Diamonds
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Diamonds — Capítulo 4
Por: Ice Girl
Chegando à boate, todos entraram na área vip, não estava muito cheia, mas mesmo assim subiram ao camarote. Todos estavam lá, quase todos em casais: Sasuke e Sakura, Hinata e Naruto, Ino e Gaara, Suigetsu e Karin, Shikamaru e Temari, Neji e Tenten, até Guren e Sasori estavam juntos, sobrando apenas Kankuro, Lee e Choji solteiros. Todos pediram suas bebidas. A maioria optou por whiskey, mas outros pediram batidas. Sakura estava cheia de vontade de beber algo forte e saboroso, optou pela mistura brasileira, a caipirinha. Por incrível que pareça a garota conseguiu beber a dose toda, mas estava completamente tonta.
Todos já estavam tontos. As meninas desceram para a pista e os garotos ficaram babando lá de cima.
Sakura Pov’s On
Já estava súper zonza, meus sentidos embaralhados e a musica me fazendo descer até o chão, logo eu já estava no palco requebrando, chamando a atenção, tomando a pista, junto com Ino, Hinata, Tenten, Temari e Karin. Todos estavam dançando junto e nos comendo com os olhos, mas não nos importamos com nada, apenas com a musica alta e inebriante. Desci do palco e fui dançando entre o povo, totalmente suada, meu coque já não existia e meu cabelo esta completamente molhado. Antes de ir passei em casa para trocar a roupa, coloquei um short colado e curto preto e uma blusa bem solta, igualmente preta, com os saltos prata.
Não sinto a costumeira dor no pé de quando danço assim, se quer sinto meus pés, apenas danço e danço totalmente extasiada. Senti o perfume costumeiro, as mão suaves em minha cintura e um puxão para aproximar-me sutil. Abri os olhos e caí na imensidão negra de Sasuke Uchiha. Tudo em volta pareceu parar. Esmeraldas num abismo. Um abismo gostoso onde todos querem se jogar, mas só suas esmeraldas tinham esse direito. É como se o efeito do álcool em seu sangue drenasse quando olhou em seus olhos. Sentia-se totalmente sóbria.
Mas Sasuke tinha esse efeito nela, isso de trazê-la de volta a realidade. Os dois se movimentaram em ritmos uniformes, mas rápidos, colaram seus corpos e dançaram com os olhos em chamas e a pele suada. Sasuke foi com uma camisa social mesmo e estava extremamente gostoso naquilo, suado e com a roupa grudada, delineando seus músculos definidos, seu cabelo molhado e bagunçado dando um ar sexy aquele homem tão sedutor.
Esfregava-me nele, eu podia, e ele gostava. Seus lábios procuraram os meus e encontraram, tomando um beijo quente. Tequila com caipirinha.
—O gosto do limão em sua boca me deixa tão excitado Sakura.
—Seu tom rouco em meus ouvidos dizendo o quão excitado com o sabor de minha boca me deixa tão excitada, Sasuke.
Voltamos a nos beijar com pressa, pressa para sentir um ao outro, saborear. Dançando e nos agarrando no meio de centenas de corpos quentes e suados, bêbados e extasiados. Senti tudo rodar a minha volta, olhei para Sasuke, que estava mais sóbrio que eu, e ele me olhou preocupado. Senti minha cabeça latejar e minhas pernas bambearem, Sasuke me pegou no colo e subiu para a área vip.
Colocou-me sentada no sofá, pegou um balde e descansou-o a minha frente, se ajoelhou bem perto me olhando com graça no olhar.
—Acho que bebeu de mais rosada.
—Não bebo assim desde os 14 anos Sasuke, a época que eu saia com Sasori e Itachi para essa mesma boate, beber até cair e faltar à aula no outro dia, apenas para não ter que encarar você e Karin. Me dava azia.
—Ah, então você me entende. Sai era um idiota nessa época, melhorou bastante, mas para mim ainda é um idiota. – fiz um gesto que significava ”Vire-se”, ele me encarou e eu implorei com o olhar, ele saiu, vomitei tudo no balde, me sentindo bem melhor depois daquilo. Fui até o bar e pedi qualquer coisa que tenha menta. Entornei a bebida pela minha garganta e voltei à mesa, onde Sasuke me encarava novamente.
—Não deveria ter bebido mais.
—Ah, isso é fraco, e o gosto é bom. – ele me puxou, me sentando em seu colo e invadiu minha boca com sua língua, num beijo feroz.
—Realmente é uma delícia. Doce e refrescante.
—Bobo. – olhe para baixo e vi uma rodinha formada na pista, olhei melhor e vi Naruto e Neji brigando com mais dois caras. –Sasuke! Olha lá, é o Naruto...
—E o Neji, que droga. – Descemos correndo, Sasuke foi direto separar os dois e eu fui acalmar Hinata e Tenten, que estavam em prantos, bêbadas e assustadas.
—O que houve Hinata?
—O Na-Naruto-kun... Ele... ele... Foi pegar outra bebida com o Neji-san e eu e Tenten ficamos dançando... Aqueles dois caras mexeram com a gente e... Naruto voltou com Neji e começou a briga.
—Calma Hinata. Você bebeu de mais. Vem comigo, Tenten vem também. – Subi com elas, peguei sacolinhas e as duas vomitaram, dei a bebida com menta para elas e já estavam mais sóbrias.
Em pouco tempo Sasuke subiu irritado com Naruto e Neji, completamente bêbados, mal conseguindo andar. Peguei na orelha dos dois, os levando até o banheiro masculino, joguei cada um em uma cabine e eles abraçaram o vaso, vomitando mais e mais.
