Notas iniciais
Nesse capitulo Luna e Luan iriam nascer! Desculpe pela demora e boa leitura!

--Maravilhosa hora para meus netos resolverem nascerem, e esse transito terrível!

--Mãe não me deixe mais nervoso do que já estou.

--Não estou aguentando mais...

--Alice se acalme lembra daqueles exercícios que você aprendeu naquele shopping – falava a Isadora me acalmando.

Por conta da Daniela querer que meus filhos nascessem na mesma maternidade que o Joaquim nasceu tivemos que enfrentar um transito terrível, essa maternidade era no outro lado da cidade e estou com um péssimo pressentimento que eles nasceram nesse carro.

--Vamos pensar o lado positivo a bolsa ainda não estourou, por que ai sim eles iriam nascer no carro.

--Essas contrações estão terríveis nunca pensei que seriam tão fortes. – falei gritando.

--Queria evitar isso ao máximo, mas não aguento ver ela sofrer vamos pegar aquela estrada de barro.

--Mas ela não é mais longa e perigosa senhora? – perguntou a Estefânia.

--Sim, mas ela é bem mais calma e nesse caso será mais rápido e se acelerar bastante passaremos como um foguete e não terá perigo.

Ela virou a rua seguinte e quando chegamos em uma estrada de barro que claramente estava muito calma não tinha nenhum carro além do nosso a Daniela pisou no acelerador e ela tinha razão quando falo que passaríamos como um foguete, pois em quase cinco minutos chegamos na maternidade.

--Estefânia entre e pede uma cadeira de rodas e Isadora vai junta e de entrada nos papeis leva a bolsa – falou ela entregando – a a Isadora.

Em pouco tempo depois apareceu a Estefânia e uma enfermeira, o Joaquim me ajudou a sentar na cadeira e quando entramos na maternidade senti um liquido escorrer nas minhas pernas o que significava que a bolsa havia estourado, me levaram até o quarto e quando eu já estava trocada e deitada na cama, o médico entrou no quarto e depois de ver uns papeis e de mexer na minha barriga ele deu seu laudo:

--Os bebes ainda não estão da posição certa de nascer e como não estão a nenhum risco não é necessária uma cesariana, mas pelo que dá para perceber em breve já estarão na posição necessária, peço que para a calma da paciente é melhor apenas o marido permanecer no quarto e qualquer coisa é só tocar a campainha que uma enfermeira virá bem rápido.

***

Já se fazem quase duas horas que estou na maternidade as enfermeiras vem aqui á cada dez minutos elas falam que os bebes já estão quase na posição certa e que ainda hoje nasceram.

--Alice, me perdoe! – falou o Joaquim pela primeira vez desde quando chegamos na maternidade.

--Perdoa-lo pelo que?

--Por ter brigado com você por conta dos ciúmes, mas é que eu não suportei ver você falando com o Eduardo daquela forma tão intima e também que ideia é essa de sair da banda e por que não me disse isso?

--Por que eu conheço o meu marido e sei muito bem que não concordaria como está fazendo agora, eu não aguento mais esse seu ciúme doentio.

--Eu te amo e quem ama cuida e eu sei muito bem que o Eduardo te ama e que nada os impede de ficarem juntos.

--Joaquim entenda eu Te Amo já estou até casada com você, o que mais você quer de mim?

--Só quero você e o seu amor.

--Mas isso você já tem.

--Então já tenho tudo o que eu quero. – ele deitou no meu lado na cama, como era de uma clínica particular e fizeram questão de pagar o maior quarto da maternidade e aquela cama era de casal, e me beijou aquele beijo foi repleto de saudades, queria ter continuado, mas senti uma contração.

--Eu ainda não tenho tudo que eu quero – ele fez uma cara surpresa e confusa ao mesmo então expliquei – quer dizer quase tudo agora o que falta é pegar nossos filhos nos meus braços não aguento mais essas contrações elas estão mais fortes e consecutivas já estou até me acostumando.

