Diário de uma Bruxa
4 Ciúmes e indecisão. Nao os misture.
Acordei e dei de cara com Julie, que me observava atentamente. Era assustador. Com certeza ela estava esperando eu acordar, e não era para me dar bom dia.
Olá Susana, — Ela disse vendo que eu acordara dormiu bem?
Muito bem, obrigada. Respondi sem olhar nos seus olhos, me arrumando rápido.
Onde você estava ontem? Te procurei por todos os lugares... Ok, eu realmente fiquei com medo nessa hora.
Por aí.
Também não vi Malfoy ontem, será que você o viu? Ela me fuzilou com os olhos.
Não, sinto muito. Falei e saí rápido do quarto deixando Julie sozinha com um olhar ameaçador para mim.
Saí quase que correndo, tentando fugir de Julie, do jeito que ela é obsecada por Draco nunca iria acreditar que nós só nos esbarramos. Encontrei com Catarina, que olhava desconfiada para mim.
De quem está fugindo?
De Julie.
Mexeu com o Draco dela, não foi? Ela brincou.
Não, mas Julie não quer acreditar nisso.
Despedi-me dela e fiquei rodando pelo castelo procurando Dumbledore para conta-lo sobre o quarto, mas ninguém tinha o visto, nunca sabiam me informar onde ele estava ou poderia estar. Eu tinha que contar ao diretor o que eu tinha visto naquele quarto. Depois de procurar pelo diretor durante três dias, soube que ele tinha viajado à negócios.
Era dia das bruxas, e todos os alunos estavam no salão comemorando com um banquete maravilhoso. Tudo ia bem, até o prof. Quirell entrar berrando: O Trasgo! O Trasgo fugiu das masmorras! Fujam todos! e desmaiar logo em seguida. Quando o homem caiu no chão todos os alunos, professores, animais e tudo que havia no salão começou a gritar e correr de um lado para o outro. Dumbledore ordenou que parassem e mandou que os alunos fossem para suas casas. Meia hora depois, o colégio inteiro estava sabendo que dois alunos do primeiro ano da Grifinória tinham batalhado com o Trasgo e ganhado.
Passaram-se alguns meses, fiquei em Hogwarts durante o natal, pois não podia voltar ao orfanato. Quando Dumbledore voltou não tinha tempo para mim, nem para nenhum aluno. Acho que tinha alguma coisa muito errada acontecendo, já que o diretor sempre fez de tudo para deixar os alunos em primeiro lugar.
Joguei xadrez bruxo durante alguns minutos com dois garotos da Grifinória, Ronald e Harry Não acreditei quando ouvi, mas foram eles os alunos que acabaram com o Trasgo no banheiro feminino -, eles ficavam meio desconfiados quando falavam comigo, pelo fato de sermos de casas inimigas, mas me diverti bastante. Uma garota, também da Grifinória falou algo no ouvido dos meninos, fazendo com que eles saíssem correndo para resolver algo, se não me engano, iriam fazer pesquisas sobre uma tal de pedra filosofal.
Susana! Alguém me chamou.
Cat! Finalmente você voltou!
Eu estava com saudades, foi bom o seu natal?
Com certeza não foi melhor que o seu! Comentei percebendo sua animação.
Vamos, tenho muita coisa para te contar! Fomos juntas correndo para a sala comunal.
Passamos a noite inteira falando sobre o que fizemos durante o natal. Catarina tinha passado um tempo na casa de uma tia sua, me deu uma lista de presentes que havia ganhado. Fiquei com sono logo, já estava cansada de falar coisas do tipo: Ah, que legal Cat! ou dar risadas forçadas quando ela me contava uma coisa engraçada que havia acontecido. Julie voltou a ser minha amiga, na verdade eu não tenho muita certeza sobre isso, ela ainda me olha de um jeito estranho. Julie passou o natal na sua casa, fez uma lista de coisas que tinha ganhado, e que por incrível que pareça, conseguiu receber mais presentes que Cat.
Quando Draco olhava para Julie, ou para a direção em que ela estava (O que era mais provável, já que ele a ignora.), a garota ficava vermelha como um pimentão, não sei o que ela via nele. Para mim Draco Malfoy não passava de um metido, de nariz empinado, que não ligava para ninguém, ou pelo menos fazia parecer isso. Por outro lado, é bastante atraente, acho que fico hipnotizada quando olho muito tempo nos seus olhos... Mas é claro que eu não gosto dele, só estou falando isso porque toquei no assunto.
Mas, continuando: Quando uma garota chegava perto, acenava, piscava ou tentava chamar atenção de Draco, Julie enlouquecia. Dizia que ia matar a garota, ameaçava a coitada ou ficava depressiva. Eu não ligava para isso, ou pelo menos fingia muito bem, a ponto de enganar a mim mesma. No fundo, bem no fundo, quando alguma menina dava em cima dele eu tinha vontade de pular no pescoço dela. É, eu admito, estou completamente apaixonada por Draco Malfoy. Comecei a disputar com Julie para ver quem merecia atenção dele. Perca de tempo.