Quando acabaram saíram comigo, eu dei a mesma bebida com menta e fiz os dois sentarem no sofá, ficando de frente para mim com as cabeças baixas.
—O que acha que fizeram Naruto e Neji?
—Só defendemos nossas namoradas.
—SEU IMBESSIL, ELES SÓ MEXERAM COM ELAS E ELAS IGNORARAM. NADA PARA UMA BRIGA PATÉTICA, VOCÊS FIZERAM ISSO PORQUE ESTÃO COMPLETAMENTE BÊBADOS. – Gritei, não muito alto para não fazer escândalo. – Agora mesmo já chamei um táxi, Naruto e Hinata vão para a casa da Tia Kushina, e Neji e Tenten, para a casa de Tenten. Se Hiashi sonhar no que aconteceu aqui todos nós estamos fodidos. – concordaram com a cabeça. – Hinata, onde está Ino e Gaara?
—Saky, os Sabakus já foram embora, mas apenas Kankuro foi para casa. Ino e Gaara foram para o motel, Shikamaru e Temari foram para a casa dos Nara... Lee, Choji já foram também, Karin e Sui estão por ai, Sasori e Guren estão na sua casa. – Hinata corou ao dizer que estavam em minha casa.
—Que droga. Sasuke, será que eu posso...
—Não sei por que pede. Claro que você vai dormir comigo Sakura.
—Ótimo, vamos embora. Vou pedir para Taylor buscar meu carro amanhã.
Sasuke olhou para mim em dúvida.
—Sasuke-kun, esta bem para dirigir?
—Sakura, eu tomei meia dose de tequila porque alguém de nós deveria estar sóbrio. Consigo te levar pra minha casa. Mas Itachi não concordaria de qualquer forma, ele, Konan e um motorista que estava de folga estão vindo para nos levar pra casa e levar seu carro.
—Eles pensam em tudo mesmo em. – Neji disse rindo um pouco.
—Prefiro você bêbado à sóbrio, pelo menos assim você sorri. –Karin disse se aproximando de nós com Sui.
—Mas se torna um sem noção. ¬–conclui.
—Haha, vocês são hilárias. – Neji disse sem humor.
—Então vamos embora creche. Quantos táxis chamaremos?
—SS vai de carro, então são: um para NH, outro para TN, e por fim um para KS. – Hinata disse.
—Que porra de letras são essas Hinata? – Naruto perguntou confuso.
—SS é Sasuke e Sakura, NH é Naruto e Hinata, TN é tenten e Neji, e KS sou eu e a Karin. – Suigetsu disse o óbvio.
—Está bem, são três então. – Sasuke disse e se afastou para pedir os táxis. Fui até minha bolsa que estava no sofá e peguei meu celular.
Havia uma ligação perdida de Sasori, ouvi a mensagem no final que pedia para ligar ao detetive John. Procurei na agenda e lá estava seu número, subi para a cobertura da boate onde Sasuke estava e liguei para ele. Sasuke ficou a me observar.
— Sakura, ótimo que ligou.
—Boa madrugada Detetive John. Mas porque eu deveria ligar ao senhor? E com tanta urgência que não se podia deixar para amanhã?
—Sakura, para sua segurança, não tire seu carro de onde ele está.
—Só um minuto detetive. – tirei o telefone do ouvido e olhei para Sasuke. – Quando seu motorista chega?
—Ele já está aqui. Por quê?
—Oh meu kami, vem Sasuke. – Peguei na mão de Sasuke e o puxei para o elevador, fomos ao estacionamento no nível subterrâneo e assim que o elevador se abriu ouvimos um estrondo de explosão. Sasuke ficou pálido, sem reação e ao mesmo tempo bravo.
—Detetive John, o caso é todo seu. – desliguei o telefone.
—Sakura, isso foi seu carro! Alguém quer te matar, você entende a gravidade disso?
—Sasuke, seu motorista...
—Sakura, pelo jeito que demorou a explodir, assim que ele girou a chave foi tudo pelos ares, ou seja, ele morreu no momento que entrou no carro.
—Sasuke, está sendo frio.
—Sakura, ele era um homem amargurado que foi traído há pouco tempo, não tinha filhos, ele já tinha tentado se matar, mas meus pais o acharam e ele virou “motorista”, mesmo nós não precisando de um. Fizemos um favor ao cara. Mas podia ter sido você e Sasori, porra!
—O detetive John é o melhor nesses casos Sasuke, em breve saberemos quem é o terrorista que me quer morta.
—E mataremos o filho da puta.
—Como quiser. Estou exausta Sasuke, vamos dormir?
—Não está mesmo preocupada com isso?
—Não antes de todo o álcool sair de meu organismo e essa vibe boa passar, ai sim poderei ficar preocupada, apreensiva, e louca para matar o filho da puta que explodiu meu carro. Eu gostava daquele carro. Agora vou ter que encomendar outro, e mandar revisarem os carros de Sasori. Viu? Prefiro ficar um pouco tranqüila por enquanto.
—Tudo bem, você precisa dormir.
—Hunf, só de raiva vou pegar um carro rosa pastel dessa vez.
—Você tem 30% das ações da Haruno’s, pode pedir até um carro que brilhe no escuro.
—E você é um magnata apaixonado por carros. Aposto que tem um que brilhe no escuro.
—Sabe o que eu amo mais que carros?
—Hmmm... Bourbon?
—Não, você. – Sasuke me levantou em seus braços, me deixando mais alta que ele e nos beijamos, no lugar particularmente errado e na hora especialmente inconveniente, mas mesmo assim fizemos.
