Dia De Empreguete, Véspera De Madame!
35 Capítulo 35
Notas iniciais
Com o ponteiro do relógio andando ás pressas até parecia que aquele fim de semana não iria durar, mas havia passado somente um dia que eles estavam ali em Forks, aproveitaram a praia no dia anterior e hoje as crianças queriam o aconchego da casa dos avós, Jasper e Alice deixaram-nos cedo por lá e aproveitaram para poder finalmente ter um dia somente do casal.
Mais tarde após o almoço Alice e Jasper encontravam-se na sala do apartamento assistindo TV, trocavam caricias como qualquer casal apaixonado, com os olhos vidrados na TV, nada tirava a atenção de Alice no desfile de moda em Milão que passava pelo canal de TV fechado. Jasper beijava o braço de Alice e ia subindo cada vez mais partindo para o ombro e em seguida seu pescoço, ela sorriu com o ato e sabia o que aquilo significava, sentindo um arrepio subir pelo seu corpo. Sua concentração estava se esvaindo a cada minuto, se é que poderia dizer que ela estava concentrada em algo.
A mão dela encontrava-se sobre a dele, que se localizava bem em sua cintura. Jasper trazia-a para mais perto de si, Alice não conseguia mais disfarçar que também estava com desejo de provar seu amor mais uma vez, seu suspiro foi reprimido por um pigarrear, Jasper agiu tão rápido em deitá-la no sofá que ela foi pega de surpresa e quando percebeu já estava sendo observado por um par de olhos verdes brilhantes.
Jasper voltou a beijar o pescoço de sua amada novamente e Alice segurando a nuca do mesmo, fechou os olhos para sentir melhor o prazer daquele momento, ela foi suspendendo a blusa dele e ele apressou em ajudá-la a tirar mostrando aquele corpo bem cuidado, sua barriga reta e um peitoral bem definido, era assim mesmo que Alice gostava olhou-o de cima a baixo como se fosse uma adolescente apreciando aquele típico monumento o que fez Jasper abrir um largo e lindo sorriso lateral.
Ela deslizou a mão de seu forte braço para o peitoral. Então ela acabou entrando na brincadeira e abrindo um perfeito sorriso sapeca. Jasper puxou-a para um longo beijo apaixonante...
— Acho... Melhor eu... Atender ao telefone. – Alice disse ao ouvir o toque de seu telefone, até parecia algum tipo de brincadeira. Jasper mal deixava Alice terminar de falar e arrancava-lhe sempre um selinho em meio a duas ou três palavras.
— Isso pode ficar para depois. – Os dois esqueceram-se do telefone que tocara mais duas ou três vezes, com certeza eles não estavam contando isso. Ao meio ao beijo Alice abriu os olhos ao perceber seu celular tocar novamente e um pouco de longe conseguiu ver que o numero de registro estava era o de Esme.
— Jazz... – Ela o afastou com a mão em seu peitoral. – Deve ser importante é o numero De Esme.
— Argh tudo bem... – Ele disse desistindo de lutar contra o telefone. Ao atender Alice teve uma grande surpresa ao ouvir uma voz máscula no outro lado da linha.
“– Viu mãe eu disse que se eu ligasse do seu telefone Alice me atenderia.” – Emmett gritou no outro lado da linha e Alice soltou um suspiro de desânimo ou ver que havia parado com algo “importante” para ouvir as sábias palavras de seu irmão.
— Fale Emmett, aconteceu alguma coisa? – Jasper continuou abraçado a Alice beijando seu pescoço e Alice com medo de soltar o que não devia mordia seu lábio inferior.
“– Não nada, mas acho que estou interrompendo um vuco, vuco ou tchererere tche tche.” – Emmett não pode evitar de soltar uma alta gargalhada. “- Falando sério agora, para vocês poderem voltar para o ninho de amor de vocês... Amanhã você está lembrando que é aniversário do seu maninho aqui não é?!”
Houve uma breve pausa e Alice fez aquela típica careta de quem que se esquecia de coisas importantes.
— Jazz, não... – Ela o empurrou de leve e Jasper bufou baixo revirando os olhos.
“- Estou definitivamente ofendido, magoado, chateado com você. Amanhã aqui na casa de Dona Esme está me ouvindo?! almoço familiar e não esqueça de meu presente... Agora vocês podem terminar o que estavam fazendo...” – E antes que Alice desligasse o celular Emmett finalizou. “- Alice?”
