Diários

13 Capítulo 13


Notas iniciais

Hoje foi mais um daqueles dias que eu não me orgulho! Fique a vontade!

13º dia, 20h30min

“I only want that I can’t have!”

Estou sentida!

Chamaram-me de EMO (de novo! ai ODIO!)

Tipo: choveu pra cara*& hoje, pelo menos o clima concorda com meu gosto! Com exceção a isso e meus ataques de sinusite, nada de muito importante aconteceu.

Infelizmente não encontrei o Ryan, queria ter trocado meu e-mail com ele...

Pela tarde fui à Educação Física (desperdício do MEU tempo!)

Mas encontrei com a Nicole, no caminho da casa da Dominique (É, ela marcou o trabalho de novo).

Falamos um pouco:

- Oi.

- Oi.

- E quanto a nós?

- Não sei, hoje não dá vou à casa da M.D.

- Quem?

- Dominique, a menina dragão.

Ela riu, eu não, não costumo ser engraçada, sou irônica!

- Tive umas idéias quanto à decoração, quer ver.

Dei um aceno com cabeça para dizer sim e ela tirou uns papeis da mochila com uns esboços de desenhos, realmente desenha muito bem...

Ela ficou me observando enquanto eu via os desenhos até que falou:

- Que corte é esse?

“Isso ainda está ai?” eu tinha posto o cabelo na frente durante os últimos dias então minha mãe não via.

- Eu caí, talvez um dia te conte a historia é um pouco estranha.

- Adoro ‘estanhices’ – ela deixou escapar

“Hã?”

- Mas acho que você tem de ir embora, não é? Até mais.

“Eu e minha alto-estima”

- Ah, sim, devo ir, até mais

“Mais uma sessão tortura com Dominique Evans”

Chegando lá fui realmente atropelada pelo Sr. Phill, digamos que fomos ao chão, literalmente, só não batemos de frente porque eu sou baixa demais.

- Olha se não é a garota ruiva de novo.

“Você sabia meu nome uns dias atrás?!”

- A Dominique está te esperando no quarto, a mãe dela está viajando e a Lindysen está jogando tênis.

“Eu não pedi informação nenhuma!”

- Certo, obrigada.

Subi as miseráveis das escadas, como se não bastasse subir uma ladeira para chegar até lá.

Dominique estava lendo uma revista sobre ‘Crepúsculo’. Ela dava umas risadinhas de vez em quando, acho que quando lia sobre o Robert Panttison.

“Ah vá, você também...”

Até que ela virou e me viu parada na porta de braços cruzados.

- Até que enfim você chegou!

“Estava com saudades?”

- Então, vamos logo.

- Minha casa, minhas regras, se lembra?

“Eu não estou prestando hoje, não provoca!”

- Que seja! eu só quero fazer isso logo!

- Certo temos de falar sobre os lipídios e suas funções, fácil.

“Espera até a prova de sábado que você não vai achar tão fácil...”

- EU gostaria que falássemos na frente da turma.

“Falar? Eu? Você sabe que eu estou aqui?”

- E eu sugiro que façamos um show de slides.

- Falar!

- Dominique você sabe muito bem que eu não falo em frente a uma turma!

- Não é problemas meu!

“Ai! Jumamarruá! Ofende!”

- Mas se fosse em slides ficaria bem mais fácil de se entender!

- Mas se fosse falado eles entenderiam melhor ainda!

“Vai começar...”

- Slides seriam muitíssimo melhor!

- Falado!

- Slide!

- Falado!

- Slide!

Uma bola de tênis quebrou a vidraça do quarto de Dominique, só isso pra nos fazer parar de discutir.

Depois gritos:

- Fiorella, eu falei para você não jogar daquele lado!

- Foi sem querer.

- Vamos lá.

Um pouco depois duas meninas chegaram:

- Domi você está bem?

- Estou, mas minha cama não!

De fato a cama dela estava cheia de pedaços de vidro, provavelmente não daria para retirá-los sem rasgar os cobertores e o colchão.