Ele me colocou no chão e eu liguei para Hinata.
—Sakura! Oh meu Kami, graças aos céus! Naruto e eu ouvimos o estrondo e estávamos em pânico. O que foi isso?
—Ta no vivo a voz Hina?
—Agora está.
—Alguém sabotou meu carro. O motorista de sasuke morreu quando ele explodiu. Isso era para ter me matado.
—NANI? TEM UM INFELIZ TENTANDO MATAR A SAKURA-CHAN? EU VOU MATÁ-LO QUANDO EU COLOCAR AS MÃOS NELE! – Naruto gritou exasperado.
—Se acalme Naruto, não sabemos ainda quem é. Ainda não falem com ninguém sobre isso, please. Vamos conversar com todos amanhã no recreio. O ano já esta acabando mesmo, só temos uma semana e é a formatura de vocês... Vamos nos acalmar.
—Tudo bem Sakura-chan, não acha que no clã Hyuuga você estaria mais segura?
—Hinata, Hiashi já me odeia, não vamos piorar isso. E outra, estou segura enquanto o Detetive John estiver prevendo os paços de quem quer que seja. Boa noite aos dois, nos vemos amanhã amores. – desliguei e olhei meu carro, preto, queimado. Apertei o celular em minha mão, poderia ser eu e meu irmão ali dentro! Quando acordei do transe estava no colo de Sasuke, indo para o carro de Itachi. Me mexi em seus braços e ele me apertou mais contra ele.
—Quem quer que tenha feito aquilo Sakura, se certificou de matar você de todas as formas. Meu carro também estava sabotado.
—Eu gosto do meu carro Sasuke. Não pelo valor, mas eu o ganhei junto com a empresa, foi um dos dias felizes com meus pais. Eles voltam para a formatura de Sasori, semana que vem.
—Mikoto e Fugaku voltarão junto, para a minha formatura.
—Consegui conversar com o diretor e ele disse que com minhas notas eu já estou liberada, eu vou me formar com vocês.
—E só me diz isso agora? Vou ter que pensar rápido em um presente de formatura. – disse sarcástico.
—Eu já tenho o que vou dar a você. Gosta de fluorescente Sasuke?
—Não.
—Ótimo, então vai amar o carro que brilha no escuro. – rimos juntos. Entramos no carro. Itachi estava tenso na frente e Konan estava assustada ao seu lado, sasuke balançou a cabeça em reprovação ao irmão, imaginando que ele já tenha comunicado os pais.
—Sakura, está devendo dinheiro aos muçulmanos? –Itachi disse, fazendo piada da situação.
—Hahaha muito engraçado mesmo Itachi.
—Eu sei que sou uma graça.
—E é mesmo, de boca fechada, não concorda Sakura?
—Plenamente Konan. – me encolhi de frio e sasuke me abraçou, fazendo Itachi sorrir maliciosamente.
—Konan, meu amor, acho que vamos ter que dormir na sua casa hoje. –fiquei vermelha de vergonha, Sasuke deu um tapa na cabeça de Itachi e Konan começou a rir baixinho.
—Apenas dirija Itachi. – Sasuke esbravejou, irritado com o dia cheio de novidades desagradáveis. Quando chegamos a casa Uchiha, Sasuke não me deixou ir andando até o quarto de hospedes, me levou no colo até seu quarto.
—Sasuke-kun...
—Não Sakura, você vai dormir comigo. Não sabe o quanto fiquei com medo de perde-la hoje. Mereço dormir e acordar sentindo seu perfume. Tem toalhas no banheiro e tenho um pijama seu aqui. – vi um leve corar nas bochechas de Sasuke.
—Espera, você corou?
—O que?
—Você corou mesmo Sasuke-kun!
—Você viu coisas.
—Mas porque tem um pijama meu aqui?
—Talvez eu tenha aberto a bolsa de sua mãe uma vez e vi que o pijama era seu, então o guardei para sentir seu cheiro. – e novamente um tom rosado surgiu.
—Sasuke-kun cora quando revela que roubou meu pijamaaah! – ele veio até mim, me pegou pela cintura e me girou pelo quarto.
—É constrangedor admitir que roubei seu pijama apenas para sentir seu cheiro. Pareço um garoto de 13 anos. – sussurrou em meu ouvido.
—Eu acho lindo. – sussurrei de volta.
—E por isso te amo.
—Oi? Acho que não ouvi, pode gritar isso?
—EU AMO VOCÊ SAKURA HARUNO UCHIHA! –Sasuke gritou me girando novamente.
—Uchiha é? Sasuke, nós nem namoramos.
—Ah não?
—Não oficialmente.
—Espere um pouco então. – Sasuke foi até seu guarda-roupa e abriu, colocou um terno social que estava bem escondido em meio a tantas jaquetas de couro, blusas xadrez e camisas cinza, pretas e brancas. Voltou, ficou a minha frente, se ajoelhou e disse: –Sakura Haruno, quer ser minha namorada? – e me estendeu uma caixinha preta.
—S-Sasuke-kun... Eu... SIM! – ele colocou o lindo anel de ouro branco com pedrinhas intercaladas rosa e branco com uma cerejeira de diamantes, bem pequena, no centro. Discreto e lindo.
—Pronto, agora nós namoramos oficialmente. – disse se levantando. Pulei nele, enlaçando seu pescoço com meus braços, sua cintura com minhas pernas e tomando seus lábios para mim. Um beijo apaixonado. Paramos pela falta de fôlego. Sasuke foi tomar banho e eu fiquei do lado de fora do Box, sentada em uma cadeira que havia ali. Porque estava ali? Nem eu sei. Estava olhando apaixonadamente o anel em meu dedo, se eu duvidava de que ele me ama, minhas dúvidas de foram hoje. Depois de um tempo em silêncio resolvi puxar assunto.