— Sim Emm.
“- Pra traz e vuco, pra traz e vuco, pra traz e vuco, vuco, vuco, vuco...” – Emmett mal conseguia falar de tanta gargalhada que soltara deixando no outro lado da linha uma Alice completamente vermelha de vergonha. Jasper pegou seu telefone e jogou no sofá levantando-se do mesmo e em seguida suspendendo Alice em seus braços.
— Acho que agora poderemos ter um pouco de sossego. – Ele disse caminhando pelo pequeno corredor e abrindo a porta do quarto com o pé. Chegando perto da cama colocou Alice delicadamente sobre ela e a mesma ao ver o sorriso malandro de Jasper soltou uma sapeca gargalhada, começariam tudo de novo...
***
Mais tarde Alice pensava no que faria para o jantar estava em um grave dilema consigo e com Jasper que não a deixava comer o que queria.
— Eu não vou comer essas coisas gordurosas e muito menos as crianças.
— Vamos Lice é fim de semana. – Jasper disse amarrando seu roupão azul marinho. – Fim de semana, fim de dieta. – Ele finalizou beijando a esposa que estava sentada na beirada da cama ainda desarrumada. Ela terminava de passar o creme hidratante de amêndoas em sua perna, Jasper aproximou-se colando seus rostos e finalizando o gesto com curtos beijos. – Eu vou até o supermercado aqui perto faço as compras e você nem precisa se preocupar com nada.
— Olha que deste jeito eu acostumo. – Ela disse em um tom de voz dengosa fazendo Jasper sorrir.
— É só você passar a lista.
— Tudo bem aceitarei, até porque não estou muito a fim de sair hoje.
— Você não deveria ficar se escondendo assim. – Jasper disse enquanto procurava por algumas peças de roupa somente de cueca boxe, Alice que olhava no celular algumas notícias ao voltar o olhar para o marido perdeu completamente à concentração.
— Bem...
— Bem? – Jasper retirou-a do transe, balançou a cabeça para afastar seus pensamentos maldosos e voltou a concentrar, levantando-se da cama e indo até ele para lhe entregar o celular.
— Já estou nos sites de fofoca, todos sabem que estou passando um fim de semana em Forks. – Ela saiu de perto dele, afastando-se aos poucos e passando a mão pelo cabelo longo até a altura do ceio, vestida somente com uma camisa de Jasper e suas peças intimas, roubou a atenção do mesmo para ela novamente, ele teria que se concentrar caso quisesse ir até o supermercado naquele instante, olhou a notícia e viu a foto deles no dia anterior na praia de La Push.
— Havia me esquecido que sou casado com a modelo mais famosa dos últimos tempos. – Ele brincou enquanto vestia sua calça e procurava por qualquer sapato.
— Se não fosse por isso estaria tudo ótimo. – Ela reclamou enquanto procurava por algo para prender seu cabelo, Alice detestava sua falta de privacidade, no começo não se importava nem um pouco, nem percebia que tinha pessoas lhe seguindo e quando notava mal ligava para isso, mas agora ela não podia dar um espirro que saia nos noticiários. Sua fama estava no topo, aos seus vinte e seis anos que já se considerava o início do fim de sua carreira, mais alguns anos e desfilaria mais, por isso já pensava em seu futuro, sem ensino superior não teria como se sustentar assim que se “aposentasse” então resolveu aproveitar sua fama para virar sócia de Alexia, Esme passara de vez sua parte da empresa para Alice, não se sentia bem cuidando daquilo. Estava começando a criar sua própria grife e estaria bem de vida pelo restante dos anos que ainda conseguisse viver.
— Uma hora eles cansam. – Ele nunca pensou em alguma vez se ver nestes sites de fofoca, seu pai era advogado parecia nas colunas policiais às vezes, mas ele era médico e via-se neste universo desde quando reatou com Alice, mas não se importava era o sonho de Alice seguindo em frente. – Mas ainda acho que você não deveria se privar por causa disso.
Ela olhou singelamente para seu marido, com uma cara que mais poderia se dizer de um cachorrinho que caiu do caminhão de mudança. Fez um biquinho que para Jasper a deixou ainda mais sexy.
— Tudo bem, eu vou com você, aproveitamos e buscamos as crianças em seguida.
— Ótimo, vá se arrumar que vou arrumar as coisas na sala e procurar onde deixei a chave do carro. – Uma expressão de dúvida invadiu o rosto de Jasper e Alice sorriu.
