Dia De Empreguete, Véspera De Madame!
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Ah amanha se possível responderei aos comentários que eu adorei, obrigada de coração leitoras...
- Mamãe, eu quero minha mãe... – Era somente isso que Kath falava, repetiu durante todo o trajeto, estava assustada, com medo e desamparada tudo o que queria era mais estar com sua mãe.
— Max cale a boca desta menina imediatamente antes que eu faça alguma besteira.
— Hei menininha, porque você não fica quieta?! – Max também já estava farto, não pelos choros da menina, mas por Maria aprontar tanta coisa e além do mais nunca esquecer Jasper jamais. – Está certo, você nunca vai concordar comigo assim não é? Então que tal assim?! – Ele se ajeitou na poltrona e fez uma cara de vilão como ele jamais havia feito, estava realmente estressado. – Fique quieta antes que eu lhe dê umas boas palmadas está me ouvindo? – Ele segurou o braço da pequena garota forte demais fazendo-a chorar por outro motivo desta vez, mas desta vez sem barulho algum por medo de apanhar.
— Ótimo, meus ouvidos agradecem. – Maria disse de uma forma relaxada, se aconchegando mais no banco do carro e fechando os olhos. Ela não ressentia por nada que havia feito, se estava fazendo pessoas sofrerem, se acabaria com a vida de algumas pessoas, não se preocupava em momento algum em o que poderia acontecer, apenas fazia o que lhe proporcionava prazer, o que na maioria das vezes causava sofrimentos em outros corações.
[Flashback... Um dia antes...]
Alice e Jasper discutiam civilizadamente se deveriam ir para Forks ou ficarem por Seattle mesmo neste fim de semana. Alice preferia ir para Forks, mas Jasper não estava tão afim quanto ela, por fim ela cedeu por muito custo. As crianças já estavam acordadas e entediadas por não terem muitas brincadeiras para fazzerem.
Jasper sugeriu irem ao parque para que as crianças pudessem se divertir e provavelmente eles terem um pouco mais de sossego. Então foram todos se arrumarem, não fazia frio, o dia estava lindo, ensolarado e o seu azul com algumas nuvens. Assim que se encontravam todos prontos foram para a garagem pegando o carro de Jasper e indo rumo ao parque.
[No Carro]
— Tem certeza que você quer continuar com isso Maria? Ainda da tempo, podemos simplesmente voltar atrás. – Max, sim, estava com medo, sabia as conseqüências que sofreriam se fossem descobertos, poderiam ser apedrejados em praça pública e sofrerem na prisão, não queria ter feito isso, mas o seu amor por Maria lhe segava, mesmo sabendo que ela nunca lhe amaria igualmente, mesmo sofrendo tanto com isso seguiria em frente com ela se ela quisesse.
— Está querendo desistir Max? É só dizer lhe deixamos em qualquer lugar e seguiremos com o plano.
— Não só acho apenas que você deveria pensar melhor, a criança não tem culpa de nada disso apenas acho que...
— Pois você está pensando muito errado e acima de tudo me irritando... Ah, por favor, não é Max?! Você sempre fez tudo direitinho porque agora você está assim meu amor?! – Maria lhe lançou um olhar malicioso e sorriu ao olhar para o lado dele e ver que aquele pequeno ser frágil e inocente havia pegado no sono. – Olha que gracinha ela dormiu. – Ela suspirou e continuou olhando fixo para Katherine. – É pequenina se você fosse filha do Jazz com qualquer outra mulher até que suportaria, mas infelizmente você pecou em vir daquela mulherzinha desclassificada. Talvez eu pudesse até ter tido um pouco mais de piedade com você. – Ela riu silenciosamente lembrando-se de seus planos.
[ Flashback]
— Crianças escutem o papai, podem brincar a vontade, mas com pequenas condições... – Jasper dizia ajoelhado em frente aos seus dois pequenos anjos, enquanto ele dizia isso Katherine escutava atentamente enquanto Nicolas fez careta quando ouviu a palavra ‘condições’. – Não fiquem tão longe de nós e tomem cuidado nos brinquedos, não quero que se machuquem está bem?
— Tudo bem papai. – Kath disse docilmente.
— Agora podem ir... Divirtam-se. – Ele disse meio tarde demais a ultima palavra, pois todos os dois correram para o balanço o brinquedo preferido de Kath no qual Nicolas gostava apenas de empurrá-la.