—Hey Sasuke-kun, onde vai ser a festa de formatura?
—Assim que acabar a cerimônia chata nós vamos aquele bar que gostamos, nos limites de Konohagakure.
—Awwwwwnnssss amo aquele lugar, tem karaokê.
—Eu sei Sakura, fui eu quem ficou responsável por decidir o lugar. Claro que eu preferiria alugar uma boate inteira para a festa, mas você não iria ficar nem ate a metade, como fez da ultima vez que aluguei uma boate para festa. Você saiu falando no celular. – Sasuke pegou a toalha, se secou, e, sem abrir o Box, lhe entreguei a bermuda de seu pijama.
—Sai precisava de mim no estúdio dele, foi o dia em que ele incendiou a cozinha. – corei por estar conversando com Sasuke sobre Sai.
—Por isso não gosto dele. Sasori gostou mesmo da Guren? –Sasuke saiu do Box vestido, pegou minha mão e nos sentamos em sua cama.
—Ao que me lembro ele sempre gostou da Ren. Ah, falando no meu irmão, Sasori vai unificar a Haruno’s com a Akatsuki, tirando o nome da família dos negócios e transformando a Akatsuki em uma empresa automobilística. E não é só ele quem vai assumir. Sasori, Konan, Pain, Itachi, Kisame, Deidara, Obito, Kakuzo e Hidan ficarão com a administração da empresa, sendo Sasori e Itachi os donos.
—Espera... Então a Uchiha...?
—Surpresa. – Itachi disse aparecendo na porta.
—Ita ia dizer amanhã, mas não agüentaria.
—Saky, por favor, venha ao meu escritório quando puder.
—Claro Ita-kun. – Itachi saiu do quarto. Ele parecia mais feliz. Sasuke me encarava feio. –O que foi Sasuke-kun?
—“Ita” e “Ita-kun”?
—Ué, chamo-o assim desde os seis anos.
—Mas tinha parado quando fez 15, ano passado.
—É, mas graças a ele e Konan sei que Sasori estará bem caso eu tenha que viajar.
—Sakura, sabe que Sasori é mais velho que você não sabe?
—Sim Sasuke, eu sei. Mais velho e mais imprudente.
—Okay, então você deve mesmo cuidar dele.
—Sabe, estava pensando aqui e Sasori está saindo com sua prima, Itachi e Konan precisam de um tempo para eles... E se fossem os dois casais para a casa de campo dos Uchihas? A casa tem quartos afastados, é espaçosa e a vista é linda! Se bem me lembro tem até uma cachoeira lá, o lugar é perfeito.
—”Os dois casais”? Então não está pensando em ir?
—Sasuke, se formos para lá tenho medo que a pessoa que me quer morta vá também, e estrague o nosso lazer. Nós vamos depois que pegarmos o cara.
—Tem alguma idéia de quem seja?
—Perderam o Kimimaru Sasuke. Não sabem onde ele está. Provavelmente mudou o nome e está disfarçado.
—Que droga, então ele está nos observando de perto e nem temos idéia de quem seja.
—Exatamente, pode ser qualquer um.
—Por isso Itachi a chamou em seu escritório. –Sasuke se levantou e colocou uma camisa.
—Não Sasuke... Nossos pais estão vindo para casa, já estão no avião... É provável que o terrorista saiba, e como atingir a ira de Sakura Haruno se não mexendo com a família e amigos? Se prepare para o pior Sasuke.
—Há possibilidades do avião... Explodir?
—A probabilidade é imensa... Nossos pais assinaram o suicídio, eles sabiam do risco, mas entraram no maldito avião mesmo assim... Você tem que falar com Itachi, Sasuke.
—Vem comigo. – ele me olhou com os olhos brilhando, mas um brilho de desespero, de raiva, de dor. Ele não sabe, mas estou lutando para ser forte, por nós dois, porque o avião de nossos pais saiu de lá às 21... E explodiu às 23. Itachi também estava sendo forte por todos nós, decidimos contar a Sasuke apenas agora, para que ele não fizesse nenhuma loucura, como sair de carro há essa hora, totalmente instável. Por isso, e pelo fato de minha casa ter virado motel, eu estou aqui, para confortar Sasuke. Descemos à escada e entramos no escritório de Itachi. Ele estava sentado na poltrona, com Konan no seu colo. Olhos vermelhos, aparência cansada, e um copo de whiskey cheio à sua frente. Caminhei até o canto do cômodo, peguei dois copos, enchi-os até a metade e entreguei um para Sasuke. Tomei o meu de uma vez e peguei mais. Sasuke já havia percebido o que se passava no momento que olhou para seu irmão.
—Sakura, tranque a porta, por favor. – Itachi pediu para mim, com a voz meio embargada.
—Sasuke, sei que isso vai ser um choque, mas nenhum dos dois aqui vão conseguir falar, então sobrou para mim. –Konan começou, enquanto eu trancava a porta, peguei a mão de Sasuke e encaminhei às poltronas de frente à Itachi, onde nos sentamos.
Abaixei o olhar para meu copo e minhas lágrimas começaram a pingar, eu seguro os soluços, fico chorando baixo, completamente desolada, mas Sasuke não percebe, pois está em choque. Konan olha para o relógio na parede ao lado antes de começar a falar.