— Já lhe disse para ser mais organizado.
— Impossível com você por perto. – Ele disse aproximando-se dela, puxando-a pelo braço com um rápido solavanco, com o intuito de não bater de frente com Jasper ela parou com suas mãos no peitoral coberto pela camisa, ele a prendeu pela cintura e roubou-lhe um longo beijo deixando ambos sem ar, ela arfou tentando recuperar o ar perdido.
— Andou aprontando algo? Está tão romântico... – Ela disse com um ar de desconfiança, mesmo confiando cegamente em Jasper.
— Não, apenas ainda me desculpando pela estupidez que fiz com você.
— Aquilo já passou, estávamos ambos de cabeça quente. – Em um breve suspiro Jasper se viu obrigado a concordar, mesmo que não parasse de pensar naquele dia, sabia que por mais que Alice estivesse magoada ela nunca lhe diria, tinha medo de magoar os sentimentos das pessoas e quando ela dizia algo que não deveria certamente ela já perdera a cabeça há muito tempo.
— Tudo bem. – Ele terminou o diálogo com um selinho. – Agora vá se arrumar.
***
Assim que achou uma vaga no estacionamento do supermercado parou o carro de imediato, enquanto tirava a chave da ignição e pegando seus pertences dentro do carro Alice pôde perceber logo nas árvores ao redor do supermercado um homem escondido com uma câmera na mão.
— Que droga. – Ela disse enquanto sentia-se irritada, virando o rosto em direção a janela do carro logo ao seu lado.
— O que aconteceu.
— Olhe para sua esquerda logo à frente na terceira árvore. – Jasper seguiu as instruções de acordo com o que ela disse avistando o mesmo cara de boné e uma câmera na mão escondido atrás daquela árvore.
— Não se irrite com isso meu amor, apenas lhe fará mal. – Ele beijou o ombro descoberto da mulher, que voltou o olhar para ele no mesmo instante e tentou sorrir. Ela abriu a porta e saiu do carro esperando por Jasper no lado de fora, colocou seu óculos de sol aproveitando o fim de tarde.
Entrando no supermercado Jasper logo pegou um carrinho, empurrando-o a cada corredor escolheram o que iriam comer hoje, Jasper queria alguma coisa prática e Alice não se importou mais com o que ele queria comprar apenas comprou para si algumas verduras para a salada que nunca abria mão de comprar, pouca coisa foi escolhida iriam comer somente no jantar e café da manhã do dia seguinte, estariam logo cedo na casa de Esme amanhã para a comemoração de aniversário do Emmett e sem contar que Alice não tinha nada para dá-lo isso martelava várias vezes em sua cabeça.
— Esqueci a carteira no carro vou ir buscar.
— Pode deixar que eu busco, preciso tomar um ar.
— Tudo bem. – Jasper não relutou, sabia que algo perturbava sua mente.
Alice saiu à noite já começava a cair, o pátio de estacionamento não tinha ninguém, o casal com seus filhos estavam entrando em um carro e saindo do local, apenas vários carros ali. Alice chegou perto de seu carro destravando o alarme e quando encostou à mão na maçaneta da porta uma mão tapou sua boca puxando-a para trás, não deu tempo para ela entrar em desespero.
— Fique quietinha. – Aquele tom de voz, aquela voz que tanto lhe atormentava, como ela tivera a audácia de segui-la até ali?
Sim, não poderia ser mais ninguém a não ser o maior pesadelo de Alice nos últimos anos, Maria. Ela guiava Alice até uma parte dos fundos do supermercado onde quase não tinha movimentação, Alice não conseguia reagir, estava com medo do que ela iria lhe fazer.
Quando pararam Maria jogou Alice contra o chão, tirou a peruca e o óculos escuro, tinha em seu rosto um largo sorriso de vitória que chamava atenção extrema.
— Ah quanto tempo eu sonhei com este momento. – Ela disse docilmente com um olhar que amedrontava Alice, suas pernas trêmulas impedia que ela se levantasse e saísse correndo chamando por ajuda, sua voz provavelmente também não sairia como ela esperava.
— O que você quer comigo?
— O que eu quero? Não finja que não saiba, já lhe avisei para afastar de Jasper tantas vezes, porque você é tão teimosa e não faz o que lhe peço?
— Jasper não é sua propriedade, ele não te ama.
— Isso é o que você pensa... Quando você sumiu Jasper correu para os meus braços.
