Notas iniciais
~^_ ^~ Oi people's tudo bem? Hoje vai ter dois babados na história Vocês vão conhecer um pouco melhor a história de Carmem e sua mãe psicopata,e descobrir de vez quem é o pai verdadeiro de Luca Boa leitura! ~Capítulo atualizado 23/01/2016~

"Querido diário,

O-ou, a irmã do Cebola e o grupinho de amigas dela viram eu beijando o Cê no dia do enterro.

Nossa, eu chamei ele de Cê, que estranho.

Bom voltando ao assunto, elas podem contar para o colégio inteiro e isso não é bom, isso não é nada bom, isso não é bom mesmo.

Espero que o Cebola consiga convence-las a não contar pra ninguém

Deseje boa sorte a ele diário"

— Vocês o quê? — Pergunta Mônica.

— Estamos ficando — Responde Cebola um tanto envergonhado.

— Meu Deus, então tudo que o Cebola tinha dito era verdade? — Pergunta Ellen.

— Era sim — Diz Carmem.

— Oh, vocês são tão lindos juntos — Diz Magali — Parecem até queijo com goiabada, arroz com feijão, Doritus com tota-tóia, ah, um Doritus com totatoia...

— Magali, pode falar logo que você tá com fome — Diz Mônica — Tem sorvete de flocos na geladeira.

— Ebaa — Magali sai correndo em disparada pra cozinha.

— Bom voltando ao assunto, vocês não querem que contamos pra ninguém não é? — Pergunta Amanda.

— Não, por favor — Diz Carmem.

— Por quê não? — Pergunta Ellen.

— É uma longa história — Diz Carmem.

— Uma longa história que era pra você estar me contanto — Diz Cebola.

— É verdade eu prometi, meninas temos que ir.

— Calfa — Diz Magali vindo da cozinha com a boca cheia — deem um becho de cachal pra gente ver o quanto voches chão apaichonatos.

— A fala sério — Diz Cebola.

— Só assim a gente vai saber se vocês se amam mesmo — Diz Ellen.

— Se amam? -Perguntam o casal envergonhado.

— É, vai ter que beijar.

— Mas vocês viram a gente se beijando lá no cemitério — Diz Carmem.

— Não vimos direito,agora beijem logo — Diz Amanda.

— Tá — Diz Cebola revirando os olhos.

Eles segura nos ombros de Carmem e lhe dá um beijo.

— ÊÊÊÊÊÊÊÊ — Gritam todas.

— Vamos Cê? — Diz Carmem vermelha.

— Vamos Ca — Disse Cebola também vermelho.

Eles saem de casa e entram no carro.

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09:40h

Rua Antônio Freitas

— Rua Antônio Freitas, número 57 — Diz Luca — Cadê, cadê?

Ele ia com sua cadeira de rodas por toda a rua procurando pela casa de seu pai.

— Ali, achei a casa número 57. Mas espera aí, ali é a casa da....

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09:45h

Carro

— Aonde quer ir? — Pergunta Cebola.

— Conheço um parque que tem um lugar legal — Diz Carmem.

— Um parque não é um lugar muito..cheio?

— Tem um lugar que é mais vazio. Confie em mim, sei o que estou fazendo.

Eles chegam no parque, saem do carro e entram lá.

— Vamos — Carmem vai puxando a mão de Cebola.

Ela o puxa até um morro que tem no parque, era um lugar bonito e tranquilo onde a grama era verdinha, e tinha uma linda árvore que era enorme, um lugar realmente bom de se ficar.

— Puxa que lugar incrível — Disse Cebola admirado.

— Né? Eu vinha aqui na infância escondida de meus pais, eles me deixavam de castigo no quarto então eu colocava travesseiros em baixo das cobertas para fingir que eu estava lá, e então vinha pra cá. Mas um dia minha mãe descobriu e começou a trancar a janela do meu quarto por fora.

— Vinha pra tão longe sozinha? Não era perigoso?

— Eu enfrentava os perigos.

— Mas você não morava em outro bairro? Como vinha até aqui?

— Ah Cebola, eu pegava ônibus, andava algumas quadras... Dava meu jeito.

— Nossa.

— Olha — Ela puxa Cebola pra perto da árvore — Eu fiz quando era pequena.

Na árvore havia o de Carmem feito com uma faca cravando na árvore e formando seu nome.

— Nossa, você era muito esperta.

— Valeu. Peraí, era?

Cebola ficou quieto.

— Hahaha, brincadeira.

— Besta. Vamos sentar e você me conta logo essa história.

— Tá.

Eles se sentam em baixo da árvore.

— Bom, primeiro quero que você jure que não vai contar isso pra ninguém — Diz Carmem.

— Eu prometo — Diz Cebola.

— Vamos lá. Quando eu era criança eu tinha 3 irmãos: Timóteo, Franklyn e Marina.

— O que aconteceu com os meninos?

— Eles agora moram nos Estados Unidos. Continuando, meus irmãos eram filhos de meu pai com outra mulher, então minha mãe nem ligava muito pra eles, já minha irmã era filha da minha mãe e do meu pai, e eles gostavam muito dela, mas eu? Eu não fui planejada.

— Não?

— Não. meus pais tinham 27 anos na época, deixavam os filhos com os avós e iam festejar, em uma dessas festanças eles beberam muito, ficaram bêbados e...minha mãe ficou grávida de mim.

— Nossa, e depois?

— Minha mãe passou a gravidez dela inteira chorando de raiva, dando socos na barriga dela e me xingando, isso quando meu pai estava fora, quando ele estava trabalhando.

