Dia a Dia
1 O dia em que o encontrei
Notas iniciais
E agora escreverei oneshots baseadas nessa vida interessante, afinal a guardiã não se mete em confusão todo dia ~
A primeira vez que eu o vi, estava na floresta fora dos portões da guarda de Eel. Eu tinha ficado confusa com o teste aplicado pelo Kero, e porque minhas respostas deram empate, ele decidiu que eu poderia escolher. Eu decidi pensar mais um pouco sobre isso, afinal estaria responsável por cuidar de algo vivo. Encontrei os portões abertos, e sai discretamente, afinal passar despercebida é minha melhor habilidade.
Ele estava fraco e parecia estar machucado, era relativamente pequeno. Olhos azuis claros, me miravam com um certa altivez, o corpo lembrava o de um urso, o dorso era de um tom laranja claro com riscos azuis e entre os olhos havia pontos do mesmo tom de azul profundo.e tinha dois pequenos chifres próximo as orelhas. Era tão fofo. Kero me informou que mascotes selvagens raramente se deixavam tocar por humanos, mas aquele estava assustado e com dor, provavelmente incapaz de se mexer.
Não precisa se assustar, veja — eu me aproximei devagar e com cuidado, demonstrando estar desarmada e sem más intenções — Eu não vou te machucar, só quero ajudar.
Continuei me aproximando, ele rosnou um pouco, mas depois fez um careta demonstrando sofrer. Eu finalmente cheguei próxima o suficiente, e observei que estava enroscado em espinhos, com cuidado retirei-o de lá. E o levei de volta ao quartel. No meio do caminho ele parou de protestar, e se acalmou. Fui na enfermaria, e como não havia ninguém lá, peguei o que me pareceram ataduras e antisséptico, e limpei os ferimentos, enquanto retirava os espinhos. Depois de ficar satisfeita com o resultado, me levantei, resoluta segui em direção a floresta para devolvê-lo.
Embora tenha ficado apegada, era melhor deixá-lo livre para que os pais pudessem encontrá-lo. Incrivelmente, quando eu me preparava para a despedida, colocando-o em um local "seguro", e me virei para ir embora, o bebê mascote tentou me seguir e até mesmo fez um som que lembrou o choro desamparado.
Ora, você quer ficar comigo pequeno? — perguntei exatamente como faria com uma criança. Ele não respondeu, e apenas se aproximou mais. — Decidi, irei mantê-lo! Vou informar ao Keroshane. Vejamos, vou te chamar de Elaro. — Enquanto assentia para mim mesma com a escolha do nome, o pequeno se aconchegou em meus braços e dormiu.
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Ryna, onde estava? Eu estava ficando preocupado. — Keroshane falou assim que me encontrou no Quiosque. E logo após ficou calado, como se estivesse em transe.
Kero? Kero? O que houve? Hey, você está bem? — Continuei chamando e questionando, um dos garotos legais ( ou seja, só ele e Leiftan) que me ajudaram a não voltar para a prisão.
O-o que é isso nos seus braços? — Questionou ainda pasmo, e logo depois limpando os óculos.
Oh, ele? — fiz um sinal com a cabeça para o mascote em meus braços. — Encontrei-o na floresta, estava com dor e enroscado em espinhos, cuidei dele e tentei devolvê-lo, porém ele quis retornar comigo. Então o trouxe, alias o nomeei como Elaro. Eu deveria ter perguntado antes, posso ficar com ele? — Olhei Keroshane com meus melhores olhos suplicantes, afinal senti uma conexão imediata com Elaro.
B-bem, acredito não ser um problema. — Kero disse com o semblante claramente perturbado. — Isso resolve qual será o seu mascote. Preciso informá-la sobre os hábitos alimentares, e adverti-la que ele come insetos brilhantes. É muito independente, e tem certa facilidade em explorações. Parabéns, Ryna, você agora é oficialmente membro da Guarda de Eel.
Obrigada, Kero. — Beije-o no rosto, como um cumprimento normal. Por alguma razão ele ficou muito vermelho, e a taxa de gagueira aumentou. Deixa pra lá.
Vamos Elaro. — falei com o mascote em meus braços, que havia acordado devido ao barulho. — A partir de agora seremos companheiros. Vamos nos dar bem, certo? — Continuei falando com Elaro, como faria a uma criança pequena, enquanto seguia na direção do meu quarto.
Mal sabia a surpresa que me aguardava naquele recinto.
Notas finais
Apresentação básica
OC: Ryna Solaries, garota típica do mundo moderno. Olhos roxos e cabelos castanhos claros. Geralmente alguém alegre, a quem se atribui a imagem de bom samaritano, quando irritada ou provocada tende a reagir de maneira sarcástica e defensiva. Filha única de um importante CEO e de uma renomada atriz. Ama coisas fofas, e sempre se deu bem com crianças. Cursava o último ano do Ensino Médio, e como visitava regularmente a floresta acabou entrando no círculo de cogumelos. Gosta: Doces, e massas. Não gosta muito: até o presente momento, Miiko, Nevra, Ezarel e Valkyon, pois foram muito rudes com ela ao chegar.
Pet: Elaro, é um Panalulu, sorte desse pet no nível bebê é 250 até 340, e adulto entre 310 e 370. Geralmente arisco, e só gosta da dona até agora.
Curiosidade: Leiftan possui um Panalulu, relativamente agressivo. O Panalulu de Leiftan é do sexo feminino e detesta a Guardiã.
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