Alice não deu muita importância para as palavras ditas por Maria, queria somente sair dali, olhava para os lados para ver se tinha algum movimento por ali, observou bem a distancia entre ela e Maria para ver se teria algum tipo de chance, mas independente da resposta decidiu arriscar.
Levantou e começou a correr sem olhar para trás, Maria não a deixaria escapar assim tão facilmente, Maria chegava cada vez mais perto de Alice, que estava sentindo as palpitações fortes de seu coração pelo nervosismo.
Seu corpo caiu em um impacto forte no chão, Maria segurou seus braços o que fez com que Alice não pudesse impedir de bater a cabeça no asfalto do estacionamento, estava quase perto, mas não onde deveria ter chegado. Em sua testa um pouco acima da sobrancelha havia um corte onde uma linha fina de sangue descia.
— Me solta.
— Não tente fugir de mim, eu sempre vou estar aonde quer que você vá, sou pior do que monstros de filmes de terror.
— Sua vadia, me deixa em paz. – Alice debateu contra Maria, mas não conseguia se soltar, Maria sorria adorava ver Alice com todo aquele desespero. – Me solta ou vou gritar.
— Tente e verá o que lhe acontece, antes que alguém lhe apareça eu corto seu pescoço e fujo.
Como poderia alguém conseguir ser tão perversa a este nível? Alice sentia um nó em sua garganta, seu coração palpitava tanto que até parecia que sofreria um infarto a qualquer momento. A respiração pesada tirava sua concentração e se martirizava a todo instante por não conseguir pensar em algo.
— Alice, Alice se você tivesse entendido o primeiro recado sua filha não teria sofrido, seu querido menino não teria brigado com a irmãzinha e você não estaria prestes a morrer agora.
— Você não sairá impune desta.
— E você não sairá viva Alice. – Maria no mesmo instante retirou da manga de sua blusa uma faca, para o desespero de Alice não teria sair dali, mas não deixaria de tentar. Alice esbofeteou a cara de Maria que ficou ainda com mais raiva, ambas se debatiam no chão do estacionamento e logo mais a frente, bem distante dali Jasper já se encontrava preocupado, Alice sumira há quinze minutos. Deixou o carrinho parado em um canto e foi até a porta de lá conseguia ver o carro, estranhou ao perceber a porta aberta e não ter ninguém por perto, caminhou a passos largos até lá.
Maria ao perceber alguém se aproximar tapou a boca de Alice e posicionou a faca em seu pescoço. Jasper teria que andar bastante para chegar até ambas, mas dava para avistá-las ali.
Jasper pegou a chave jogada no chão olhou dentro do carro sua carteira estava onde havia deixado, não seria um assalto, estava preocupado e de imediato só se passava em sua cabeça um nome de certa mulher, Maria. Olhou para todos os lados a esse ponto elas já deveriam estar longe dali o que faria?
Alice mordeu a mão de Maria que quase gritou estragando todo o plano, Alice derrubou Maria no chão ao seu lado, não conseguia levantar porque Maria lhe segurava fortemente.
— JAZZ... – Foi só o que ela conseguiu dizer, chamar a atenção do homem, que se redirecionou para a direção do grito, não vendo nada ficou aflito, mas continuou andando querendo encontrar sua mulher.
Avistou um movimento logo atrás de um carro, correu um pouco mais para chegar o mais rápido que pudesse. Um grito estridente gelou todo o corpo de Jasper ele quase parou, mas teria que continuar, teria que ver Alice.
Quando chegou Maria segurava uma faca quase perto do pescoço de Alice e só não concluía o trabalho porque Alice tentava impedi-la fazer o que queria, Jasper tentou puxar Maria, mas quase que foi atingido, em seguida sem medo prendeu seus braços e ouviu Alice gemer de dor. Maria largou a faca no chão se debatendo para poder se soltar.
Alice olhava abismada para a direção de Jasper tentando recuperar o fôlego e se acalmar, sabia o quão louca Maria poderia ser quando queria perseguir alguém, mas nunca queria acreditar que chegaria a este ponto de matar alguém, Alice por mais que a odiasse não queria acreditar que ela fosse realmente assim.
— Alice... – Jasper chamou a atenção da mulher para si.
