Notas iniciais
Oi!

21st Century Breakdown — Green Day

AYATO

Born into nixon I was raised in hell

A welfare child where the teamsters dwelled

The last one born, the first one to run

My town was blind from refinery sun

My generation is zero

I never made it as a working class hero

21st century breakdown

I once was a lost but never was found

I think I am losing what's left of my mind

To the 20th century deadline

–x-x-x-

– Aqui é o seu quarto então... Vá tomar um banho! — Ele falou, com ar cansado.

– Como se faz isso? — Ela perguntou, com expressão curiosa e inocente.

– Como, você não sabe tomar banho?! — Ele gritou.

Ayato se sentia estranhamente incomodado com aquela situação, primeiro encontrar uma pessoa que queria "morar em uma fonte", e depois ter que ensina-la a tomar banho.

"Pareço mais uma babá, do que um possível futuro noivo!"

Corou com seu próprio pensamento, depois fez uma careta, ele nunca poderia se casar com uma garota assim, ela o iria enlouquecer.

– Bem, você vai acabar aprendendo, eu vou resolver minhas coisas, se encontrar um cara de chapéu e cabelos ruivos, não chegue perto dele. — Ele não soube ao certo o porquê de ter lhe dito isso, a idéia de ter Raito perto daquela menina inocente e desordenada, não lhe parecia boa.

– Entendi! — Ela chegou mais perto dele, Ayato não recuou, a loira ficou na pontinha dos pés e beijou-lhe na bochecha, sorrindo e logo fechando a porto do quarto.

Ele ficou estático por alguns segundos, apenas olhando para a porta.

– Essa garota... — Serrou os punhos e bufou, virando-se e caminhando em direção a sala de estar.

Uma menina de cabelos brancos e roupas "estilosas" estava sentada no sofá, lendo um livro que ele jurava ser o preferido de seu irmão.

– Yo, Sou Ayato Sakamaki, por acaso, este livro não pertence a Reiji? — Ele perguntou, em um tom de voz normal e até mesmo simpático.

– Eh? Ah, Yo, eu sou Aiko Shinohara, nova moradora, e sim, este livro é de Reiji-kun, ele me emprestou. — Ela falou calma e sorridente, tirando os olhos da leitura.

"Reiji... Kun? Emprestou?" Isso definitivamente não parecia ser coisa do Reiji.

– Ah, souka! — Ele assentiu, perguntaria a Reiji sobre isso mais tarde.

– A propósito, ele gostaria de falar com você, está te esperando na cozinha.

– Eh? Tudo bem. — Se despediu com um aceno, e foi à cozinha. Reiji estava sentado. — O que quer comigo, e desde quando você empresta livros? — Falou direto e provocativo.

– Isso não é da sua conta, e tenho um comunicado a fazer.

– Fale logo então.

– Karl dispensou todos os funcionários da casa, exceto as faxineiras, disse que enquanto "elas" estiverem aqui, não teremos empregados, estamos sem cozinheiros, quero que você faça a janta de hoje.

– Eh? Que problemático... — Ele disse fazendo careta e colocando os braços atrás da cabeça. — Souka, não tenho escolha mesmo.

– Não. — Disse Reiji, e olhou para o relógio. — Espere que fique pronto na hora.

– Sei, sei. — Ayato fez um gesto com a mão para que ele fosse logo embora.

Reiji virou-se e saiu, ele olhou para as panelas e os ingredientes, com um olhar vazio.

– Ah, cozinhar para humanos... Isso vai ser cansativo.

–x-x-x-

I was made of poison and blood

Condemnation is what I understood

Videogames to the tower's fall

Homeland security could kill us all

My generation is zero

I never made it as a working class hero

21st century breakdown

I once was lost but never was found

I think I am losing what's left of my mind

To the 20th century deadline

We're the cries of the class of 13

Born in the era of humility

We're the desperate in the decline

Raised by the bastards of 1969

–x-x-x-

Ele pegou os legumes e a faca, preparando-se para começar a fazer a refeição das "garotinhas mimadas".

– Ayato. — A voz doce de Haruka soou atrás dele, perguntou-se como não sentiu ela chegando.

– Hum, Yo. — Ele disse se virando, ela estava... Particularmente bonita.

(HT — 1.1)

– Eu descobri como tomar banho! — Ela sorriu levemente rosada. Ayato revirou os olhos e bateu a mão na testa.

"Really, bitch?"

Ele riu um pouco, baixinho, colocou a mão sobre a cabeça dela e afagou-lhe os cabelos, Haruka ficou curiosa com o gesto.