—Ontem, às 21hrs, seus pais e os de Sakura saíram da França, a caminho de Konoha, completamente cientes do que se passava aqui, já que receberam uma carta ameaçando Sakura, Sasori, você e seu irmão, Sasuke. – arregalei os olhos, disso eu não sabia, Sasuke me olhou e percebeu meu espanto. – O assassino dos seus pais é Kimimaru, que busca sua vingança por terem matado Tayuya, o amor de sua vida. Mas ele não perderia a chance de tortura-los, fazer vocês sentirem a dor da perda, para então matar vocês. O alvo principal de Kimimaru é Sakura e você, Sasuke.
Sasuke tremia, seus olhos estavam derramando lágrimas e ele se quer percebia, ou se importava. Estava em caos. Apertei sua mão e ele pareceu voltar a terra. Olhou-me com o olhar de uma criança que perdeu seu balão, ou que deixou o sorvete cair. Meu coração falhou uma batida, sentia meu chão desabar e as cascatas grossas de lágrimas que eu derramava se intensificaram. Eu não agüentaria imensa dor. Levantei-me bruscamente, tomei todo conteúdo do copo e limpei as lágrimas com o braço. Todos me olharam assustados, caminhei até a porta e ouvi Konan perguntar:
—Sakura, aonde vai?
—Preciso de um banho, vou colocar um desgraçado a sete palmos em baixo da terra essa semana. – disse ríspida e fria. Destranquei a porta e subi as escadas. Quando entrei no quarto de Sasuke e fechei a porta, não me dei o trabalho de trancá-la, ele não viria aqui até terminar de tomar a garrafa de Whiskey e lembrar-se que não está sozinho hoje, então me atirei aos pés da cama, ajoelhada no chão, debruçada na cama, e chorei, solucei, gritei e me senti sozinha, desolada. Ouvi meu celular tocar, fui me engatinhando até onde havia despejado a bolsa e vi quem era: Sasori. Atendi.
—Sakura, você já sabe. ¬¬–Ele disse ao me ouvir soluçar. – Você está na casa de Sasuke?
—Aham. – foi à única coisa que saiu de minha boca.
—Estou indo para ai. – e desligou, coloquei o celular no bolso. A voz dele estava séria, porem embargada também.
Ele chorou, mas foi pouco, enquanto chorava com certeza se lembrou de mim e se preocupou. Se essa casa não fosse uma prisão, ou se Konan não estivesse aqui, eu estaria agora no alto de uma montanha qualquer de Konoha, gritando, chorando e bebendo muito. Provavelmente não voltaria de lá, não com vida. Bêbados sozinhos em montanhas não voltam para contar suas mágoas.
Levantei-me, peguei uma embalagem de lenços de papel na minha bolsa e desci as escadas rumo à porta.
Assim que cheguei à porta a campainha soou e eu abri a porta, sendo abraçada por Sasori. Naquele momento senti meu mundo desabar. Kisashi e Mebuki Haruno, as pessoas que mais me amavam e que eu mais amava também, tínhamos nossos problemas, mas são meus pais, eram meus portos-seguros. Eles não me deixavam dirigir depois de algumas doses, não me deixavam jamais parar de estudar. Desmoronei nos braços de Sasori, que me apertou mais.
—Vai passar Sakura, respira, o Nii-san está aqui com você, e sempre estarei minha cerejeira... Não chores, eles estão em um lugar bem melhor que esse, estão finalmente na paz que merecem, na paz que buscavam. Eram boas pessoas, Kami-sama cuida de boas pessoas Nee-chan. – o apertei, soltei um pouco e o encarei.
—Um dia os veremos de novo?
—Claro que vamos Saky, e eles vão estar sempre com a gente, nos defendendo e instruindo. Somos os bebes deles. Eternos bebes Haruno. Se acalme Sakura, recomponha-se, tudo vai ficar bem.
—Não sei o que seria sem você, Nii-san. – sussurrei em seu ouvido, sem muitas forças para falar.
—Seria uma menina chorona. – ele respondeu brincalhão. Só então percebi que Ren estava atrás dele, encostada na porta, com lagrimas nos olhos e um sorriso fraco. Soltei meu irmão, que foi ao escritório de Itachi e abracei Guren, que desmontou em meus baços, afinal, tia Mikoto e tio Fugaku eram pessoas boas, na verdade o tio Fugaku era bem fechado e frio, mas a tia Mebuki era uma pessoa doce, carinhosa, uma ótima pessoa. Sentamos-nos no sofá e a empregada nos trouxe água com açúcar, para acalmar os corações.
Pensei em ir ao escritório, ver como estava Sasuke e em o que estavam pensando, mas não agüentaria conversar sobre meus pais agora, não antes de ir à ponte preferida da mamãe, e o rio preferido do papai, jogar flores a eles para que saibam que eu os amarei sempre, e que estarão sempre comigo, sempre sendo minha bússola. Fiquei esperando Sasori voltar à sala. Guren subiu para o quarto onde estava hospedada, precisava dormir e esfriar a cabeça depois de tantas emoções.
Vi Sasuke subir, mas ele se quer olhou em minha direção, apenas seguiu seu caminho para o quarto. Talvez amanhã lembre que a namorada também perdeu os pais hoje. Meus olhos voltaram a se encher de água, mas não me permiti chorar mais. Fiquei rodando o anel de namoro em meu dedo até Sasori voltar, eu iria contar aos meus pais amanhã no café, mas não haverá mais cafés com eles.
Sasori ficou ao meu lado e quando ele iria me guiar à saída, eu o parei e disse:
—Vou pegar umas coisas no jardim da tia Mikoto... Me ajuda?