— Ligue para a polícia, meu celular está no bolso de trás. – Alice manteve o equilíbrio que pôde nas pernas, procurou pelo telefone de Jasper e pensou bem para poder se lembrar do número de emergência. Enquanto conversava com um dos policias tentando manter a calma, mas sempre com os olhos fixos em Maria, Jasper tentava segurar a mesma com um pouco de dificuldade. Estava preocupado com Alice, queria estar perto dela, perguntar se estava tudo bem, o que aquela vadia havia lhe feito ou se tinha se ferido gravemente, a única coisa que Jasper conseguiu perceber foi o corte na testa de Alice, a única coisa que queria naquele momento é abraçar Alice, mas se fizesse isso seu pesadelo continuaria a solta por aí, lhe vigiando e tentando acabar com o amor de sua vida.
— Eles estão vindo. – Alice disse fungando fortemente, como se estivesse reprimindo um choro.
— Oh Alice está chorando! O que eu fiz para você querida, apenas disse para ficar longe de meu homem.
— Quieta Maria, eu não sou seu homem, eu sou casado, muito bem casado com a mulher mais especial deste mundo e pode apostar que não é você.
— Por Deus Jasper, sei que você me ama, está usando a pobre coitada apenas para me fazer ciúmes.
— Claro, ciúmes estes que está durando há seis anos.
— Não me chateie Jasper, posso acabar fazendo uma besteira.
— Irá tentar me matar também?
— Você não está me deixando outras alternativas meu amor, já disse que você tem que ser somente meu e de mais ninguém, ou você já se esqueceu da sua ultima namoradinha?
Aquilo bateu com uma forte rocha em Jasper, uma dor inundou seu corpo, odiava lembrar daquilo, pensava todos os dias em como tinha conseguido superar a morte de Annabelle. Mas outra coisa ainda lhe chamou mais atenção só poderia ser Maria...
— Foi você que matou Annabelle? Como pôde fazer isto com ela? Tínhamos apenas 17 anos, você destruiu o futuro de uma garota brilhante.
— Jasper convenhamos que Annabelle não era lá grandes coisas.
— Quem era... Annabelle?
— Alice querida esquecemos completamente de você.
— Alice depois conto toda a história, é longa, algo que eu pensei que já havia sido encerrado em minha vida.
De longe algo chamou a atenção não somente dos três, mas de todos ali presentes no supermercado, o paparazzi que não estava perdendo nada continuou fotografando toda aquela confusão, daria uma boa grana para ele a manchete de primeira mão.
— Me solta Jasper.
— Sua festa acabou Maria. – Jasper segurava-a mais forte até que o policial chegasse, eles caminharam a passos largos até eles, um deles negro, alto e bem forte segurou os braços de Maria enquanto o outro perguntava o que havia acontecido, a faca com um pouco de sangue foi recolhida como prova no chão, o casal teria que acompanhar os policias para prestas queixa na delegacia e para que de seguida pudessem comunicar aos investigadores de Seattle.
Jasper aproximou-se de Alice que estava em estado de choque ainda, não acreditando que o que havia vivenciado tinha sido mesmo real.
— Você está bem? Como conseguiu este machucado?
— Eu... Estou confusa, meio perdida... Não consigo pensar direito.
— Calma, nosso pesadelo está prestes a ter um fim. – Ele abraçou-a, em seguida guiando-a para o carro para irem à delegacia. Enquanto Jasper dirigia Alice mantinha-se em silêncio estava tão desnorteada que não conseguia prestar atenção em si mesma, cheando a delegacia eles foram para a sala de espera, um lugar reservado no qual Jasper poderia cuidar de Alice.
— Jasper está aqui à maleta de primeiros socorros.
— Obrigado Charlie.
— Como você está Alice?
— Também ando me fazendo a mesma pergunta Charlie. – Foi apenas o que Alice conseguiu dizer, não queria responder ao modo típico como confusa um pouco inerte a situação, não sabia o que dizer.
— Nós já comunicamos a delegada Suzana e seu supervisor, eles disseram que já estão a caminho, bem as provas e o depoimento já foram recolhidos, mas terão que continuar aqui.
— Tudo bem Charlie. – Jasper respondeu com um singelo sorriso.
— Ah crianças, vocês se metem em cada confusão. – Charlie finalizou abrindo a porta e encerrando sua participação ali, deixando um singelo sorriso em ambos.
— Tudo bem, então... Vamos começar por este corte. – Ele disse retirando a mecha do cabelo dela da frente do machucado, Alice já fazia careta de dar antes mesmo de Jasper encostar no machucado. – Calma eu ainda nem mexi em nada.
