Notas iniciais
É a primeira vez que escrevo alguma coisa que não seja para a escola, por favor, peguem leve. Espero que vocês gostem.
Agradeço a Nian Delena Forever pelo incentivo.

Capitulo 1

Jeremy estava sentado no banco da frente do carro sem entender por que nesses três últimos anos sua vida tinha chegado à lama. Talvez existisse mesmo esse negocio de vidas passadas e ele deve ter sido uma pessoa que destruiu a vida de tantas outras e era por isso que estava passando por tudo aquilo. Era a única explicação que encontrava.

Ele estava perto de completar 17 anos quando a mãe ficou muito doente, o suficiente para ser internada e depois ter que ficar na clinica de reabilitação por tempo indeterminado, para Jeremy era difícil acreditar que a mãe estava com cirrose, é o tipo de doença que dá em homens e geralmente acima dos 45 anos. A explicação que os médicos apresentaram era que ela contraiu uma infecção por hepatite B e abusou de mais do álcool. As coisas para Miranda S. Gilbert ficaram complicadas depois que o pai dele morreu, era como se ela tivesse perdido o sentido da vida.

Agora ele e a pequena Margareth teriam que voltar a morar em Santa Monica, ao lado do avô John, da prima Elena, do tio John e da tia, Isobel, mãe de Elena. Por um lado seria bom, reencontraria alguns amigos. Mas de certa forma estaria deixando outros para trás, na verdade nem era os outros que incomodava em deixar e sim uma amiga em especial Vicki Donvan. Miranda não gostava de Vicki, mas quando Miranda bebia quem o ajudava esquecer ou fingir esquecer era Vicki, ela era muito mais que uma amiga para Jeremy.

O silencio tomava conta do ambiente, John parecia concentrado no volante e pequena Maggie olhava admirada a cidade que um dia morou.

O transito estava ruim, tudo estava parado e era uma das tardes mais quente dos últimos cinco anos de Santa Monica. O silencio reinava no ambiente até ser quebrado pela pequena Margareth.

-Ei vô – gritou Maggie — o que é aquilo? Uma roda gigante?

Apesar de não conseguir ver direito por conta da minivan, John sabia que era.

–É sim querida. É o famoso píer de Santa Monica. Você gosta de roda gigante?

–Não sei lá em Manhattan não tinha, eu nunca fui.

–Então podemos ir amanhã. O que você acha?

–Legal. Lá tem outros brinquedos?

–Lá tem muita coisa legal querida, você vai gostar. Jeremy adorava ir quando tinha sua idade.

Jeremy estava aéreo de mais para perceber que estavam falando dele.

(...)

Bonnie atualizava as fotos nos quadros de viagens e olhava outras fotos dos festivais, eventos passados da cidade e da escola, e não pode deixar de pensar que esse seria o ultimo verão dela na cidade. Só em pensar que irá passar os próximos anos da sua vida longe de Santa Mônica, das melhores amigas Caroline e Elena, do tio adotivo Matt, da mãe Abby, do pai, da sua incrível avó e do fiel companheiro Sam, sentia um profundo aperto no coração.

Foi só Bonnie pensar em Sam que ele entrou no quarto empurrando a porta encostada.

–Ei garoto, onde você estava?

–Ele estava por ai arranjando umas cadelinhas.

Bonnie pulou em direção do tio adotivo o apertando o mais forte que conseguia.

–Ei sobrinha esta tudo bem?

–Sim, é que eu só estava vendo antigas fotos e lembrando tudo que nós já vivemos, lembrei que esses são os nossos últimos dias juntos.

Matt se jogou na cama da sobrinha colocando as mãos atrás da nuca.

–Ah Bonnie, nem me lembre. Sinto um aperto no coração. Pelo menos você já sabe para qual faculdade quer ir desde que nasceu e eu que estou mais perdido que cego em tiroteio.

–Vai para Harvard comigo – disse deitando ao lado do rapaz.

–Não sei as garotas de Harvard não devem usar tanta saia como as da UCLA.

Bonnie apenas sorriu e jogou uma almofada no tio.

–Ainda tem alguns meses para pensar — o celular começou a tocar avisando sobre uma nova mensagem, ela leu respondeu e percebeu que um Matt mantinha um olhar curioso.

Bonnie respirou fundo e olhou dentro dos olhos do tio e melhor amigo. Caroline e Matt haviam terminado o namoro de dois anos a quase um mês. Ela não conseguia ver além do motivo deles ser o casal dos sonhos porque Caroline e Matt um dia resolveram namorar. Eles eram indiscutivelmente lindos, mas era só isso. Eles nunca deveriam ter saído da zona da amizade.

–Era. Lembrando a festa de hoje.

–Você vai?

–Matt, temos que ir. É a primeira festa oficial de verão.

–Não estou afim. Eu e a Caroline não conversamos desde que terminamos e ela vai estar lá, é estranho. E vamos receber aqueles olhares nada discretos.

–Uma hora você vai ter que enfrentar isso e pelo que conhecemos das pessoas desse local o fim do namoro de vocês é noticia velha.

–Não sei não.

–Meu namoro com o Ben esta quase acabando, talvez termine hoje e será a nova novidade – disse Bonnie voltando seu olhar para o teto.

–Ben não vai terminar com você.

–Matt ele vai para DUKE, relacionamentos a distancia são muito complicados de se manter. E eu e o Ben não nos amamos o suficiente para isso.

–Vamos fazer um trato.

Bonnie voltou a encarar Matt.

–Podemos ficar com outras pessoas, alias devemos fazer isso, mas sobre a condição de que não nos apeguemos ou assumimos qualquer tipo de compromisso.

–Moleza, pelo menos para mim.

–Então combinado.