— Então senhor Hale?! Vai continuar aí ajoelhado?
— Havia até me esquecido. – Ele riu de si mesmo. – Estou ficando um pai babão.
— Não está não, você sempre foi ou como você acha que nossos filhos são assim tão mimados? – Ela sorriu para ele, apenas curtindo o pequeno momento, ele se aproximou com um sorriso semelhante e entrelaçou seus braços em volta da pequena cintura de Alice, beijando-a em seguida. Logicamente eles se apresentavam ser o casal mais perfeito, apesar de suas breves discussões normais de casal, eles sim se amavam de verdade.
[ Na delegacia de Seattle...]
— Faremos o que for possível para encontrar a filha de vocês.
— Tudo bem. – Disse Jasper não muito feliz com a resposta do delegado, queria que eles fizessem mais do que o possível, queria o impossível, queria sua filha ali em seus braços, naquele exato momento.
— Entraremos em contato quando tivermos qualquer novidade e... – Aquela conversa foi interrompida pela saído bruta de Alice da sala do delegado, Jasper olhou assustado em direção á porta e pediu licença ao delegado seguindo a mulher que corria por um corredor, procurando por algo, surpreendendo-o ao entrar em uma porta, quando ele viu ser a do banheiro certamente pensou que algo estivesse acontecendo, entrou rapidamente e ouvindo barulhos de alguém provocando vômito, pensou no nervosismo que ela estivesse passando.
— Alice... – Ele não pode terminar ao ver a cena, Alice estava mesmo mal, pensou até que ela estivesse passando bastante mal, mas logo lhe veio na cabeça à palavra em destaque... Nervosismo. Aproximou-se dela e afagando-lhe as costas, fez com que sua respiração ficasse mais leve. – Fique calma, nós vamos encontrá-la. – Ela saiu do local indo até o lavabo para poder tirar o gosto ruim de sua boca. Olhou-se no espelho vendo suas lágrimas escaparem e Jasper logo atrás de si. Ele se aproximou e lhe beijou o ombro em um gesto carinhoso, Alice não agüentou aqui virou-se em direção à ele e lhe abraçou, chorando em seus braços, completamente desesperada.
[Flashback]
— Eu vou comprar uma água, você quer algo meu amor? – Jasper disse levantando-se do banco.
— Talvez um suco de laranja.
— Tudo bem, já volto. – Saiu e logo, dando uma freada brusca, voltando para o lado de Alice e dando-lhe um selinho rápido.
Jasper foi até uma lanchonete que havia logo ali no outro lado da rua. E quando voltou entregou o suco para Alice e começou a beber a sua água.
— O dia está bonito não é mesmo?
— Está como no dia que... – Ela fez uma pausa e lhe olhou séria. – O que você fez de errado desta vez Jasper Hale?!
— Nossa nada eu... Está bem, no próximo fim de semana terei que passar no hospital, terei plantão. – Ele sabia que as crianças sentiriam sua falta e Alice, também não gostava, mas ela entendia já as crianças não.
— Tudo bem Jazz é seu trabalho.
— Eu sei, mas as crianças não me perdoam por isso e sei que no fundo você também não gosta que eu trabalhe durante os fins de semana.
— Realmente não vou mentir, mas não tem fins de semana que eu também não tenho que trabalhar? Eu entendo é seu trabalho, sinto sim sua falta nesses dias, mas compreendo.
— Meu Deus eu casei com a mulher mais compreensiva do mundo. – Ele sentou-se ao seu lado lhe abraçando e sorrindo juntamente a ela.
[ Em uma cidade não muito longe dali]
— Pronto chegamos. – Disse Calisto parando o carro em uma estrada pouco movimentada, logo á frente havia uma ponte na qual um carro se dirigia em direção á eles. – Devem ser eles.
— Ótimo, Max desça com a garota e faça o que tem que ser feito. – Max ainda lhe lançou um olhar, mesmo seu coração ainda tendo mais humanidade que o de Maria ele teimou em seguir o pior caminho, decidiu agradá-la, agradar a quem nem quer lhe ver pintado de ouro, que na primeira oportunidade lhe daria um tiro em seu coração sem pensar nem ao menos uma vez.
Assim que Katherine sentiu umas mãos lhe segurarem ela acordou, assustada achando que tudo aquilo não havia se passado de um pesadelo, que agora estaria sendo segurada pelos braços de seu pai, mas ao abrir os olhos viu que tudo era real. Max olhou para a menina com um olhar pedindo perdão.
