Diabolic Lover

9 09 - Colocando a focinheira


Notas iniciais
Ah, para quem achava que eu tinha batido as botas, olha eu aqui.
Sei que eu demorei muitooooo para escrever, mas olha eu AQUI!!!
Espero que gostem desse cap, eu demorei muito para tentar escrever. Obrigada por terem a paciência de esperar. APROVEITEM!!!

– Eu vou ter um ataque cardíaco. Como assim ele não era o assassino? – falo para o centésimo quinto livro que estou grudada lendo.

Escuto as conversas paralelas e sem sentido das garotas andando atrás de mim e tenho que me segurar para não virar para trás e gritar para que elas calem a boca, pois estão interrompendo a minha leitura, com aquelas vozes irritantes de patricinhas frescas. Como prometi a Alicia que seria um pouco mais educada, coloco meus headphones que estavam pendendo no pescoço em um volume considerável.

Continuo fazendo meu caminho em direção ao metrô mais próximo para voltar para casa e poder ler mais livros na paz e tranquilidade do meu quarto.

Sinto que um carro para ao meu lado, no acostamento, e buzina diretamente para mim, mas tento me convencer que é para as garotas atrás.

– Ora, ora, não é que eu a achei, ovelhinha – ouso uma voz masculina um pouco mais atrás.

Paro na calçada e viro a cabeça para olhar na direção da voz, só para constatar o que já sabia. Ian está em pé ao lado de um Mustang preto metalizado reluzente, vestindo roupas pretas dos pés a cabeça, mas que ficaram ótimas, já que ele é branquinho e tem aquele cabelo dourado.

– O que vocês estão fazendo aqui? Viraram stalks? – pergunto com raiva e estreito meus olhos no mesmo segundo.

Odeio pessoas que parecem espiões e gostam de ficar na minha cola e eles definitivamente estão nessa lista.

– Estamos atrás de você. Por que ninguém na escola a conhece? – pergunta Ian, cruzando os braços na frente de peito.

– Porque sou inteligente demais para me relacionar com qualquer um que não saiba o que significa um livro – levanto uma sobrancelha, que é coberta por minha franja reta, mas continuo com a minha posse de superior.

– Nossa, por que será que isso não me surpreende? – diz o loiro, balançando a cabeça. – Você é tããão modesta, Marie.

– Ah, que seja. Só vão embora – digo, dando as costas para ele e o carro e volto a ler meu livro.

– Aonde você pensa que vai? – escuto Ian perguntar atrás de mim.

– Para casa, a biblioteca, uma lanchonete, qualquer lugar que não inclua você e seu amiguinho – me refiro a Derek que está dentro do carro, no banco do motorista e dou as costas, voltando a andar.

As garotas que antes conversavam atrás de mim, pararam no meio da rua, para admirar o carro e o vampiro pervertido, o que por alguma razão desconhecida, elas não param de suspirar como idiotas.

Tento voltar a ser absorvida pela leitura, mas uma mão em meu ombro me trás de volta para a realidade. Fuzilo o infeliz que está interferindo com a minha leitura e encaro os olhos azuis celestes de Ian.

– Você não vai para lugar algum, que não seja para dentro do carro comigo e com o Derek – Ian pega meu pulso e começa a me rebocar.

– Me solta, seu vampiro pervertido – tento me libertar dele, mas ele simplesmente me joga para dentro do Mustang, onde Derek já esta atrás do volante. – Por que vocês não pegam uma dessas meninas? Elas parecem muito querem estar no meu lugar.

– Acontece que a madrinha delas não pediu para a gente tentar tirar o demônio dentro dela – diz Ian entrando dentro do carro.

– Vou te mostrar quem tem o demônio no corpo, seu cretino – digo, avançando para cima com as mãos prontas para estrangulá-lo.

– Nem comece vocês dois, temos muito que fazer hoje para vocês ficarem se alfinetando – corta Derek.