Ela olhou para o balcão, vários ingredientes dispostos, e a faca com a taboa ao lado.

– O que você está fazendo? — Ela perguntou sempre curiosa.

– Estou fazendo o jantar, estamos sem cozinheiros. — Ele amaldiçoou-a sem querer, aquilo de certo modo era culpa dela. Haruka ficou parada por dois minutos exatos, olhando para o balcão com sua frequente expressão de "nada".

– Eu quero cozinhar! — Declarou.

– Eh?! O que? Por que?

– Parece divertido, me ensine.

– Eu?! — Ele sabia de alguma forma, que aquilo não poderia ser uma coisa boa.

– Sim.

– N-não, melhor não! — Ele se virou, e começou a cortar os legumes, ignorando-a.

Haruka passou as mãos pelo pescoço de Ayato, abraçando-o por trás.

– Onegai, Ayato. — Falou, Ayato sentiu-se corar, e soltou-se dela.

– Tu-tudo bem, tudo bem, mas preste atenção então!

– Hai! — Ela sorriu.

Definitivamente, aquela menininha inútil e sem o menor senso e noção das coisas, sabia como dobra-lo, ele se irritava com isso.

Passaram torno de meia hora preparando os ingredientes, Ayato ensinou como cortar e misturar tudo, Haruka cortava uma cenoura.

– Ittai! — Ela gritou, fazendo um corte pequeno no dedo indicador. Ayato engoliu em seco ao ver o sangue.

– Viu só, você se machucou!

– Desculpe.

– Tudo bem, vamos, vou fazer um curativo. — Eles iriam sair da cozinha, mas uma menina de cabelos castanhos entrou na frente.

– Oh, Prazer, eu sou Mikan Ayase. Vocês estão fazendo o jantar?

– Sim. — Ayato disse, com um pouco de pressa.

– Posso ajudar em alguma coisa? — Ela pediu, simpática.

– Coloque alguns daqueles legumes e temperos na panela. — Apontou para os legumes cortados no balcão. — Com licença. — Passou puxando Haruka.

– Só espero que ela não faça bagunça. — Disse. Passando por Shuu no corredor, que levantou as sobrancelhas para seu comentário.

Ele entrou na despensa, pegando um curativo e colocando no dedo de Haruka.

– Arigatou.

– Tudo bem.

Eles voltaram, Haruka tentou cortar os legumes novamente.

– Não é assim. — Ayato passou por trás dela, segurando suas mãos, ensinado-a fazendo movimentos com a faca, estava praticamente abraçado nela. — E-entendeu.

– Hu... Sim. — Ela se virou, ficando ainda bem próxima dele, quase juntando suas respirações. — Ayato? — Chamou.

– O-o que foi? — Perguntou sem se afastar.

– Você está sujo.

– E-eh?! — Ele se confundiu.

– Aqui. — Ela não apontou, apenas passou a língua no canto dos lábios dele. — Pronto.

– B-baka! — Ele avermelhou dos pés a cabeça, e depois se afastou.

– Hihi. — Ela riu com a mão na boca, divertida.

"Essa garota..."

Eles terminaram a janta, logo, todos estavam reunidos na mesa, os sete Sakamakis, e suas sete futuras noivas.

– A comida está ótima, Ayato-kun, Haruka-chan! — Aiko elogiou. Ela olhou para Reiji ao seu lado, ele estava sujo na bochecha. Ela pegou um lenço da mesa, e o limpou.

– Hum? — Ele estranhou.

Do outro lado, Shuu olhou para Mikan.

– Viu, por que você não pode fazer isso normalmente? Baka.

– Gomenasai. — Falou baixando a cabeça.

Ele voltou-se para o prato, de dentro da lasanha, puxou alguns fios, enchendo-se de raiva ao notar seus fones enterrados na comida.

– Foi você, não é Mikan? — Falou calmo, com uma aura negra sobre si.

– Gomeeeeeen!! — Ela falou chorosa.

– Baka!

Naoki tentou, sentar-se a mesa, mas em seu lugar, Teddy estava sentado.

– Você pode sentar ali. — Kanato apontou para o chão, onde havia uma tigela de ração. Naoki suspirou.

– Subaru. — Kotori chamou-o, com uma colher de comida na mão. — Aah. — Ela abriu a boca, ordenando-a a abrir a sua para ganhar comida.

– O que você está fazendo?

– Te alimentando. Vamos diga Aah! — Ele bufou, mas pegou a comida para evitar confusão.

