Notas iniciais
Resisti à tentação de olhar para trás quando saí furiosamente do lugar. Virei em direção à uma pequena rua escura e, quando tive certeza de que não podiam me ver, saí correndo.
Peguei alguns atalhos, ofegante. Draco precisava de ajuda. Se descobrissem sobre a efetivação, ligaram os pontos e chegariam até mim – e então, eu estaria realmente ferrada.
No fundo, eu sabia que esse não era o único motivo. Eu tinha de ajuda-lo.
Vi um vulto loiro por ali, e parei, tentando imaginar um jeito sutil de leva-lo para longe. Finalmente, tomei uma decisão e o puxei da rua bruscamente, em direção ao escuro. (Super sutil)
– O quê...
– Vem, rápido. – sussurrei, puxando-o por alguns dos outros atalhos que conhecia. Dobramos uma esquina.
– Louise? Por que...
– O trio de ouro está atrás de você. – disse, prevendo qual seria a sua pergunta, e continuamos correndo.
Corremos por pequenas ruas escorregadias e passamos por paredes de cimento cheias de lodo. Após dobrarmos mais algumas esquinas, achei que já tínhamos os despistado.
Paramos em um beco tão pequeno que eu e Draco ficamos espremidos contra as paredes. Seu rosto estava à centímetros do meu, e eu sentia sua respiração pesada e quente. Podia ouvir meu coração martelando em meus ouvidos. Não sabia se ele estava acelerado por causa da corrida. Seus olhos azuis estudaram minha expressão meio cansada, meio assustada.
E então eu me afastei, desconfortável.
– Vamos, eles estão te procurando. – disse, me virando.
Ele pareceu meio desconcertado e talvez, confuso. Mas assentiu.
Andamos até o local da reunião em silêncio, tomando o cuidado de evitar as ruas principais. Paramos nos fundos.
– Boa sorte. – falei, depois de um longo silêncio. Ele parecia ansioso e nervoso ao mesmo tempo.
– Obrigado...pra você também – ele me lançou um sorriso meio estranho – amanhã.
– Estremeci. Eu seria efetivada no dia seguinte, na presença de Você-Sabe-Quem, os Bramen e os Malfoy.
Duas palavras: Extremamente. Embaraçoso. Eu me sentia como uma criancinha na primeira ida ao dentista.
Mas, ao mesmo tempo, fiquei feliz por sua presença. Ter Draco lá me deixaria um pouco mais calma, e seria uma boa oportunidade de confrontar Narcisa.
– Obrigada. – respondi. Ficamos em um silêncio constrangedor por alguns segundos, até ele finalmente acenar e entrar.
No dia seguinte, algo no fundo da minha mente me dizia que ele seria alguém totalmente diferente.
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