Por mais que eu queria muito ver os olhos de Ian saltando dos glóbulos, dou razão ao moreno e cruzo os braços na frente do peito, afundando no estofado de couro do veículo.

Derek da à partida e saímos em um instante, ainda com as meninas na calçada suspirando pelos dois, quase se jogando e babando em cima do carro.

– Por que vocês simplesmente não falam para a Alicia que estão fazendo um bom trabalho e me deixam em paz? Assim, todos ganham e ninguém se mata – digo com a esperança de essa ser uma ótima solução para tudo.

– E deixar a melhor parte que é te torturar inexistente? Não, ovelhinha, a gente vai continuar a torturando até quando der.

Decido deixar de implorar para o divino para me dar paciência e inclino meu corpo para frente, avançando no cabelo espetado do loiro, puxando tufos com meus dedos.

– Ai, ai. Sua doida, para com isso... Derek ajuda! – Ian grita entre gritos de dor.

Somente com uma das mãos Derek imobiliza meu pulso e me olha de canto, para ver se consigo me acalmar. Estreito meus olhos, mas acabo bufando irritada, limpo o resto de cabelo das mãos e quando ele solta meu pulso eu afundo novamente no banco.

– O que, diabos, vocês vieram fazer aqui? – pergunto irritada.

– Te buscar. Temos muito trabalho a fazer, começando por essa sua raiva incontrolável e vontade de agredir as pessoas.

– Escuta aqui, cara com falsa carinha de bebê, não tem nada de errado em dar uma surra em quem me provoca e pensa que sou um pedaço de carne em uma vitrine.

– Escuta você, lutadora de luta livre, nós vivemos em sociedade e agressão física e verbal não é uma coisa boa para ter uma vida saudável e feliz, por tanto, você está errada e não se encaixa nos padrões da sociedade.

– Quem diz se eu encaixo ou não encaixo nessa merda de sociedade? Na verdade, eu realmente não quero me encaixar, pois ser igual a todos é tãããão entediante – falo com desdém e reviro os olhos.

É isso que terei que fazer? Me encaixar nos padrões da sociedade? Nem morta. Ninguém vai me dizer o que devo ou não fazer e quando fazer, pois a sociedade não aceita o que é diferente de seus “padrões” e eu não aceito a sociedade.

– Não, meu camarada. Eu não vou ser mais uma pessoa rotulada e alienada disso que vocês chamam de sociedade. Se é isso que a Alicia quer, sinto muito, muito mesmo, mas vamos parar por aqui – colo a mão na maçaneta da porta para sair, mesmo com o carro em movimento, mas nos filmes eles fazem isso o tempo todo, então, vou fazer também.

– Não, você não vai sair com o carro em movimento – Ian pega meu pulso e sem pensar eu mordo seu braço com força. – Caramba, garota, você realmente deve ter um demônio dentro de você – ele solta meu pulso, recua o braço e massageia o local onde ficou a marca de todos os meus dentes. – Derek, esse é um trabalho para exorcista, não para a gente – diz olhando o moreno, que revira os olhos.

– Não é para tanto Ian. Marie – ele me olha pelo retrovisor do carro – é disso que estou falando. Você não pode fazer essas coisas ou será presa. Eu e o Ian queremos apenas te ajudar.

– Me tira dessa. Ela precisa de um exorcista e de um veterinário – resmunga o loiro de mal-humor.

– Sem essa. Você e esse vampiro pervertido estão apenas fazendo isso pelo motivo oculto que os liga a Alicia – chego a quase gritar.

– É. Isso também. Mas eu realmente quero ajudá-la – ele fala com o que parece ser sinceridade, mas sei que ele é um bom ator, por isso não sou idiota de acreditar.

– Sei. E eu quero muito o Dean Winchester, do Supernatural, mas olhe, ele não esta aqui agora – falo com sarcasmo e balanço a cabeça para dar mais ênfase.