— Mas já sinto a dor psicologicamente. – Ela sorriu tentando quebrar o clima de tensão no ar.
— Só você mesmo minha pequena... – Ele sorriu, ela sentiu-se alegre por conseguir fazê-lo sorrir. – Olha para mim e não pense muito no machucado, pode doer um pouco, mas passará logo.
— Você não está ajudando Jazz.
— Estou sendo sincero ou você quer o mesmo tratamento que as crianças?!
— Não vocês médicos iludem as crianças com a famosa ‘picadinha de formiga’, não gosto de ser enganada. – Ele deu de ombros e partiu para o machucado. – Aiai Jazz...
— Ooh minha pequena. – Ele sorriu. – Vamos com calma, já está quase pronto.
Alice recuou uma, duas, três exatamente quatro vezes quando sentiu dor naquele local com o ferimento, um pequeno corte que lhe causava imensa dor.
— Você bateu a cabeça com muita força? Ela dói? Está zonza?
— Calma deste jeito eu vou ficar se você não for devagar. Primeiro sim acho que bati com um pouco de força, Maria prendeu meus braços não tinha como impedir minha queda. Segundo minha cabeça está com uma dor leve, terceiro a resposta é não.
— Tudo bem, mas tenho que ficar atento, está com sonolência?
— Não.
— Me avisa se sentir qualquer coisa estranha está bem? – Ela concordou, enquanto estendia o braço para acariciar o rosto de Jasper e retirar aquela expressão séria ela sentiu uma dor incômoda que fez retrair o braço, abraçando-o como um bebê, gemendo de dor, Jasper olhou para a blusa xadrez de Alice meio rasgada, mas o que lhe chamou atenção foi o sangue fresco presente nele. – Deixe-me ver. – Jasper pegou com a total delicadeza a mão de Alice suspendendo a manga da blusa até onde avistava o corte perfeitamente.
— Não encosta Jazz está doendo, por favor.
— Isso terá que receber pontos Lice, você não havia sentido dor antes?
— Não, apenas um incômodo. – Ela retraiu o braço quando Jasper tentou limpar o excesso de sangue no local.
— Isso é normal quando o ferimento causa muita dor, seu cérebro cria uma informação como se ‘anestesiasse’ o local, vou lhe levar para o hospital.
— É mesmo necessário?
— Obvio que sim, você perderá muito sangue com esse machucado aberto, não é apenas superficial. – Jasper caminhou com Alice ao seu lado pelo corredor procurando por alguém que conhecesse ou que estavam cuidando de seu caso. – Charlie, ainda bem que lhe encontrei, tenho que levar Alice ao hospital.
— O que aconteceu?
— Ela está com um corte terrível no braço. — Jasper apontou para o local que agora estava enfaixado.
— Tudo bem, aviso a delegada que vocês estarão por lá.
— Obrigado Charlie. – Jasper saiu um pouco atrás de Alice, sempre atento ao compasso de seus pés, um meio de perceber se ela estaria zonza ou não. Quando saiam da recepção depararam-se com Suzana e Garrett chegando.
— Onde vocês vão jovens. – Garrett brincou quase esbarrando em Alice que retrocedeu alguns passos pisando no pé de Jasper que a segurou para que não caísse.
— Estou levando Alice ao hospital, vocês vão ficar aqui?!
— Eu vou com vocês? Mas o que está acontecendo delegado Charlie disse-nos que vocês estavam bem.
— Até a pouco...
— Vamos eu levo vocês. – Suzana se prontificou, caminharam até o carro em rumo ao hospital de Forks.
***
Quando chegaram ao hospital que impressionantemente estava cheio Alice teve que ficar um pouco a espera o que era um risco e Jasper preocupado demais perdeu a paciência mais uma vez gritava com a recepcionista em busca de alguma alternativa.
E viu em seu único meio a ligação para Carlisle, conversou com o homem calmamente, ele estava em casa e logo estaria no hospital. Jasper repetia sua típica cena de nervosismo puxando seus cabelos para trás, foi até o banco onde Alice e Suzana estavam.
— Você está bem meu amor?
— Está doendo demais Jazz. – Sua expressão não era uma das melhores, também com a intensa dor que sentia seria impossível agüentar aquilo quieta.
— Está zonza? E a dor de cabeça passou?
— Não está mais forte. – Ele acariciou a bochecha de Alice puxando-a para mais perto, ela inclinou a cabeça em seu ombro.
