Dia das Bruxas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sobre essa oneshot:
Essa é a primeira one que faço contando sobre a época em que Inuyasha e Kagome ainda estavam em busca de fragmentos da Shiko no Tama. Só que ela se passa na Era de Kagome, afinal estamos comemorando o Halloween, e acredito que na Era Feudal não tinha essa data ainda ^^'
Só pra vocês saberem, Sengoku Jidai é a era feudal, tá?!
Acho que já repararam que eu costumo usar bastante palavras japonesas nas fanfics.
Kaze no Kizu (Ferida do Vento), golpe destrutivo capaz de aniquilar 100 youkais de uma vez
Ryuurin no Tessaiga (Tessaiga de Escamas de Dragão, que absorveu o poder da espada Dakki),que apareceu apenas na 2ª fase da série, e que torna a Tessaiga capaz de absorver as energias sinistras dos adversários (mais tarde, depois de um treinamento, Inuyasha descobre que o jeito certo de usá-la é cortando o "Youketsu", ou Ponto Vulnerável, um redemoinho invisível de energia sinistra que funciona como núcleo do poder de um youkai).
Youketsu
Espero que gostem.
tenho que praticar mais a minha escrita pra na próxima vez fazer um conto de terror U..U
A música era agitada fazendo as paredes e o chão estremecerem com o soar da batida. Corpos se aglomeravam na pista de dança, enquanto Kagome ficava observava tudo ao seu redor tomando seu ponche ao lado da mesa, torcendo pra que ninguém percebesse o que escondia de baixo da toalha vermelha: seu arco e flechas.
Suas amigas (Eri, Yuka e Ayumi) fizeram parte da organização do ginásio com os outros alunos, durante a semana, para apronta-lo pra festa deDias das Bruxas. Quando ninguém estava olhando, e tudo estava praticamente pronto, Kagome terminou de fazer as mesas e embaixo de uma colocou suas armas.
Fique esperta, disse Miroku quando Kagome estava se despedido de seus amigos pra atravessar o poço, semana passada.
Este conselho ela iria seguir a risca, apesar de ser seu primeiro baile da escola.
Com seu curto vestido preto que ia até o meio de suas cochas definidas, tomara-que-caia rodado e com uma segunda saia transparente brilhante, seus cabelos negros soltos, cacheados nas pontas, sapatos de salto alto pretos e delineador preto pra destacar os olhos castanho-escuros; parecia até que era uma colegial normal.
Só parecia.
Já que não é nada comum uma estudante ter que voltar 500 anos no tempo e destruir vários youkais.
Está noite ela não precisaria ir a Sengoku Jidai.
Iria matar em sua Era.
- Higurashi, quer dançar? – Perguntou um rapaz. Não era o Houjo, como ela pensou em primeiro momento antes de virar o rosto e ver o sujeito.
Realmente não é o Houjo, o que a surpreendeu.
Ficou pairado um grande ponto de interrogação sobre a cabeça dela.
Ele era um completo desconhecido pra ela. Mas ele a conhecia, é claro. Como poderia deixar tal beleza escapar de seus olhos.
Ficou louco por ela desde o mês passado, em que a viu caminhar pelos corredores distraída.
Pernas longas e alvas, um rosto angelical, um belo corpo cheio de curvas, seios volumosos e firmes, nádegas arredondas, boca tentadora e aqueles quadris que requebravam com graça, enquanto ela caminhava.
Ah! Como ele adoraria tatear todo aquele corpo sedutor e delicado, que o enchia de desejos luxuriosos.
- Sinto muito, mas não. Tenho namorado.
Ele arregalou os olhos espantados. Não era assim que havia planejado.
- Higurashi. – Dessa vez era Houjo. Este não cobiçava seu corpo. Ele a conhecia. Sabia sua personalidade: inteligente, amável e sorridente; Por isso se encontrava completamente apaixonado. – Quer dançar comigo?
Ela deu um sorriso sem jeito. Higurashi Kagome ainda não estava acostumada a dar foras, ainda estava aprendendo.
Não queria se afastar da mesa onde escondia suas armas.
Pelo menos não agora.
- Gomen ne Houjo-kun.
- Aaah… Kagome. – Suspiraram Yuka e Ayumi desapontadas com amiga por ter dado um fora no garoto. Kagome ainda estava se perguntado de onde elas haviam saído.
Eri apareceu logo, andando rápido e bebendo por um canudinho o ponche.
- Seu namorado é tão legal Kagome-chan. – Comentou.
