Diário de uma bugada
6 Capítulo 6 - Tudo mudou
Notas iniciais
A sensação de estar caindo é pessima, porém a sensação de estar voando é a melhor que existe, sentir a liberdade se espalhando pelo corpo, dos fios de cabelo ate a ponta dos dedos dos pés...
–Você está bem? -Perguntou Vanelope com um grande sorriso estampando no rosto. Ela não parava de pular.
–Eu? ESTOU ÓTIMA!!
–Vamos. Eles estão nos esperando. -Sr. Stone já estava um pouco distante.
–Verdade, vamos andando. — Vanelope parou de rir, começou a andar e fez um coque no cabelo.
–Eles quem? — perguntei esfregando as mãos na roupa.
–Lá dentro te explico tudo. Não podemos ficar muito tempo aqui. -Vanelope estava segurando uma arma e me entregou uma faca.
Andamos cerca de cem metros ate chegarmos em um tipo de cidade secreta. Os muros era imensos e no topo tinha cerca elétrica ( como se alguém normal fosse chegar la em cima).
***
Os portões se abriram. Pareciam um lugar agradável. Um grupo nos acolheu, pegaram as armas e deram água.
–Bom Vanelope, leve-a para o seu dormitório. -Falou Sr. Stones jogando água no rosto.
–Sim senhor. Estamos precisando de um banho urgente. -Vanelope passou a mão no rosto e sacudiu para tirar o suor.
–Mas...eu não tenho nenhuma roupa. -Corri para alcançar Vanelope.
–Não se preocupe, eu não me incomodo em te emprestar algumas roupas. — Ela segurou minha mão e puxou para que corresse junto com ela.
Entramos no prédio e logo pegamos o elevador, dentro havia dois garotos rindo bastante. Vanelope os conhecia.
–Oi Josh! Oi Andrew! Do que estão rindo? — Falou Vanelope abrando-os.
–Nada não. Deixa pra lá. Quem é a novata? — Falou o mais baixo me olhando dos pés a cabeça.
–Prazer! Sou Josh Turner. -Ele entrou na frente do outro e fez uma reverência e sorriu. Josh era moreno, cabelo raspado, um pouco de barba, do mesmo tamanho que eu e tinha uma risada bem engraçada.
–Sou Andrew Scott. — Ele apertou minha mão e depois me abraçou. Andrew um sujeito pequeno, com sorriso encantador, olhar profundo e com um felicidade apreciável.
–Oi, sou a Amy...Amy Barker. -Estava um pouco envergonhada.
–Vamos Amy! É aqui. — Vanelope já estava no corredor.
–Tchau, foi um prazer conhecer vocês.
–TCHAU! — Falaram juntos.
–Até algum dia, Amy. -Falou Andrew acenando.
–Ah! Um dia nos encontramos por ai. -Acenei de volta.
***
Chegamos o dormitório, havia duas camas, uma bagunçada e a outra nem deve ter sido ocupada. Parece que a Vanelope não tem mais uma colega de quarto.
–Amy, pode pegar qualquer roupa ai no armário! -Ela estava sentada na cama tirando o tênis.
–Ta bom! — Sorri e abri o armário. Assim que abri vi a blusa da minha banda favorita "Paramore". — Vanelope eu posso pegar essa aqui? — estava segurando a blusa com as mãos.
–Ai meu Deus! Não acredito. Você é fã deles? — Vanelope não conseguia conter a felicidade.
–Sim, sou apaixonada. — Peguei um short jeans e um blusão preto e branco. — Está bom assim?
–Está ótimo. -Gritou ela da porta do banheiro já de sutiã.
Olhei para o lado e vi uma estante com alguns livros, fui ate ela e puxei um livro que gosto muito "A Arte da Guerra". Sentei na cama e comecei a ler, mais a cantoria da Vanp me atrapalhou um pouco...
–Isso é muito relaxante! Sua vez! -Vanp esta só de toalha para em frente ao armário com uma cara de duvida.
Entrei no banheiro e fiquei um tempo me olhando no espelho. Então tirei a roupa, abri o chuveiro, deixei a água percorrer meu corpo. Havia um tempo que não tomava banho, alias acabei de acorda de um coma. Tinha me esquecido como isso é bom e "relaxante". Fiquei um tempo pensando na vida e...
–Amy, anda vamos nos atrasar!
–Atrasar? Atrasar para o que? — Fechei o chuveiro e comecei a secar o cabelo.