— Me desculpe pequena, mas tenho que lhe entregar para outras pessoas. – Seu coração pesava e sua cabeça martelava várias e várias vezes, estava se sentindo culpado, mas poderia voltar atrás e morrer ali naquele momento, sabia que Calisto carregava uma arma consigo e se contrariasse Maria sabia que ela o mandaria atirar nele e aí sua tentativa de ajuda estaria mesmo perdida, não tinha mais como voltar atrás agora seria completar a burrada que fizera, na qual estava se arrependendo, ao se lembrar de seu passado. De sua infância estragada por um pai bêbado que lhe vendeu sem ao menos pensar se a vida que levaria dali adiante seria pior da que ele já vivia.
Assim que o homem do outro carro se aproximou de Max ele passou Katherine para os braços dele, seu nome?! James...
— Que linda garotinha. – Ele disse com uma cara não muito boa.
— Hei está aqui a grana e espero que cumpra com o combinado.
— Irei cumprir com todo o prazer.
— Ótimo. – Max completou virando de costas, mas parou seus passos assim que ouviu seu nome ser pronunciado por uma voz de criança.
— Max... – Katherine gritou seu nome com os braços esticados, como se lhe dissesse mentalmente que queria ir com ele. Mas depois de vê-la daquele jeito a única coisa que fez foi voltar a andar em direção ao carro.
— Que bonitinho ela se apegou em você Max. – Maria disse em um tom zombeteiro.
— Vamos logo. – Ele disse não conseguindo esquecer o rostinho triste da menina, pelo visto ele se arrependeria futuramente pelo o que fez e muito.
[Flashback]
Depois que as crianças já tinham tomado seus lanches e já estavam brincando novamente, Kath e Nic viam atentamente os pássaros que tinham ali e Katherine se destraiu com uma linda borboleta preta e azul, ela foi atrás dela e Nicolas logo atrás não deixando a irmã sozinha.
Logo atrás de uma árvore estavam Calisto e Max esperando o momento propicio para colocarem o plano mirabolante em prática. Nicolas havia se distraído com os meninos jogando bola logo a frente enquanto Katherine caminhava em direção a arvore. Logo os dois capangas pegaram a menina em fração de segundos.
— Nic... – Catherine chamou o irmão que olhou rapidamente, enquanto os dois homens levaram sua irmã para dentro de um carro tratou de ir chamar os pais sem saber ao certo o que fazer.
— Pai, pai...
— Hei calma aí campeão o que ouve?
— A Cath... – Logo a expressão nos rostos de Alice e Jasper mudaram.
— O que aconteceu Nic? Onde ela está? – Alice perguntou indo para perto do filho.
— Dois homens a pegaram mamãe.
— Não... – Alice disse vago com seus olhos já lhe enchendo de lágrimas.
— Onde foi isso Nic? – Jasper coordenou as coisas visto que Alice não estava mais sensata para fazer isso.
— Logo ali papai. – Ele apontou o dedo para o local.
— Está bem, escuta fique aqui com a mamãe e Alice ligue para a polícia. – Ele a segurou pelos braços de forma carinhosa. – Nós vamos encontrá-la, não se preocupe.
Em seguida saiu correndo feito um louco, mas tentando manter a calma em um momento como aquele na qual ninguém teria. Procurou por todo canto o carro que Nic havia lhe descrito, mas obviamente como ele já havia previsto não estava mais lá. Voltou desamparado para perto de Alice abraçando-lhe. Teriam que ser fortes de agora em diante.
[ Em uma cidade não muito longe dali]
— Pronto, chegamos a sua nova casinha. – James disse, olhando para Katherine com um sorriso maldoso para ela. Kath havia chorado o trajeto todo e estava com medo daquele novo homem, ele tinha cara de ser mais cruel que Maria até. – Vamos desça. – Ele abriu a porta para ela. – Não me faça perder a paciência garota. – Ela se assustou assim que ele lhe agarrou fortemente o braço e lhe tirou de dentro do carro as forças.
— Então é essa a pirralha? – Disse uma mulher ruiva saindo de dentro daquela casa simples.
— É a nossa renda em dinheiro, olha ganhamos muito por ficar com ela. – Ele lhe entregou o pacote de dinheiro. Victoria sorriu ao ver o dinheiro em suas mãos.