Certo dia Julie se declarou para o cheirozinho dela apelido brega não é? Pois é, mas é assim que Julie chama Draco quando o descreve, ou qualquer coisa do gênero. — , ele nem deu bola, disse que precisava ir a algum lugar e deu as costas, acho que só foi uma desculpa. Mesmo estando cada vez mais apaixonada por ele, eu não conversava muito com Draco, nada mais que Bom dia, Boa Tarde ou Boa noite..
Fui comprar os materiais para o segundo ano com Cat e Julie. Quando voltei fiquei o resto do dia deitada para descansar, o segundo ano estava chegando, e com isso, os livros eram cada vez mais pesados. Pesados e complicados.
Mais uma vez Harry Potter Sim, o garoto da Grifinória resolveu chamar atenção, para ele não basta ser famoso desde que nasceu. Ele derrotou um bruxo das trevas extremamente famoso e ao mesmo tempo achou a pedra filosofal, isso sem contar com o fato de ter entrado para a equipe de quadribol da Grifinória como apanhador e ser super íntimo de Dumbledore.
E falando em Dumbledore, contei sobre o quarto, sobre o bebê, sobre toda aquela loucura e a única coisa que ele me respondeu foi: Ah, vejo que a Srta. descobriu a sala precisa.. Como se isso fosse me ajudar a entender alguma coisa, depois ele me explicou: A sala precisa mostra um lugar onde você quer estar, ou sente falta... Não sei bem definir. Apenas lembre-se, onde a Srta. queria estar quando entrou na sala? De onde sentia falta?. Depois dessa explicação (Que não adiantou muita coisa), ele sumiu. Resolvi ler mais sobre a tal sala, descobri que ela nunca estava no mesmo lugar, e que era muito raro encontrá-la.
Eu estava passando num corredor quando quase fui atropelada por um coelho voador.
Cuidado! Preste atenção aonde anda, garota! Alguém com a voz brincalhona gritou para mim. Quando olhei em direção da voz vi um dos gêmeos Weasley, que ria atirando coelhos, patos, cavalos e outros animais coloridos pelo corredor.
Você quem deveria ter cuidado, esse bicho podia ter me machucado! Gritei com raiva enquanto me recuperava do susto.
Desculpe-me, próxima vez eu grito cuidado com o coelho voador! O ruivo disse rindo.
Ridículo! Tinha que ser um grifinório! Vocês sempre chamando atenção! Disse me afastando.
Acho que você está mal informada!
Do que está falando, garoto?
Acho que ninguém te contou, mas a maioria dos bruxos que vão para a Sonserina vai parar no lado negro... ele disse me encarando.
Tipo trabalhando para você-sabe-quem. O outro gêmeo se intrometeu aparecendo de repente É bom você ter cuidado para não acabar como eles.
Talvez você só tenha feito amizade com as pessoas erradas... O primeiro falou, percebendo minha cara assustada Vamos, Jorge! Deixe a sonserina aí! Os dois saíram correndo disparando fogos de artifício com suas varinhas.
Fiquei parada por um tempo, raciocinando, tentando digerir tudo. Será mesmo que eu tinha feito amizade com as pessoas erradas? Será que a Sonserina era lugar para gente má? Gente má? Pareço uma criancinha falando isso!
Achei que estava certa do que estava fazia. Falei para mim mesma.
Depois de passar um tempo pensando no que os gêmeos disseram subi o lance de escadas para ir à sala comunal sonserina. Quem sabe os gêmeos não estavam pregando uma peça em mim? Talvez eles tenham dito aquilo para me confundir... Se essa tiver sido a intenção, eles conseguiram.
Onde estava? Procurei-lhe em todas as partes! Cat correu para cima de mim.
Pensando.
Você não ajudou muito... Ah, não importa! Cat apontou para Escarlate, que estava me observando da janela Veja, sua coruja tem um envelope!
De quem é?
Não sei, abra logo!
Peguei o envelope de Escarlate e fiz um carinho rápido nele. Catarina estava prestando atenção em todos os meus movimentos, curiosa para saber o que tinha no envelope, ao abri-lo encontrei um bilhete que me fez ficar chocada.
O que há? Deixe-me ver! Cat disse ansiosa.
Não é nada... É só uma carta boba.
Ora, eu quero ler! Vamos, me entregue! Puxei a carta para longe de Cat, que pulou alcançando o bilhete. Hum, vamos ver o que temos aqui... Cat passou os olhos rapidamente sobre o bilhete e começou a rir.
Agora deu pra ficar rindo de qualquer besteira? Perguntei-a irritada.
Querida Susana, venho admirando-a já faz um tempo. Me dói ver-te sem poder falar o que sinto. Se quiser saber quem sou eu, encontre-me na floresta, amanhã, logo após ao jantar. Catarina leu gargalhando.
Pare com isso Cat, me entregue a carta!
Você vai?
Não sei... O que acha?
Acho que se você for, é melhor tomar cuidado. A floresta é proibida para todos os alunos, por motivos de segurança. Ela fez uma pausa e continuou Eu acho romântico, você deveria aceitar.
E se for alguma pegadinha, ou alguém que eu não suporte?
Tenho certeza de que Draco não iria lhe fazer este convite! Ela sussurrou para mim, fazendo com que eu passasse mal de tanto rir.
Ok, já estava decidido, eu iria me encontrar com alguém na floresta. Mas estava nervosa. E se for algum idiota querendo me pagar uma peça? Isso eu só iria descobrir na hora.
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