Houjo foi pego de surpresa. Então Higurashi tinha um… namorado?
Onde raios ele estava então?
Yuka e Ayumi se viraram para oolhar Kagome comcuriosidade, enquanto o veterano e Houjo estavam desapontados. Elas disseram:
- Ele veio? Onde está? – Afinal, elas o haviam visto duas vezes apenas: na peça da escola e na casa de Kagome.
Mas Kagome não lhes dava mais a devida atenção.
Ela o havia visto.
Ele acabará de entrar na festa.
Seu alvo.
Ele estava acompanhado de uma garota de cabelos castanho-claros, que Kagome só conhecia de vista, mas sabia que ela era bastante popular na escola. Ele queria chamar atenção usando ela.
Como se ele não já conseguisse isso sozinho.
Desde o momento em que apareceu na sua Era e começou a persegui-la discretamente, – tão discretamente que quando a jovem comentava isso pra suas amigas, elas diziam que estava maluca. – ele ficava no portão da escola sendo cobiçado pelas alunas.
Mostrava que era forte, porém ainda sensível. Elogiava as garotas, tinha um sorriso encantador como sua voz melodiosa e grave, mal chegava e já era o centro das atenções. Galanteador. Extremamente belo.
Encantador e educado. Cavaleiro.
Um verdadeiro Don Juan.
- Ele é um príncipe. – Dizem as garotas. – Perfeito.
“Perfeito” demais, pensava Kagome e Inuyasha.
As garotas ao seu redor se iludiam com tamanha “perfeição” dele, e os garotos ficavam com inveja, porque além de ter tantas aos seus pés ainda por cima estava com a “perfeita” Mizaki.
Ele se parece tão… humano, pensava Kagome o olhando,tão humano que me faz me sentir uma assassina.
Nervosa e tensa, ela se levantou e disse a primeira desculpa que lhe veio à mente:
- Com licença, vou retocar a maquiagem. – Pegou sua bola carteira vermelha sangue.
Caminhou, atravessando a aglomeração de pessoas, deixando lá imóveis e estáticos dois pretendentes com suas três amigas.
Cruzou o olhara distânciacom o garoto de cabelos longo loiros, amarrados em um frouxo rabo-de-cavalo.
Ele ignorava a garota que acompanhava e as outras ao seu redor, e ficava a mirar intensamente Kagome. Seus olhos eram verdes como esmeraldas, sua pele era levemente bronzeada, próximo a um dourado, e ele sorria sádico pra ela, mostrando seus caninos. Ele usava um chapéu. Provavelmente para esconder suas orelhas felinas.
Ela devolvia o olhar, mas o seu era raivoso, cheio de repulsa.
Ao chegar ao banheiro, ela entrou em um dos unitários e subiu na tampa do vaso e começou a chama-lo pela janela, em murmuro, para as outras garotas ali não ouvirem:
- Inuyasha. Inuyasha.
Ela viu um vulto passar e sorriu, sabendo que ele havia compreendido o sinal.Éa hora.
Sorriu orgulhosa.
Saiu do banheiro e ajeitou o vestido, abaixando a saia.
Quando o loiro foi olha-la novamente à distância, deu um sorriso maldoso de novo. Porém, desta vez, ela lhe devolveu do mesmo modo. Um sorriso perverso.
Ele não pode evitar o arrepio que percorreu sua espinha. Acreditava que, estando ali naquela época com os colegas dela estaria seguro, pois ela não iria ataca-lo. Ela se disfarçava de "boa moça" ali.Nãoera agressiva. Não era assassina. Ele estava enganado…? Ela estava… armada?
Maldita!
Vadia.
Se ouve um estrondo vindo de fora, que faz o chão estremecer.
Os alunos ficam estáticos e logo começaram a murmurarem entre si:
Seria possível um terremoto?
Ou… um ataque terrorista?
Está louco?! Por que atacariam logo aqui?
Duas explosões seguidas, mais fortes que o primeiro estrondo e que fez um tremor avassalador.
Os alunos, professores e condenadores; todos que estavam ali entraram em pânico e começaram a correr desesperados para fora.
- Higurashi, venha comigo! – Disse Houjo.
- Não, comigo! – Disse o veterano.
Ela apontou para um lado dizendo que avistou o namorado e saiu do campo de visão deles, o que deixou os dois desapontados. Correu até a mesa, pegou seu arco e suas flechas e voltou a correr.
Eu sei que o vaso está lá fora!
Posso sentir.
