Johanne chegou derrapando na sala, com um riso nos lábios, encontrando o avô na poltrona, com um livro e um sorriso brincalhão nos lábios.

A menina pulou no avô desejando Feliz Natal o mais alto que podia, ganhando um beijo e um abraço apertado.

Pouco depois, ele murmurou que tinha uma surpresa para ela e a menina pulou de seu colo, indo olhar os presentes. E lá estava.

Johanne deu um gritinho animado e foi logo repreendida pela avó. A menina se desculpou, mas logo voltou a sorrir e puxou o embrulho, o rasgando em pedacinhos.

Era uma vassoura modelo infantil não muito grande e com florzinhas azuis nas arestas.

Johanne abraçou o presente, depois pulou no avô, ainda com a vassoura nos braços, quase causando um acidente. O senhor Loren tirou a vassoura dela e a abraçou de volta.

― Obrigada, obrigada... ― Johanne murmurava, beijando a bochecha do avô.

― Não precisa agradecer tanto, Jojô, você merece.

Johanne riu-se e pegou a vassoura, resolvendo estreá-la, correndo para o quintal, calçando as botas rosas e pegando o casaco felpudo verde, vestindo sobre a camisola de estrelas. Saiu porta a fora, mesmo sobre os gritos da avó.

Johanne montou a vassoura e alçou voo. E os dois metros que ela subia, ela aproveitou, indo de um lado para o outro, rindo-se e se encharcando de neve, caiu várias vezes sobre os montes brancos, gargalhando e logo se levantando, meio afundando na neve, voltando a brincar no ar.

O avô e a avó ficaram na varanda, a olhando, mesmo sobre os protestos da mulher, que só depois foi acalmada pelo marido, com argumentos de que “ela está se divertindo”.

À noite, sobre os cobertores e tomando chá, mesmo espirrando, Johanne ainda sorria como se ainda estivesse voando.

Notas finais
Yooo! Até!