Dia de natal
2 25 de Dezembro de 1984
Notas iniciais
Johanne Loren acordou cedo naquela manhã fria.
O céu mal clareara ainda, a neve se acumulava no batente externo de sua janela e a cama estava muito confortável e quente, sob os cobertores grossos.
Mesmo assim, a pequena chutou as cobertas e pulou da cama, a camisola azul com estrelas batendo nos joelhos. Se abaixou para caçar as pantufas de leão sobre a cama e as calçou ao achar, pegando o hobby azul escuro logo depois e o vestindo, espantando o frio que ameaçava o corpo quente.
Bem agasalhada, ela saiu do quarto, observando o corredor silencioso que levava para o quarto dos avós. Silenciosamente, foi até a sala de estar, onde a árvore de Natal estava e junto delas os presentes. Haviam 10 ou mais, pelo que ela pôde perceber, com toda sua ainda não habilidade em contar.
Mas não eram os embrulhos bonitos, nem mesmo aquele no canto com forma peculiar, que lhe dava uma boa ideia do que era, que ela estava realmente interessada... Johanne foi até a janela da sala e olhou o quintal.
Passou algum tempo esperando, observando o Sol pálido subir e os barulhos da casa começarem.
Os avós acordaram, ela supôs, mas não se importou, continuou encolhida ao lado da grande janela, esperando.
Quando a avó surgiu, bronqueando sobre ela ter saído da cama tão cedo e tão pouco agasalhada, Johanne aceitou ser puxada para o quarto de volta, ouvindo os resmungos da avó sobre ela adoecer e coisas do tipo.
A menina deixou o olhar pender até a penteadeira, observando o brinquedo em forma de motocicleta, com três pessoinhas esculpidas ali.
Mamãe, Papai e Jojô.
A avó lhe trocou a camisola azul por um vestido vermelho de mangas longas e meias brancas e grossas, além de sapatinhos negros. Então as duas foram para a cozinha, encontrando bolinhos de amora e chocolate quente.
O avô cumprimentou a neta com um beijo na testa e a menina espantou os pensamentos de saudade, devorando o café antes de correr para sala e abrir seus presentes.
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