— Traga-a para dentro rápido. – Logo o homem pegou Katherine e a levou para dentro largando-a somente quando já estavam dentro da sala e quando ele havia trancado a porta com a chave.
— Agora vem aqui vou lhe mostrar o seu quarto, no qual você não vai sair muitas vezes dele. – Ele riu e a empurrou para dentro de um cômodo escuro com uma janela tampada por pedaços de madeira, entrando pouca luminosidade e tendo apenas um colchão no chão para que ela pudesse dormir.
[Em Seattle]
— Mamãe, Kath vai voltar para casa? – Nic perguntava enquanto se preparava para se deitar. Alice estava sendo forte para seu filho, estava segurando o choro preso em sua garganta prestes a sair.
— Claro que vai meu amor. – Ela sorriu para passar tranqüilidade ao menino. Beijou-lhe a testa e lhe cobriu em seguida. – Agora durma está bem? Tudo vai ficar bem. – Ela disse também querendo acreditar em si. Assim que saiu do quarto de Nicolas logo à frente era o quarto de Katherine, ela não agüentou em não entrar nele, foi até em sua cama na qual estava seu pijama tirado de manhã, pegou sua blusinha e a cheirou sentindo o cheiro da filha e ali sim pôde chorar, com a porta fechada a sós. Jasper passava pelo corredor olhou para dentro de seu quarto e Alice não estava lá, foi até o quarto do filho e abrindo a porta bem devagar ouviu ele dizendo algo.
— Deus, não sei se o senhor esta me ouvindo ou se está ocupado, mas queria lhe pedir algo... Bom, dois homens maus levaram minha irmãzinha para longe hoje e mamãe e papai estão muito tristes, queria que o senhor a trouxesse e volta para nós, bem é só isso, obrigado.
Jasper sorriu ao ver o pedido do filho, saber o que ele sentia ali.
— Hei campeão, está sem sono?
— Não papai, estava apenas conversando.
— Ah sim, com quem?
— Com Deus... Você acredita nele papai?
— Claro.
— Então... Estava pedindo a ele para que trouxesse Kath de volta, estou com saudades.
— Ele com certeza atenderá ao seu pedido meu filho. Agora vamos dormir está bem?
— Está bem, boa noite papai.
— Boa noite meu filho. – Ele lhe beijou a bochecha e em seguida saiu do quarto fechando a porta enquanto ficou ali parado em frente à porta do quarto de Kath escutou um choro baixo vindo de dentro dele, imaginou de imediato quem seria, abriu a porta devagar encontrando Alice sentada no chão com a cabeça encostada na cama, segurando em sua mão a blusa que Kath usava de manhã.
— Meu amor... – Ele não tinha mais nada a dizer, todas as suas promessas vagas e seus apoios já haviam sidos ditos, mas faria de tudo para que ela ficasse bem. Ele se ajoelhou em sua frente tirou os cabelos da frente de seu delicado rosto e ela abriu os olhos para encará-lo.
— Eu devia ter tomado conta dela...
— Shhh... – Ele colocou o dedo indicador sobre seus lábios indicando para que ela ficasse em silêncio. – Vamos fazer o seguinte, vamos ir para nosso quarto e lá vamos falar sobre o que aconteceu hoje, você vai se abrir para mim, hoje eu vou te escutar, lhe amparar quando preciso, apenas quero que você se sinta bem, ta legal? – Ela fez um sinal de afirmação, ele depositou um beijo em seus lábios, em seguida se levantou estendendo a mão para ela que não hesitou em pegá-la, caminharam até o quarto e Alice deitou em sua cama ainda segurando a blusa de Kath perto de si.
Jasper a puxou para perto de si enquanto ela falava o que sentia. As vezes ela estava firme e em outras horas chorava e muito, por muito depois de tentar parar de chorar não obtendo resultado algum ela acabou adormecendo nos braços de Jasper com a blusa de Kath em sua mão, nem ao menos Jasper estava acreditando no que estava acontecendo e quando viu que Alice já dormia saiu do quarto conferindo que ela não havia acordado, foi até a sacada do apartamento olhando os vários prédios de Seattle e a intensa iluminação se permitiu chorar pela a falta de sua filha e assim ele fez durante a noite toda, apenas parando antes do amanhecer para ver se Alice ainda estava bem e então vencido pelo cansaço se permitiu também dormir.
Notas finais
Bjos até a próxima...
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