–Ah, não sei o que é direito. Mas, não precisa correr temos um pouco de tempo. — Vanp soltou uma risada.
Quando sai do banheiro Vanp estava os cabelos presos em um coque com uma bandana, um short curto de cintura alta, meia preta ate acima do joelho, um tênis azul escuro e uma blusa de manga comprida e levemente larga.
–Nossa, gostei do visual. — Gritei pois estava com o secador ligado.
–Obrigada Amy. Quer um tênis emprestado?
–Não precisa eu uso o coturno mesmo.- Olhei para os meus os pés e sorri.
***
Passamos por uma praça e andamos ate o prédio central, ele fica no meio da cidade. Entramos no elevador fomos para o ultimo andar. Ao chegar lá vi o Sr. Stones sentado na ponto de uma mesa comprida. Tinha um lugar vago, que er ao meu.
–Eles estão a sua espera? -Vanp abriu a porta para mim.
–Você não vai entrar comigo?
–Infelizmente não posso, mas vou ficar sentada aqui fora. — Ela apontou para um sofá.
–Senhorita Barker, estavamos a sua espera. -Falou um homem alto e sério.
–Estamos aqui para te explicar tudo e por que esta junto de nos! -Uma mulher com rosto severo e frio.
–Amy, eu vou te explicar tudo -começou o Sr. Stones — Seu pai era um espião muito famoso. Depois que você sumiu ele foi a sua procura, passou por muitas coisas e acabou descobrindo um experimento químico. E...ele foi a cobaia desse experimento que infelizmente deu certo. Não sabemos ao certo o que aconteceu com ele, quais foram as mutações só sabemos que ele não está mais entre nos. — Finalizou Sr.Stones com um olhar de pena.
–Tá! Por que eu estou aqui? — cocei a cabeça e olhei para Vanp.
–Queremos que descubra quem fez isso. E quais são os efeitos e por que usaram no seu pai? — Falou o velho com barba e cheiro de álcool.
–Achei muito legal, mas nem sei usar uma arma nem nada. Bom, só sei lutar.
–Temos profissionais que irão te ajudar. — diz Sr. Stones. — Amanhã começamos os trein...
Sr. Stones foi interrompido com o barulho de tiro e vidro quebrando. Vanp entrou na sala e me deu uma arma que nem conseguia segurar. Cerca de quinze pessoas entraram na sala e começaram a atirar. Andrew e Josh chegam juntam com outras pessoas.
–PROTEJAM A AMY. VAI, VAI, VAI! -Gritou Sr.Stones lutando com dois hoens ao mesmo tempo.
–Vem Amy. -Josh estendeu a mão e me levantou- ANDREW! VANELOPE! SALLY! VAMOS POR AQUI. PROTEJAM A AMY.
Descemos dois andares e entramos em uma sala. Nela havia muita arma, facas, roupas, tudo para não morrer.
–Coloca isso aqui.- Falou Andrew jogando um colete à prova de balas.
–Não dá pra pegarmos os elevadores, estão parados. Só resta a escada. -Falou Sally. Ela era alta, magra, muito branca, com os cabelos negros e um batom vermelho.
–Então vamos logo. -Falei abrindo a porta e olhando fixamente para Andrew.
Começamos a descer. Josh estava na frente, nos guiando. Eu estava no meio. Dois homens apareceram atras de nos. Um Vanp acertou com tiro na cabeça o outro Andrew esfaqueou.
–JOSH CUIDADO! -Gritei apontando para uma mulher que estava atras de Josh. Andrew puxou a arma e acertou um tiro bem no peito.
–Valeu mano!! -Josh falou com a respiração ofegante.
Descemos correndo. Quando chegamos na praça tinha um carro a nossa espera. Nem entramos e o carro já estava andando. O helicóptero estava nos perseguindo.
–Sobe o brinquedinho ai! — Falou Josh abrindo o teto do carro e lá em cima tinha uma metralhadora giratória.
Sally a porta traseira. Andrew e Vanp começaram a atirar no helicóptero também. Eu olha para uma mala e vejo uma granada, pego e grito...
–GRAAANAAAADAAA! -Eu consigo a certa o helicóptero e ele cai.
–É disso que eu estou falando. -Diz Josh eufórico.Ele desce com um sorriso estampado no rosto e me abraça.
–Fechem logo a porta! -Falou o motorista.
–Acelera isso ai Adam! -Gritou Vanp.
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