– Isso mesmo, diga Aah, Bitch-chan! — Raito disse sorridente, recebendo um tapa em seguida.

– Ayato. — Haruka puxou sua blusa, ele olhou para ela, que permanecia parada. — Aah. — Ela abriu a boca, esperando a comida, Ayato corou.

– O-o que? Não, como com as próprias mãos. — Ele disse sem jeito.

– Mas eu quero que você me dê comida. — Ela indagou, fazendo um biquinho inocente.

– Argh. — Ele pegou uma colher e aproximou devagar de sua boca.

– Arigatou. — Falou de boca cheia, abraçando-o.

– Tsc.

"Essa garota..."

–x-x-x-

My name is no one

The long lost son

Born on the 4th of july

Raised in an era of heroes and cons

That left me for dead or alive

I am a nation

A worker of pride

My debt to the status quo

The scars on my hands

and the means to an end

is all that I have to show

–x-x-x-

Ele já estava em seu quarto, olhando para a janela aberta, deitado na cama, com a camisa desabotoada.

– Essa garota... Por que ela insiste em ficar à minha volta? — Perguntou para si mesmo em voz alta.

Haruka o intrigava, ela era estranha, sem noção de nada, mas sempre que estava com ela, parecia que poderia sair correndo a qualquer hora.

Ouviu três batidas na porta, eram 3 da manhã, iria bater em seus irmãos se fosse um deles.

Abriu a porta, era ela, Haruka, segurando um travesseiro no meio do corredor, e de... Roupas intimas.

(HT — 1.2)

– O-o que você está fazendo? E vestida assim?! — Ele falou. Ela continuou parada.

– Eu tive um pesadelo. Você quer que eu tire? — Ela começou a procurar pelo feixe do sutiã.

– Não! — Ayato a parou. — Pesadelo?

– É. Estou com medo, vim dormir com você.

– Comigo? Você é louca? Como você vai simplesmente dormir na cama de um homem? — Estava extremamente constrangido.

– Você não quer? — Ela perguntou um tanto entristecida. — Tudo bem. — Se virou, Ayato achou que teria paz.

Haruka deu três passos, parando na próxima porta, a do quarto de Raito, ela ia bater, mas Ele a puxou.

– Você não vai dormir com o Raito! — Ele corou ao dizer isso. — Ele é um tarado!

– E daí. Estou com medo. — Ela falou. Ayato suspirou.

– Ah, você só me trás problemas, entre. — Ele deu espaço para ela entrar em seu quarto.

O quarto de Ayato era grande, havia uma cama de casal espaçosa, vário armários de madeira antiga, uma estante cheia de retratos dele e dos irmãos em várias épocas diferentes, até mesmo de criança. Haruka pegou um retrato, Ayato estava com 5 anos, brincava com um cachorrinho, e sua mãe, Cordélia, tomava um chá sentada à mesa.

– Ayato... Kawaii. — Ela sussurrou.

– Claro, claro, vai dormir. — Ele tirou o retrato das mãos dela e a puxou para perto dos armários. Estava escuro. — Mas... Você não pode dormir comigo assim! — Ele falou e se virou abrindo o armário procurando uma camisa dele, quando virou de volta para lhe entregar, Haruka já não vestia mais nada.

– Pronto, agora eu posso? — Ela perguntou, Ayato sentiu o sangue, que nem deveria fluir, ferver.

– Ah! Baka! — Ele tapou os olhos e jogou sua camisa nela. — Vamos, se vista com isso.

– Tudo bem. — Ele abriu os olhos depois de um tempo, ela estava apenas com sua camisa, que ficava bem folgada, já que era pequena magra e "despeitada".

– Uf. — Ayato relaxou um pouco. — Pode ficar nesse lado da cama. — Apontou, ela se deitou, cobrindo-se com o lençol.

Ayato deitou-se também, virando-se para o lado oposto de Haruka, tentando esfriar a mente e dormir. Sentiu um cutucão em suas costas.

– Ayato. — Ela o chamou baixinho.

– O que foi agora? — Perguntou sem se virar.

– Você tem que me abraçar se não, eu vou ficar com medo! — Disse.

– O-o que?!

– Me abraça.

– Agh! Tudo bem. — Ele tornou a se virar, se aproximou lentamente, enlaçando sua cintura. Haruka se aconchegou nele, fechando os olhos.

– Arigatou. — Ele fechou os olhos também, e os dois adormeceram.

"Essa garota..."