- Querido, vamos sair daqui! – Gritava Mizaki alarmada, encolhendo seu corpo miúdo contra o garoto de cabelos loiros e terno cinza.
- Vá na frente. – Disse o loiro se soltando dela e correndo pra outa direção.
No meio da rua havia grandes crateras o que alarmou mais o pessoal. Afinal, pensavam que foi um efeito da natureza.
Gritavam pensando ter sido um terremoto.
Quem teria a capacidade de imaginar que poderia ser uma espada feita com um canino de um tai-yokai, que teria feito todo aquele estrago?
O culpado pelo o alvoroço observava tudo de cima de um galho de uma árvore, apoiado em seu tronco com um sorriso convencido.
Finalmente Kagome foi a favor a ele de usar seu poder naquela Era estranha. Sua espada; a Tesseiga, nunca lhe deixava na mão.
Agora o ginásio se encontrava completamente vazio.
…
Há duas semanas atrás naSengoku Jidai, Kagome havia achado um artefato interessante. Um vaso de barro, que tinha um pergaminho e figuras monstruosas esculpidas nele. Kagome pensou que o seu avô poderia gostar e comprou a relíquia de uma senhora estranha que parecia ser uma feiticeira.
- Este vaso é valioso.– Avisou a bruxa. – Bonito, não? Faça bomaproveitominha jovem.
O grupo: Inuyasha, Kagome, Shippo, Miroku, Sango e Kirara voltaram à aldeia de Kaede com a mochila vazia da colegial, sua bicicleta que Inuyasha carregava e o vaso que ela trazia.
Miroku estranhava aquele vaso, apesar de não sentir muita energia obscura, mas aquele pergaminho representava um poder purificador forte demais pra ser usado pra qualquer coisa. Algo estava errado.
Ela voltou pra Era e deu o vaso ao seu avô.
Dias depois Kagome escondeu seus fragmentos no vaso em uma manhã.
Seu maior erro.
Naquela tarde não estavam mais lá os fragmentos, e o pergaminho estava levemente despregado.
Na era feudal a bruxa que havia vendido o vaso foi até o grupo de Inuyasha, apreensiva.
- Vendi o vaso errado! Aquele ela não podia comprar, não podia!
- Por que não minha senhora?- Perguntava Sango já esperando o pior.
- Há yokais malignos lacrados lá! E um deles é… Oh, meu santo Buda!- E lhes contou toda história.
Inuyasha correu até a era atual, e lá encontrou Kagome chorando.
O yokai neko havia se libertado graças aos fragmentos e atacado seu avô que estava internado em estado grave.
Kagome e suafamíliaestavam abalados.
Sem contar que ela se deu conta que o yokai a seguia, querendo ver mais sangue derramado.
O sangue dela.
Ele tinha vasculhado as coisas dela, lido seus diários, gravado seu cheiro.
Conhecia sua história, e dos ao seu redor.
Por isso… começou a detesta-la.
Felizmente o avô de Kagome se recuperou no hospital. Porém isso não diminui sua sede de vingança.
- Ireidestruí-lo.- Disse ela em um dia em que observava junto ao hanyou inu, o neko yokai sendo cantado pelas garotas de sua escola.
Inuyasha se surpreendeu com a raiva dela.
Kagome não está em seu estado normal. De baixo dessa mascara de ódio, há muito rancor, medo e melancolia.
Eu sei disso.
E se decidiu:
Se aquele monstro chegará a ferir sua Kagome tão profundamente para transforma-la assim… merece ter uma morte lenta e dolorosa.
…
Estava em silêncio. Em completo silêncio.
O yokai neko foi caminhando pelo ginásio. Cada passo contra o assoalho ecoava por todo aquele espaço.
Frio.
Vazio.
Ele observava tudo atentamente. Os olhos corriam pelo lugar com rápida velocidade.
Aquela garota não era uma humana qualquer, não era.
Aquele sorriso medonho dela adentrava sua mente e permanecia ali.
Ele estremeceu.
Não queria deixar está vida assim. Está parte em que começou em uma era distinta.
Pousou a mão em seu peito onde estava os fragmente que o haviam despertado e ele nem tinha conhecimento disto.
Começou a suar frio, a adrenalina já tomava conta de seu ser.
Ouviu uma risada estridente e rapidamente virou para trás. Ninguém. Nem mesmo ela.
Outra risada. Virou com rapidez para o outro lado, mas nada. Nem mesmo ele.
Ele cerrou os punhos.
As luzes se apagaram e ele não enxergava mais nada.