– Ótimo. Todo mundo quer alguma coisa. Eu quero ir para casa, jogar videogame e comer pizza, mas olhem só, eu estou aqui tendo que aturar uma garota maluca – diz Ian, fazendo com que eu chegue ao meu limite.

Com o sangue praticamente fervendo de ódio, eu avanço para frente e dou uma chave de braço em Ian e faço ele colar ao recosto do banco de couro do veículo. O garoto se contorce todo, a procura de ar, mas vou conseguir completar o meu objetivo, que é fazê-lo ficar roxo e depois simplesmente parar de respirar.

Deixo um sorriso de vitoria escapar entre meus lábios e aperto mais a chave de braço.

– E agora meu amor, quem é a garota maluca? – falo no pé do ouvido dele, que crava suas unhas em meu braço, mas não cedo em nenhum segundo.

Derek perde um pouco o controle da direção, ao tentar fazer com que eu pare de estrangular o amigo dele e o carro pega a outra pista, no sentido contrário.

– MARIE, SOLTA O IAN – Derek grita, tentando conduzir o carro com somente uma mão e volta para a pista certa.

Eu não solto. Só o que faço é intensificar ainda mais o aperto no pescoço do loiro, fazendo praticamente os olhos deles esbugalharem dos orbes. O que, nem preciso dizer o quanto me deixa feliz.

Derek tenta mais uma vez fazer com que eu solte Ian e vendo que eu realmente não vou solta-lo enquanto ele ainda estiver respirando ele tenta de forma apressada encostar o carro, pois a qualquer segundo podemos bater.

Assim que o veículo para no acostamento, Derek trata de libertar o amigo dele das minhas garras. Assim que Ian consegue uma brecha para a entrada de oxigênio em seus pulmões, ele faz isso muitas e muitas vezes, como se estivesse sedento por aquilo, o que provavelmente é a mais pura verdade.

– O que você estava pensando, sua maluca? – Ian pergunta ofegante, ainda tentando recuperar o ar.

Eu não respondo nada, apenas o fuzilo com meus olhos.

– Ian, desce do carro. Agora! – diz Derek com a voz firme.

– O quê? Não, eu não fiz nada. Você viu que foi ela que tentou me estrangular?

– Eu vi tudo e vi também que você começou a alfinetá-la e ela só respondeu.

– Ah, agora você do lado dela? Derek, qual é?

O moreno não responde nada, apenas o olha com um olhar duro, porém, sem abertura alguma para argumentação.

Ian não diz mais nada, apenas abre a porta do carro e saí sem dizer mais nada.

– E você, passa para frente, nesse instante – Derek diz, no mesmo tom que não me deixa argumentar.

Mesmo não querendo eu passo as pernas pelo pequeno vão do cambio e passo para o banco da frente, quase batendo meu traseiro na cara do rapaz.

Derek solta um suspiro de derrota e dá partida no carro, sem dizer uma palavra. Como não vou me forçar a ser comunicativa com ele, volto a minha leitura, ignorando qualquer outra existência.

– Desce – foi à única palavra que o rapaz disse depois de muito tempo.

Eu não entendo de primeira, mas assim que ele abre a porta e desce eu capto a mensagem. Olho para fora da janela e vejo uma das entradas do Central Park. Fico sem fôlego no mesmo instante, pois, apesar de morar em Nova Iorque, eu nunca vim até aqui. Sem hesitar, eu abro a porta e salto do carro, carregando minha mochila no ombro.

Derek começa a andar na minha frente e eu fico olhando para suas costas largas. Pelo que parece ele está meio tenso, já que seus ombros parecem rígidos sob a fina camiseta de malha salmão que ele veste.

Não trocamos nenhuma palavra enquanto andamos e eu paro de prestar atenção nas costas do moreno, para me perder na paisagem ao meu redor. As lindas árvores verdes, os artistas desenhando sentados nos bancos, alguns mímicos e até velhinhas dando de comer aos pombos. Com a minha distração eu bato diretamente em uma parede e cambaleio alguns passos para trás.

