Diários de Amores e Intrigas
67 P.O.V Clara.
Notas iniciais
Só quero ver a cara do Charles quando na hora de pagar a conta e descobrir que não tem mais nenhum centavo no meu cartão que agora está com ele. Minha roupa está até que adequada em visto que odeio sair com ele, então estou com um vestido preto até o joelho com decote V que tem uma espécie de sinto nele na parte da frente com strass e hoje quando a Alice veio me visitar entreguei TODAS as joias para ela guardar e substitui tudo por bijuterias, mas claro com aparência de serem de verdades.
--Senhora, o Charles já chegou.
--Tudo bem, Isadora não sei se voltarei hoje, mas lembre-se de amanhã não vim trabalhar e nem depois ai fingirei que te despedirei, mas na verdade você trabalhará depois de quase cinco dias com a Alice e ela já sabe de todo o plano também. – sussurrei para ela e ela simplesmente assentiu.
Desci e o encontrei na sala na maior cara de pau olhando para um quadro que retratava a Alice e eu, acho que vou mandar esse quadro para ela lembrar de mim. Eu sínica fiz a minha melhor cara.
--Olá Charles estou pronta podemos ir?
--Refinada como sempre, claro que podemos.
Ao chegarmos lá ele fez questão de pedir o champanhe mais caro do recinto e eu me comportei como sempre que estava em sua presença seca e ríspida.
--Querida o que vai querer? – ele perguntou pegando na minha mão que deslizei sobre a mesa para o meu colo quase que de imediato.
--Escolhe você, estou sem apetite.
Ele fez uma cara para mim que dava a entender que era pelo menos para mim sorrir e assim o fiz, ele optou por escolher um prato que continha lagosta que era um dos mais caros e concordei como sempre fazia. Sempre achei que seria útil aquelas aulas de teatro que a Alice queria tanto fazer, e que praticamente me obrigou a fazer junto com ela.
No final das contas praticamente não toquei no prato, quando eu disse que não estava com fome era verdade a minha curiosidade era tanta que até perdi o apetite, mas ele comeu tudo e também acabou comendo de sobremesa um pedaço de bolo de chocolate com algumas coisas que não prestei atenção no que era.
--A conta! – ele pediu finalmente para o garçom.
Depois o mesmo garçom que nos atendeu trouxe a máquina de passar o cartão, não fazia a menor ideia de quanto tinha dado a conta, mas imagino que seja bem mais de mil.
--Será que coloquei a senha errada? – ele falou olhando para mim com cara confusa.
--O que aconteceu?
--Está dando cartão invalido.
--Só pode ter colocado a senha errado. – disse como aquilo fosse obvio.
Ele tentou mais duas vezes e com aquilo mesmo se fosse senha errada bloquearia o cartão, o garçom começou a olhar para ele pensando que estávamos tentando roubar.
--Charles o cartão deve ter bloqueado agora, mas tenho certeza que você tem dinheiro ai, você adora ter dinheiro na carteira mesmo tendo cartão.
--Você tem razão, mas só tenho quinhentos e setenta – disse ele contando o dinheiro que havia tirado da carteira – tem alguma coisa ai?
--Não, você sabe que não tenho dinheiro.
--Mas tem joias, o que acham de ficar com esses brincos que devem ser de diamantes? – perguntou olhando para o garçom.
--Pirou Charles eu usando diamantes? Isso é bijuteria.
--Não pode ser bijuterias.
--Claro que são se quiser analisar.
--Senhor teras que dar um jeito.
--Não posso passar e pagar depois?
--Não se não ter como pagas aceito esse dinheiro e o resto pagaras com serviços essa noite.
--Se for preciso eu ajudo Charles.
--Não, a senhora parece ser de bem e não aceitamos isso já que estão como casal só ele terá que trabalhar e a senhora poderá ir para casa.
--Se eu não posso fazer nada... – disse com um suspiro.
--Va embora Clara amanhã cedo estarei na sua casa.
E agora estou em casa, o que ele não sabe é que estava tudo combinado, amanhã meu advogado iria lá e pagaria a conta isso de ele fazer serviços foi somente para dar uma lição à ele e confesso que posso até imaginar tudo, estou morrendo de felicidade a vingança é melhor com o tempo e não diretamente e sim indiretamente.
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