—Claro. – ele foi comigo até o local escondidinho do quintal, fiz um buquê de tulipas e outro de rosas brancas, as flores preferidas de papai e mamãe, respectivamente. Deixei uma lagrima cair ao lembrar de minhas aulas de cultivo e colheita de flores com tia Mikoto. Sasori me pegou no colo e girou comigo pelo quintal, como fazíamos há alguns anos atrás. Voltamos à sala e Konan estava lá, com os olhos vermelhos como os de Itachi, mas a aparência mais tranqüila, sem grandes conflitos internos ou coisas do tipo. Me despedi dos dois e entrei no carro de Sasori, com os dois buquês em mãos, e meu coração dolorido. Sasori entrou logo em seguida e perguntou:
—Primeiro a ponte ou a margem do rio?
—A margem do rio primeiro. Mamãe será mais difícil para mim.
—Tudo bem. – fomos o trajeto inteiro em silêncio, éramos como dois mudos em um carro. Quando chegamos ele me olhou e eu já estava com o rosto encharcado. –Quer mesmo fazer isso?
—Eles merecem uma despedida digna, Nii-san. Então sim, quero fazer isso. –disse determinada. Saí do carro e me ajoelhei à margem do rio. –Papai, sempre foi uma pessoa de bem, sempre visando o próximo, sempre buscando ajudar a todos. Doava todo mês uma quantia grande a orfanatos e asilos, apenas pela satisfação de ajudar. Me ensinou que caridade não é perda de tempo, é uma ajuda que sempre podemos dar. Ele tirou os mendigos das ruas, os viciados e os traficantes ele ofereceu tratamento gratuito. Sempre cuidando de todos, e de mim e Sasori nunca foi diferente, era e sempre foi um bom pai. Acalmava-nos depois de uma discussão com a mamãe e incentivávamos a seguir nossos sonhos, independente das dificuldades do caminho. Nós te amamos papai. –terminei, já segurando os soluços. Joguei duas flores de seu buquê e olhei para Sasori, que vinha com duas velas aromatizantes, uma foto do papai e uma caixinha de fósforo. –Mas como...?
—Peguei em casa, antes de ir te buscar. – ele se ajoelhou ao meu lado, colocou as coisas no chão, acendeu as velas, me abraçou e disse: – Ao melhor pai, aquele que me deu, junto com a mamãe, uma razão para lutar todos os dias, uma amiga para todas as horas, aqueles que me deram minha irmã. Obrigado papai, por não me deixar desanimar jamais, sempre me colocando para cima, me animando. Te amamos papai. Descanse em paz.
Nos levantamos e olhamos à foto. Papai estava sorridente, como sempre foi. Feliz com a vida. Um exemplo de dedicação e empenho.
Seu sorriso intacto, nunca desaparecia, mostrando a quem queria ver sua felicidade, um homem de muita fé. Entramos no carro, tínhamos olhos tristes, mas sorriamos. Seguimos para a ponte, em meu peito uma dor imensa se fazia presente, juntamente com um nó na garganta. Sasori parou no estacionamento da ponte.
Aquela era a lembrança mais doce e agora mais dolorosa. A ponte era apenas de pedestres, no estilo Japão antigo, que ligava a parte mais populosa e tecnológica de Tóquio ao interior da cidade, um lugar calmo, repleto de vegetação e principalmente Sakuras. Mamãe amava aquele lugar, foi onde crescera. Sasori arrumou o pequeno altar com a foto dela e as velas. Entregou-me as flores e pegou minha mão.
Eu sabia o quanto Sasori era apegado à mamãe, por isso fiz menção para ele começar.
—Poxa Saky, deixa o mais difícil para mim... – disse ele, dando uma risada nervosa, mas eu sabia que ele estava lutando para não desabar.
—Tenha seu momento Nii-san, você precisa.
—É mamãe, no final foi você quem me deixou a parte mais difícil não é mesmo? Ensinou-me tudo que sei, mas não me ensinou o que mais preciso agora: viver sem você. Teus sermões, teus conselhos, todas as vezes que brigava com Sakura e vinha até eu pedir ajuda. Sentirei falta de tudo, mas prometo a ti que darei meu melhor aqui, serei o que quero, realizarei meus sonhos e concretizarei seu pedido de nunca deixar Sakura, nossa pequena teimosa, fazer nenhuma loucura. Obrigada mamãe. – ele disse chorando bastante.
—Bom mamãe, um dia eu disse que não me importaria em perdê-la, mas juro, diante a ti, aqui e agora, que não tinha noção do eu dizia, só queria magoá-la, para que mudasse de idéia e me deixasse fazer o que bem entendesse, e você me emancipou... Mas logo me arrependi, como você sempre disse que faria. Desculpa-me por todas as brigas em que te fiz chorar, todas as noites em que sumi e só apareci no dia seguinte, deixando você preocupada, por minhas rebeldias ridículas e tudo que fiz de errado. Você sempre disse que um dia eu perceberia todos meus erros, mas esperava que fosse de um jeito melhor, – caí de joelhos, chorando, tremendo e abraçando a mim mesma, Sasori tinha me dado espaço, sabia o quão difícil era – mas eu fui turrona o tempo todo, e percebi tudo tarde de mais. Perdoe-me. Te amo. – terminei soluçando sem perceber. Olhei para aquele sorriso tão branco e tão livre, feliz, espontâneo.
Sequei meu rosto, levantei, dei uma ultima olhada no altar e me despedi silenciosamente. Entrei no carro e Sasori entrou logo depois.
Ele estava na rodovia principal, o silencio entre nós estava incomodo até ele quebra-lo.