Não uma parede qualquer, mas as costas de Derek, que parou no meio do caminho.

– Vamos sentar aqui, quero conversar com você – diz ele, sob os ombros.

Nós sentamos no banco de madeira, mas ele não diz nada, somente fica admirando uma estátua humana de uma bailarina do outro lado.

– Benjamin Franklin disse uma vez “A raiva nunca é sem motivo, embora raramente seja um bom motivo” – finalmente ele olha para mim com aqueles olhos acinzentados e fico sem entender. – Eu concordo com ele, assim como cada pessoa decide como irá lidar com isso.

Tento não revirar os olhos, pois sei que agora irá começar a seção de sermão, que não estou nada a fim de escutar.

– Dentre todos os sentimentos que temos, a raiva é a mais sedutora de todas e mais difíceis de controlar. O disparador da raiva talvez seja a sensação de estar em perigo ou de injustiça, insulto, humilhação ou frustração. Bem, o caso é que tem muitos fatores, mas o sentimento é sempre o mesmo.

– E você me trouxe aqui para me dar uma aula de psicologia sobre raiva? – pergunto, levantando uma sobrancelha, mas ela é coberta por minha franja reta.

– Não. A menos que você esteja interessada.

– Obviamente não – dou um sorriso falso.

– O que eu quero dizer, é que não tem como as pessoas não ficarem com raiva, mas tem como achar uma forma de escape para não precisar matar alguém, como você fez hoje.

– Ele me provocou, você viu... – começo a tentar me explicar, mas Derek somente levanta uma das mãos, dizendo para que eu pare de falar.

– Não viemos discutir isso. – Ele limpa a garganta e tenta pensar nas palavras que irá usar. – Quando você está com raiva, o que você faz, além de tentar agredir a pessoa?

Penso por alguns instantes no assunto e percebo que a única resposta é agressão e sei que não é isso que ele quer ouvir. Abro e fecho a boca várias vezes, tentam formular alguma resposta inteligente, mas nada me vem à mente.

– Eu só tento agredir mesmo.

– Eu imaginei. Mas percebi que hoje você tentou se conter por um tempo. Minha pergunta é: por quê?

Penso por um minuto, mas já sei a resposta.

– Bem, eu prometi a Alicia que iria tentar maneirar, é o que eu estava tentando, até aquele vampiro pervertido acabar com tudo – termino de falar, trincando os dentes e fechando as mãos em punhos.

– Marie – Derek vira o corpo para mim e pega minhas mãos fechadas entre as suas, o que me deixa surpresa. – Olha, eu realmente quero te ajudar, mas de agora em diante tente conter a sua raiva e extravasá-la de outra maneira, que não seja aniquilar a pessoa.

Puxo minhas mãos das deles, tentando conter o maldito rubor das minhas bochechas por causa desse imbecil ter me pegado de surpresa. Afasto-me um pouco dele e não olho diretamente em seus olhos avaliadores.

– Ótimo, senhor psicólogo, como faço esse milagre?

– A primeira coisa que você deve fazer é avaliar a situação. Depois é sair de perto da pessoa, esfriar a cabeça, para isso, você deve achar algo para fazer. Nada de compras ou comer, isso não distrai. No caso, você deve arranjar um meio de se divertir, ler, escrever, desenhar, algo assim. Como você já lê compulsivamente, acho que não será um grande problema.

– Bem, você falou, falou e acabou me dando uma solução muito óbvia. Obrigada senhor psicólogo, mas não vou pagar por essa consulta – digo de forma divertida e me levanto do banco, para indicar que aquela conversa acabou.

– A gente ainda não acabou. Eu quero testar uma coisa ainda.

Sem dizer mais nada, Derek se levanta, anda até um grupo de artista meio afastado de onde estou, conversa um pouco com eles e volta com um bloco de folhas brancas. Sentasse novamente ao meu lado e oferece o bloco para mim. Sem entender eu o pego.