- Pare de brincadeira! Venha me enfrentar! – Gritou ele. Estralou os dedos se preparando para usar suas garras.
Mas ele estava com medo.
Algo naquele dia era sóbrio demais.
As luzes se acenderam e ele viu a distância um hanyou inu.
O yokai deu uma risada:
- Ora, ora. Quem vem lá?
O hanyou começou a caminhar lentamente em sua direção e dava para se ouvir um som além dos passos dele, que se assemelhava a algo partindo o piso. Ao passar num espaço onde o feixe de luz era mais forte, o yokai neko puro sangue pode ver o hibrido melhor: Ele usava terno preto e gravata borboleta. Sua face era inexpressiva. Olhos âmbares frios e pele próxima ao dourado como ao de seu adversário.
Em uma das mãos ele trazia sua Tessaiga, a arrastando pelo chão o qual tinha seu rastro; uma rachadura profunda.
O yokai focalizou sua energia sobrenatural – seu youki – formando uma chama incandescente de cor verde fosforescente na palma da mão. Cerrou o punho, os feixes de luz da chama passava nos espaços entre seus dedos. Aproximou a outra mão e encostou contra a que possuía a chama, e depois foi a afastando puxando o youki, formando um feixe de luz verde com uma ponta pontiaguda.
Formou-se um cabo da espada de luz, que a mão direita segurava.
- Não irá dizer nada? – Perguntou o yokai loiro.
O hanyou parou de se mover.
- Qual é seu nome?
Inuyasha lhe respondeu com um tom frio e debochado:
- Keh! É desnecessário saber meu nome. Se quiser… me chame demorte.
- Rum. Souka (entendo). Meu nome é Kiniro.
Ficaram se mirando.
Um conhecia a história do outro.
O yokai ainda tinha um sorriso. Ele podia sentir que seu poder youki estava triplicado.
Mal sabia que era por causa da Shiko na Tama.
- Inuyasha.
Disse o hanyou, despertando Kiniro de seus devaneios.
- Meu nome é Inuyasha.
- Por que resolveu disser seu nome agora?
- Pra você saber a quem pedir misericórdia.
Kiniro arqueou uma sobrancelha e sem mais delongas cortou o ar, despassando a chama youki e revelando a lamina de sua espada.
Os dois se colocaram a correr em velocidade sobre-humana e fazem um movimento com o ombro para trás e desferem o golpe com suas espadas. O choque das lâminas ressoava no pátio vazio, mergulhado na escuridão.
Forçando sua espada contra a de Kiniro, segurando firmemente o cabo da sua com os rostos próximo, Inuyasha viu os olhos daquele youkai mudarem de cor pra vermelho, e seus cabelos se esvoaçarem, não por uma brisa qualquer, mas pela aura negra que o rondava.
O vaso de barro que estava do lado de fora do ginásio, dentro do carro de Mizaki, se rompeu e o pergaminho que já estava desgasto se soltou juntamente com seu feitiço de lacração.
Silêncio predominou. Kagome escondida atrás de uma árvore.
Estava tensa.
Mas tinha uma frieza e se tornará tão calculista… que ela estava assustada consigo mesma.
Engoliu seco.
Iria se aproximar?
E se algo… escapasse?
Ficou ali, no silêncio da noite, mesmo sabendo que não estava completamente sozinha, mas Inuyasha estava muito ocupado agora.
Ela suspirou pesadamente e sentiu uma grande presença youki. Pesada.
O carro estremeceu sozinho.
Parou.
Ela suspirou se alivio.
Não era nada afinal. Kagome boba, se preocupando com nada.
Minutos depois… o teto do carro voou pelos ares.
Algo ali, iria escapar.
Naquela rua deserta passava uma mulher indo para sua casa.
Era altas horas da noite, mas ela não se importava. Estava apenas pensando em chegar em casa.
Mas algo naquela noite lhe dava-lhe arrepios.
Estava tudo meio estranho, afinal… não estava acontecendo um baile na escola daquela rua? Por que as luzes estavam apagadas?
Estranhamente… ela tinha a sensação de estar sendo observada.
Quando ela parou um pouco de caminhar, ela ouviu passos atrás dela. Ficou ereta. Logo, quem quer que seja parou de andar. A mulher de cabelos encaracolados estranhou, balançou a cabeça tentando tirar aquela ideia.
Oras, o que estava pensando?
Quem poderia estar a seguindo?
Se fosse um ladrão estava perdendo seu tempo, porque ela tinha pouquíssimo dinheiro. Uns trocados.