— Não durma Alice, você precisa ficar acordada.
— Impossível.
— Lice, conversa comigo, você não pode dormir bateu com a cabeça, não sei se está bem.
— Alice Hale. – A enfermeira chamou pelo o nome da mulher que nem ao menos alertou com este chamado. Jasper ajudou-a para o consultório. Ficaria ali com ela, viu o médico dar os pontos em Alice e fazer os exames essenciais por causa da pancada na cabeça. – Ela estava bem apenas não poderia dormir nas próximas horas, teria alguma chance de algo ter passado despercebido.
— Jasper, Alice já foram atendidos?
— Sim Carlisle, desculpe ter lhe tirado de casa a toa.
— Não se preocupe, eu liguei para cá antes de vir, estava preocupado com Alice e Esme então... Como você está?
— Bem. – Alice disse mesmo parecendo um pouco grogue, ou melhor, dizendo tinha apenas sono, queria poder desmaiar em sua cama naquele instante.
— Não é o que parece.
— Ela está ficando sonolenta. – Jasper olhou pelo canto dos olhos Alice inclinar sua cabeça novamente em seu ombro. – Pequena não torne isso difícil.
— Deixe-me dormir Jazz, não seja mau comigo. – Ele riu juntamente com Carlisle.
— Vou esperar vocês no carro. – Suzana se manifestou e Jasper apenas acenou em concordância.
— Vamos para minha casa, Esme está preocupada com Alice e ainda nem contamos para Emmett, se já conheço ele deve estar perguntando para Esme porque sai.
— Temos que voltar para a delegacia, mas logo iremos lá.
— Tudo bem, precisam de ajuda por lá?
— Não, será coisa rápida agora, obrigado.
— Por nada, estou esperando por vocês lá.
— Mais uma vez muito obrigado. – Jasper caminhou com Alice até o carro de Suzana, ele foi no banco de traz junto com sua esposa para mantê-la acordada. – Alice...
— Eu estou alerta, estou acordada...
— Logo vamos para casa, não a nossa e para sua infelicidade terei bastante ajuda para lhe manter acordada. – Jasper não evitou rir ao ver Alice revirar os olhos.
— Tudo isso por culpa de uma simples pancada.
— Essa simples pancada pode lhe causar coisas que você não quer para si.
— Chegamos. – Suzana anunciou ao estacionar o carro. – Vamos começar o término disso.
Todos entraram na delegacia, Suzana olhava as provas e juntava tudo ao que Alice lhe dizia e juntamente Jasper. Era a prova para manter Maria na cadeia para o resto da vida.
— Esta Annabelle era o que sua Jasper?
— Namorada na época, tínhamos 17 anos.
— Não teremos como provar que era Maria que a matou, é um caso arquivado.
— Na verdade tem sim. – Alice se manifestou. – Jazz pegue seu celular vai na ultima gravação, pensei que ter um celular em mãos seria útil naquele momento, gravei exatamente tudo que ela disse, até quando ela se entregou tecnicamente.
— Ótimo, agora posso dizer que Maria conseguirá uma prisão perpetua e mais duzentos anos de bônus.
— Vocês são bem espertos. – Garrett dizia com um largo sorriso evidenciando suas linhas de expressão facial.
— Quando se tem o alvo de ameaça seus filhos você de tudo neste mundo, até mesmo o que nunca imaginou em fazer.
— Bem se quiserem ir estão liberados, descansem que daqui para frente não terão sossego na delegacia e nem no tribunal.
— Obrigado Suzana. – Jasper apertou a mão dela e foi em seguida para Garrett.
— Passem bem. – Garrett disse ao vê-los partir.
***
Jasper parou o carro em frente a casa dos Cullen e Emmett foi o primeiro a parecer na porta, estava preocupado e ninguém lhe dizia detalhadamente como sua irmã se encontrava.
— Eu vou lhe colocar em uma redoma de vidro, ou melhor, de plástico, vidro quebra e pode te machucar. – Alice não pôde evitar rir.
— Calma maninho estou bem por incrível que pareça.
— Como bem e este corte em sua testa? E este braço enfaixado o que aconteceu alguém me diga alguma coisa.
— Você venceu Jasper desisto de dormir.
— Ótimo. – Jasper disse com um largo sorriso no rosto de vitória.
