Diário de uma princesa cristã
5 Aula com os cdf
Notas iniciais
Pov. Elise Lancaster
Cheguei em casa um pouco cansada, mas pronta para um novo dia como aquele, hoje eu teria aula com o grupo o qual eu fazia parte, grupo de cdf, ou nerds, como quiserem chamar. Enfim, eu estava animada para começar aquilo de novo, e me senti feliz por isso.
–Oi pai. –Murmurei assim que o vi entrar pela porta.
–Olá querida. –Murmurou ele.
–O senhor está bem?
–Sim, mas... sabe a Julie?
–Sim...
–Ela teve uma piora, está no hospital.
Pus a mão na boca perplexa, Julie era uma garotinha que participava da instituição e que também tinha câncer, era só uma criancinha e eu e meu pai éramos muito chegados a ela.
–Ah pai. Eu sinto tanto quanto o senhor. –Murmurei. –Vou visita-la assim que terminar a aula hoje.
–Tudo bem querida. –Disse ele caminhando até mim e beijando a minha testa.
Eu ainda estava nervosa com o acontecido, mas eu confiava em Deus e sabia que Julie sairia dessa.
Subi as escadas até o meu quarto, coloquei os meus livros no lugar deles e me deitei na cama, estava muito cansada, mas havia muita coisa para fazer naquele dia ainda.
–Elise... querida? –Chamou- me meu pai.
Abri os olhos de vagar.
–Eu dormi? –Perguntei.
–Sim meu amor, você adormeceu, mas já está no horário de você ir pra escola, para o seu grupo, vá se arrumar.
Obedeci. Arrumei- me, pus uma saia longa e uma blusa de alça com uma rasteirinha prendi o cabelo e soltei a franjinha, pus o meu óculos, peguei meu carro e fui.
Passei pelo meu pai e beijei o seu rosto.
Fui a rumo à escola, pus uma musica baixa no carro e suave. Dirigi de vagar até lá. Estava tranquila hoje, mas do que estava em qualquer outro dia.
Cheguei à escola, o cansaço já havia passado totalmente, fui em direção à sala a qual nós nos reuníamos. Sentei- me com eles e o diretor começou a falar. Ele estava ao lado de Eric Dawson, perguntei- me o que ele fazia ali.
–Então pessoal, é um prazer está aqui com vocês outras vez, e hoje trouxe um novo aluno, o sr. Dawson.
Vi os suspiros assustados das pessoas ao meu redor, eu, porém, estava tranquila com a ideia.
–Srta. Lancaster pode ajuda-lo? –Perguntou- me o diretor.
–Claro senhor. –Murmurei.
Ouvi um suspiro de decepção de Eric, ignorei.
Ele sentou- se ao meu lado e começamos.
–Então sr. Dawson...
–É Eric. –Disse ele.
–Eric. Desculpe. –Murmurei. –Vamos começar por balanceamento por oxirredução.
Eric somente suspirava e eu podia perceber a decepção em seus suspiros.
Comecei com a nossa curta aula, tentei explicar a Eric da forma mais simples que podia e fiquei surpresa em como ele era inteligente.
A aula se passou rapidamente, mas eu podia perceber a forma sutil que Eric me tratava.
–Entendido? –Perguntei assim que terminamos.
–Claro, é tão animador quanto você. –Disse ele.
–Que seja, você precisa aprender. –Murmurei, peguei minhas coisas e me levantei.
–Elise... –Disse ele.
Virei- me para olha-lo.
–Você não se importa com isso? Com tudo que falam e pensam de você...?
–Eric, é importante saber que servir a Deus é um desafio, enfrentamos várias coisas que não queremos enfrentar, mas vale a pena. Isso é bom.
–Entendo. –Disse ele. –E... Me desculpe pela perca de tempo.
Ri.
–Não foi perca de tempo... Foi um prazer. E a propósito... você é muito inteligente.
Ele bufou e sorriu agradecido.
Voltei para casa com um sorriso diferente no rosto. Tinha me dado bem com o inimigo, isso era bom para mim como cristã.
Pov. Eric Dawson
Me senti feliz com essa aula, nada que eu pretendesse compartilhar com os meus amigos, mas Elise era melhor do que eu esperava, como pessoa e como aluna, me senti satisfeito com a nossa conversa...
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