Sorrindo volto a caminhar, mas não pode evitar de ficar atenta. O medo de ter ouvido passos anteriormente já lhe despertou a adrenalina que corria em seu corpo. Seus sentidos estavam tão apurados, que ela tinha certeza que havia mesmo passos ritmados com os dela.
Os passos soavam. Passos fortes, diferentes dos dela com seus sapatos de salto alto.
O ser caminhava e não parecia muito distante dela.
A mulher começou a respirar ofegante, começando a andar mais rápido e percebendo que quem quer que seja… estava indo mais rápido também.
Ela parou novamente. Mesmo temerosa, olhou para trás bruscamente.
Nada.
Só ela e a noite. E aquela sinistra rua vazia.
Sorriu sem humor, e voltou a andar.
Se alarmou.
Com certeza havia mais passos dessa vez.
Mais pessoas.
Sua garganta se fechou, já estava suando frio.
Por isso detestavahalloween. Era o dia do ano que lhe dava mais medo, apesar de ser uma mulher tão corajosa.
Ouviu risadinhas.
Com certeza, não era risadas… humanas.
Oh, droga!
Se pôs a correr desesperada. O coração acelerado, as pernas tremulas e moles. Ela nem sabia como arranjou tanta força para move-las, mas conseguiu e corria como louca.
Podia ouvir.
Podia ouvir que os outros seres corriam também. Riam. Riam dela.
- Não adianta fugir! – Gritou um deles com a voz estridente.
Ela se recusou a olhar pra trás.
Socorro! Socorro!Pedia em pensando.
- Calma moça – Gritou outro ser. Realmente não era apenas um. – Queremos brincar com a senhora! Só brincar! – A risada que deu logo a seguir, lhe fez congelar até a alma.
Provavelmente… ela não iria gostar daquela brincadeira.
Ela começou a berrar, mesmo estando sem folego, ainda conseguiu e continuava a berrar:
- Tasukete kudasai! Tasukete kudasai! Tasukete kudasai! Tasuketeeeee!
- Kaze no Kizu!
Uma grande explosão foi ouvida e vista logo à frente pela mulher, e os seres que estavam atrás dela. A lateral do ginásio da escola acabará de ser destruída e o um garoto de cabelos loiros foi lançando, juntamente com os destroços, pelos ares.
Mas ele deu um giro de 360° e pousou no solo suavemente de pé.
Flashes de luz incandescentes de coloração rosa vieram em direção à mulher. Ela se encolheu, mas eles passaram por ela. Seus alvos… estavam atrás dela.
A mulher se virou-se para trás e sangue espirrou em sua face. Sangue não humano.
Ela viu as flechas purificadoras acertarem os yokais que nem se encontravam a um metro de distância dela.
Eram altos, pelo menos 2 metros. Haviam cinco deles. Seus pesados corpos caíram contra o chão asfaltado e instantaneamente viraram pó, e as flechas se desintegraram. Ou melhor dizendo, se teletransportaram para a aljava onde uma garota carregava outras flechas também. A mulher ficou impressionada por uma menina tão jovem ter salvo sua vida. A garota, que estava em cima de uma árvore. Atirava mas flechas em outros yokais que iam aparecendo, enquanto gritava a mulher para ir embora.
- Arigato gozaimasu! – Gritou a mulher antes de voltar a correr de volta a sua casa. Mas antes, ela pode ver um garoto de cabelos prateados sair do ginásio em um grande salto já indo atacar o garoto loiro, com sua espada. Ambos tinham orelhas pontiagudas de animais sobre as cabeças.
A moça se convenceu de que aquilo com certeza era uma alucinação.
A garota que virá até parecia Kagome, a amiga de sua filha Eri, mas seria impossível ser ela!
Mal sabia a mulher.
Mal sabia.
Kiniro correu. Estava ensanguentado, apesar de não sentir dor alguma. Por que? Ele não sabia.
Não havia notado que havia fragmentos de poderes inestimáveis dentro dele, e que com isso ele conseguiu se desperta de seu sono profundo. E que também, com seu poder oni triplicado, conseguiu despertar seus “amigos” que estavam sendo destruídos pela miko.
- Péssimo lugar você escolheu pra se esconder! – Gritou Inuyasha entrando no lugar. – Você sabe que dia é hoje?
Kiniro não entendeu onde o hanyou queria chegar, mas se recusou a sair de seu esconderijo. Estava sentado, apoiando as costas contra a parede do mausoléu. Estava se preparando para o bote. Podia sentir o cheiro do sangue dele escorrer também.
