Notas iniciais
Gente, demorei um pouco, me perdoem, rs. Mas aqui está, um capitulo prontinho pra vocês :) Obrigada pela paciencia :3

Pov. Elise

Depois de termos total acesso para dentro e para fora da casa, está ao ar livre e sem a sede nos dominando, podemos revistar tudo que tínhamos lá dentro, comida, água, como dormiríamos, aonde, tudo que precisávamos para sobreviver a dias indeterminados naquele lugar.

–Está bem Elise. –Disse Eric quando estávamos na cozinha, ele ainda parecia eufórico e assustado. –Temos um pouco de comida no armário, mas a geladeira está vazia com apenas água pela metade e três garrafas. Vamos ver o que temos tanto no armário... –Disse ele vindo em minha direção e abrindo o armário o qual eu estava encostada.

Estava com poucas coisas. Algumas bolachas, um pouco de presunto, algumas tomates, goiaba e maçãs, mas tudo em pouca quantidade.

–Temos comida aqui para poucas semanas, duas basicamente. –Disse ele. –Temos que poupar.

Corri até o fogão, tentei acender uma parte, mas não tinha gás.

–Pensei que podemos matar uns peixes, mas não temos como cozinhar.

–Podemos comer cru. É carne branca, não faz mal.

Fiz uma careta com a ideia, mas tudo bem acho que sobreviveríamos a isso.

Ele caminhou até mim, certamente percebeu o quanto a minha respiração estava eufórica e minha expressão assustada. Pôs as mãos nos meus ombros, me puxou e me abraçou. Não hesitei ao seu abraço, o retribui. Eu sabia que Eric cuidaria de mim mesmo que passássemos anos naquele lugar.

O som do mar aliviava minha cabeça e me fazia pensar que eu não estava sozinha ali, que a casa ainda estava cheia das pessoas e que não tínhamos sido deixados para trás. Não tínhamos roupa para vestir, não nossas, tínhamos que vestir trapos velhos que encontramos nas malas que arrumamos no quarto dos fundos, mas ainda tínhamos a roupa do corpo.

Não me importei com isso naquele momento, não queria saber o que tinha pra vestir, só queria sair dali, mas eu não podia ficar reclamando, até porque isso não fazia parte de mim como cristã e fadigaria ainda mais Eric o deixando desesperado. Então o que eu faria?

–O mar está lindo hoje né? –Disse Eric sentando- se ao meu lado.

Nossas roupas estavam horríveis de suja, só percebi isso quando ele se aproximou de mim e vi que tinha um pano amarrado como uma faixa na sua cabeça.

Sorri vendo aquilo.

–O mar está. –Falei.

Seus olhos estavam vidrados no oceano, mas ele percebeu que eu estava o encarando e ainda sorrindo, então olhou para mim.

–Que foi? Quer dizer que eu não estou, é isso? –Disse ele rindo.

–Eu não disse nada. –Ri desviando o meu olhar para o mar.

–Insinuou.

–Tá bom, confesso.

Ele riu.

–Sabia. –Houve uma pausa. –O que planeja fazer quando sairmos daqui? Quando chegarmos em casa?

–Eu poderia dizer que queria esquecer. –Disse eu. –Mas não quero.

Houve uma pausa novamente. Meus olhos estavam fitando o horizonte.

–Tudo isso tem um motivo, uma razão... –Continuei. –Não sei por que estou aqui, mas Deus tem um plano. E eu confio.

–Eu sei. –Disse ele. –Eu posso está parecendo louco, mas... eu já agradeci a Ele por está aqui com você. Poderia ser com qualquer outra pessoa, mas foi você. Quer dizer... quais as chances de eu ficar preso numa casa com a garota que gosto? De me reconciliar com ela. De ganhar o tempo perdido nesse período que estávamos aqui e você só ligava para Carter?

–Talvez o plano de Deus não seja esse!

–Mas pode ser! –Disse ele. –Eu não disse que era, mas pode ser.

Eu nunca pensei que pudéssemos ter um momento como aquele, um momento que eu e Eric falaríamos um pro outro o que sentíamos. Mas já que estávamos presos e sozinhos num lugar deserto, com chances mínimas de sermos resgatados, era um bom momento para aquela situação.

–Obrigada Eric. –Falei.

–Pelo que?

–Por está me salvando.

–Eu não faço isso pra ouvir você me agradecer.

–Faz por quê?

–Porque...! –Parou ele. –Porque amo você. –Ele quase sussurra.

Acho que era isso que eu precisava ouvir para relaxar e ficar em paz por aquele momento.