—Você está bem?
—Dentro do possível. E você?
—Sobreviveremos.
—Sasori, não quero ir pra casa.
—Não conseguiríamos mesmo se quiséssemos Saky. Vamos para um hotel hoje e amanhã vemos o que vamos fazer.
—Tudo bem. Vou deixar uma mensagem para o Sasuke, embora eu saiba que ele não vai ver.
—Está sendo difícil para ele também.
—Eu entendo isso. Estou cansada de mais para pensar em qualquer coisa.
—Chegamos ao hotel. – olhei pelo vidro e vi um prédio alto, com vidraças em azul marinho. Discreto e moderno, aquele era o hotel dos Rocks, uma vez Lee me ofereceu uma estadia de duas semanas, se eu gostasse compraria metade das ações, mas meus empresários não aprovaram a compra. Uma pena. Lembro-me de meu pai dizendo que um dia a empresa seria minha e do Sasori, poderíamos comprar ações de outras empresas sem se importar com empresários ou negociantes. Foi ai que me interessei com a empresa. Lágrimas vieram à tona. – Sakura, esse lugar te trás lembranças? Quer que escolha outro hotel?
—Não Sasori, não é o lugar que me trás lembranças, mas minha mente me pregando peças. – Sasori assentiu e estacionou o carro em vaga coberta e perto da entrada, no estacionamento. Incrível como a família de Lee gostava de esbanjar luxo: o estacionamento era limpo ao extremo, com as paredes e pilastras em quartzo, com flores detalhadas em verde, no meio havia uma pequena fonte com as iniciais do nome do hotel, luzes coloridas davam vida à água cristalina que caía. – Uau. – foi tudo que consegui pronunciar.
—Achei exagero. Vamos entrar. – fomos à porta automática, aquelas de shoppings, e a recepção era ainda mais glamurosa, ou exagerada de mais. O lugar era todo branco, exceto pelas cortinas verde escuro, que deixava o ambiente intimo, como cabanas.
—Boa noite, queremos dois quartos.
—Nome da senhorita?
—Sakura e Sasori Haruno.
—Aqui está senhor – e entregou as chaves à Sasori, que me deu um beijo na testa e foi para seu quarto. – Senhorita Haruno, temos um quarto especial. Queira me acompanhar, por gentileza – concordei, mesmo achando estranho, mas segui. Fiquei apreensiva. E se fosse mais uma armadinha para mim? E se Kimimaru estivesse me esperando? Senti a sola do pé gelar. Chegamos a um quarto com a porta rosa pastel. – Seu quarto senhorita. Tenha uma boa noite. – ela me entregou a chave e saiu. Estremeci com a duvida, mas por impulso abri a porta... E me assustei.
O quarto era todo rosa, com detalhes em branco e azul marinho.
Havia uma cama de casal daquelas do império francês, o carpete macio, um sofá branco perto da vidraça coberta por cortinas elegantes, penteadeira de princesa da Disney, e ainda por cima era uma suíte com hidromassagem.
—Uau. –peguei um envelope, abri e vi que o quarto foi um presente de Lee para mim.
Fui até a cama de casal e me joguei nela, era macia e muito confortável. Minha mente vagou para Sasuke, ele iria adorar aquela cama... Pensamentos eróticos vieram à tona e eu corei, tristemente por saber da dor imensa que ele deve estar sentindo. Peguei meu celular, liguei-o e vi algumas mensagens de conforto de minhas amigas, respondi a elas, quando uma resposta de Sasuke me chocou. Ele pedia para eu passar o endereço de onde estava, disse e ele me ligou.
—Sakura? – a voz rouca e embargada me atingiu como uma bala.
—Boa Noite Sasuke-kun.
—Já é de manhã Sakura. Em que quarto está?
—No quarto VIP. – e ele desligou. Fiquei irritada. Joguei o celular em qualquer lugar e percebi que nem as roupas que eu tinha usado da balada eu havia tirado, não tive tempo. Arranquei o short, abandonei o salto em um canto e me deitei apenas com a camisa e calcinha. Foi então que bateram na porta. Merda. Olhei pelo “olho mágico” e vi meu moreno com olhos tristes, mas brilhantes. Mal abri a porta e ele já me agarrou, explorando cada milímetro de minha boca com sua língua ágil. Fechei a porta atrás dele e consegui trancá-la.
Senti a parede em minhas costas, Sasuke me levantou, laçando sua cintura com minhas pernas. O Beijo foi se tornando mais quente, mais agressivo. Sasuke explorava meu corpo com suas mãos, eu puxava seus cabelos. Paramos um pouco.
—Sasuke, por quê? – perguntei ofegante, o que fez nascer um sorriso de canto malicioso no moreno.
—Porque preciso de você. Aqui, agora, comigo. Você me acalma Sakura. – respondeu ao pé de meu ouvido, com a voz rouca. Aquilo me fez estremecer, e ele sorriu ainda mais.
—Sabe... A cama ali é bem macia. – respondi no mesmo tom que ele.
—Isso foi um convite?
—Com certeza. – recomeçamos o beijo, e sem desenlaçar minhas pernas de seu entorno, ele me conduziu até a cama, depositando-me nela com cuidado e sem parar o beijo. Minhas mãos brincavam e desabotoavam os botões de sua camisa, lentamente.
—Está me torturando Sakura. – cochichou roucamente. Terminei de abrir sua camisa e ele a jogou em qualquer lugar, tirou os sapatos, as meias, eu me livrei de minha camisa. Sasuke olhou para o cós da calça e depois para mim, mordisquei meus lábios. – Quer fazer as honras?