–x-x-x-

I swallowed my pride

and I choked on my faith

I've given my heart and my soul

I've broken my fingers

and lied through my teeth

the pillar of damage control

I've been to the edge

and I've thrown the bouquet

of flowers left over the grave

I sat in the waiting room

Wasting my time

and waiting for judgement day

I praise liberty

The "freedom to obey"

Is the song that strangles me

Well, don't cross the line

Dream, America Dream

I can't even sleep

From the light's early dawn

Scream, America Scream

Believe what you see from heroes and cons?

–x-x-x-

Ayato acordou com a luz invadindo o quarto, só assim notando a situação "constrangedora" em que se achava.

O rosto de Haruka era sereno, tranquilo, provavelmente ela não tivera mais nenhum pesadelo. Mas o diferente, é que esse rosto estava quase colado ao seu, podia sentir as respirações transitando entrecortadas de um para o outro, os braços dela estavam encolhidos e apoiados em seu peitoral, ela ainda usava a camisa dele, seus braços estavam envoltos na cintura fina dela.

Ele acordou. Pulou da cama, sacudiu a cabeça e deixou-a ali, indo tomar um banho.

Deixou a água escorrer, tentando acalmar seu cérebro. Saiu com a toalha enrolada na cintura, e tateou a pia em busca das roupas: Havia apenas uma cueca e uma calça. Vestiu o que tinha e passou a toalha nos cabelos, bagunçando as madeixas ruivas.

Saiu do banheiro, Haruka estava sentada na cama, de pernas encolhidas, ainda vestindo sua camisa, só que com dois botões de cima abertos, ela comia um biscoito.

– Ohayo. — Ele falou.

– Ohayo! — Ela sorriu.

– Acho melhor você ir tomar um banho. — Ele sugeriu.

– Sim. — Ela se levantou. — Sayo, Ayato. — Ela lhe deu mais um beijo na bochecha, depois saiu no corredor. Apenas. Com. A. Camisa. Dele.

– Francamente. — Ele suspirou, Raito apareceu em sua porta.

– Hum, vejo que você se divertiu essa noite, Ayato! — Ele lhe lançou um sorrisinho malicioso, Ayato ferveu de raiva.

– Não foi isso!

– Tem certeza? — Raito apontou para as roupas intimas de Haruka, ainda jogadas no chão do quarto. — Ayato bateu a mão na testa.

"Essa garota..."

Ele passou o resto da manha no quarto, pensativo, um pouco antes da hora do almoço, decidiu descer, para tomar um ar, e talvez, procurar ela.

Foi até o pátio, encontrou Haruka sentada nas escadas de entrada, com os fones nos ouvidos.

(HT — 1.3)

Ele caminhou até lá e sentou-se ao seu lado.

– Ayato? — Ela disse, retirando os fones. — Tudo bem?

– Hai. — Ele sorriu. — Só queria sair do quarto um pouco. — Ela sorriu. Olhou para o gramado e viu um livro jogado.

– Eh? O que é aquilo? — Ela se levantou e foi pegar depois trousse para a escada e sentou-se com ele de novo.

– Um livro? — Ele perguntou.

– Hai. Pertence à Aiko Shinohara.

– Qual o titulo?

– Como beijar meninos. — Ela respondeu, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

– Eh?! — Ele ficou sem jeito, "novamente".

Haruka começou a ler, demorou exatos cinco minutos para ela prestar atenção nele de novo.

– Ayato. — Ela o chamou.

– O que?

– Eu quero beijar alguém.

– Eeeh?! Como assim?

– Aqui diz que meninas fazem isso, elas beijam meninos.

– E daí?!

– E eu quero também!

– Mas... — Ele não teve muito tempo para protestar, olhou para ela, e a loira já estava de olhos fechados, com a boca entreaberta, esperando uma atitude dele.

Ayato engoliu em seco, pensou um pouco, e então se decidiu, começou a se aproximar, ficando bem perto, fechando os próprios olhos e levando seus lábios de encontro aos de Haruka.

– Ayaaaaaaaaaaaaaaaatoooooo! Me salveee! — Raito estava correndo, em direção a eles, Kyo corria atrás, querendo acertar-lhe um soco.

Ayato se afastou de súbito. Ele, no fundo, amaldiçoou Raito.

– Socorro Ayato!! — Depois de apanhar, e bastante, Raito estava emburrado sentado nas escadas.

Ayato olhava-o com um ar mortífero. Haruka e Kyo liam o livro mais abaixo na escada, as duas muito curiosas.

– Raito, você me paga! — Ele reclamou.

– Haha! — O irmão riu.

"Essa garota... Vai ser minha noiva!"

Notas finais
Tchau!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.