- Putz... Que musica dos infernos – O moreno levantou-se e fechou a janela.

- Prefere ficar no calor a musica horrível, está entre a cruz e a espada, Itachi. – a mulher entrou no escritório, a blusa branca estava com três botões abertos.

- Sabia que não deveria ter levantado da cama hoje.

A situação do escritório estava caótica, o ar condicionado tinha dado problema por conta disso o calor estava infernal, tinha tirado o paletó e afrouxado a gravata, o cabelo grudava na testa e na nuca, o estomago roncava, não havia jantado ontem, nem tomado café da manhã, e já passava da 13h30min, ou seja, perdera o almoço também.

- Como está a situação no escritório?

- Os investidores ligaram e querem falar com você. Sasuke ligou e falou que sairá em viagem e não sabe quando volta, Gaara está cantando a nova secretaria, o que eu achou uma perda de tempo, visto que eu estou aqui...

- Sakura

- Voltando, aconteceu um acidente com a cafeteira e espirrou café fervente em alguns empregados, Tenten vomitou o carpete inteiro por causa do cheiro e pediu o dia de folga, as faxineiras estavam limpando agora, apesar de eu achar que aquele cheiro nunca vai sair da minha memória, e agora metade do escritório está passando mal. Mas valeu um pouco a pena porque o marido da Tenten veio buscá-la e que pedaço de mau caminho agora eu sei por que ela é tão feliz no casamento. Mas como todo momento bom dura pouco, meu aparelhinho muito bonitinho que tocava musica deu uma de birrão e parou de funcionar, e detalhe, eu estava de fone quando aconteceu, e um zumbido vindo das profundezas do inferno quase me deixa surda, acho que minha audição nunca mais será a mesma.

- Hum, e esse “galo” na sua testa?

- Minha cadeira de rodinhas quebrou enquanto estava sentada nela, fui direto na quina da mesa.

- Parece que hoje tudo deu errado para todo mundo.

- Não se engane meu caro amigo com cabelos de pontas duplas

- Meu cabelo não tem pontas duplas.

- Como eu ia dizendo, nem tudo está perdido, a companhia do Uzumaki decidiu fechar o negocio com a gente. Viu como foi bom eu ir naquele encontro com ele, e você ficou emburrado comigo por uma semana.

- Ele não me parecia uma boa pessoa.

- Ah Itachi, dês dos meus 15 anos você implica com meus namorados, até seu irmão foi sua vitima, por muito tempo eu realmente acreditei que ele era gay.

- Ele quase teve um ataque do coração quando você disse para ele, eu deveria ter gravado a cara dele...

- Você gravou.

- Sempre assisto nos momentos de depressão.

- Acho que vou ter que aderir a essa sua técnica, amado sócio.

- mudando de assunto que tal você me pagar um almoço Sakura?

- Por que eu?

- Porque eu paguei da ultima vez

- Querido você está com sorte de eu estar com tanta fome, e sem nenhuma energia para discutir, porque se não...

- Já sei, “a fúria do demônio rosa”.

- Que nomenclatura gay.

- Estou com fome não force demais do meu cérebro.

O moreno contornou a mesa e passou a mão envolta da cintura conduzindo a sócia à porta da sala, saíram do prédio conversando. Conheciam-se há mais de quinze anos, e não foi uma surpresa quando decidiram se tornarem sócios.

Como se conheciam a muito tempo, por traz dos panos, rolava solta uma aposta – entre amigos e familiares – de quando eles finalmente iriam assumir a relação.

Se eles soubessem o que acontecia com eles quando estavam sozinhos, ou até mesmo no escritório, em cima da mesa...

Foram a um restaurante familiar perto do escritório.

A recepcionista deu abertamente em cima de Itachi. Sakura se divertiu ao ver que o moreno retribuía o galanteio até o momento em que um garçom bombado chegar e se postar perto da recepcionista.

O almoço ocorreu divertido como sempre, estavam esperando as xícaras de café quando Itachi ficou olhando Sakura.

- O que foi? Tem alface no meu dente?

- Não, não

- Então o que?

- Sabe em quanto está à aposta para assumirmos um relacionamento?

- Não, aumentou?

- Sim.

- Que bom, somos famosos. Soube que estão apostando na empresa também

- Sakura,

- Sim?

Quando pretendia me contar que está grávida?

A rosada cuspiu o suco que estava tomando

- Como é?

- Sasuke me contou que ouviu você falando no telefone que estava grávida e não poderia ter a criança.

- O que?

- Sakura, esse filho é meu?

- Na...

- Não é? Então e de outro? Você vai ficar com ele? Ele vai assumir a criança?

A rosada estava muda e quando tentou falar foi interrompida.

- Não, tudo bem, eu entendo, se ele não for assumir, eu assumo Sakura. Você sabe que eu sou apaixonado por você e você também gosta de mim.

- Eu

Ele pegou a mão dela por cima da mesa

- Sakura, na escola você era contra isso, por que agora você...?

- Itachi, cala a boca.

- Mas...

- Quieto, olha pra mim.

Ele olhou

- Porque vocês, homens, sempre tiram conclusões precipitadas sobre o assunto? Primeiro, eu não vou dar os bebes.

- Os? São mais de um?

- Fica quieto. São mais de um porque quem está grávida é a duqueza.

- A duquesa? Sua gata?

- Sim

- Não você?

- Não

- Tem certeza?

- Tenho.

- Hm,

- Você parece desapontado...

- Um pouco talvez. Achei que finalmente aceitaria minha proposta de casamento

- Sou contra o casamento, mas...

- Mas?

- Gosto de você Itachi, porque não treinamos antes de dar um passo mais serio?

- Está falando em ir morar junto?

- Sim

Se eu comprasse um anel, você usaria?

- Quem sabe...

- Empacote suas coisas, você vai para minha casa nesse sábado.

Notas finais
Valeu quem leu o cap. todo, reviews são muito bem vindas *-*
Mais uma vez Feliz Natal e um Ótimo Ano Novo!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!