Diário do Apocalipse

1 Era para ser um dia normal


Notas iniciais
Boa Leitura

Dia 25 de Outubro de 2014


No dia do fim eu acordei tarde. Quando levantei estava atrasado para ir ao colégio, mas precisava ir. Abri o armário e coloquei o uniforme do colégio, camisa branca, jaqueta e calça preta, lavei o rosto, escovei os dentes e penteei o cabelo. Estava pronto para inventar alguma desculpa para a diretora, novamente, por tanto desci as escadas do meu quarto e peguei minha mochila no canto da porta de entrada. Não tinha ninguém em casa, pois meus pais trabalhavam de manhã, por tanto eu podia faltar quando quisesse. Eu não poderia faltar hoje por que tinha prova na quinta aula, e pelo horário era daqui meia hora. Coloquei meu tênis branco que ficava ao lado da minha mochila. Saindo de casa corri até a garagem onde peguei meu skate e fui para o colégio.

Quando cheguei ao portão vi que estava fechado, logicamente, toquei a campainha e esperei alguém aparecer, e quem apareceu foi a diretora Carla que olhou com um olhar de desconfiança para mim

– Professora eu preciso entrar, meus pais estão de cama... Tive que fazer comida para eles e dar remédio por isso me atrasei hoje.

Carla me olhou por alguns instantes

– O que eles tem?

Ferrou, eu teria que inventar.

– Eles estão com... com pneumonia

– Nossa Nero, preocupante. Pode entrar sim, mas não se atrase mais desse jeito, ok?

– Sim sim professora, obrigado.

Logo peguei o skate na mão e passei pelo portão principal. Ótimo, eu consegui enganar a diretora, eu queria rir, mas agora eu não podia fazer isso. Subi as escadas do primeiro e do segundo andar e me dirigi a sala dos fundos que era a maior do colégio, bati na porta duas vezes e para minha sorte quem abriu foi Jake Wickles, um colega de classe, cabelos loiros bem curtos, magro e pouco inteligente.

– Nossa cara, veio para jantar? — Brincou ele

– Vai se ferrar vai — Respondi

Esqueci de falar, não sou muito amigável com quem eu não acho que mereça. Fui até a segunda fileira, meu lugar estava vago, o ultimo da fileira, sentei-me. Ao meu lado esquerdo estava Henrique Jacques, ou como era chamado Rick, na direita estava Luka Gremson, a minha frente estava Alice Petry.

Rick era moreno, cabelos enrolados da cor preta, não muito alto, atleta do time do futebol, Luka possuía a pele mais clara que a do Rick, cabelos médios, lisos e pretos, não fazia parte de nenhum time, não muito alto como eu e Rick e Alice tinha cabelos longos e loiros, um corpo que era bem trabalhado, por que ela fazia parte do clube de vôlei a algum tempo. Esses eram meus amigos.

Não deu muito tempo e o professor chegou com as provas nas mãos. Depois de distribuir todas as provas ele falou as regras que eram iguais em todas as escolas, coisas como não colar, não se virar para os lados e outras besteiras.

Passarem-se quarenta minutos e assim terminei a prova. Entreguei a prova e sai para beber água. Haviam vários bebedores no colégio, mas eu decidi demorar um pouco, já que tinha bastante pessoas fazendo prova no momento. Subi para terraço onde ficavam alguns brinquedos de crianças, uma pequena quadra de basquete e uma sala que guardavam artigos esportivos. Passei pela quadra e fiquei encostado na rede das crianças. Gostava de ficar ali as vezes, a visão era bem ampla dali de cima, eu podia ver pelo menos metade da cidade. Peguei meus headfones e coloquei em minha playlist de melhores músicas. Voltei a olhar para a cidade, foi quando eu percebi uma batida de carro logo na rua de cima de meu colégio, andei para o outro lado da quadra para ver mais de perto, quando pude ver fiquei paralisado, haviam pessoas no chão sangrando muito, mas não era por isso que fiquei paralisado, as pessoas estavam sendo devoradas por outros humanos, os carros estavam totalmente destruídos e as pessoas que estavam no chão, que possivelmente eram os motoristas estavam perdendo os órgãos, perdendo sangue e perdendo sua vida de um jeito que eu só havia visto em filmes. Mesmo assustado eu me virei para ver o que acontecia ao redor, não era só ali que tinha pessoas sendo devoradas vivas, mas era por quase todos os lados, corri até onde eu estava anteriormente e me estiquei para ver se conseguia ver o fim da rua onde meu colégio se encontrava, quando consegui vi algumas pessoas, se é que pode se chamar aquelas coisas de pessoas, eles vinham subindo a rua devagar, as roupas sujas de sangue e alguns sem partes do corpo. Não podia ser real aquilo, aquelas coisas eram zumbis?


Notas finais
Gostaram?
Sigam

Próximo capítulo será - Apagando a diretora