--Vou chamar a enfermeira — falou ele clicando no botão em pouquíssimo tempo entrou uma enfermeira perguntando o que estava acontecendo – ela está reclamando que as dores estão mais fortes.

Ela viu alguns relatórios e fez um ultrassom rapidinha depois olhou para mim com um sorriso:

--Se preparem eles vão nascer, irei avisar a equipe.

Quando dei por mim já estava na sala de parto e o medico e a epique se preparavam, mas o Joaquim não estava aqui deve ter ficado com receio:

--Quero o Joaquim aqui! – pedi para quem me ouvisse.

--Ele falou que acha melhor não estar presente! – disse uma enfermeira.

--NÃO ME IMPORTO, QUERO ELE AQUI! – gritei já não estava mais aguentando de dor, em pouco tempo depois ele entrou na sala com aquela roupa azul que os médicos usam.

--O que aconteceu? – perguntou preocupado.

--Nada, só quero você aqui.

Pediram para que eu me preparasse, então ergui minhas pernas e as dobrei para facilitar a saída dos bebes.

--Faça força! – pediu o medico.

Comecei a fazer força, mas nada colocava aquelas crianças para fora. Trinquei tanto meus dentes que pensei que iriam quebrar. O medico pedia para mim fazer mais força, eu já não estava aguentando mais e quando olhei para o Joaquim ele estava mais branco que um papel, pensei se teria sido uma boa ideia ter o obrigado para ficar comigo.

Comecei a chorar não de dor, mas de frustação por que meus filhos não nasciam logo? Mas foi um erro ter começado a chorar por que o Joaquim apertou a minha mão com mais força.

--Fique calma Alice.

--COMO VOCÊ QUER QUE EU FIQUE CALMA – gritei com força – MEUS FILHOS NÃO NASCEM!

A enfermeira que estava calma também me pediu calma, mas não consegui responder por que senti uma contração muito forte, nisso pediram para mim fazer toda força possível. Finalmente ouvi o choro do bebe.

--É a menina! – ele exclamou dando a criança a enfermeira – continue fazendo força.

E assim foi durante sete minutos depois, quando depois de muita espera ouvimos o choro do Luan. Fui levada ao quarto, me avisaram que assim que meus filhos foram fazer aqueles procedimentos de recém-nascido a Daniela acompanhou tudo.

--Estão preparados para conhecer seus filhos? – perguntou Daniela entrando no quarto com uma enfermeira ambas com um bebe enrolado em um pano branco. – Joaquim sente-se vou te dar o Luan e para a Alice a Luna.

--Mas por que sentar?

--Eles são as coisas mais lindas do mundo.

A enfermeira me entregou a Luna enquanto a Daniela entregava o Luan para o Joaquim, e ela tinha razão eles são lindos parecem anjos:

Luna

Pele clarinha e muito macia;

Olhos verdes claros;

E da para perceber uns fios de cabelos ruivo.

Luan

Pele clarinha e muito macia;

Olhos verdes escuros;

E com alguns fios castanhos.

Eles estavam usando essas roupinhas lindas, por conta da minha indecisão para escolher as primeiras roupinhas deles o Joaquim que escolheu, mas devo admitir que ele tem um ótimo gosto para os nossos filhos:

--Ela é parecida com você! – falou ele emocionado.

--E ele é a sua cara!

--Eu não acho, acho que eles são parecidos com a avó no caso eu!

--Me desculpe Daniela, mas eles não tem nada a ver com você.

--Não custa sonhar, quem sabe futuramente...

Eles são as coisas mais lindas do mundo, não me canso de falar isso, valeu a pena todas as dores que senti e aquele pensamento de morte que vinha a cada contração. Agora vou curtir meus filhos depois conto mais.

Notas finais
Capitulo emocionante, aguardem irei postar mais em breve se demorar me perdoem.