Diabolik Lovers - O despertar.
20 Prólogo.
Notas iniciais

A mansão Sakamaki estava uma bagunça. Ambos irmãos das famílias Sakamaki e Mukami naquela noite estavam muito ocupados com os lobos que vinham por todos os lados, quando matavam um aparecia dois em seu lugar para o substituir. O Tsukinami Carla não precisou de esforço algum a não ser olhar os irmãos se defendendo, ele como o ser mais forte de todo o mundo demoníaco se sentia ainda mais revigorado naquela noite de eclipse lunar que ligava ambos mundos.
— Eles não irão mais parar aparecer?! — Reclamou Ayato.
— Eles não são infinitos em algum momento venceremos. — Falou Ruki.
— Ruki-kun. — Falou Azusa. — Estou preocupado com a Eve.
— Só fique atrás de mim Azusa-kun. — Disse Kou.
— Ehh! Que saco! — Falou Yuma. — Já me cansei disso!
— Será que vocês poderiam por favor parar com todo esse falatório ?- Indagou Kanato de forma autoritária enfatizando de forma inferior o "vocês."- Suas vozes são irritantes.
Reiji se esquivou de um lobo e ajeitou seus óculos antes que eles caíssem de sua face.
— Tenho que concordar com Kanato. — Falou Reiji. — Mas para todo caso no momento os lobos são nossa menor preocupação.
Reiji olhou para o corredor à suas costas, os outros fizeram o mesmo. Se fosse Yui ou Reiko elas não conseguiriam ver nada naquele breu, mas como para todos ali a escuridão não importava eles avistaram o convidado indesejado daquela noite ou de qualquer outra.
Os lobos pararam com seus ataques, ambos Mukamis e Sakamakis ficaram aliviados por isso mas não demonstraram e não baixaram suas guardas, na verdade estavam todos muito tensos e atentos a qualquer ruído que indicasse algum movimento vindo dos lobos.
Carla Tsukinami riu silenciosamente, pois como em uma piada para ele próprio ele achava graça de só terem o percebido agora.Tanto os filhos, como os lacaios de KarlHeinz eram muito fracos perante a ele. Somente o próprio KarlHeinz rei dos vampiros poderia disputar com ele agora, isso apenas porque ele não estava em seu melhor estado por culpa do Endzeit.
O Tsukinami caminhou silenciosamente até adentrar na sala onde estavam seus servos lobos e os de espécie inferior.
— Então é você que está por trás de tudo isso?! — Gritou Ayato em um tom acusatório.
O Tsukinami se limitou a semicerrar os olhos ao ouvir as palavras do ruivo.
— Qual é o seu objetivo com tudo isso ? — Perguntou Ruki.
— Por que está querendo levar a Eve ? — Indagou Azusa como se aquela pergunta fosse dolorosa para ele.
— Eve ? — Emitiu Carla, ele soltou um suspiro de desgosto. — Ele ainda continua com esses planos inúteis...
— Você pode por favor se apressar e responder logo as perguntas! — Falou Kanato deixando claro sua irritação.
— Com "ele." — Disse Shuu calmamente. — Você está se referindo a "aquela pessoa" ?
O Tsukinami fechou os olhos e abaixou a cabeça enquanto soltava um riso de desdém.
— Sim. — Concordou o Tsukinami dessa vez encarando Shuu querendo ver qual seria a reação do mesmo.
— Hum... entendo. — Emitiu Reiji.- Ele não muda nem com o passar de éons.
O Tsukinami olhou para Reiji e continuou em silêncio.
— Isso tudo não importa. — Gritou Subaru. — Fale logo o porque está aqui. Idiota!
— Eu não tenho o porque contar minhas intenções para seres inferiores como vocês. Ainda mais quando são filhos de quem são. — Falou o Tsukinami calmamente. — Mas dado ao presente momento, como irei tirar tudo de vocês, ao menos os deixarei vivos para que se apeguem sega e miseravelmente às lembranças de como foram derrotados e como o quão insignificantes são.
— Humf! — Emitiu Yuma. — Você é muito convencido para alguém que deixa o trabalho sujo para outros!
— Deixar o trabalho para outros ? — Indagou Carla de forma retórica. — Kisama você se refere a lutar com vocês ? Eu não gosto de perder o meu tempo com coisas desnecessárias. Com seres insignificantes como vocês, não se pode nem ao menos usar o termo "trabalho," ou "luta" pois vocês seriam todos massacrados.
— Mesmo dizendo tudo isso. — Falou Laito gesticulando. — Até agora você não fez nada, não é?!
— Tsc... — Emitiu Ayato.
Ayato estava com uma espada em mãos, ao qual era usada para decoração. Segurando a espada com ambas mãos o mesmo pulou na direção do Tsukinami com a espada acima de sua cabeça, mirando a fronte do mesmo.
— Você fala demais! — Gritou o mesmo, resumindo as palavras do irmão.
•••
Havia sido como o Tsukinami pronunciará, tanto Mukamis quanto Sakamakis lutaram com os lobos, eles até tentaram enfrentar Carla fazendo uso de sua inteligência e força limitada mas como o esperado não funcionou. Carla não querendo se demorar mais, deixou os irmãos Sakamakis e Mukamis acompanhados dos lobos e seguiu até Shin. Após Carla ter sumido da visão dos irmãos se passou algum tempo e logo os lobos também sumiram, Ruki não pensou duas vezes. Ele correu mancando sem se preocupar com sua perna ferida até onde eles haviam deixado as garotas.
Ruki abriu a porta após ter quebrado a maçaneta da mesma, ele estava tão impaciente que não se importou com seus modos.
O Mukami de cabelos azuis avistou aquela garota da qual ele não se importou em recordar o nome, ele olhou em volta e só via ela. Não via Yui, a Eve.