Os dois não conversaram sobre mais nada, apenas continuaram deitados um do lado do outro. Matt fechou os olhos, mas não dormiu. Bonnie não aguentou e resolveu perguntar.

–Matt?

–Oi – continuou com os olhos fechado.

–Você não tem nada para me contar?

–hm? Não entendi.

–Desde o dia que você terminou com a Car está diferente, e eu sei que vocês não tiveram uma briga, foi em comum acordo. Mas você esta a evitando. Tem alguma coisa que eu deva saber?

–Não, é que só estou cansado.

–Quando quiser estarei aqui.

Matt não poderia dizer a Bonnie, eles eram os melhores amigos, mas não poderia dizer que um dia antes de terminar com a Caroline ele e a Rebekah haviam passado a noite juntos, ninguém sabia além dele e da Rebekah. Bonnie jamais o perdoaria e nem Caroline e até mesmo Elena e o pior elas iriam odiar a Rebekah, e ele havia jurado a ela que jamais contaria para alguém.

(...)

Elena sentou-se na areia da praia e ficou observando as ondas irem e virem, pareciam que eram ritmadas. Estava no final da tarde e o céu começou a ganhar uma coloração laranja e rosa, ela não sabia definir, e no final do horizonte ela conseguia ver as luzinhas dos barcos.

Normalmente Elena não fazia isso, não era o tipo de pessoa de sentar na areia da praia e observar as ondas, o céu e sentir um ventinho contra o seu corpo. Mas as circunstancias pedia, não aguentava mais ver o pai e a mãe discutirem tanto, talvez o divorcio seria a melhor opção, mas é claro que o dinheiro estava no meio e nada iria se resolver tão facilmente.

Ela amava Santa Monica e amava mais ainda as pessoas que viviam lá, seus amigos e familiares. Mas não via a hora de ir embora, qualquer lugar só para esquecer toda aquela confusão.

Fechou os olhos e ficou pensando que no próximo ano nessa mesma época, ela já vai estar em Oxford ou Yale cursando Literatura. Permaneceu perdidamente em seus pensamentos até uma bola que veio em alta velocidade atingir sua cabeça a derrubando na areia.

Meio tonta abriu os olhos de vagar e encontrou dois olhos azuis a olhando, ficou perdida naqueles olhos que tinham a cor mais bonita que o mar e não entendia o que o jovem rapaz falava.

–EI, você consegue me entender?

–Aham.

–Então, qual é o seu nome?

–É... – saiu do transe – Elena.

O rapaz fez três com os dedos.

– Elena pode me dizer quanto quantos dedos têm aqui?

–Três.

–Esta certa, mas eu ainda vou te levar a um hospital.

–Não, não precisa. Eu estou bem melhor.

O celular dela começou a tocar.

–Onde você está? Espero que esteja em um salão de beleza ou na sua casa se arrumando para a festa que vai começar daqui uma hora.

–Boa tarde para você também car. Mas eu ainda estou na praia, e não se vou conseguir chegar à festa porque um cara me atingiu com uma bolada e agora quer que eu vá ao hospital.

–Serio? Ele é...gostoso?

Elena arregalou os olhos e sorriu logico que ele era. E era muito.

–Car, tenho que desligar e tentar me arrumar para ir à festa. Beijo.

–Elena, se você tiver lugares melhores para ir do que a festa tudo bem, serio nem se incomode, se é que você me entende.

–Tchau Caroline- Ficou vermelha ao perceber que o cara ainda a olhava.

–Então a senhorita ainda tem que se arrumar para a festa?

–Pois é.

–Eu te dou uma carona.

–Não precisa, minha casa é aqui per...

–Eu insisto te machuquei.

Elena coçou a cabeça e olhou para o rapaz.

–Desculpa, não posso aceitar, nem te conheço.

–É verdade, tenho cara de psicopata.

–Sem ofensa, mas já ouviu falar de lobos em pele de ovelhas? E nem sei seu nome

–Ok, você venceu. E meu nome é Damon. Mas você pode me mandar algum sinal que chegou segura em casa?

–Compre um jornal do bairro, se eu morrer vai estar naquelas típicas paginas de luto. Ou vá a igreja daqui sete dias.

–Ou posso te seguir sem você perceber.

Sem perceber o rosto de Elena criou uma expressão de assustada.

–Brincadeira.

Elena saiu sem olhar para trás.

(...)

Elena não conseguia parar de pensar como aquele tal de Damon era idiota, ele era lindo, mas o que ele tinha de lindo tinha de idiota. E esperava que ele realmente não fosse um psicopata, ele era muito lindo para isso, não queria ter medo dele.

Chegou a casa e notou que se não fosse pela presença da adorável Maria estaria mais uma vez sozinha, o avô tinha saído antes mesmo de ela acordar e não tinha voltado, era estranho isso, todos os sábados eles almoçavam juntos, era tradição.

Foi direto para a cozinha para pegar uma garrafa de agua, encontrado a Maria preparando um farto jantar.

–Nossa Maria, vai ter alguma reunião ou evento especial aqui?

–Ah menina Elena, eu não sei seu avô pediu para preparar o melhor jantar de ultima hora que conseguir.

–Ele não disse mais nada?

–Não. Ele saiu por volta das seis da manhã.

–Estranho. Quando ele chegar pede para ele ir ao meu quarto, tenho uma festa para ir.

–Tudo bem.

–Maria, só mais uma coisa tem remédio de dor de cabeça?

Maria franziu a testa para Elena, ela conhecia a jovem desde o nascimento da mesma e raras eram as vezes que Elena pedia algum remédio, achou estranho, mas resolveu não comentar. Elena estava com uma cara de poucos amigos.

–Eu já levo para a senhorita.

–Obrigada Maria anjo.