Diana

1 Capítulo 1- Traída


Notas iniciais
Espero que gostem ♥

Diana ria do comentário malicioso sobre garotos feito pela amiga. O barulho de mensagem a fez colocar a senha no celular e ler a mensagem. Era uma foto, uma foto que foi capaz de provocar tristeza e melancolia em Diana, uma foto que fez uma garota chorar tanto que poderia encher uma piscina. Lágrimas brotaram dos olhos cor de mel de Diana. As amigas olharam para ela com espanto.
-O que foi? Está tudo bem?
Ela jogou o celular para uma das amigas, que o pegou no ar e olhou a imagem. Pessoas no refeitório cochichavam e apontavam para a garota em prantos.
-Como ele pôde fazer isso? Filho da...
-Ele é um idiota, Diana, vamos para o banheiro.
Na foto estava um casal aos amassos, nus, dentro de um carro. Um deles era o namorado, agora ex-namorado de Diana, com uma garota de cabelos negros.

A água gelada da torneira percorria por toda a face pálida de Diana. Abriu seus olhos, que agora estavam vermelhos de tanto chorar, e olhou-se no espelho. Viu uma garota acabada, de cabelo azul natural, olhos chorosos, e um coração despedaçado. Diana voltou para a sala de aula, sentindo olhares curiosos sobre si, e embora fosse difícil se concentrar no que o professor falava, ela fingiu estar muito preocupada com a aula.
A água da chuva pingava no chão, uma gota espirrou na calça jeans rasgada de Diana. Ela apertou a mochila contra o peito, e saiu correndo pela rua. Tremia de frio, as roupas e o cabelo azul estavam encharcados, e seu maior desejo era chegar em casa, tomar um banho quente e dormir para sempre.
Pegadas molhadas e gotículas de água estavam espalhadas pelo chão de madeira, a mãe ficaria furiosa se visse o que havia acontecido com seu chão limpo. Diana despiu com dificuldade a roupa colada no corpo, e mergulhou-se na banheira de água quente que acabara de preparar. Ela colocou um pijama quente de coelhinhos, e mergulhou debaixo das cobertas.
Diana revirava as gavetas da sala, a procura de fotos do ex namorado que ela pudesse picotar com a tesoura. Tentava fazer o mínimo de ruído possível, pois os pais dormiam no andar de cima. Agora, o chão estava coberto de fragmentos de fotos do garoto que um dia ela havia amado. Abriu a última gaveta, e encontrou fotos da família, ela com uns oito anos de idade, os cabelos azuis naturais esvoaçando no vento enquanto ela andava em um carrossel. A mãe e o pai na festa de casamento, Diana na festa de quinze anos com a família... ela foi passando pelas fotos até encontrar um documento.
Uma autorização de adoção, que tinha seu nome e o nome de seus "pais" nela.
-Diana? O que você esta fazendo...?
Diana congelou, raiva e mágoa tomavam conta de seus pensamentos. Ela soltou as palavras com o máximo de desprezo e aspereza que pode.
-Eu sou adotada, "mamãe"? Será que posso te chamar assim?
-Diana, tínhamos medo de te contar, me deixe explicar, por favor.
-Não há nada para ser explicado.
A garota correu para o quarto e trancou a porta, encostou na parede e deixou o corpo deslizar até o chão. Por que tudo de ruim acontecia com ela? Por que era tão estranha? Colocou as duas mãos na cabeça, e fechou os olhos, as luzes do seu quarto começaram a piscar, Diana abriu os olhos, e estremeceu. Por que sentia que era ela que havia causado isso? Não podia ser, era só um coincidência.
Batidas em sua porta tiraram Diana de seus pensamentos.
-Diana, é seu pai, você está bem?
-Vai embora!
-Só quero conversar...
-Saia daqui, agora!
O vidro da janela de seu quarto quebrou-se, lançando cacos de vidro por todos os cantos e lugares. A bochecha de Diana foi atingida, e agora sangrava e doía. Ela abriu bruscamente a porta do guarda roupa, e colocou uma calça de couro preta, uma camiseta branca, um casaco vermelho e um tênis preto velho.
-Que barulho foi esse?
Com cuidado para não se cortar, ela empurrou todos os pedaços de vidro que estavam grudados na janela para baixo. Pendurou-se na borda, e escorregou pelo telhado, caindo no chão e rolando. Levantou com os joelhos ardendo, a porta de sua casa foi aberta, o pai começou a correr na direção dela, e então Diana começou a correr. Ela sempre correra muito bem, e agora não foi diferente, conseguiu despistar o pai, e agora corria por uma rua deserta. Parou para descansar apoiando-se em uma parede, ofegando. Uma van entrou em alta velocidade na rua, e parou no meio da calçada, em sua frente. Dele desceram homens encapuzados em túnicas pretas, Diana até tentou correr, mas suas pernas pareciam ter virado gelatina.

Notas finais
Quer deixar o coração da autora feliz? Deixe seu comentário dizendo o que achou da Fic :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.