Assim que os olhos da garota focaram nele ela se virou de costas, parecia estar tentando esconder algo, mas ele não se importou. Ruki caminhou apressadamente até a garota enquanto cambaleava. Ele sentia um cheiro forte e doce, muito convidativo, mas não era o cheiro que ele estava acostumado. Por isso sabia que não era Yui. Ele não sentia o cheiro dela em nenhum lugar.
O Mukami pegou o braço da garota e o puxou para cima forçando a se virar de frente para ele e a ficar em pé, mas isso só durou alguns segundos pois logo ela caiu sentada no chão novamente. A garota soltou um grunhido de dor.
— O que acha que está... — Ela começou a dizer mas ele a interrompeu.
— Yui! — Gritou o Mukami com fúria. — Onde ela está? Diga!
— Você está me machucando! — Falou a garota tentando soar firme, mas na visão dele ela só pareceu que estaria prestes a chorar.
Ela tentou se livrar do domínio dele puxando o seu braço, mas não funcionou.
— Ruki-kun. — Chamou o loiro Mukami.
— Eve. — Gritou Azusa chegando na sala após Kou.
Ayato chegou na sala e passou pelos Mukamis que ficaram parados na entrada, ele olhou para os lado a procura de Yui, mas não a avistou.
— Chichinashi. — O ruivo gritou. — Tsc...
— Ela foi levada. — A garota esclareceu. — Ela foi levada por dois dos fundadores.
— Eles me pagam! — Falou Ayato.- Eu irei atrás deles, vou achá-la!
Os outros Mukamis e Sakamakis foram aparecendo aos poucos até todos estarem presentes. Ruki soltou o braço da garota, que colocou a mão no local e o encarou como se quisesse matá-lo o mesmo arqueou uma sobrancelha, ele não tinha tempo para se importar com ela. Ele desejava, precisava achar Yui; pois ele precisava dela para se tornar o Adam da nova espécie, espécie que superaria os vampiros.
— Aquela comidinha continua escapando. — Falou Kanato com a voz chorosa.
Reiji estava com a manga da blusa rasgada e seu braço estava sujo com sangue, seus ferimentos eram parecido com os de quase todos ali. O mesmo se aproximou de Reiko e se agachou à frente dela, a garota se sentiu analisada pelos olhos dele depois de alguns segundos o mesmo se colocou em pé.
— Vejo que está em boas condições. Pensei que a essa altura estaria morta. — Ele abriu um sádico. — Você superou minha expectativas.
— Se eles queriam apenas uma mulher... — Falou Yuma irritado. — Porque não a levaram no lugar da porca?
Laito apareceu atrás de Reiko e passou seus braços por cima dos ombros da garota a abraçando, ele colocou seu rosto entre o pescoço e o ombro dela e a cheirou.
— Pelo menos deixaram Reiko-chan para brincar conosco. — Falou ele de forma manhosa.
— Tsc. — Emitiu Reiko.
— Laito. — Falou Kanato. — Já disse para não tocar nas minhas coisas!
— Moo... Kanato-kun não seja tão ciumento! — Falou Laito. — Mas Reiko-chan. Não acha injusto só você ter ficado aqui comigo? Não sente dó da Bitch-chan ?
— Se ela não tivesse se precipitado.- Falou a garota. — Talvez eu tivesse conseguido ganhar a tempo até vocês chegarem, a culpa de ter sido sequestrada foi dela e somente dela. Queria dizer isso... -Ela fechou os olhos por alguns instantes e depois os abriu, procurando encarar todos ali. — Mas a culpa também foi de vocês que demoraram, nos deixaram a sós com eles!
Ouviu-se um barulho alto como um estrondo, todos olharam na direção do som. Subaru tinha dado um soco na parede, que rachou.
— Só diga logo se tem alguma pista de para onde a levaram! — Gritou ele furioso olhando para Reiko.
— Você também quer que resgatemos a Bitch-chan não é ? — Falou Laito rente ao ouvido da garota, que sentiu um arrepio.
— Não é hora de ficar à toa. — Falou Reiji. — Seria muito desagradável perdê-la novamente.E de fato você ter ficado para trás será de alguma ajuda, espero.
Após emitir a última palavra com severidade o Sakamaki encarou Reiko fechando o senho, de imediato a garota entendeu que ela deveria ter informações úteis para ele.
— Precisamos recuperar a M-Neko-chan. — Falou Kou. — Não acho que eles estão muito longe, se formos agora com certeza...
— Não irá adiantar de nada. — Reiji disse fechando os olhos calmamente e após olhando para a janela estilhaçada. — A coisa mais inteligente a se fazer agora é esperarmos o eclipse passar e nos recuperarmos totalmente.
— Você está brincando ?! — Indagou Ayato elevando o tom da voz.
— Dessa vez. — Falou Shuu calmamente. — Reiji está certo.
— Dessa vez... — Murmurou Reiji com irritação.
— Como se eu fosse ouvir o que você tem a dizer quando é só um vagabundo. — Falou Yuma enfatizando as palavras "você" e "vagabundo."
Shuu que estava encostado na parede com os braços cruzados e olhos fechados, abriu os olhos lentamente enquanto olhava para o chão o mesmo parecia pensativo.
— Faço o que quiser... — Falou ele por fim saindo da sala.
— Tsc... — Emitiu Yuma.
Ayato passou por Laito e Reiko e caminhou até a janela, os que ali estavam o observaram silenciosamente. Ele olhou para todos ali e juntou ambas sobrancelhas franzindo a testa.
— O sangue dela me pertence por isso não vou dá-lo a ninguém. — Ele disse por fim saltando da janela.
— Que problemático! — Falou Reiji que após abriu um sorriso de desdém.
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