— É ótimo mesmo assim você me conta o que aconteceu. Vamos entrar... – Quando já estavam no segundo andar na sala de TV, Esme levantou ao vê-los ali. – Sabe você quase matou nossa mãe do coração, ela já esta velhinha tadinha. – Esme bateu a mão no braço forte e grande de Emmett, já tinha idade, mas não tanta que Emmett dizia.
— Como você está querida? – Esme aproximou-se jogando o cabelo de Alice para trás de seus ombros, olhou para sua menina com um olhar de mãe que somente Esme tinha, um carinho exalava dela. Acariciando a bochecha fria de Alice olhou para algumas marcas roxas pequenas em seus braços.
— Agora estou bem mãe não se preocupe. – Esme não pôde evitar de abrir um largo sorriso, Alice não era muito acostumada a lhe chamar de mãe, mas sempre demonstrava o carinho enorme por ela, sabia que ela tinha apenas vergonha de dizer aquilo, mas sabia o quanto significava para Esme.
— Venha, deite-se aqui no sofá ao meu lado. Quando ela poderá dormir Jasper?
— Daqui pelo menos meia hora Esme.
— Longa meia hora. – Alice usou um tom irônico antes de conseguir sentar-se naquele sofá macio.
— Agora abra vamos... – Emmett disse sentando-se no outro lado de Esme e entrelaçando seu braço no dela. – E não roube nossa mãe somente para si. – Ele mostrou a língua para Alice como uma enorme criança e Alice entrou no clima fazendo uma careta engraçada.
— Calma minha crianças estou a disposição para ambas.
— Esme eles já estão dormindo?
— Sim querida, Carlisle lhes contaram umas vinte histórias e eles não conseguiram agüentar.
— Tenho que encontrar mais historinhas para contar para estas crianças.
— Então anda logo me conta como conseguiu esse corte na testa e no braço? O que aconteceu?
— Calma Emm eu vou lhe dizer, resumidamente porque eu quero dormir.
— Ela vem falando disso o caminho do hospital até aqui e olha que passamos na delegacia antes. – Jasper disse para Emmett, que olhou reprovando a irmã.
— Maninha, maninha aiaiai não pode deixar seu irmão na curiosidade.
— Não só poço como vou.
— Mãe, olha a Lice fazendo birra.
— Ai minhas crianças. Olha Emm amanhã quando Alice acordar ela lhe contará tudo, mas ela precisa descansar, foi um dia difícil para ela.
— Argh tudo bem. – Alice sorriu vitoriosa vendo o rostinho de decepção do irmão.
— Amanhã eu lhe conto tudo Emm.
— Então você também será a ultima, a saber, sobre minha novidade.
— O que é?
— Já disse que não vou lhe contar, vá dormir você não quer? – Ele fingiu estar chateado com ela e virou o rosto. Ela sorriu e levantou do sofá ficou de frente para ele tentando disfarçar sua curiosidade e beijou o topo da cabeça do irmão.
— Boa noite Emm.
— Boa noite sininho, durma bem e descanse para poder me contar as coisas amanhã. – Alice não evitou de rir como todos ali,
— Lice vou ir até nossa casa buscar algumas coisas e já volto.
— Está bem. – Ele beijou-a rapidamente e saiu enquanto ela subiu as escadas juntamente com Esme, ela dormiria no seu antigo quarto com Jasper. Esme sentou na cama e Alice deitou com a cabeça em seu colo.
— Eu adro quando você me chama de mãe sabia?
— Você é especial para mim Esme, não quero somente incomodá-la.
— Nunca fará isso querida, a tenho como uma filha, você e Emmett são irmãos então se adotei um tenho que adotar o outro e faço isso de bom grado.
— Você sabe me fazer bem Esme, como minha mãe sempre me fazia bem. Tenho uma grande sorte de tê-la em minha vida.
— Então somos duas querida.
Não tinha como ser mais especial aquele momento, quando mais precisou de um colo maternal Alice teve a quem recorrer, uma mãe, um irmão e também um pai, sem contar Jasper que sempre independente do que ocorresse estaria ali ao seu lado, ela estava sentindo-se bem, mesmo com todos aqueles machucados e sentindo dores ela estava bem, bem por saber que tinha pessoas em sua volta que se preocupavam imensamente com ela, não se sentia tão bem assim desde a morte de seus pais, das pessoas que mais a amavam independente de qualquer ocasião.
Obs: Para quem não lê as notas finas, por favor, leiam, obrigada!
Notas finais
Bjos até o próximo capítulo.
Fale com o autor