- Hoje éDia das Bruxas! – Comentou o hanyou risonho, enquanto caminhava.
Aquele cemitério parecia um labirinto.
Kiniro congelou.Desde quando existia tal data?
- Eu conheço sua história Kiniro! Você foi selado naquele vaso durante 100 anos! – Soltou uma risada. – Mais tempo do que eu fiquei lacrado naquela árvore! E ainda por cima foi por uma bruxa?! Uma bruxa que você tinha se apaixonado. Nossas vidas são meio que parecidas, não concorda?!
É… nossas histórias são parecidas.Pensou Kiniro com um meio sorriso.
- Entre tanto… ela estava gravida e apaixonada de um outro homem! Um humano!
Ele cerrou os punhos com raiva.
- Verdade! – Respondeu sem sair do lugar.
- Que má sorte meu amigo! Que má sorte!
O yokai neko suspirou e caiu em uma gargalhada sem humor.
- Maldita! – Gritou aos céus como se aquela mulher pudesse ouvir.
- Aquela senhora estranha que vendeu o vaso a Kagome?! Ela era tatraneta dela, não é mesmo?
Kiniro cerrou os olhos bem forte. Ele se não se lembrava dela, apesar de estar tanto tempo na família dela. Em um vaso. E a mulher que o pôs ali já havia morrido há muito tempo.
- Sim! – Respondeu.
Inuyasha soltou uma risada.
- Que irônico. Você tenta mata-la não é? A mulher que você dizia amar?
- Eu a amava! – Respondeu irritado, e logo depois voltou a se acalmar. – Tentei sim! Eu detestava o fato de ficar preso a alguém assim! Não sou como você! Sou um neko e não um inu! Não me apego facilmente, detesto ser preso!
- Ela não te prendeu em nenhum momento!
- Prendeu sim! – Suspirou. – Sou um idiota, fiquei fascinado por aquela mulher. Obcecado. Como vocês cães que se grudam em seus donos. Estou acostumado a ter tudo o que quero, por que não pude tê-la? – Bufou. – Parece que estou fazendo um melodrama. – Olhou para o céu estrelado. – Dia das Bruxas, hã? Por que?
- Quer que te conte?
- Hai.
- Inicialmente era uma cerimonia cristã.
- O que? – Ele estranhou a palavra.
- É uma religião.
O neko caiu na risada:
- Outra?
- Sim. Está data foi feita pra homenagear seus santos.Dia de Todos os Santos. Mas como os humanos são tão criativos, eles acreditavam que no dia 31 de Outubro os espíritos dos mortos sairiam de seus túmulos para tomarem conta de corpos dos vivos. Por ser uma festa de origem pagã, ela foi condenada na época e a partir daí tida como o dia das bruxas.
O yokai neko riu.
- Oras, como sabe disso tudo mero hanyou? Sua bruxa festeja esse dia?
- Keh! Ela é uma miko, meu caso é deferente do seu.
Kiniro soltou mais outra risada e disse com sarcasmo:
- Nossa, masquantadiferença.
Ele pode perceber que o hanyou já se aproximava dele.
- Inuyasha… quer saber o por que de eu tentar te matar?
- Hm?
- Porque você se parece comigo naquela época. Eu deixei tudo o que desejava na vida para possui-la. Fiquei sempre com ela a protegendo de tudo e todos. E ela não soube me reconhecer. Assim como aquela sua humana fará um dia, ou até pior. Não gosto muito do jeito independente dela.
- Por isso tentou matar Kagome também?
- E seu avô. Ela me lembra Mizaki. Sim, esse é o nome da bruxa. Acho que me encontrei com uma descendente dela nesta era.
- A garota de cabelo castanho-claro?
- Sim. Mas Mizaki tinha cabelos negros, assim como a sua humana.
Inuyasha parou de andar.
- Quero mata-te Kiniro por ter ameaçado a segurança de Kagome.
Neko suspirou rindo:
- Tão previsível.
- E também por você se parecer comigo. – Kiniro se surpreendeu com o relato. – Pelo menos com um “eu” de anos atrás. Não vivendo pra nada, pensando em si mesmo. Eu odeio isso em você.
- Eu também odeio você Inuyasha.
Kiniro se levantou e fez sua espada youki surgi novamente. Inuyasha segurou o cabo da Tessaiga com as duas mãos. A energia oni rondava sua arma.
