Notas iniciais
Oi, este não é um capítulo e sim uma explicação e um pedido de desculpas. Mas vai aí um spoiler: A história vai continuar.

Querides Leitores,

Começo esta carta desejando-lhes muita saúde e tranquilidade para que possam enfrentar o atual momento histórico. E despida de vaidade peço-lhes que aceitem minhas sinceras desculpas.

Por seguinte, os afirmo, sem piada de mau gosto alguma, que muitos anos se passaram desde a última vez que estive por aqui, para ser mais exata: o último capítulo desta história fora publicado dia 3 de maio de 2015. Na época eu tinha uma paixão enorme por esse site e todas as histórias que compunham ele, principalmente os romances yuri. A época eu era uma adolescente quase saindo do ensino médio que amava Glee, Demi Lovato, Jonas Brothers e conhecedora profunda do universo pop da época. Até hoje tenho uma ligação de muito carinho com esses artistas do pop norte-americano, mas confesso que estimo bastante o pop brasileiro que está de uma potência única atualmente.

Como uma boa fanfiqueira que sou, gostaria de afirmar com todas as letras para vocês: Eu genuinamente odeio quem começa boas histórias e nos frustam com o abandono delas. E, por ironia, eu me tornei quem eu mais odiava. Eu abandonei a história da Rachel, eu a engavetei e a esqueci completamente.

Nesse período, uma conquista desabrochou para mim: eu passei no vestibular e estive por quatro anos cursando a faculdade dos meus sonhos: História! Ou seja, larguei uma história para construir outra.

No entanto, como já dizia minha avó: cabeça vazia é oficina para criatividade.

Bom, a última parte eu acabei de inventar, mas o fato é que estou há mais de 70 dias confinada em minha casa sem poder sair ou trabalhar (Quarentena feelings) . E me ocorreu voltar a ler fanfics e sem querer esbarrei em uma história que eu escrevi antes mesmo de saber que eu queria cursar história, mas já falava abertamente sobre temas históricos.

Romances históricos são lindos de ler, os que mais amo são os que tem casais LGBTq+ e foi isso que me despertou para o tema da Rachel, uma garota judia durante a Segunda Guerra Mundial. Percebo, hoje, enquanto historiadora formada e atuante que, mesmo sabendo muito pouco, eu já me interessava por temas relativos as minorias e a opressão e como saída sempre acreditava no amor e na forma combativa de mudar injustiças.

Por isso, resolvi voltar a escrevê-la, porque quero me proporcionar esse encontro com meu espírito adolescente mesmo já com a cabeça mais adulta. É uma história leve e ao mesmo tempo densa e eu quero que ela continue e termine.

No mais, encerro esta minha fala desejando-lhes o aconchego de quem vocês amam na casa de vocês e que esse momento de isolamento passe da melhor forma possível. Mantenham-se a salvos assim como prometo manter a Rachel a salvo o máximo que posso, mesmo que o sistema seja foda.

Os começos são novidades, os recomeços são aliterações.

Com carinho,

Contadora de Histórias.

Notas finais
Obrigada para quem chegou até aqui. Se alguém ainda acredita nesta história, deixe um sinal de fumaça. Caso contrário, escrevo esta história para alguém que algum dia se identifique com ela e tenha intenção de apreciá-la. Abraços e até breve.