P.O.V Raquel

Encare como quiser minha vida. Eu não ligo (Joany: Até parece!!!), tá, eu ligo um pouquinho, nada demais. (J: Uhum... Sei) Joany, cala a merda da tua boca (J: vem calar *cala a boca dela com fita crepe*), bom, voltando, eu odeio minha vida. Tipo, eu agora estou indo pra escola com minha melhor amiga, a macaca aqui (J: ECHA EU TXI MOSTA A MATATA*fala por debaixo da fita crepe*) e de repente aparece um cara estranho falando para agente correr e eu fico tipo “WTF?”.

Tudo começou quando Joany e eu estávamos indo para a escola de adolescentes problemáticos.

— Como pode não querer ler Fortaleza Digital? – Joany me irritava perguntando incrédula (J: EU te irrito? EU? *tira a fita crepe*), sim, você. (J: ¬¬)

— Eu prefiro Harry Potter, J. – Disse pegando uma revista na minha bolsa. – Toma J, revistinha. – Disse como se ela fosse um bebê. (J: Um dia ainda encontro a cura para seu problema psicológico, até agora nada, mas não vamos desistir!!).

— Eu não quero ler is... AAAHHHH, OLHA ESSE VESTIDO QUE LINDO!!! – Revirei meus olhos pegando meu Skate e passando a frente dela – HEY!! ME ESPERA!!

Vi ela correndo atrás de mim e pulando nas minhas costas fazendo-me desequilibrar e cair, olhei pra ela e começamos a rir que nem duas loucas.

— EI, SUAS DOIDAS, CORRAM LOGO!!! – Um menino de cabelo castanho e olhos azuis falou nos puxando. Eu olhei para trás dele e vi uma coisa enorme e feia voando, rapidamente puxei J, que era lerda demais pra ver a coisa (J: HEY!! Eu só estava meio distraída, você tá me fazendo parecer uma filha de Afrodite, sem ofensas Wíviny) revirei os olhos, você parece Wíviny (J: EU SOU UMA FILHA DE ATENA, ME RESPEITE!!).

Voltando, começamos a correr que nem loucos ouvindo Joany reclamar quase chorando que o livro dela tinha caído da mochila, (J: AAAAHHH sua ****. Eu te mato! *voz chorosa*), se fosse do Harry Potter eu até voltaria, mas não era.

— O que é aquilo? – Perguntei para o menino estranho que parecia estar trotando ao invés de andando.

— Depois eu explico, agora corre! – Disse o garoto meio assustado.

— Me obrigue. – Disse Joany orgulhosa. (J: Sou mesmo, idaí?) Calma, fique calma louca (J: ¬¬).

— Ok, mas quando você morrer, não me culpe – Disse o garoto.

A coisa continuava nos perseguindo, quando ela chegou bem perto de Joany, ela saiu correndo e naquele momento eu só faltei desmaiar de tanto rir com a cara dela (J: ¬¬ Vê se não enche o meu saco).

O garoto nos levou para dentro de uma caverna, e a coisa perdeu agente de vista.

— Ok, agora, me diz o que foi isso? – Eu disse cansada e suada.

— Uma benevolente – disse o garoto sentando em uma rocha.

— Benevolente? – Disse Joany.

— Isso mesmo. – Disse o garoto.

— Mas porque aquilo estava nos perseguindo? – Disse nervosa.

— Depois eu explico agora precisamos ir. – Disse o garoto.

— O que? Para onde vamos? – Disse Joany incrédula.

— Para o único lugar segura para pessoas como nós. – Ele deu um sorriso de lado e seguiu para fora. – Vocês não vem? – Olhei para Joany, ambas não tínhamos escolha.

— Tá. – Dissemos juntas e seguimos.