– O que eu vou fazer com isso?

– Não é óbvio? – Ele olha para mim, como se eu fosse obrigada a saber a resposta. – Você vai desenhar qualquer coisa que queira.

– Desenhar? Sério? – pergunto incrédula.

– Eu pareço que brinco? – olho bem para a máscara de seriedade do rapaz e a resposta é mais que óbvia. – Eu sei que você ainda está com raiva do Ian, então, vamos tentar te distrair a partir de agora. Até porque, é difícil ficar com raiva quando nos divertimos – ele tenta ser amigável e me encoraja.

Desenhar? Eu? Ah, que ótimo. Era melhor me dar uma adaga, pois eu saberia como usá-la, mais um lápis e papel. Não, definitivamente não.

Derek me oferece um lápis B2 e eu encaro o bloco de papel como se fosse um alien.

Como não tenho nada a perder, jogo minha mochila ao lado dos meus pés e procuro alguma coisa interessante para desenhar. Quando meus olhos param na estátua da bailarina que agora está em outra posição, acho que tentando uma pose da coreografia dos Lagos dos Cines, ou algo do tipo, eu sei o que quero denhar.

Começo a fazer rabiscos aleatórios, sem muito nexo, até que os traços começam a tomarem forma humana. Com rabiscos fracos consigo desenhar a forma angelical do rosto da garota pintada de dourado, o lindo tutu sofisticado e a graciosidade dos movimentos estáticos de seus braços e perna. Quando termino de desenhar e olho para a folha, fico sem fôlego, pois não está idêntica, mas já é um ótimo começo.

Derek espia meu desenho por cima de meus ombros, fazendo com o que eu sinta o cheiro do creme pó barba dele, xampu de menta e um perfume amadeirado. Tudo junto, cria um aroma delicioso, que inalo, mas no mesmo segundo me repreendo.

O que ouve com você hoje Marie?, me pergunto, mentalmente. Está parecendo uma daquelas garotinhas frescas e idiotas do colégio.

Como ele não faz nenhuma crítica ou elogio, decido olhar para ele e vejo o sorriso branco em seus lábios, o que o deixa deslumbrante. No mesmo segundo, desvio o olhar, sentindo o rubor tomar conta de meu rosto novamente.

Hoje você não está bem Marie. Definitivamente não, penso, balançando a cabeça sutilmente.

– Ora, ora, não é que você desenha bem. Parabéns. Acho que você acabou de achar seu novo hobby.

Eu sei desenhar? Que surpresa!

Não consigo conter um sorriso de satisfação, quando olho novamente para meu desenho e quando olho para o moreno, ele desvia o olhar de mim e se levanta, inclinando a mão em minha direção, ainda sem me olhar diretamente. Sem hesitar eu pego sua mão e fico de pé ao seu lado.

– Acho que para o começo do meu trabalho, posso dizer que fui bem.

Guardo meu livro dentro da mochila e coloco no ombro.

– Não se gabe demais – digo, mesmo tentando parecer desdenhosa, aquilo ainda saiu em um tom de brincadeira. – Tome – devolvo o bloco para ele.

– É seu. Para quando ficar nervosa e tiver que desenhar. Mas não pense que é de graça, você vai ficar me devendo.

– Então tenha cuidado, porque posso usar o bloco de desenho para te agredir. Porque ninguém muda totalmente.

– Estou disposto a me arriscar por você – ele sorri novamente e tenho que desviar o olhar para não ficar vermelha como uma menininha.

Maldição! Esses dois caras serão um problema na minha vida que terei que resolver o quanto antes.

Notas finais
E aí, gostaram? Valeu a pena esperar? Tomaré que sim. Não sei quando vou postar o proximo, mas esperem, pois ainda tem muita coisa para acontecer entre a Marie, o Ian e o Derek. Isso promete!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.