Diante do Espelho
2 Alguém especial
Notas iniciais
[Recapitulando...]
Quando ia fechando a porta, algo me interrompeu...
Era um menino muito bonito, olhos verdes, cabelo preto caído sobre o olho. Ele segurou meu braço, impedindo-me de abrir a porta.
-Você está louca? O que estava fazendo aí?
-Peraí, quem é você? Não preciso falar nada sobre mim, nem minhas intenções ao... Ah, quer saber? Tchau.
-Não, me desculpe por ter puxado sua mão.
-Puxado? Quase arrancou meu braço!
-Não exagere, Deixe-me apresentar. Me chamo Danilo, estudo aqui também.
-Que legal, mas quer saber? Eu vou indo embora porque isso tudo tá muito esquisito.
-E você, quem é? -Falou Danilo novamente puxando meu braço.
-Eu? Sou anônima.
-Se realmente é uma anônima, como não sabia que hoje não tinha aula?
-ãan? (Fiquei por alguns minutos pensando, o que uma coisa tinha haver com a outra).
-Bom, acho que falei demais por hoje. Espero te encontrar amanhã, na aula.
-Mas peraí, porque hoje não teve aula?
-Não sei, acho que os professores foram para algum lugar...
-Que estranho...
-Eu sei. Mas acho que você tem que ir, né?
-É, se eu ficar "vagabundiando"* por aí, minha mãe me mata.
-Então até.
-Até...
Saí andando e pensando, quem era aquele menino, o que ele queria, porque ele estava ali, e o que era "anônimo". Tudo estava muito confuso, para mim, pelo menos.
Danilo... Acho que não vai mais sair da minha cabeça. Seus olhos brilhantes e seu cabelo ao vento... Sinto algo no estômago, que nunca senti antes. Só podem ser as borboletas. Borboletas no meu estômago. Só pode ser isso, mas como? Nem o conheço direito, nem sei quem é, o que quer, mas isso nunca impediu alguém de amar, eu acho. Acho que estou te confundindo também, mas são tantas coisas passando pela minha cabeça!
Acho que devo me internar, pois estou começando a ver fogos de artifício. Em tudo, absolutamente, tudo. Estou maluca, sempre fui, mas agora o caso é sério.
Penso em seus olhos, sua mão quente, seu cabelo ... Seu toque é como o toque de um bebê. Mãos macias, e com cheiro agradável.
Se não encontrá-lo em minha escola amanhã, acho que poderei morrer. E se vê-lo com outra? Tiro no coração. Iria me trancar, para sempre no meu quarto. Acho que cairia em depressão profunda. Não estou exagerando, pois quando eu peixe morreu, fiquei em luto por dias, e chorei. Por um peixe! Imagina uma morte amorosa, menina sabe como é.
Bom, vou tentar voltar ao normal, respirar, beber água. Mas essa sensação é incrível. Acho que sei quem é o amor da minha vida.
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