Um estava frente a frente ao outro.
Avançaram rapidamente um contra o outro, e começaram a desferir golpes de espada.
Kiniro corta o ar, emanado uma energia youki que pareciam várias lâminas de espadas, que Inuyasha teve desfiava. Mas foi acertando no tórax em um das pernas.
Inuyasha salta e desferi o Kaze no Kizu, o que acaba jogando o youkai convencido novamente pelo os ares, mas desta vez ele teve mais dificuldade em para em pé.
- Bureedo wa oni (lâminas do demonio)! – Berrou Kiniro ao elevar o braço pra trás e ao trazer com força desferia um golpe com uma energia carregada e obscura com dúzias de lâminas maiores que a do ataque anterior.
O ataque acertou Inuyasha totalmente que gemeu de dor, e foi lançando contra um mausoléu. Kiniro se endireita, vendo o lugar com a fumaça que se levantou ao teto cair junto com o corpo do hanyou.
Kiniro sorri e se aproxima.
- E agora Inuya…
Em meio à poeira densa, sai Inuyasha como raio e acerta a cara de Kiniro com um soco.
Ainda no chão, o yokai neko estava incrédulo:
- Está foi a primeira vez que alguém se ousou a me acerta na face sem arma alguma.
- Keh!
- A brincadeira acaba aqui. Depois de matar você, matarei sua humana assassina.
Inuyasha riu irônico:
- Olha quem fala.
- Irei destruir dar um jeito de voltar a minha era e matar aquela bruxa maldita!
- Ela já morreu, lembra?!
- Estou falando da tatraneta dela.
- Tem certeza?
Kiniro trincou os dentes.
Se levantou:
- Esse é seu fim.
Novamente a energia youki o consumia.
- Sabe por que esse foi um péssimo lugar pra você se esconder Kiniro? – Dizia Inuyasha pegando sua Tessaiga.
- Por que? – Perguntou em uma voz mais rouca e demoníaca.
- O cemitério é onde almas desoladas costumam ficar, e num dia como este aumenta no número já que a barreira deste mundo com o do além é mais estreita. Um ser com poderes espirituais fica com a presença quase imperceptível nesses dias com tantos espíritos perdidos por ai, principalmente em um cemitério.
- Onde quer cheg… – antes mesmo de termina sua pergunta à ficha caiu.
Quando ele se virou para trás, três flechas purificadoras o atingiram no pescoço. Ele caiu no chão. Começava a forma uma poça de sangue.
- Ku-kuso. – Gemeu de dor.
- Ele ainda tem fragmentos nos braços e no peito. – Disse Kagome de pé, em cima do teto de um mausoléu.
- Entendi. – Disse Inuyasha erguendo a espada. – É Dia das Bruxas, Kiniro. Deveria saber que está não é sua noite. – Ele se concentrou no youki de Kiniro, que mesmo ferido daquela maneira tinha a energia forte e bastante perceptível. Ele já consegue ver o redemoinho de energia sinistra dele. A Tessaiga adquiri escamas verdes de Dragão. – Ryuurin no Tessaiga! – e partiu em dois seuYouketsu.
Com o corpo de Kiniro mutilado, Kagome pega os fragmentos e seus restos se desintegram totalmente.
- Ken! Vamos embora. – Disse Inuyasha já com seu costumeiro mau-humor, virando-se para partir.
- Hai. – Disse Kagome, em um tom de voz baixo.
O hanyou estranhou, mas resolveu esperar pra pergunta depois.
Ao chegarem no quarto de Kagome, ela estava sentada em sua cama cabisbaixa.
- O que foi? – Perguntou Inuyasha arrancando a gravata borboleta com a garra, e se sentado ao lado dela na beira da cama.
Ela olhou dentro dos olhos dele.
- Você acha que me tornei um monstro Inuyasha?
- Por que pergunta isso?
- Por que… hoje foi tão estranho. Porque eu percebi o quanto estava de certa forma acostumada a agir assim. Sou uma… assassina.
- Você só uma vitima das circunstâncias. – Falou ele colocando uma manta que estava na cama sobre os ombros dela. – Não se preocupe com essas coisas.
- A maioria das pessoas não fariam o que eu fiz.
- A maioria das pessoas não tem que viver a base da lei da selva; vive o mais forte.
Nisso ela tinha que concorda com ele.
- Tire essas ideias malucas da cabeça sim? – Falou se levantando e tirando o paletó.
Ela sorriu:
- Está bem.
Ele ruborizou ao vê-la sorrir e adentrou no banheiro.