— Nossa, e quando ele estava perto?

— Ela fazia carinho, cantava musiquinhas e etc.

— Nossa, que dissimulada. Continua.

— Então eu nasci. Não foi como outros bebês nascem, primeiro eu nasci de 7 meses. Por causa do nervosismo da minha mãe tive que sair da barriga dela mas cedo. e depois que, todas as mães ao verem seu bebê sentem que é o momento mais feliz de suas vidas, minha mãe não, quando a médica me deu pra minha mãe ela disse que me pegaria depois que eu estivesse limpa, depois que me limparam disse que me pegaria depois de me trocarem, me trocaram e ela disse que ia me pegar depois que as visitas pegassem. Ela...sempre dava uma desculpa pra não ficar comigo — Disse Carmem já chorando.

Cebola ficou comovido e abraçou ela.

— Não precisa continuar se não quiser, Carmem — Diz Cebola.

— Eu vou, te prometi e não vou desistir agora. Vamos continuar. Ela quase nunca me pegava, me largava no berço, colocava fones de ouvido e me deixava chorando com fome, só me dava de mamar quando meu pai chegava.

— Que horrível.

— Quando eu fiz 5 anos, ela já começou a judiar de mim, eu tinha que fazer o que ela quisesse, por mais estúpido ou idiota que parecesse. Se eu não fizesse ela me trancava no quarto, foi aí que comecei a vir pra cá.

— E depois?

— Depois que eu fiz 7, ela descobriu que eu vinha para o parque e me deu uma surra tão grande que tenho cicatrizes até hoje.

— Nossa, ela te bateu com o quê?

— Com madeira, ela pegava pedaços grandes de madeira e jogava em mim. Doía, como doía.

— Nossa, e aí?

— Aí nesse dia ela não percebeu, mas meus irmãos mais velhos tinham visto tudo, estavam escondidos em baixo da minha cama.

— Quantos anos eles tinham na época?

— O Franklyn tinha 14 e o Timóteo tinha 11, estavam tentando pregar um peça em mim no dia.

— E o que aconteceu?

— Eu estava sangrando, minha mãe estava quase me matando com aquela madeira, se ela me desse mais uma batida tinha certeza que ia morrer ali mesmo, mas nessa hora meus irmãos saíram de baixo da cama e tiraram as madeiras dela.

— Nossa.

— Eles começaram a gritar com ela, disseram que iam contar tudo pro papai e que iam ligar pra polícia.

— E ela fez o que?

— Ela pagou a mão biológica dos meninos, para ela fazer um contrato falso, que dizia que a guarda dos filhos era dela.

— E ela veio buscar os meninos?

— Veio, e ela levou eles embora pros Estados Unidos e eles estão morando lá até hoje.

— E você?

— Eu continuo sofrendo nas mãos da minha mãe, quando a Marina era viva ela me vigiava o tempo inteiro e eu não podia fazer nada.

— Por isso você dava aqueles chiliques na escola?

— Sim, por isso.

— Nossa, nem passava pela minha cabeça que você sofria desse jeito.

— Nunca contei isso pra ninguém, por isso estava com medo de te contar.

— Nossa, que boa notícia.

— Boa?

— Sim, por que mesmo você nunca contando isso pra ninguém, você confiou em mim e me deixou ser a primeira pessoa a saber.

Carmem deu um sorriso.

Ele abraçou Carmem e eles ficaram ali, embaixo da árvore abraçados.

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10:00h

Rua Antônio Freitas

Luca batia na porta da casa número 57.

— Luca? — Perguntou dona Lina.

— Oi dona Lina, tudo bem? — Perguntou Luca.

— Tudo sim.

— Você sabe do lance de eu conhecer meu pai né?

— Sei querido.

— Bom minha mãe finalmente me deixou conhece-lo e deixou um endereço pra eu ir na casa dele, só que acho que ela se enganou porque me deu o endereço de onde a Magali mora.

— Talvez ela não tenha se enganado.

— Hã?

— Entre.

Luca conhecia apenas a mãe de Magali, porque eles estudavam juntos desde criança e a mãe dela sempre á buscava na escolinha.

— Espere aqui um minuto? — Perguntou dona Lina.

— Claro — Disse Luca.

Lina subiu as escadas.

— Querido? — Perguntou Lina abrindo a porta do quarto.

—Sim? — Perguntou o homem.

— Seu filho está aqui.

Ele deu um pulo da cama.

— Quem?

— O Luca.

— Meu Deus a mãe dele finalmente deixou ele me conhecer?

— Foi o que ele disse.

Ele desceu as escadas correndo e ao ver Luca não conseguiu se segurar e começou a chorar.

— Luca? — Perguntou ele.

— Oi senhor, quem é você?

— Sou eu Luca, seu pai.

— Pai? PAI.

Ele pulou de sua cadeira esquecendo que não conseguia andar, por isso quase caiu,mas seu pai o segurou antes disso.

— Graças a Deus sua mãe finalmente deixou você me conhecer.

Os dois choravam como criança,até Lina que tinha descido as escadas e ficado ali no cantinho da sala tinha derrubado umas lágrimas.

— Você é a minha cara filho.

—Eu sei pai — Disse Luca com um sorriso de orelha á orelha.

— Ah Joaquim, sabia que esse dia ia chegar — Disse Lina.

— Seu nome é Joaquim, pai?

— É, meu filho — Disse Quinzinho — Ai, finalmente eu e a Lina vamos poder ter a sua guarda.

— Guarda?