Diários
4 Capítulo 3 - Blood on my Hands
Notas iniciais
Não leve o título a sério, ele é subjetivo
Putz, eu seria boa jornalista se quisesse, não é? Eu não estava presente quando isso aconteceu, eu estava na escola, minha professora de historia chegou lá contando, e pedindo para que não saíssemos no intervalo por que o homem ainda poderia estar por ai, só depois que recebemos a noticia que ele tinha morrido. Quando eu estava saindo da escola vi os donos da casa limpando o sangue da garagem da casa e do portão. Não sei por que não consegui sentir remorso por isso, só senti o cheiro de detergente na água tingida pelo sangue que escorria pela rua. Quero deixar bem claro que não gostei do fato da moça ter sido assassinada, ainda mais num lugar próximo a onde eu estava o fato é que não consegui sentir nada, nem dó ou revolta, não sei por que. Fiquei impassível. Ando ouvindo muito as músicas da Apocalyptica, eu já ouvia antes, gosto de música clássica, mas agora passei a ouvir mais, só para dar um clima mais cadavérico a este dia de hoje. Chegando em casa fiz umas pesquisas para a escola no computador e depois fui pedir uns catálogos para minha vizinha para ver se umas séries de Agatha Christie ainda estavam em promoção. Só vi “Nada dura para sempre/ Se houver amanha” de Sidney Sheldon, é um livro duplo, daqueles que quando a gente vira dá de cara com a capa do outro, mas eu não quero este. Vi “Anjos e Demônios” do Dan Brown, se não tiver os da Agatha vou querer o dele, gosto bastante do Dan, tinha me encantado com a complexidade do Código da Vinci (O livro, claro). Também vi “A Cabana” de William P. Young, pareci interessante. Ai, ódio tinham tirado os da Agatha da seleção especial, se ela não estivesse lá, não estaria em lugar nenhum. Tentei ver em outros catálogos, mas não tinha, então decidi apelar para minha mãe por “Anjos e Demônios”, foi apelando que consegui meu “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Além destes que eu citei, só havia livros que eu nunca leria, talvez, eram de moda, de auto-ajuda e sobre Deus e a sabedoria humana (ou a falta dela em alguns casos) e os áudios-livro. Depois vinha a sessão infantil, daí para frente nada mais me interessa. Apelei, apelei e... NADA, não consegui o livro, AINDA, há sempre uma esperança, afinal. Estou escrevendo cedo hoje, porque tenho pesquisas para fazer, tal de transportes de fosfolipídios e colesterol pelo LDL e HDL. Também devo escrever um poema, mas me acho boa em fazer poemas, já que não precisa de rimas e eu não tenho de me preocupar com o fato das pessoas acharem os temas estranhos já que uso palavras com sentido relevante e que é preciso mais analise para entender melhor. Vou porá ai, para análises posteriores:As ruas estão escurasO manto da noite os cobreDe uma fatal solidãoQue gostaríamos de esquecerPareci que o vento cessouQue as velas apagaramE não querem mais acenderÉ como o tempo que perdi tentando ver alguém em você que não existiMeus olhos estão cegosMesmo que relutem em enxergar A essência apaixonante do viverDo sonhar...Quando sentiu o gosto doce que emanava de seus lábiosNão quis mais verE agora pagoPelo doce e leviano prazer de uma traição Não acho que escreva mal, mas também não sou nenhum Carlos Drummond de Andrade... Acho que vou indo, afinal tenho tarefas a fazer e pretendo baixar “Anjos e Demônios” já que não posso tê-lo e começar a ler hoje mesmo. -- Good Night--
Notas finais
Acabo de lembrar que esqueci que devia contar como acabei ficando do lado mais sombrio da vida, amanha eu conto...
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