Compreendo.
Sussurrou uma voz melodiosa.
Então é assim que é amar de verdade e ser correspondida, não é?
Kagome se levantou da Kagome e ao virar-se em direção da porta, viu Eri.
Não, não era Eri em si.
Era um espirito.
Um espirito parecido como ela.
Usando um kimono antigo, preto. Cabelos soltos e calçando guetá.
- Você é a bruxa Mizaki… não é?
Ela moveu a cabeça concordado com um doce sorriso.
Você sabia não é?
Já sabia que era Eri faz parte de minha família?
Concordou.
Você não é um monstro, Kagome-chan. Apenas uma boa garota.
O fantasma olhou, com um olhar sofrido para o banheiro, vendo Inuyasha sair de lá secando o rosto e indo até a cozinha.
Halloween, não é?
Se é Dia das Bruxas… por que não estou feliz?
Ela mirou Kagome.
Você tem tanta sorte.
Desceu as escadas e antes de chegar ao ultimo degrau, ela já tinha sumido.
Kagome se sentia, estranhamente, mas aliviada.
Inuyasha voltou com um copo d’água com açúcar e deu a ela.
- Está preocupado?
- Estou. – Respondeu sem jeito.
Ela sorriu contente e beijou-lhe a boca. Ela ruborizou abaixando a cabeça e em menos de minutos ele a puxava pra mais outro beijo. Mais profundo.
Ele a puxou pelas pernas, a fazendo-as se enlaçarem em sua cintura ainda com lábios dela nos seus, e com aquele beijo que ia ficando mais afoito, Kagome fechou a porta do quarto e ele a depositou na cama e logo em seguida se pondo sobre ela.
Naquela madrugada, dedos longos, finos e cálidos passaram pelas costas nuas de Kagome.
Ela se arrepiou de espanto.
Maldição, havia deixando um yokai vivo.
Com a mão tremula, ela foi acorda Inuyasha, mas percebeu que estava sozinha na cama.
Sozinhacom um yokai em seu quarto.
Ela ouviu o oni salivar.
Ela não sabia que intenções eram as dele, mas também não queria descobrir.
O grito estava engasgado. Travado na garganta, não conseguindo sair.
Ela ouviu uma risada maníaca, e ouviu o som de uma lamina cortando algo duro. Som de um peso cair no chão e sair rolando, e algo molhando se espirar.
Passou a mão no rosto onde o liquido tinha respigado e viu que era sangue. Levantou o rosto alarmada e havia sangue respingado na parede. Estava ajoelhada sobre a cama, e algo continuou a rolar por baixo dela até o outro lado.
Kagome pode ver a cabeça horrenda do yokai. Decepada.
Virou-se bruscamente para trás, e viu o resto do corpo do yokai que ainda estava em pé, e Inuyasha usando apenas as calças com um facão de cozinha onde escorria o liquido rubro.
Seus olhos estavam vermelhos, marcas roxas nas laterais de seu rosto, enquanto ele sorria maliciosamente.
Empurrou o monstro pro lado como se fosse um saco de batata, e o corpo dele caiu. O sangue que saia pelo pescoço parecia interminável. Já formara uma grande poça.
Inuyasha vinha engatinhando pela cama até ela.
Kagome o olhava perplexa.
Passou-se uns minutos em silêncio, com Inuyasha a analisando com seus olhos vermelhos e íris verdes.
Ela caiu na risada, mudando de humor bruscamente. O surpreendendo.
- Que foi? – Perguntou ela inclinando a cabeça com ar de inocente. – Vamos dormi, Inuyasha.
The End
Notas finais
Essa é minha primeira fanfic de terror, assim, só que sem dá medo *risos*. Já li vários contos de terror que não dão medo, então este conto é um desses *risos*.
O nome dele: Kiniro.
Veio de 金色の que é Kin'iro no que significa dourado. Kin'iroi pode se considerar ouro. Mas levem o nome dele como dourado mesmo.
Baseado nos cabelos dele, porque os imaginei bem loiro.
Tive a ideia pelo o conto A filha da exterminadora de Meg Cabot.
Assim, isso serviu pra me inspirar e trazer um lado caçadora de certa forma a Kagome, e ao Inuyasha que está ao lado dela.
No final deixem Inuyasha meio yandere na forma yokai, porque é tudo influencia de Mirai Nikki. A Yuno é muito foda!
E essa coisa de yandere ficou gravado na minha cabeça.
Kissus
Ja ne
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