- E você? – a outra perguntou.

- Sem danos – respondi.

Até agora a primeira que tinha falado só podia ser a Lindysen, já que era uma versão maior da Dominique praticamente. E a outra devia ser a Fiorella, alta magra e de cabelos castanhos.

“Eu mereço...”

- Melhor vocês saírem daqui, vou ligar para a vidraçaria e limpar tudo – Lindysen falou – mamãe vai me matar quando chegar.

- Ela só vai te matar se souber... – Fiorella falou

“Não é que é verdade!”

Fomos para a quadra, a mesma onde as meninas estavam jogando tênis e sentamos na arquibancada que estava sombreada (ai, rimou!).

- Certo, precisamos concordar pelo menos uma vez na vida – eu comecei – então para não favorecer ninguém, não pode ser nem falado e nem slides.

- Hum – ela pareceu demorar para processar a informação – É!

- E deve ser algo explicativo e fácil de entender...

- É – ela concordou

“Quem é você e o que fez com a Dominique Evans?!”

- E não pode nos custar muito.

- Aham! Então o que seria?

“Eu sou uma garota, não uma caixa mágica!”

Pensamos um pouco até que, por mero acaso falamos juntas:

- Um cartaz!

- Pode ser... – confirmei – vamos começar.

Ela pegou uns papeis do almoxarifado, e começamos.

Desenhos em alguns pontos escrevemos em outros, ela me deu um papel com o que eu deveria falar e ficou com outra parte, até que deu cinco horas e eu tive de ir.

Ela não disse “mais já?” com um tom melancólico como da ultima vez, apenas me acompanhou até a porta.

Agora só tinha uma coisa que me impedia de chegar numa boa nota neste trabalho: MINHA TIMIDEZ!

Fala sério, quem não tem? Eu praticamente gelo quando vou falar na frente de algumas pessoas, que dirá na frente de trinta e duas pessoas!

Ainda assim fiquei repetindo para mim mesma que eu já conhecia todos na sala e não tinha motivo para temer ninguém e... Quem disse que funcionou?

Só fiquei mais nervosa só de pensar! E pareci que o tempo acompanhou meus pensamentos e começou a chover.

“O Cara lá de cima ‘gosta’ mesmo de mim”

Li uns poucos capitulo do Dr. Jekyll e Mr Hyde, pensei em fazer um resumo das minhas provas de sábado (química, física e matemática), mas só pensei, mina atração pela internet é irrecusável!

Estava vendo um site agora e achei bastante engraçado (nos meus padrões):

“Sou uma gótica tão precoce que nasci ao pôr-do-sol num dia de tempestade.
Sou uma gótica tão precoce que a minha amiga imaginária era uma fada.
Sou uma gótica tão precoce que na escola primária coloria todos os bonecos de preto e roxo e achava muito bonito.
Sou uma gótica tão precoce que tenho olheiras desde os 7 anos.
Sou uma gótica tão precoce que aos 3 anos pensava na morte.
Sou uma gótica tão precoce que aos 6 anos perguntava aos meninos da escola se pensavam na morte.
Sou uma gótica tão precoce que deixava de falar aos meninos que não sabiam o que era a morte.
Sou uma gótica tão precoce que antes fazia questão de lhes explicar que iam acabar debaixo da terra comidos por vermes.
Sou tão gótica que no liceu perguntava aos professores se pensavam na morte.
Sou tão gótica que pergunto a toda a gente.
Sou tão gótica que os professores do liceu tinham medo de ficar sozinhos comigo.
Sou tão gótica que os colegas também.

Sou tão gótica que a Morte foi à Polícia fazer queixa de mim por assédio.”

Site: http://lnp.weblog.com.pt/arquivo/004540.html

E com umas risadas encerro meu dia de hoje! †Eternamente is sudo in umbra †

Notas finais

Amanhã é a apresentação do tal trabalho, será que eu não vou amarelar na hora?