—Com prazer. – invertemos as posições, Sasuke se deitou e eu estava por cima dele. Comecei um beijo calmo e sensual, rebolando em sua cintura, arranhei seu peitoral, ele gemeu baixo por entre meus lábios. Meus dedos foram em direção à sua calça, arranhando seu abdome definido no caminho. Sua ereção visível me animou.
Acordei no emaranhado de lençóis e edredons, sorri ao lembrar-me de cenas da noite anterior... Sasuke sempre me surpreende. Olhei para o lado e lá estava meu deus grego dormindo, sereno. Parecia alguém livre de problemas, e eu gostaria tanto que assim fosse, mas infelizmente sua expressão só aparentava paz enquanto dormia. Maldita seja Tayuya.
Levantei-me, interfonei à portaria e pedi o café da manhã. Fui ao banheiro fazer minha higiene matinal. Quando ia fechar a porta, um pé impediu que essa se fechasse.
—Já acordado Sasuke-kun?
—Só levantei para tomar um banho com minha rosada. – cochichou em meu ouvido após abraçar-me por trás.
—Vejo que acordou bem.
—Eu disse que só precisava de você. – respondeu Sasuke, que estava nu, resultado de nossa madrugada. Foi até o chuveiro, ligou-o e entrou de baixo da água. –Sei que sou irresistível, mas vai ficar só me secando Sakura?
—Há há há. – ri irônica, tirei a blusa que vestia que, aliás, era de Sasuke, e entrei no banho com ele. A água estava maravilhosamente quente, ele abraçou minha cintura e me beijou lentamente, carinhosamente.
Terminamos o banho, colocamos as roupas que usamos na noite anterior. Peguei meu celular e havia uma mensagem de Sasori, que dizia: ”Me ligue quando acordar.”.
—Alô?
—Oiie Nii.
—Sakura, só pra avisar que eu estou na empresa. Eu iria trazer você, mas vi o carro de Sasuke. Considere-se de folga.
—Okay, obrigada Nii-san. Até mais tarde.
No mesmo momento o serviço de quarto chegou, arrumou a cama e depositou sobre essa uma bandeja grande, contendo o café da manhã. Foram embora ao terminar.
—Era Sasori no telefone?
—Sim, ele me deu folga. Espero que meu namorado se dê uma folga para ficar com a namorada, no caso eu. – Sasuke sorriu me pegou no colo e girou-me pelo quarto, como costuma fazer.
—Itachi me deu folga também, ele e Sasori resolverão tudo por uma semana.
—Uma semana? Mas eu não posso me ausentar tanto.
—Sakura, confie em seu irmão ao menos um pouco.
—Eu confio em Sasori meu irmão, mas não confio em Sasori empresário, não ainda. –Sasuke deu de ombros.
—Que seja, então confie em itachi. De qualquer forma, viajará comigo por uma semana.
—Viajar? Para onde? – uma onda de pânico tomou conta de mim. Não posso entrar em um avião por um tempo. Sasuke me apertou mais contra si, compartilhando de minha angustia.
—Para um chalé, não muito longe daqui. Não se preocupe, iremos de carro.
—Okay. Você já esta com as suas malas no carro não é?
—Sim, e as suas também.
—Controlador. –respondi rindo e empurrei ele de leve. Tomamos café, conversamos, nos beijamos. Quando deu 15:30 fomos embora do hotel. Entramos no carro, Sasuke foi dirigindo. No banco de trás estava meu notbook, como sempre Sasuke sabia o que eu iria querer.
Comecei a trocar emails com Sasori.
De: Sakura_Haruno@yahoo.com.br
Para: Sasori_haruno@Yahoo.com.br
Assunto: Precisa de ajuda?
Nii-san, está tudo bem ai? Precisa de ajuda em alguma coisa? Uma opinião feminina, talvez?
Sakura Haruno
CEO da Haruno’s
De: Sasori_Haruno@Yahoo.com.br
Para: Sakura_Haruno@Yahoo.com.br
Assunto: Precisa de ajuda?
Nee-chan, na verdade preciso sim de uma opinião... Apareceu um comprador para nossa casa e a dos Uchihas. Itachi vai vender, com a condição que esta seja demolida, Sasuke já autorizou e assinou a compra. Eu preciso de sua autorização também. Venderemos ou não?
Sasori Haruno’s
CEO secundário da Haruno’s
De: Sakura_Haruno@Yahoo.com.br
Para: Sasori_Haruno@Yahoo.com.br
Assunto: Precisa de ajuda?
Me mande os documentos, assinarei. Receberá até o final do dia. Aliás, com o dinheiro da venda da casa, compre uma cobertura para você. E pelo amor de Deus chame Guren para encontros durante toda essa semana, quem sabe ela morará com você nessa cobertura.
Sakura Haruno
CEO da Haruno’s
De: Sasori_Haruno@Yahoo.com.br
Para: Sakura_Haruno@Yahoo.com.br
Assunto: Precisa de ajuda?
Tudo bem. Mas e você? Vai morar com Sasuke em uma outra cobertura?
Sasori Haruno’s
CEO secundário da Haruno’s
De: Sakura_Haruno@Yahoo.com.br
Para: Sasori_Haruno@Yahoo.com.br
Assunto: Precisa de ajuda?
Não sei, mas é bem provável. Bom, vou desligar o computador e curtir a viajem com meu namorado, me ligue se precisar de algo. Te amo ♥
Sakura Haruno
CEO da Haruno’s
Desliguei o computador, joguei ele no banco de trás, liguei o som e fui conversando durante duas horas de viajem com Sasuke.
Fale com o autor