sentei na cama e fiquei olhando pra porta do banheiro e esperei por algum sinal do Sam. Eu perguntei se ele precisava de algo. Roupas e tal, mas ele disse que não precisa e perguntou se tinha algum problema se ele ficasse só de cueca. Eu ri. Claro que tinha problema se ele ficasse só de cueca! “EU, BLAINE ANDERSON, SOU GAY”. Mas como sou muito educado e prezava pelo bem estar do meu amigo disse que não tinha problema nenhum. Então eu vi ele saindo do banheiro. Ele estava só de cueca com a toalha e suas roupas na mão. Eu o olhei de cima em baixo e tentei ao máximo não pensar besteira. Melhor amigo, melhor amigo e nada a mais. Ele me viu sentado na cama e sorriu. Acho que foi porque ele percebeu que eu não conseguia tocar o chão com meus pés. Então ele veio caminhando na minha direção e eu com o olhar fixo em seus olhos! Acho que você sabe o motivo Sam hahaha. Ele se sentou do meu lado e disse: -E agora? O que iremos fazer? Eu disse que tinha o filme de terror pra assistir e ele retorceu a cara. Foi engraçado. Alias o Sam é engraçado. Eu dei a ideia de brincar de jogo da verdade um pouco e depois a gente assistia o filme, porque de jeito nenhum ele sairia dali sem assistir esse filme! Minha mãe tinha arrumado o quarto de hospedes pra ele, mas como íamos assistir o filme e brincar de jogo da verdade ficamos os dois no meu quarto. Nos deitamos na minha cama de casal e ficamos o mais distante possível. E foi eu quem me impus essa regra! Quanto mais distante eu ficar dele, melhor pra mim! Ficamos olhando pro teto e no escuro começamos a fazer as perguntas.Sam, qual foi a coisa mais idiota que você fez, mas que mais valeu a pena? Ele me disse que foi quando ele teve que dançar na noite pra ajudar a família dele. Disse que era muito satisfatório ver que a família dele estava feliz de algum modo. E poder ajudar as pessoas que ele mais amava era a coisa que ele mais prezava em sua vida. Era a vez dele e ele me fez uma pergunta que me fez pensar bastante. Ele simplesmente perguntou desde quando eu sabia que era gay. E essa pergunta eu nunca tinha respondido. Mas pensei bastante e respondi: Bem Sam, essa é difícil mas eu sei te responder. Eu conheci um garoto quando eu tinha 14 anos e esse garoto era a única pessoa que acreditava em mim e eu me apeguei muito a ele. Nós eramos como se fossemos um só, e um dia ele disse que queria me beijar. Eu disse que não sabia mas que se ele queria isso eu permitiria porque o que fazia ele feliz me fazia feliz. Foi isso. Era minha vez e eu perguntei se ele sempre teve certeza da sexualidade dele. Ele me disse assim: “Blaine, sempre tive certeza que gostava de garotas e acho que isso vai continuar pra sempre, mas sei lá! Me sinto estranho nesse momento. Estar aqui deitado na sua cama, na cama de um outro cara, isso é novo pra mim. Amo a Brittany, desejo ela, mas estar aqui ao seu lado faz com que eu pense que tem algo errado. Não com você, pois gosto de você do jeito que você é. Você é meu irmão e não acho que eu estou agindo corretamente”. Sam acredita que ele disse isso? Eu fiquei tipo assim: Chocadoooo! E ele disse mais: “Não quero assistir filme okay? Não quero mais brincar desse jogo. Posso dormir aqui na sua cama com você? Não quero ir pro quarto de hospedes.” Eu disse pra ele que não tinha problemas e que a cama era grande o suficiente pra nós dois. Eu me virei e disse boa noite pra ele. Ele continuou parado no mesmo lugar. Deitado e imóvel, eu apenas conseguia ouvir sua respiração. Mas Sam depois eu continuo te contando okay? Tenho algumas coisas a fazer agora! Acho que volto ainda hoje!
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